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A Escola Práctica de Engenharia (EPE) é uma unidade territorial do Exército
Português, dependente da Região Militar Sul (RMS) e aquartelada em Tancos, na
margem Norte do rio Tejo, junto ao Castelo de Almourol.
Como escola prática compete à EPE ministrar os cursos de formação de oficiais
e de sargentos do SEN e, quando determinado, de praças do SEN das especialidade
de Engenharia, ministrar, igualmente, cursos de promoção, de especialização
ou qualificação e de actualização aos militares dos quadros permanentes da arma
de Engenharia. Compete ainda à EPE o aprontamento dos encargos operacionais que superiormente lhe forem
definidos.
Pelo Despacho do General CEME de 19 de Março de 1996, foi atribuída à
EPE a responsabilidade de constituir a Companhia de Engenharia da Brigada Aerotransportada
Independente (CEng/BAI) - os Engenheiros Pára-quedistas.
RESENHA HISTÓRICA - CEng/BAI - BRASÃO DE ARMAS
Desde a Idade Média que as forças militares portuguesas contavam com a colaboração
de artífices especializados em trabalhos de engenharia militar. Embora não possam
ser, verdadeiramente, considerados como "gente de armas", estes artífices
tinham uma intervenção fundamental no ataque e na defesa de castelos
sitiados.
Nos séculos XV, XVI e XVII a engenharia militar portuguesa criou obras não só
de grande envergadura e eficácia (como por exemplo o conjunto de fortificações
de defesa do porto de Lisboa), como também por vezes de extraordinária beleza
(por exemplo, a Torre de Belém), espalhadas por todo o mundo por onde os portugueses
passaram.
Foi com a Restauração que surgiu a primeira organização dos artífices engenheiros,
através da constituição dos obreiros sapadores, em 1647. As capacidades deste
corpo foram postas à prova ao longo das Campanhas da Restauração,
destacando-se a sua importância na defesa e tomada de praças.
Durante o século XVIII, a engenharia militar portuguesa evoluiu em conformidade
com a complexidade crescente da ciência e arte de fortificar.
Data de 1812 a constituição do primeiro Batalhão de Artífices Engenheiros, que
ao longo das Campanhas Napoleónicas desenvolveu uma actividade intensa e de
significativa importância, sendo de realçar neste período a construção do sistema
defensivo conhecido por Linhas de Torres.
No século XIX, a engenharia militar portuguesa organiza-se e assume um papel
cada vez mais importante, com a criação do Comando do Corpo de Engenheiros (1849),
do Batalhão de Engenheiros (1849), e da Escola Regimental Práctica de Engenharia
(1880). Após a proclamação da República, a reorganização
militar de 1911 consigna a crescente importância desta Arma através
da criação do Regimento de Sapadores Mineiros, do Batalhão
de Pontoneiros, da Companhaia de Caminhos de Ferro, unidades que se distinguiram
durante a I Guerra Mundial. Durante a Guerra no Ultramar mais uma vez o papel
da Engenharia foi de grande importância não apenas no aspecto meramente
militar mas igualmente no contexto do desenvolvimento e apoio às populações.
A EPE integra as tradições militares do Batalhão de Pontoneiros, criado em
1911 em Tancos e integrado na Escola em 1951.
Durante a II Guerra Mundial (1939-1945), a EPE mobilizou para os Açores um Destacamento
de Engenharia.
A EPE mobilizou para a Índia, em 1957, um Pelotão de Transposição de Cursos
de Água.
Durante a Guerra do Ultramar (1961/1974), mobilizou para Angola 2 Companhias
de Construções, 1 Companhia de Sapadores, e uma Secção de Lança-chamas.
Condecorações:
- Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada (1947).
- Medalha de Ouro de Serviços Distintos (1980).
- Ordem Militar de Cristo (membro honorário, 1998).
De acordo com o Despacho de 19 de Março de 1996, do General CEME, teve início
em 23 de Outubro de 1996 o levantamento da Companhia de Engenharia da BAI na EPE.
As primeiras actividades da Companhia prenderam-se com o levantamento administrativo
da mesma e com a instrução individual da especialidades de Sapador
de Engenharia às praças Pára-quedistas colocados na Companhia.
Com essas praças procedeu-se ao levantamento progressivo das várias
subunidades da Companhia.
O ano de 1997 foi o ano de consolidação da Companhia.
