História


Desde criança que transportava um sonho, possuir cães, mas difícil de materializar, eles davam despesa com alimentação, idas ao veterinário, trabalho, etc ... Os meus pais diziam que os rendimentos obrigavam à canalização dos recursos para outras ditas primeiras necessidades e como eu era privado e tutelado por eles restava-me esperar, estudar e sonhar.
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Alex Miró do Abrigo do Avô - LOP
Prop. Sr. Manuel Ferreira Chico - Tomar (N. 24.Set.1998)

Os anos iam correndo e nunca perdia a esperança de poder continuar a sonhar, talvez por volta de 1976 uma parte desse sonho começa a ganhar contornos e é nessa altura que comecei a criar de uma forma independente canários é certo que tinha paixão por eles e pela tematica dos animais de companhia, criei canários de porte muitos anos mas acompanhava-me para todo o lugar o imaginário de ter um cão.

Quando por volta de 1985 comecei a estudar algumas enciclopédias, revistas, bibliografia diversa e a visitar algumas exposições caninas, tinha o propósito de ficar esclarecido sobre que opção seria correcta para mim. As primeiras conclusões indicavam que tudo era bonito e que o melhor seria ter um de cada. Tarefa obviamente impossível e difícil de conciliar, embora questões importantes estivessem sempre presentes. Grande, médio ou pequeno, pêlo curto, médio ou longo, liso ou duro qual seria a sua função, guarda, caça, corrida ou companhia, fundamentalmente teria que ser um, com o qual eu me identificasse e revê-se.

Até que um dia sem marcação prévia, tive um encontro fantástico com um Boston Terrier, ainda hoje não sei explicar muito bem mas não fiquei indiferente e essa é seguramente a primeira grande característica deles, a um Boston Terrier ninguém fica indiferente (há tempo uma menina talvez 13 anos, numa exposição, pressionou os pais para a visitar andando alguns quilómetros depois de ter visto um numa exposição anterior dizia-me: O olhar deles transmite …., ela estava certa).

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Angela Channel do Abrigo do Avô
Estará nos USA no National com Dianne Joy e Lucy Ellwanger (N. 24.Set.1998)

Aproximei-me dele (Boston Terrier) e tinha que lhe mexer, quando o fiz, foi o único cão talvez por coincidência que trepou pelas minhas pernas e, quando me baixei deu-me logo beijos de Boston, nunca mais esqueci este gesto e transportei comigo a convicção que a decisão estava tomada, eu tinha que ter um Boston Terrier.

Começaram as dificuldades, orientei a minha leitura e intensifiquei a pesquisa. Surgiu-me de seguida outra dúvida, um cão de exposição ou só para companhia, pois não são a mesma coisa. Não sabia responder muito bem, nem sempre encontrava pessoas certas para falar deste assunto e algumas vezes até ficava triste com algumas conversas(acentuadamente comerciais e sempre marketing presente). Mas, uma certeza eu tinha, estava determinado e tinha que gerir com calma esta minha determinação pois o impulso nem sempre é bom conselheiro.

Em Portugal contactei vários criadores de outras raças e existia um denominador comum, Boston Terrier não conhecemos criadores em Portugal, conheci alguns proprietários e conclui que só me restava virar-me para fora, o que fiz. O Boston Terrier cria mal, partos de cesariana e poucos de cada vez (não é comercial :-o) ).

Fui à origem, Estados Unidos da América sua terra natal e aí também não foi fácil, foi necessário primeiro fazer amigos, e depois, finalmente, alguns anos decorridos tive o meu primeiro Boston Terrier de exposição e para criar.

A minha vida transformou-se completamente para melhor, depois de inesquecivelmente para toda a minha vida eu ter perdido o meu segundo filho. Tenho para mim hoje, que por vezes na procura da felicidade é bom sermos infelizes, para sermos naturais. Não sei explicar muito bem se eles são um escape ou outra qualquer coisa ……… o que sei, é que fazem parte da minha família e vida, e dificilmente conseguirei viver sem um Boston Terrier.

