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QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM
A história da Escola de Tropas Aerotransportadas confunde-se no tempo com a própria história das Tropas Pára-quedistas. Em 1 de Janeiro de 1956 foi oficialmente criado o Batalhão de Caçadores Pára-quedistas (Portaria Nº 15671, de 26 de Dezembro de 1955), com sede nas instalações do antigo Batalhão de Pontoneiros, no Poligono Militar de Tancos. A nova unidade fazia parte da também recém criada Força Aérea Portuguesa.
Fontes Pereira de Melo, quando Ministro da Guerra, criou, na segunda metade
do século XIX, o campo de manobras onde foi implantado o Poligono Militar
de Tancos. A zona que engloba este Polígono está há largos anos ligada
ao meio militar. Assim foi ai instalada a Base Aérea nº3, onde estiveram estacionados
elementos de caça protecção e combate. Lá se encontraram os célebres caças Spitfire
e Hurricane durante o período da guerra 1939-45. O Poligono é
também utilizado pela Arma de Engenharia para efeitos especialmente de
instrução das suas diversificadas especialidades. No Polígono de Tancos fez-se
a concentração e instrução das tropas mobilizadas para França e Ultramar no
período da Grande Guerra de 1914-1918. E aí esteve aquartelado o Batalhão
de Pontoneiros, pertencente à Arma de Engenharia, unidade que teve acção meritória
e relevante em França, Angola e Moçambique. O Batalhão de Pontoneiros foi posteriormente
integrado na Escola Prática de Engenharia (EPE). Foi nas instalações
que pertenceram ao Batalhão de Pontoneiros e terrenos anexos que se instalou
a primeira unidade de Tropas Pára-quedistas.
A 23 de Maio de 1956, o aquartelamento dos Pára-quedistas em Tancos
foi oficialmente inaugurado pelo Sub-secretário de Estado da Aeronáutica,
Coronel Kaúlza de Arriaga, oficial da arma de Engenharia do Exército
que muito contribuiu para a criação da Força Aérea como ramo independente e
para a própria criação das Tropas Pára-quedistas e sua inclusão naquele ramo.
Em Dezembro de 1961, fazendo face às necessidades levantadas pelo ecludir dos conflitos em África, é criado o Regimento de Caçadores Pára-quedistas (RCP), sucedendo ao Batalhão, que é então extinto. Durante todo o decorrer da Guerra no Ultramar, o RCP garante a formação e treino dos Pára-quedistas que vão constituir os quatro Batalhões de Caçadores Pára-quedistas a actuar em África: BCP 12 (Guiné), BCP 21 (Angola), BCP 31 e BCP 32 (Moçambique).
Após o 25 de Abril de 1974 e o fim da Guerra no Ultramar, as Tropas Pára-quedistas são reorganizadas. Em 5 de Julho de 1975 é extinto o RCP e criada a Base Escola de Tropas Pára-quedistas (BETP) como unidade de instrução do recém criado Corpo de Tropas Pára-quedistas (CTP) da Força Aérea Portuguesa.
A Base Escola, como a sua designação indica, continuou a ser a casa mãe dos Pára-quedistas, sendo aí ministrada a quase totalidade da instrução de praças, sargentos e oficiais Pára-quedistas, destinados às Bases Operacionais Nº 1 (Monsanto) e Nº 2 (S.Jacinto) e ao Comando do CTP. Durante esse período as Tropas Pára-quedistas fizeram a sua reorganização e reconversão de uma tropa treinada essencialmente para um ambiente de contra-guerrilha, para um corpo de tropas dotadas de equipamento moderno, e preparadas para os novos cenários de possivel intervenção. As Tropas Pára-quedistas Portuguesas internacionalizaram-se com a participação em inúmeros exercicios internacionais com forças Pára-quedistas de outros países. A BETP recebeu igualmente forças Pára-quedistas de outros países amigos como: Espanha, Bélgica, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Estados Unidos.
Em 1 de Janeiro de 1994, resultante da passagem do Corpo de Tropas Pára-quedistas para o Exército, a BETP deu origem à actual Escola de Tropas Aerotransportadas (ETAT).
Á entrada da unidade encontra-se o Monumento às Tropas Pára-quedistas. O monumento foi projectado pelo mestre Soares Branco e nele está representado, em posição vertical, uma asa do avião Junkers-32, que era o aparelho que inicialmente os Pára-quedistas utilizavam para o transporte até à zona de salto. Nessa asa está afixada a tradicional Cruz de Cristo que identifica as aeronaves militares portuguesas. Junto, está a figura de um Pára-quedista, com equipamento de combate, executando um salto. Um mosaico com a Rosa-dos-ventos e um mapa mundial, onde estão em evidência todos os territórios nacionais, na altura, representam a zona de lançamento. O Monumento foi inaugurado a 3 de Julho de 1968. Numa tradição antiga, os Pára-quedistas ao passarem pelo Monumento saúdam de forma militar prestando homenagem "Aqueles em Quem Poder Não Teve a Morte".
No interior da Unidade fica situado o Museu das Tropas Pára-quedistas.
O Museu é uma instituição cultural e uma referência
permanente ao passado histórico das Tropas Pára-quedistas Portuguesas.
O Museu começou por ser uma sala ampla, no 1ºpiso do Clube de Praças,
onde era preservada a história, a 23 de Maio de 1990, Dia da Unidade,
foi oficialmente inaugurado com a actual configuração.
O Acesso ao Museu processa-se por uma escadaria situada no jardim lateral do
edificio do Clube de Praças. A entrada no Museu processa-se pela Sala
do Tempo Presente onde se encontram expostas algumas lembranças oferecidas por entidades nacionais
e estrangeiras que o visitaram. Nas suas paredes encontram-se alguns quadros com
fotografias com a história evolutiva do pára-quedas e, ainda, de alguns motivos
didácticos.
Segue-se o Hall do Arcanjo S.Miguel, Padroeiro Universal dos Pára-quedistas e,
em frente deste hall, encontra-se a Sala de Memória que é o núcleo do Museu e principal
razão de existência do mesmo.
A última sala é a Sala do Tempo Passado. Nesta sala estão representadas todas as antigas
Unidades Pára-Quedistas e aqui estão guardados os seus Estandartes e Guiões Heráldicos.
ESCOLA DE TROPAS AEROTRANSPORTADAS
Tancos
2260 TANCOS
23 de MAIO - Dia da ETAT, da BETP, do RCP, do BCP
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WEB SITE NÃO OFICIAL SOBRE AS TROPAS PÁRA-QUEDISTAS
PORTUGUESAS
http://www.geocities.com/Area51/5906/paras.htm
http://pwp.netcabo.pt/boinasverdes/paras.htm
http://clientes.netvisao.pt/boinaverde/paras.htm
Webmaster: PQ
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