Mais do que um artigo de fardamento, a Boina Verde constitui, desde há 35 anos, o símbolo marcante de várias gerações de Militares Portugueses que, quer na paz quer na guerra, deram o melhor de si próprios para a honrar e à Pátria.
A BOINA MILITAR
Quando se procura saber qual a primeira unidade ou força militar a usar a boina,
como peça de fardamento destinada a cobrir a cabeça, deparamo-nos com uma dificuldade
imediata: o que é uma boina? A definição pode ser facilmente encontrada consultando
um dicionário, mas já não é tão fácil enquadrar na definição determinadas "coberturas
de cabeça" existentes por todo o mundo. Tendo em conta esta limitação diremos
que as primeiras boinas militares foram adaptações, feitas por forças militares,
de boinas usadas pelas populações de determinadas regiões.
Escoceses e bascos estão na origem das boinas militares; embora o "TAM-o'-SHANTER"
(1), para alguns autores, não seja considerada
uma boina, já a "basca" não oferece dúvidas, sendo usualmente dito que os Caçadores
Alpinos Franceses foram, em 1889, a primeira força militar a usar uma boina
(2) ( "basca" azul escuro). No entanto, já em 1835 a Infantaria Carlista (Espanha)
usava uma boina, também de origem basca, mas de cor vermelha.
Durante a I Guerra Mundial a boina militar não conheceu grande expansão; apenas
os Caçadores Alpinos Franceses, os seus congéneres polacos e pouco mais, usavam
uma boina para cobrir a cabeça.
No inicio da II Guerra Mundial o panorama já era diferente. Os Caçadores das
Ardenas (belgas) usavam uma boina verde, as tripulações dos carros de combate
alemães usavam uma preta, os Caçadores Alpinos Franceses mantinham o azul escuro,
os voluntários espanhóis da Divisão Azul usavam uma vermelha e mais uma dezena
de casos poderiam ser referidos.
A BOINA COMO SÍMBOLO DE ELITE
Todas estas boinas foram (obviamente) criadas paca diferenciar os militares
que as usavam, constituindo um artigo de fardamento que lhes estava atribuído,
não tendo contudo a carga simbólica, o significado mítico que adquiriu quando,
a partir de 29 de Julho de 1942 os pára-quedistas britânicos foram autorizados
a usar uma boina "maroon" (3) vulgarmente
conhecida por vermelha embora não o fosse exactamente. A 24 de Outubro do mesmo
ano os "comandos" britânicos passam a utilizar uma boina verde, cor esta que
após o final da guerra e com a extinção dos "comandos" foi adoptada pelos fuzileiros
navais.
A cor "maroon" foi, a partir de 1942, sucessivamente adoptada por forças pára-quedistas
de todo o mundo sendo muito raro ver forças não pára-quedistas a usar esta cor
de boina. Mais vulgar é o facto de "páras" de alguns países, devido a condicionantes
locais terem adoptado outras cores De um modo geral foram os páras a introduzir
nos seus países o uso destas novas boinas (pequenas com fitas e "bordo de ataque"
em cabedal) passando a cor escolhida, qualquer que ela fosse, a ser sinónimo
de orgulho e prestígio para quem a usava, transmitindo ao mesmo tempo respeito
e admiração aos concidadãos desses militares.
As unidades pioneiras no uso da boina como símbolo de elite criaram um "culto
da boina" que, positivamente reforçava o espírito de corpo forjado na selecção
rigorosa do pessoal, na instrução dura, realista, e num emprego operacional
arriscado e com resultados espectaculares.
A GENERALIZAÇÃO
O uso da boina espalhou-se rapidamente a outro tipo de unidades dentro e fora
das Ilhas Britânicas. Os requisitos que presidiam à atribuição destas "novas"
boinas pouco tinham de comum com os exigidos aos pára-quedistas e comandos britânicos.
De certa forma, estas "novas" boinas seguiam a tradição das boinas militares
primitivas quanto ao critério de atribuição (como qualquer outro artigo de fardamento),
mas adoptavam o feitio e o aspecto visual das usadas pelas unidades de élite.