A CEng/BAI participou em diversos exercícios da BAI, e nacionais, integrada na Brigada. A Companhia continuou
o levantamento das suas subunidades e a intrução do seu pessoal. No final de 97 a Companhia recebe a missão de
aprontar o Destacamento de Engenharia para o 1ºBIAT destinado às forças da SFOR na Bósnia, e de Janeiro a Junho de
1998, militares da CEng/BAI integraram dessa forma as Forças Nacionais Destacadas na Bósnia.
Ainda em 1998 a CEng/BAI participou com pessoal e material no auxílio às vitimas do violento sismo que abalou os
Açores em 9 de Julho.
A CEng/BAI participa regularmente nas actividades operacionais da BAI (exercícios,
actividade aeroterrestre) e ainda, sob a tutela da EPE, participa com pessoal
e material em diversos trabalhos dos planos de apoio a entidades civis e outras
unidades militares.
O espírito dos Engenheiros Pára-quedistas está bem patente no lema da
Companhia: CONTÉM CONNOSCO.
Armas:
- Escudo de negro, um castelo de ouro lavrado de negro, iluminado e aberto de vermelho, sustido por
uma faixa ondada de prata, acompanhado em chefe por duas lucernas de ouro, flamejantes de vermelho
perfilado de ouro, a da sinistra voltada;
- Elmo militar, de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra;
- Correia de vermelho perfilada de ouro;
- Paquife e virol de negro e de ouro;
- Timbre: uma coruja esvoaçante de ouro;
- Condecorações: circundando o escudo o colar de Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada;
- Divisa: num listel de branco, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de
negro, maiúsculas, de estilo elzevir UBIQUE DOCERE ET PUGNARE.
Simbologia e Alusão das Peças:
- O NEGRO do campo é a cor tradicional da Engenharia, cuja Casa-Mãe é esta Escola
secular donde saíram todos os seus quadros;
- O CASTELO simboliza a protecção e conjugação dos desejos inflamados, no projecto posto em obra, em apoio de outras forças,
quer em campanha quer em paz, no valioso e por vezes decisivo contribuindo para consecução dos objectivos estabelecidos. Alude também a Almourol, fortaleza
medieval que está sob a guarda da Escola Práctica de Engenharia e que, prenhe de lendas e de história, criou um sentimento de nacionalidade, tradição e de ligação aos primórdios
das fortificações e da organização do terreno;
- As LUCERNAS recordam a difusão da doutrina, que a Escola desenvolveu e aperfeiçoou, na técnica e na táctica;
- A FAIXA ONDADA representa o rio Tejo, invocando a existência histórica da Engenharia Militar na sua vivência ao longo dos tempos, com a concretização dos seus desejos de bem servir,
nas diversas situações de trabalho, como recorda a actividade dos pontoneiros, na transposição de cursos de água, sendo esta Escola o berço dos mesmos;
- A CORUJA, ave consagrada a Atena-Minerva, é o simbolo do conhecimento racional, pelo dom da clarividência, na interpretação dos sinais em obediência ao primado da técnica que lhe
está subjacente e da reflexão no estudo, para o domínio do desconhecido, a que é chamada a Escola na sua acção pioneira, para a elaboração e divulgação de novas doutrinas; Atena-Minerva
é deusa da inteligência intuitiva e da vigilância protectora, na total disponibilidade de que se reclama;
- A divisa "UBIQUE DOCERE ET PUGNARE" exprime a grande missão da Escola
Prática de Engenharia, na Universalidade da sua acção, na variedade das suas
missões, na especialização dos seus trabalhos técnicos, na ubiquidade da sua
actividade de formação e de combate.
Os Esmaltes Significam:
- OURO: a nobreza das intenções e o sofrimento, traduzido no espírito de sacrificio, que vai buscar a reserva anímica, que exorta a merecer os antepassados e a ser o exemplo e estímulo para os vindouros;
- PRATA: a riqueza dos trabalhos executados e a humildade e serenidade com que são desenvolvidos;
- VERMELHO: a audácia das tropas especialistas, no abrir e fechar o caminho e a segurançana certeza da sua continuidade;
- NEGRO: a obediência às regras estabelecidas e a honestidade nos seus princípios.
DIA DA UNIDADE: 13 de JULHO
RESENHA HISTÓRICA - CEng/BAI - BRASÃO DE ARMAS
Página Não Oficial sobre a Escola Prática de
Engenharia
Os textos desta página foram recolhidos em folhetos com a resenha histórica da unidade,
nas revistas "Jornal do Exército" e "Boina Verde", e no "Almourol"
Boletim da EPE.
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WEB SITE NÃO OFICIAL SOBRE AS TROPAS PÁRA-QUEDISTAS
PORTUGUESAS
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