Trovas à Tôa

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Elementos
Abel
Augusto
Avô Fernando
Cristina
Elísio
J. Pedro
Lando
Manel
Toni

 

 

Breve historial

Instrumentos
Adufe
Bandolim
Banjo
Cavaquinho
Guitarra Clássica
Guitarra de Folk
Viola Braguesa
Viola Campaniça
Violino

Nado de mais uma louvável iniciativa da Federação das Colectividades de Cultura e Recreio do Concelho de Santa Maria da Feira, o Trovas à Tôa é um grupo de gente jovem (entre os vinte e os sessenta anos) e que prima pelo bom gosto. A maioria dos elementos do grupo conheceram-se no curso de instrumentos tradicionais que todos os anos tem lugar no concelho da Feira e começaram desde aí a desenvolver um vasto repertório inicialmente destinado à auto-recriação e enriquecimento das capacidades musicais dos seu elementos.

1998 - constituição do grupo.
O nosso primeiro ano foi gasto na recolha das cantigas tradicionais passíveis de serem adaptadas pelos "Trovas à Tôa", levando em consideração que a maioria dos membros do grupo se estavam a iniciar na divulgação da música tradicional.
Os instrumentos eram ainda primordiais: cavaquinho e viola braguesa.
Nesta altura, o grupo era constituído por:
O Manel, o Augusto, o Elísio, o Abel, o Sr. Avelino e o Avô Fernando.
O instrumental, embora simples, era já ambicioso. Todos os instrumentos foram feitos à mão e por encomenda propositadamente e com medidas especiais pelos conhecidos construtores Domingos e Alfredo Machado.

1999 - iniciação da vida pública.
Este foi o ano do amadurecimento dos objectivos do grupo, salpicado aqui e além com alguns concertos em múltiplas casas de pasto da região, o que proporcionou ao grupo a percepção da aderência do público aos vários géneros de músicas tradicionais, bem como à postura mais adequada para o nosso estilo.
Com a entrada do Lando mais a sua guitarra de folk, para o grupo, tornou-se possível um alargamento pronunciado do nosso âmbito musical. Os "Trovas à Tôa" passaram a adoptar uma estratégia de adaptação de simples melodias tradicionais ao estilo próprio do grupo mediante a introdução do nosso próprio arranjo feito à nossa medida.
Como seria de esperar, logo o tom jocoso e alegre da nossa disposição habitual se começou a revelar com grande sucesso entre os espectadores.

2000 - Época de profunda viragem nos acontecimentos.
Mercê da maior experiência dos nossos executantes e de maior exigência das nossas próprias capacidades, resolvemos ir buscar mais três elementos que se revelaram de grande relevância:
O J. Pedro (para o bandolim), o Toni (para a guitarra clássica) e a Cristina (para as percussões).
Entretanto o Avô Fernando começou a usar o violino como segundo solista.
Com esta nova configuração, fez-se uma primeira apresentação na Feirinha à Moda Antiga, em Cesar, uma iniciativa da Associação "Villa Cesari", onde a aceitação ultrapassou todas as expectativas.

Agora com uma farta panóplia de músicos e com instrumentos muito mais variados e versáteis, o grupo começa a pensar em apresentar-se com um bom leque de temas (escolhidos das anteriores recolhas) e a propor-se para actuações de maior responsabilidade.
A oportunidade surgiu no final do ano, a convite do INATEL e por indicação da Associação do Grupo de Danças e Cantares Regionais da Feira.
Ficou assim consolidado o repertório e a capacidade do Grupo enquanto grupo de música tradicional.

2001 - a consolidação.
Com uma experiência de dois meses de espectáculos semanais no INATEL, o "Trovas À Tôa" equipou-se com uma aparelhagem de som, simples, mas eficaz e apropriada, assumiu-se com uma identidade própria e propôs-se a promover a música tradicional tal como é entendida pelos elementos do grupo.
Em consequência da promoção por parte da Junta de Freguesia de Cesar que organizou três espectáculos para o efeito, surgiu o primeiro CD dos "Trovas à Tôa", gravado ao vivo com meios próprios do grupo, em espectáculo memorável na escadaria da capela de Vilarinho.

2001 - a consolidação.
Com uma experiência de dois meses de espectáculos semanais no INATEL, o "Trovas À Tôa" equipou-se com uma aparelhagem de som, simples, mas eficaz e apropriada, assumiu-se com uma identidade própria e propôs-se a promover a música tradicional tal como é entendida pelos elementos do grupo.
Em consequência da promoção por parte da Junta de Freguesia de Cesar que organizou três espectáculos para o efeito, surgiu o primeiro CD dos "Trovas à Tôa", gravado ao vivo com meios próprios do grupo, em espectáculo memorável na escadaria da capela de Vilarinho.