Houve e há países onde todas as armas e serviços usam boina, tendo, contudo,
as unidades de élite uma cor específica e/ou distintivos de boina próprios.
PORTUGAL
Embora em 1952 tenha sido publicada legislação que previa a eventualidade de
poderem ser integradas nas forças aéreas em operações, fazendo ou não organicamente
parte delas, unidades de pára-quedistas, só em 1955 foram criadas as Tropas
Pára-quedistas.
Com efeito, em 23 de Novembro de 1955. foi publicado o Decreto-Lei nº 40394
que, na dependência do Subsecretário de Estado da Aeronáutica, em ligação
com o Ministério do Exército, organizava junto de uma das bases aéreas
um centro de formação e treino de caçadores pára-quedistas, integrando as unidades
de tropas desta especialidade cuja constituição fosse determinada pelas circunstâncias.
Na mesma data o Decreto-Lei n° 40395 regulava a Organização, Recrutamento e
Serviço das Tropas Pára-quedistas, criando assim o Batalhão de Caçadores Pára-quedistas.
O artigo 20º deste Decreto-Lei determinou, pela primeira vez em Portugal (4)
, o uso de uma boina como artigo de fardamento. A Boina Verde, destinada
a substituir o barrete nº 1 e o barrete de campanha, para os militares especializados
em pára-quedismo. Não só se assistia à criação de um novo artigo de fardamento,
como se dava expressão legal a um símbolo já conquistado e usado desde 9 de
Julho desse ano, por cento e noventa e seis militares portugueses. Com efeito,
de 1951 a 1955, 196 oficiais, sargentos e praças foram qualificados pára-quedistas,
após cursos em França e Espanha.
Em 9 de Julho de 1955, 188 militares portugueses terminam o chamado "Curso de
Espanha" na Escola de Pára-quedismo Militar do país vizinho. Neste dia, e após
o último salto do curso, os finalistas receberam os distintivos de pára-quedista
militar espanhol ("brevet"), em cerimónia onde, além de altas individualidades
militares espanholas, estavam presentes diversos oficiais generais portugueses,
entre os quais o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Foi ainda neste dia,
9 de Julho de 1955, que as primeiras boinas verdes, confeccionadas em Portugal
e transportadas para Alcantarilla em avião militar da comitiva portuguesa, foram
impostas a todos os militares qualificados pára-quedistas, quer em França quer
em Espanha.
Em 14 de Agosto de 1955, o Capitão Armindo Martins Videira recebe o Guião do
BCP das mãos do Presidente da República Portuguesa, General Craveiro Lopes,
após o que todo o Batalhão desfila pela Avenida da Liberdade, em Lisboa, envergando
a boina verde e criando uma "sensação invulgar de aprumo e atavio,
de força e poder" (5) .
Seria demorado referir agora, exaustivamente, as variadíssimas ocasiões em que
os "páras" causaram admiração e espanto, mas também inveja e receios, quando,
publicamente, em saltos, desfiles e exercícios demonstraram as suas capacidades,
que muito rapidamente se identificavam com a boina verde. Atenda-se ao que o
General Piloto-Aviador Edgar Cardoso escreveu, em 1963, no seu livro "Presença
da Força Aérea em Angola", e fica-se com uma ideia da reacção das populações
perante a actuação dos "páras" no exercício HIMBA, em Angola, em 1959. "Recolhidos
os pára-quedas, procedeu-se rapidamente ao reagrupamento da Companhia de Caçadores
Pára-quedistas, comandada por um Capitão, que depois desfilou por forma tão
notável, pela cadência e ar marcial, que provocou uma calorosa ovação de todos
que tiveram o prazer de assistir a esse espectáculo até então inédito em Angola,
chegando-se mesmo a ouvir entusiásticos vivas a Portugal."
Desde 1955 a 1960 os "páras" granjearam a fama de militares de élite, não só
pelas aparições públicas mas também e muito especialmente porque para ser boina
verde era necessário (e é!) percorrer um longo e duro caminho desde que o jovem
candidato se submetia às provas de admissão até que, após o último salto do
Curso de Pára-quedismo, passava a usar, por direito próprio, a boina verde.
