Breve História

            - Era então o inicio dos anos 80, familiares numa visita ao estrangeiro, compraram e ofereceram-me um par de CB’s portáteis. Eram um espanto, tinham 3 canais, se bem me lembro eram o 9, o 11 e claro o clássico canal 14. A sua potência de saída anunciada era de 500mW! Toda a rapaziada lá do bairro queria vêr e “operar” os ditos. A presença destes equipamentos foi de tal maneira tão contagiante, que pouco tempo depois estava instalada uma verdadeira rede de “micro cibistas”. Tinha nascido a paixão pela rádio, os “micro cibistas” cresceram, passaram a Cibistas licenciados, e daí a Radioamadores. Entre eles destaco dois em particular, o José Luís (CT1DID), entusiasta pela electrónica e da Rádio Livre e o Rui Brito (CT1EPQ), coleccionador de rádios e ainda fiel adepto da CB.

- Estamos em 1985, fiz exame para radioamador classe D, não tinha equipamento amador, o cumprimento do serviço militar obrigatório, o casamento e o nascimento do primeiro filho mantiveram-me afastado do radioamadorismo até ao inicio dos anos 90. Era uma noite de verão de 1992, estava eu e o Rui (CT1EPQ) a saborear uma bebida numa esplanada, quando veio á conversa memórias dos velhos tempos de juventude, das aventuras e das conversas pela rádio. O entusiasmo foi tal que decidimos recomeçar tudo. Num instante reunimos informação sobre equipamentos, locais de venda e os nossos primeiros contactos na “vertical” com radioamadores locais.

- Para meu desânimo, verifiquei que a classe D da minha licença era demasiada restrita em frequências, modos e potência para os meus objectivos. Meti mãos à obra, contagiei outro amigo, o Henrique Portas (CT1ESJ) e lá fomos fazer os respectivos exames. Actualmente estou na classe A, lamento o facto de não ter havido outro surto de novos radioamadores aqui no distrito, tenho esperança que dos dois filhos que tenho, algum se contagie e queira ser um dia mais tarde radioamador.

- O radioamadorismo é uma paixão muito especial e digo com toda a minha convicção que além de um hobby, é para mim uma forma de estar na vida... 73’s.


 

1º CHAQUE

             - A minha primeira estação a sério de radioamador... tudo começou em 1992, instalei a estação numa dispensa lá de casa. Como era um espaço no interior da casa, estava fora de questão passar cabos á vista por onde fosse, tive a sorte de passar os mesmos  pela tubagem de ventilação. Que sorte!!! 

 - Com a estação de rádio a crescer em equipamentos e acessórios, fui obrigado a migrar para o sótão do QTH. Foram só vantagens!!!. Os cabos eram mais curtos, logo menos perdas, mais privacidade e espaço. Foi nesta altura que comecei as  minhas primeiras aventuras  pelos Satélites e Packet, foram sem dúvida tempos fantásticos!

      A primeira estação em 1992                                           EU, à espera de uma esporádica!?


2º CHAQUE

            - Estamos em 1998, aquele velho ditado “o bom filho a casa volta” cumpriu-se! Estou de volta ao QTH onde nasceu a paixão pela rádio. Apesar de estar a uma cota inferior em relação  ao anterior chaque, isto é, passei dos 1.022m para os 950.0m, foram mais as vantagens que as desvantagens. Ganhei mais horizonte a nascente e sul, perdi horizonte a poente (que me desculpem os americanos, hi!), muito mais espaço no telhado/chaque e acima de tudo mais compreensão e paciência da minha família, especialmente da minha esposa.

                       Estação em 2001                                                         A mesma em 2004


                 O Jorgito em pleno QSO!                                     O Daniel em "tasse bem!"


 

CHAQUE no CAMPO

- Este chaque foi “construído” com o objectivo de tornar-se num “DX Farm”, enganei-me! Quando se tem uma quinta, todo o tempo é pouco para o trabalho, resta-me o consolo de dar uns bons mergulhos ao fim da jornada. Fazer rádio? aqui? Bem..., talvez quando já estiver reformado.

  A minha Quintarola                                                     O meu Chaque com o Kenwood TS850


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