REGIMENTO DE INFANTARIA 3

- CONDUTA BRAVA E EM TUDO DISTINTA -

Brasão do RI 3

O Regimento de Infantaria Nº 3 (RI 3), é uma unidade territorial do Exército Português dependente da Região Militar Sul (RMS), está aquartelado nas instalações do Vale do Aguilhão, à saída de Beja, na estrada para Mértola.

Tratando-se, presentemente, da unidade militar mais a Sul, o Regimento tem atribuída uma vasta área de responsabilidade com cerca de 15.258 Km2 que corresponde à totalidade dos Distritos de Beja e Faro.


[Resenha Histórica] - [Encargos Operacionais] - [Brasão de Armas]



Resenha Histórica

O actual Regimento de Infantaria Nº 3 tem como antepassado mais recente o Regimento de Infantaria de Beja (RIBE) que, em 30 de Junho de 1993, recebeu a designação numérica de "3" por referência ao histórico Regimento com o mesmo número. O RIBE constituiu-se com a transferência do Regimento de Infantaria de Évora (RIEV) para Beja, em 1 de Janeiro de 1977, data em que se instalou no aquartelamento em Vale do Aguilhão.
O RI 3 é o herdeiro directo das tradições do RIBE que, por sua vez, era herdeiro do Regimento de Infantaria Nº 16 (RI 16) antecessor do Regimento de Infantaria de Évora (RIEV). O actual RI 3 é também herdeiro do antigo RI 3 que, por seu turno, era herdeiro do Regimento de Infantaria Nº 17 (RI 17) extinto em 1937, e que durante 75 anos constituiu a Guarnição Militar da cidade de Beja.
O antigo RI 3, instalou-se pela 1ª vez na cidade de Beja em Janeiro de 1938, ocupando nessa altura as instalações do RI 17 no antigo convento de S. Francisco, fundado no longínquo ano de 1294 pela Rainha Santa Isabel, e actualmente transformado em pousada. A partir de 2 de Novembro de 1956, ocupou as instalações do quartel construído no Vale do Aguilhão.

RI 3 - Porta d'Armas

O RI 3, mantém a mesma divisa do RI 16 reportando-se aquela à forma como o seu 1ºBatalhão se comportou no Combate de Grijó, em 11 de Maio de 1809, durante as invasões francesas. Com efeito, na Ordem do Dia , do Marechal Beresford de 27 de Maio 1809 pode ler-se: "... o 1ºBatalhão do RI 16, debaixo das ordens do Coronel Machado, recebeu do Marechal General Sir Arthur Wllesley, nas suas ordens publicadas os seus agradecimentos pela sua Conduta Brava e em Tudo Distinta na Batalha de 11 deste mês ...". Esta é pois, a divisa que o RI 3 orgulhosamente ostenta e o dia 11 de Maio é a data que anualmente comemora o Dia da Unidade.


O aquartelamento do Vale do Aguilhão tem uma área de 20 hectares na qual se distribuem os edifícios de comando, casa de oficiais, casa de sargentos, oito casernas, cozinhas e refeitórios, enfermaria, parada, campos de futebol e ténis, carreira de tiro de 25 metros, piscina, capela e pistas de educação física, ladeadas por jardins e pequenas áreas de repouso que embelezam o aquartelamento e fazem da unidade um local bastante aprazível.

O RI 3 é condecorado com 2 Cruzes de Guerra de 1ª Classe, 1 medalha de Ouro de Valor Militar e com a Medalha de Ouro da Cidade de Beja.




Encargos Operacionais

Após a reoganização do Exército de 1994, o RI 3 ficou com o encargo operacional de aprontar um Comando de Batalhão e uma Companhia de Comando e Serviços para a Brigada Ligeira de Intervenção (BLI), que então foi criada.