Apesar de tudo isto, ainda muitos dentro das Forças Armadas Portuguesas punham
em causa a validade deste tipo de militares, esgrimindo argumentos diversos
que não vem ao caso referir, vindo, no entanto, a situação que se iria viver
em África nos anos seguintes a demonstrar, e de que maneira, a validade dos
boinas verdes de Portugal.
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Três distintivos, a mesma cor: o VERDE CAÇADOR PÁRA-QUEDISTA (desenho de Diogo Figueira) |
A COR VERDE
Em Portugal, o "verde" foi a cor escolhida para a boina dos "páras". Segundo
se julga saber (*), esta cor foi determinada pelo Ministro da Defesa
Nacional (em 1955), Coronel Santos Costa.
Perante uma proposta dos "fundadores", em que se sugeria a cor "vermelha" ou
("marrom"), o Senhor Ministro, que tinha por hábito "DAR DESPACHO" com uma caneta
de tinta permanente verde, terá escrito mais ou menos isto. "VERMELHO NÃO, QUE
SEJA VERDE COMO A TINTA COM QUE ESCREVO ESTE DESPACHO."
Tudo indica que teriam sido razões de ordem ideológica a motivar tal atitude,
compreensível numa época em que a cor vermelha estava demasiado conotada com
o movimento comunista internacional, inimigo previsível da presença portuguesa
em África.
Ao longo destes 35 anos a boina dos pára-quedistas tem sofrido algumas, poucas,
ligeiras modificações, tanto ao nível da confecção como dos distintivos As boinas
começaram por ser adquiridas a firmas civis, mas, nos finais dos anos 60, foram
distribuídas boinas verdes das OGFE (de qualidade duvidosa, diga-se). Embora
a distribuição oficial fosse a das boinas OGFE, muitos "páras" continuaram a
adquirir as suas nas firmas da especialidade, Rodrigues e Rodrigues, Buttuler,
Sousa e Martins, etc.
A cor verde da boina (e não só) foi oficialmente definida através da Portaria
nº 20911, de 16NOV64, que criou a cor "Verde Caçador Pára-quedista". Essa cor
nem sempre foi respeitada. Com efeito, desde o início que alguns oficiais e
sargentos, especialmente ou quase só, os que frequentaram cursos em França,
usavam uma boina francesa de cor verde, mas num tom mais claro do que o oficial.
Com a chegada das boinas OGFE a situação não melhorou, uma vez que estas debotavam
com muita facilidade ficando "acastanhadas" ou "ruças" No período seguinte ao
fim da guerra de África, e com os exercícios multinacionais que o CTP incrementou,
uma nova "geração", embora mais uma vez se refira que pontual, de boinas verdes
apareceu. Além das francesas (Legião, Marinha) também as belgas (Pára-Comandos)
e mesmo americanas (Special Forces), apareceram a ser usadas por páras portugueses.
Além de constituir uma certa marca de individualismo também com este uso se
procurava uma boina de qualidade, para fugir às distribuídas oficialmente. Finalmente,
em 1988, começaram a ser distribuídas as novas boinas das OGFE, mas com qualidade
significativamente melhor do que as anteriores. Desde 1989/90 boinas com origem
na firma "PARAGRUP" estão a ser distribuídas, sendo muito semelhantes às actuais
OGFE. Quanto às boinas "importadas" e talvez fruto da melhoria das nacionais,
aliadas a directivas rigorosas sobre o seu uso, parecem ter desaparecido.
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| Fotos: 1ºSarg Paraq Sucena Carmo | ||
OS DISTINTIVOS
O primeiro distintivo usado (Fig. 2) na boina foí criado
pelo mesmo diploma legal que a boina. Embora se desconheça a sua origem ou o
seu autor, ele faz lembrar o distintivo do Batalhão de Instrução de Alcantarilla;
coincidência ou não? Este primeiro distintivo era exclusivo para pessoal em
preparação para, ou já pára-quedista, e foi usado de 1955 a 1961, sendo usualmente
chamado 1ª série.
