REGIMENTO DE ARTILHARIA 4

- LEIRIA -

 

O actual Regimento de Artilharia Nº 4 (RA 4), é uma unidade territorial do Exército Português dependente da Região Militar Norte (RMN), está instalado no Quartel da Cruz da Areia, na cidade de Leiria, sendo normalmente conhecido por Regimento de Artilharia de Leiria. O Regimento tem uma zona de acção constituída pelos Concelhos de Leiria, Castanheira de Pera, Pedrogão Grande, Figueiró dos Vinhos, Alvaiázere, Ansião, Pombal, Marinha Grande, Batalha, Nazaré, Alcobaça e Porto de Mós, do Distrito de Leiria.

Desde 1997 o RA 4 tem o encargo operacional do Grupo de Artilharia de Campanha da Brigada Aerotansportada Independente (GAC/BAI), a unidade de apoio de fogos desta Brigada. Durante 1998 reforça-se a ligação do Regimento à BAI com a atribuição do encargo operacional da Bataria de Artilharia Anti-Aérea da BAI (BAAA/BAI).


[Resenha Histórica] - [Encargos Operacionais] - [Brasão de Armas] - [Condecorações]



Resenha Histórica

O Regimento de Artilharia Nº 4 teve origem em 1916 no Batalhão de Obuses de Campanha do RA 6 - Porto e no 2ºBatalhão de Obuses de Campanha do RA 5 de Viana do Castelo. Em 1917 foi transferido para Castelo Branco onde recebeu a designação de Regimento de Obuses de Campanha (ROC); foi transferido para Leiria em 1926, onde recebeu a designação de Regimento de Artilharia Nº4.
Mudou de designação: em 1927, para Regimento de Artilharia Ligeira Nº4 (RAL 4); em 1975, para Regimento de Artilharia de Leiria e em 1993, de novo para Regimento de Artilharia Nº 4.

O RA 4 integra, desde 1926, as tradições militares das seguintes Unidades:
- 2ºGrupo do RA 2, criado em 1921 em Leiria;
- Grupo de Artilharia nº22, com origem no 3ºGrupo do RA 2, criado em 1921 em Coimbra.

É herdeiro das tradições militares das seguintes Unidades de Artilharia:
- Regimento de Artilharia nº2, com origem no RA 2 (Campanha) - 1899/Torres Novas, extinto em 1977/Figueira da Foz;
- Regimento de Artilharia de Évora (RA Évora), com origem no Regimento de Artilharia nº2 (RAL 2) - 1927/Coimbra, extinto em 1980/Évora.

É fiel depositário das seguintes Unidades de Artilharia:
- Grupo Independente de Artilharia de Montanha, com origem no Regimento de Artilharia nº7 (RA 7) - 1911/Lisboa, extinto em 1950/Viseu;
- Regimento de Artilharia Pesada nº3 (RAP 3), com origem no Grupo Independente de Artilharia Pesada nº3 - 1947/Figueira da Foz, extinto em 1977/Figueira da Foz.

Quartel em Leiria


Das Unidades antecessoras com ligação ao Regimento destacaram-se:



Encargos Operacionais

Obuses "Light Gun"

O Grupo de Artilharia de Campanha da Brigada Aerotransportada Independente (GAC/BAI) foi criado em Janeiro de 1994 com a constituição da Brigada.

A 1ª Bataria de Bocas de Fogo (1ªBBF) é levantada ainda em 1994, com efectivos da Companhia de Morteiros Pesados do extinto Corpo de Tropas Pára-quedistas - a unidade mantém-se aquartelada na Área Militar de S.Jacinto, sendo a instrução de Artilharia garantida pelo Regimento de Artilharia nº5 (Serra do Pilar).

Até 1997 a 1ªBBF - CMP mantém a dualidade de meios de apoio de fogos: morteiros pesados e obuses de artilharia, e participa dessa forma nos vários exercícios da Brigada.

Em 1997 a CMP é definitivamente extinta e a 1ªBBF muda para o RA 4, em Leiria, constituindo o núcleo inicial do GAC/BAI que a partir dai passa a ser um encargo operacional do RA 4.

1998 foi um ano importante no levantamento do GAC/BAI, é consolidado o Comando do Grupo e são recebidos os novos Obuses L 119 10,5mm (Light Gun), mais adequados ao apoio de fogos de uma unidade aerotransportada.

Em Fevereiro de 1999, Sempre em Eficácia o novo encargo operacional do RA 4 efectua pela primeira vez fogos reais com os novos obuses, no Campo Militar de Santa Margarida.