Desde Janeiro de 2000, o RI 3 deixa de ter o encargo operacional para a BLI, o qual passou para o Regimento de Infantaria 14 em Viseu. O RI 3 passa então a ter um encargo de instrução, constituindo um dos centro de instrução a nível nacional. A esta atribuição não é alheia a disponibilidade de excelentes áreas de instrução como é o caso da Herdade do Monte da Cabeça de Ferro, e do Campo Militar de Mértola.
A Herdade do Monte da cabeça de Ferro, situada 10 Km a Sul da unidade, possui 207 hectares de superfície, onde se encontra instalada uma moderna Carreira de Tiro de 300 m e um Campo de Lnçamento de Granadas permitindo ali efectuar todo o treino de tiro dos encargos de instrução.
O Campo Militar de Mértola, também administrado pelo Regimento, situa-se a 40 Km do quartel e abrange uma superfície de 439 hectares, permitindo a realização de exercícios ao nível de Companhia e mesmo Batalhão

A Directiva de 19 de Dezembro de 2001, do General Chefe do Estado-Maior do Exército para a reorganização do Exército prevê a reactivação do 3ºBatalhão de Infantaria Pára-quedista da Brigada Aerotransportada Independente (3ºBIPara/BAI) e a sua instalação em Beja, no RI 3. em Beja.
O Despacho 164/CEME/02, de 19 de Setembro 2002, do General Chefe do Estado-Maior do Exército, determina a reactivação do 3ºBIPara no Regimento de Infantaria nº3, em Beja.

O 3ºBIPara, com a designação de 3ºBatalhão de Infantaria Aerotransportado (3ºBIAT), foi constituído em Janeiro de 1994, com militares do Batalhão de Pára-quedistas 31 da Base Escola de Tropas Pára-quedistas, na sequência da transferência das Tropas Pára-quedistas da Força Aérea para o Exército. Em Junho de 1996, sob o Comando do Tenente-Coronel Pára-quedista Saraiva, substitui o 2ºBIAT na Bósnia, onde permanece até Dezembro de 1996. Regressado a Portugal fica aquartelado em Tancos e em 1998 é desactivado.

A Directiva de 19Dez01, do General Chefe do Estado-Maior do Exército para a reorganização do Exército prevê a reactivação do 3ºBIPara e a sua localização em Beja, no Regimento de Infantaria nº3.
O Despacho 164/CEME/02, do General Chefe do Estado-Maior do Exército, determina a execução das tarefas para a reactivação do 3ºBIPara e o seu aquartelamento no RI3 em Beja. Em 1 de Outubro de 2003 o Batalhão é finalmente instalado em Beja.

De Janeiro a Julho de 2004, sob o Comando do Tenente-Coronel Pára-quedista Mendes Prazeres, o Batalhão integra um Multinational Battle Group (MNBG) na SFOR, na Bósnia. O Batalhão fica aquartelado em Doboj e recebe de reforço uma Companhia Eslovena. Após o regresso do Batalhão a Portugal é mais uma vez anunciada a sua desactivação.



Brasão de Armas

Armas:
- Escudo de azul, um leão rampante de ouro segurando na garra dianteira dextra uma espada antiga de prata, guarnecida e empunhada de ouro, e acompanhando nos cantões dextro e sinestro do chefe e em ponta de uma cabeça de águia contornada do mesmo, bicada e lampassada de vermelho.
- Elmo militar, de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
- Correia de vermelho perfilada de ouro.
- Paquife e virol de azul e de ouro.
- Timbre: Uma das cabeças de águia do escudo, trespaçada por dois virotões (ou xaras) de verde, passados em aspa.
- Condecoração: pendente do escudo a cruz de guerra de 1ª classe.
- Divisa: num listel de branco, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir "CONDUTA BRAVA E EM TUDO DISTINTA"

Simbologia e Alusão das Peças:
Estas armas aludem ao comportamento distinto do Regimento de Infantaria de Beja, durante as campanhas do sec XIX, em que contribuiu eficazmente para a derrota das forças inimigas.

Os Esmaltes Significam:
- OURO: Nobreza, força e constância.
- VERMELHO: Energia criadora, ardor bélico e força.
- AZUL: Zelo e lealdade.
- VERDE: Honra e esperança.

DIA DA UNIDADE: 11 de MAIO

Separador

Página Não Oficial sobre o Regimento de Infantaria Nº3.
Os textos desta página foram recolhidos em folhetos com a resenha histórica da unidade,
nas revistas "Jornal do Exército", e "Azimute".

Dias
WEB SITE NÃO OFICIAL SOBRE AS TROPAS PÁRA-QUEDISTAS PORTUGUESAS
http://www.geocities.com/Area51/5906/paras.htm
http://pwp.netcabo.pt/boinasverdes/paras.htm
http://clientes.netvisao.pt/boinaverde/paras.htm
Webmaster: PQ 123
----------------