O novo distintivo, de 2ª série, foí legalmente criado em 06FEV1961 pelo Despacho
nº 378 do SEA (Fig. 3) e já não era exclusivo para as Tropas Pára-quedistas,
mas comum a toda a Força Aérea para boina e bivaque. Legalmente, só deveria
ter sido usado até 1966, ano em que foi substituído por um novo, através da
Portaria nº 41 229, de 30SET66 (Fig. 4). No entanto, e talvez devido ao facto
de ser geralmente considerado "o mais bonito", foi usado por muitos "páras"
até bastante mais tarde.
De 1966 até hoje está em uso o distintivo de 3ª série, também comum a toda a
Força Aérea.
ÁFRICA: "BOINAS VERDES" EM COMBATE
Após o exercício HIMBA, em Abril de 1959, os "páras" voltaram a pisar o solo
africano em Agosto do mesmo ano quando, na sequência de incidentes ocorridos
no porto de Bissau, um pelotão de "páras" para ali foi aerotransportado. Em
fins de 1960, um destacamento de cães de guerra do BCP segue para Angola. Em
Janeiro e Fevereiro de 1961, dois pelotões de "páras" escalam Cabo Verde (Ilha
do Sal), Bissau e permanecem em S, Tomé até 22 de Fevereiro, como parte de uma
operação para deter o paquete "Santa Maria". A partir desta data seguiram para
Lourenço Marques onde chegaram a 23 de Fevereiro, a bordo dos "Nord Atlas" da
Força Aérea.
Em 15 de Março de 1961, a União das Populações de AngoIa, assalta e queima numerosas
povoações e fazendas do Norte de Angola, assassinando indistintamente brancos,
negros e mestiços de ambos os sexos e de todas as idades. No dia seguinte, 16MAR61,
os pára-quedistas seguem para Angola em aviões da Força Aérea Portuguesa. Não
mais os Boinas Verdes abandonariam África até 1975, ano em que os primeiros
a chegar quando o terrorismo deflagrou foram os últimos a sair quando a antiga
província portuguesa de Angola obteve a independência.
Se os fundadores tinham criado a fama, o mito da Boina Verde, os seus
sucessores não só mantiveram como, muitas vezes com o sacrifício da própria
vida, dilataram o prestígio até aí alcançado. É necessário rever as fotos do
Ministro do Ultramar, alto dignitário do Estado a abraçar veementemente soldados
pára-quedistas regressados de uma operação, rostos marcados pelo cansaço, barba
de dias, camuflados sujos, mas usando orgulhosamente a boina verde, é necessário
rever estas fotografias para perceber o profundo respeito, admiração e gratidão
que os "páras" portugueses, granjearam, fruto do seu comportamento em combate.
Terminadas as operações ofensivas contra os guerrilheiros (meados de 1974).
passaram os "páras" a assegurar a evacuação, do interior das províncias de Moçambique
e Angola para os portos e aeroportos de partida com destino à Metrópole, de
militares e civis, brancos e negros portugueses. Também aqui, em situações extremamente
difíceis, que, inclusive, custaram a vida a alguns pára-quedistas, a Boina Verde
significou para muitos portugueses a única "tábua de salvação".
ORIENTE: MISSÕES HUMANITÁRIAS
Coube às enfermeiras pára-quedistas "abrir e fechar" a presença dos Boinas
Verdes portugueses por terras do Oriente.
Em Dezembro de 1961, enfermeiras pára-quedistas participam na evacuação de civis
e militares de Goa para Lisboa, via Karachi, em "Constellation" da TAP. Em Abril
de 1962, nova missão de evacuação, desta feita em avião da Union de Transportes
Aeriennes, de Goa para Karachi, e daqui para Lisboa em navios da Marinha Mercante
nacional.
Em 1975, os pára-quedistas foram chamados a Timor a fim de garantir a segurança
e evacuação dos portugueses que ali se encontravam, sendo então criado o Destacamento
de Caçadores Pára-quedistas n.o 1 em Dili. Em 1976, sete enfermeiras pára-quedistas
dão apoio à evacuação de civis de Timor para Lisboa, via Honolulu e Bali, num
"Boeing" da TAP.