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Alex(Left/Esq.) e Angela(Right/Dir.) do Abrigo do Avô
(N. 24.Set.1998)

Sentindo a necessidade de desportivamente colocar um rosto nesta minha paixão, submeti o nome "Abrigo do Avó" para meu afixo. Viria a ser aprovado, e assim, a personalização para o bem e mal do meu trabalho estava identificada. Aprovado também seria em Assembleia Geral Extraordinária a minha admissão como sócio do Clube Português de Canicultura entidade que supervisiona a Canicultura em Portugal e é membro da FCI Federação Cinológica Internacional.

Como dirigente e ligado a clubes: Vogal da Associação Portuguesa do Cão da Serra da Estrela, Membro do Clube Americano do Boston Terrier, Sócio do Clube Português do Cão de Companhia, Vogal do Conselho Disciplina do Clube Português de Canicultura, Presidente do Conselho Fiscal da AAP, Vice-presidente da Associação Avicultores de Portugal, Vice-Presidente da Federação Ornitológica do Sul e Ilhas de Portugal, Membro da Comissão Executiva do Campeonato Mundial de Ornitologia 2001 recebendo as insignias de prata da COM-Mundial, Membro da Organizacao do Campeonato Mundial de Beleza Canina 2001 em Portugal, Membro da 7a. Comissaão do CPC; Presidente da mesa da Assembleia Geral da FOP;

A canicultura têm que ser uma vocação pessoal e um espaço de afirmação de fé. Como sentimento de partilha e como lugar de efectiva fraternidade. Como momento de ligação com a comunidade e de exemplo para os mais jovens, será assim que divulgarei o Boston Terrier em Portugal e no Mundo.

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JWW00,CH Port, Esp, Int, Gib LeJoy Ana Lucy do Abrigo do Avô

Afinal, a paixão pelos animais de companhia tem-me feito sentir através da participação desportiva momentos mágicos de felicidade que sinto que estou a dar e a aprender a receber pois é este o ritmo da vida. Tenho saboreado ao longo destes anos importantes triunfos e titulos Mundiais, Europeus, Nacionais, Internacionais etc.. no entanto no dia em que tal se tornar tão natural como respirar, em que o faça da mesma forma e simples, automática e sem pensar, descobrirei que sou feliz.

Tenho aprendido uma lição, vale a pena participar quando se acredita, que se faz um trabalho coerente com o que julgamos ser o melhor de acordo com a nossa sensibilidade e se tem património genético. Num evento como o Campeonato do Mundo com 15 mil e 300 cães, 48 exemplares na raça Boston Terrier (Milao 2000, raro na Europa numa exposição) com handlers profissionais e dos melhores no Mundo alguns vindos dos EUA e membros do BTCA onde existem 30 clubes filiados e mais de 400 membros dos quais eu sou apenas um, sponsorizados, não organizo shows consequentemente não convido juizes, etc... etc... ter sucesso sabe muito bem, senti como muitos Portugueses no passado a transformação do Cabo das Tormentas em Cabo da Boa Esperança.

Estava longe de imaginar (estou a escrever um ano após a sua colocação na net) que quando por passatempo decidi colocar uma página na net ela poderia ter tantas visitas, provavelmente repetidas, será certo, mas ainda assim importantes para mim. Não a tenho à muito tempo actualizado poderão provavelmente pensar por diversas razões, qualquer que ela seja, quero-vos agradecer a visita e pedir desculpa da minha inércia mas ela também vos pode demonstrar que afinal a canicultura para mim continua a ser um hobby de vivencia para os Cães e não o contràrio.

Em qualquer caso respondo-vos vagamente que os sonhos são a nossa liberdade mais espantosa, e que representam muitas vezes, restos de uma actividade normal indexados na memória. Tenho estado presente em diversas importantes exposicoes participando e transportando comigo essa liberdade de sonhar, poderei estar em qualquer importante evento que os meus incondicionais amigos não me deixaram mal, a minha sina é suportar cruelmente a ambiguidade do ser humano. Sei tambem que o meu filho João Tiago (que vai cuidando dos seus papagaios) e alguns dos seus amigos visitam a página esta é um legado que lhes transmito estando certo que saberam valorizar os caminhos certos e entender que os caes tem todas as virtudes do ser humano e nenhum dos seus defeitos.

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Página realizada por: Joao Carlos Nunes