O GAC/BAI permanece aquartelado no RA 4 onde efectua o seu treino e instrução, mantendo-se à disposição da Brigada para a actividade operacional.

Salva de uma Bataria do GAC/BAI

Em 1998 a Bataria de Artilharia Anti-Aérea da Brigada Aerotransportada Independente (BAAA/BAI) junta-se aos outros artilheiros aerotransportados em Leiria mas por pouco tempo acabando por ser defenitivamente instalada no Regimento de Artilharia Anti-Aérea 1 em Queluz.

A BAAA/BAI foi igualmente criada em 1994, concretizando um projecto antigo das Tropas Pára-quedistas que ainda na Força Aérea iniciaram o processo para a aquisição de misseis anti-aéreos e qualificação de oficiais para a criação de uma unidade de defesa anti-aérea.

De 1994 a 1998 a Bataria foi lentamente efectuando o seu levantamento permanecendo aquartelada no CTAT em Tancos. Em 1998 a BAAA muda para o RA 4.


Brasão de Armas

Armas:
- Escudo de ouro, um leão de negro, animado, lampassado e armado de vermelho; franco-cantão de vermelho com uma flor-de-lis de prata;
- Elmo militar, de preta, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra;
- Correia de vermelho perfilada de ouro;
- Timbre: dois canhões passados em aspa, sustendo um castelo, tudo de prata;
- Condecorações: circundando o escudo, o Colar de Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito;
- Divisa: num listel de branco, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir "FORTES E LEAIS".

Simbologia e Alusão das Peças:
- O LEÃO evoca os campos de batalha de Flandres onde, durante a 1ª Guerra Mundial, as Batarias do ROC praticaram brilhantes feitos de armas e evidenciaram excepcional valor e a coragem e decisão que o 1º GBA demonstrou por ocasião da Batalha de 9 de Abril, opondo com o seu fogo, tenaz resistência ao avanço do inimigo, até ao total esgotamento das suas munições;
- A FLOR-DE-LIS alude à cidade de Leiria onde, em 1926, o ROC e o 2º Grupo do RA 2 originaram o Regimento de Artilharia nº 4, que, no ano seguinte, se transformou em Regimento de Artilharia Ligeira nº4 e, em 1975, passou a designar-se Regimento de Artilharia de Leiria;
- O TIMBRE recorda o Regimento de Obuses de Campanha de Castelo Branco, origem do Regimento de Artilharia de Leiria e cujo comportamento em combate acresceu lustre e glória ao historial do Exército Português;
- A DIVISA "FORTES E LEAIS" exprime a intenção de cultivar em permanência a força de ânimo como factor essencial para poder cumprir com lealdade.

Os Esmaltes significam:
- OURO: a força de ânimo demonstrada nos feitos de armas praticados;
- PRATA: a riqueza do historial do seu comportamento em combate;
- NEGRO: a constância demonstrada nas horas amargas da adversidade.


Condecorações

Direito Próprio:
- Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, concedida à 4ªBataria/6ºGrupo de Batarias de Artilharia do ROC em 1918/França;
- Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, concedida ao ROC em 1918/França;
- Cruz de Guerra de 1ª Classe, concedida ao ROC em 1918/França.

Herança:
- Cruz de Guerra de 1ª Classe, concedida ao 1º Grupo de Batarias de Artilharia/RA 2 em 1918/França;
- Cruz de Guerra de 1ª Classe, concedida ao 2º Grupo de Batarias de Artilharia/RA 2 em 1918/França;
- Cruz de Guerra de 1ª Classe, concedida ao 2º Grupo de Batarias de Artilharia/RA 8 em 1915/Angola.

LEGENDAS:
Por citações, louvores ou condecorações têm atribuídas as seguintes legendas:
- FRANÇA - 1917 (ROC)
- FRANÇA - 1918 (6ºGBA/CEP)

DIA DA UNIDADE: 29 de JUNHO


Separador

Página Não Oficial sobre o Regimento de Artilharia de Leiria.
Os textos desta página foram recolhidos em folhetos com a resenha histórica da unidade,
nas revistas "Jornal do Exército" e "Boina Verde", e no "Anuário do Regimento".

Dias
WEB SITE NÃO OFICIAL SOBRE AS TROPAS PÁRA-QUEDISTAS PORTUGUESAS
http://www.geocities.com/Area51/5906/paras.htm
http://pwp.netcabo.pt/boinasverdes/paras.htm
http://clientes.netvisao.pt/boinaverde/paras.htm
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