Também no Oriente a boina verde significou apoio e segurança a muitos compatriotas,
tendo, inclusive, o Comando Militar de quem dependiam, em Agosto de 1975 na
província de Timor, solicitado não o envio de mais forças militares do Continente,
mas, especificamente, de mais pára-quedistas (6).
CONCLUSÃO
A história das Tropas Pára-quedistas é a história da Boina Verde.
De 1955 até hoje trinta mil jovens conquistaram o direito de a usar depois de
voluntariamente se submeterem às várias fases da selecção e instrução para pára-quedista.
Entre estes jovens incluem-se 46 do sexo feminino. As enfermeiras pára-quedistas,
que, tal como todos os outros, honraram, em missões de guerra (7)
e humanitárias, a boina duramente conquistada.
Terminada a guerra no ex-UItramar Português, e durante o período difícil de
1975, o símbolo "BOINA VERDE" foi, sem dúvida, um dos elementos de união decisivos
para garantir a continuidade das Tropas Pára-quedistas.
Hoje, a boina verde continua a atrair milhares de jovens que, das cidades, vilas
e aldeias de Portugal, vêm nela algo que "mexe com eles". Estas novas gerações
devem ser conhecedoras do passado glorioso da boina verde, de modo a que o símbolo
mais querido das Tropas Pára-quedistas Portuguesas seja devidamente respeitado
e honrado, porque hoje como no passado, a inveja, a maldade, a ignorância e
quiçá o medo, dão origem a atentados (perfeitamente evitáveis) que tentam deturpar
e diluir o significado profundo da Boina Verde.
Para além dos camaradas que pereceram na instrução, na execução de saltos de
treino e nos exercícios de manutenção operacional, cento e trinta e três morreram
e setecentos e trinta e dois ficaram feridos, combatendo na antigas Províncias
Ultramarinas Portuguesas. A boina, que os primeiros iriam conquistar e que
os últimos já usavam, é a mesma que hoje usamos: a Boina Verde.
Notas
(1) TAM-o'-SHANTE: Chapéu (?) ajustável, de tecido macio, usado pelos
Escoceses.
(2) Gordon Rottman, in Osprey, Elite Series n" 22, Londres. 1989.
(3) Embora em alguns dicionários "maroon" signifique castanho, a cor
"maroon" é, de facto, cremim, muito aproximado do vermelho. Será um "vermelho
escuro".
(4) Com efeito, em 1959, uma "publicação da Força Aérea Portuguesa para
os Soldados de Portugal" referia que:
"Para o distinguir do resto das Forças Armadas, só ele (o pára-quedista tem
direito a usar a "BOINA VERDE". Onde vires um militar de boina verde estás a
ver um militar corajoso e com amor à sua Pátria"
Além disto foi feita análise exaustiva aos uniformes militares portugueses desde
o início do séc. XVIII e não se vislumbrou uma única boina até 1955.
(5) Gen. Kaúlza de Arriaga in "História das Tropas Pára-quedistas Portuguesas"
vol. III, BCP 21, CTP.
(6) Relatório do Governo de Timor, Presidência do Conselho de Ministros.
Lisboa 1981.
(7) 42 Enfermeiras pára-quedistas cumpriram missões nas zonas de operações
nas ex-províncias de África. Uma faleceu na Guiné vítima de um acidente com
uma DO-27 e outra foi atingida por um projéctil inimigo no decorrer de uma evacuação
na zona de Mueda, Moçambique.
(*) A versão aqui descrita foi relatada por diversas personalidades com
funções nas Tropas Pára-quedistas. Não foi possível, no entanto, confirmar documentalmente
o sucedido.
Bibliografia consultada
- A Mulher nos Céus de Portugal, J. Dinis Ferreira, Lisboa, 1986.
- História das Tropas Pára-quedistas Portuguesas, Lisboa, 1988.
- Osprey, Elite Series, nº 22, Gordon Rottman, Londres, 1989.
- A Legião Estrangeira, Erwan Bergot, Paris, 1972.
- Relatório do Governo de Timor, Presidência do Conselho de Ministros,
Lisboa, 1981.
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Publicado na Revista "Boina Verde" Nº155 Dezembro 90 |