Esta promoção mais a divulgação do CD teve como consequência um calendário sobrecarregado com espectáculos de iniciativa de várias Juntas de Freguesia, do INATEL, comemorações oficiais sortidas em terras de Cesar, Fajões, Santa Maria da Feira, Caldas de S. Jorge, mais algumas esporádicas saídas da região que proporcionaram maior confiança na aderência por parte do público dos mais variados géneros (desde o Congresso Internacional das Organizações de Folclore a várias desfolhadas à moda antiga).

2002 - Ano de grande evolução nos temas musicais.
Acordada uma parceria com a Associação do Grupo de Danças e Cantares Regionais da Feira, o "Trovas à Tôa" determinou um ano de comedimento nos espectáculos para dar tempo a uma renovação do repertório do grupo que, doutra forma poderia tornar-se demasiado conhecido.

Novas recolhas se impunham e um projecto ambicioso (para quem começou a tocar em conjunto há dois anos e meio) tomou forma. Foram introduzidos e reorquestrados temas de grupos como "Realejo", "A Brigada Victor Jara", "Vai de Roda", "Raízes", "Romanças" e outros. Em virtude desta nova tarefa foi também necessário melhorar a qualidade sonora com a aquisição de material suplementar que permita a prestação de um bom espectáculo em qualquer ambiente. E sem esquecer as velhas cantigas, começámos a renovar as nossas apresentações com os melhores resultados.
Começámos nesta altura a ter uma boa presença nas rádios regionais, nomeadamente a Rádio Regional Sanjoanense, Rádio Regional de Arouca, Rádio Clube da Feira, entre outras.

Com um leque de participações mais escolhido, começamos a levar mais longe o nome dos "Trovas à Tôa" com algumas incursões pelo país, continuámos a actuar no INATEL sempre que surgiu oportunidade e acabámos por ter mais um ano bem cheio de actividades apesar da calma a que inicialmente nos tínhamos proposto.
Neste ano, publicámos o CDROM interactivo promocional do grupo e adoptámos o nosso santo padroeiro: São Martinho das Moitas de seu nome popular, mais tarde renomeado "S. Macário".
Ficou também definida a nossa imagem de apresentação no souto de castanheiros centenários frente ao "Salva Almas". Por este e outros motivos, foi também adoptada a nossa mascote: a CASTANHA.

2003 - aposta na divulgação.
Com uma constituição actual de nove elementos e trinta e dois instrumentos, o grupo já actuou em todos os ambientes, incluindo a televisão, donde guardamos gratas recordações e uma reportagem em CDROM disponível para todos quantos estiverem interessados em conhecer melhor as nossas capacidades e o nosso estilo.

Constituição actual do grupo:
Augusto (cavaquinho, viola braguesa e voz)
Manel (cavaquinho e coro)
Elísio (cavaquinho e coro)
Toni (guitarra clássica)
Lando (viola de folk)
Cristina (cavaquinho, voz e percussões)
J.Pedro (bandolim, violino, guitarra clássica, violas braguesa e campaniça, gaita de beiços e banjo)
Abel (viola braguesa e coro)
Avô Fernando (cavaquinho, violino, gaitas de beiços, violas braguesa e campaniça, flauta de bisel e gaita-de-foles)

Repertório actual: o nosso repertório depende muito do tipo de ambiente a que nos dirigimos. Como é óbvio não podemos tocar o mesmo repertório num arraial popular e num casamento. A selecção dos temas pode ser feita desde o género jocoso e brejeiro que tanto entrou em moda no último ano até temas muito mais requintados de música de influência celta, música alentejana, açoreana e beiroa, cantares do Minho, ou mesmo música de bailarico no terreiro (géneros que nos merecem igual respeito quer pela antiguidade quer pela autenticidade das tradições).
Fazemos e já fizemos apresentações em quatro línguas (português, francês, castelhano e inglês).

Para Maio deste ano, edição do novo CD, gravado em estúdio pela "MUNDIAL", promete introduzir uma nota há muito esperada: a música tradicional sempre foi pautada pela boa disposição, alegria e um forte espírito de crítica que a cantiga permite. Os temas da política e do sexo (tabus da sociedade tradicional portuguesa) sempre encontraram a sua única expressão nas cantigas jocosas e de maldizer que o povo inventou para dar expressão a sentimentos que não podiam ser revelados em outro contexto.
Nasce assim "O FADO DA BADALHOCA", uma de muitas recolhas que este grupo fez junto do povo que somos.

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