REGIMENTO DE ARTILHARIA ANTIAÉREA 1

- QUELUZ -

O Regimento de Artilharia Antiaérea Nº 1 (RAAA1), é uma unidade territorial do Exército Português dependente do Governo Militar de Lisboa (GML), está instalado em parte do Palácio Nacional de Queluz, em Queluz.

O RAAA1 tem como encargos operacionais as Batarias de Artilharia Antiaérea para a Brigada Aerotransportada Independente (BAI) e para a Brigada Ligeira de Intervenção (BLI) constituindo com estas duas Batarias um Grupo de Antilharia Antiaérea. Para além dos encargos operacionais o RAAA1 é responsável pela instrução das especialidades de Artilharia Antiaérea e pelo apoio à Banda Militar do Exército.


[Resenha Histórica] - [Encargos Operacionais] - [Brasão de Armas]



Resenha Histórica

O quartel onde se encontra instalado o RAAA1, faz parte do complexo do Palácio Nacional de Queluz. O Palácio foi mandado construir por D. João VI (1794/6) sob projecto do arquitecto Manuel Caetano de Sousa e recebeu na altura o nome de Palacete da Arcada. Servia então de quartel para a Guarda Real e de residência de servidores e criadagem da coroa. A partir de 1834 o palácio torna-se residência de recreio da família real e em 1895 o Palacete da Arcada foi entregue ao Exército.

RAAA1 -  Entrada

Durante o ano de 1895, por ordem do Ministro da Guerra, a 5ª e a 8ª Baterias do Regimento de Artilharia Nº1, mudaram-se para Queluz, passando a constituir um Grupo Destacado daquele Regimento. Pela reorganização do Exército de 1899, este Destacamento deu origem ao Grupo de Baterias de Artilharia a Cavalo, e ficaria aquartelada em Queluz até 1927 como unidade independente.

Parada do RAAA1

Em Novembro de 1943 o palácio passa a aquartelar o 1º Grupo Pesado de Artilharia, do Comando de Defesa Antiaérea de Lisboa e o Depósito Geral de Material de Transmissões. Em Janeiro de 1946 é criado o Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa (RAAF) com base naquelas unidades. Em Julho de 1947, o Depósito Geral de Material de Transmissões é transferido e deixa as suas instalações para o 3º Grupo de Referenciação da Defesa Antiaérea. O RAAF foi extinto em Dezembro de 1974 e no seu lugar veio a ser instalado o Regimento de Infantaria de Queluz (RIQ).

Em Janeiro de 1983 iniciou-se a transferência da unidade operacional de Artilharia Antiaérea (o Grupo de Artilharia Antiaérea) do Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea de Cascais (CIAAC) para Queluz, transferência essa que só viria a concluir-se em Agosto de 1985 e até ao final desse ano processa-se a transferência do RIQ para o quartel na Serra da Carregueira.

Com a reestruturação do Exército, foi criado em 1 de Setembro de 1988 o Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1, constituído com base no Destacamento de Comando Avançado e Bateria de Comando do Grupo de Artilharia Antiaérea do CIAAC, que já se encontravam aquartelados em Queluz. Em 1993 o CIAAC é extinto como unidade independente e passa a ser um destacamento do RAAA1 com a designação de Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea / RAA1.

O RAAA1 é o herdeiro das condecorações, louvores e tradições históricas, do Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa e do Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea de Cascais.



Encargos Operacionais

O RAAA1 tem o encargo operacional de manter duas Batarias de Artilharia Antiaérea destinadas à Brigada Aerotransportada Independente (BAAA/BAI) e à Brigada Ligeira de Intervenção (BAAA/BLI) estas duas Batarias constituem o Grupo de Artilharia Antiaérea da unidade.

A BAAA/BAI foi criada em 1994 como parte da BAI, concretizando um projecto antigo das Tropas Pára-quedistas que ainda na Força Aérea iniciaram o processo para a aquisição de alguns misseis anti-aéreos e qualificação de oficiais para a criação de uma unidade anti-aérea. A passagem das Tropas Pára-quedistas para o Exército concretizou esta aspiração no entanto o levantamento da unidade foi lento e a prioridade atribuida às unidade de infantaria necessárias para as missões no exterior foi reduzindo o pessoal qualificado em Pára-quedismo disponível para a Bataria.

Missil Stinger

A BAAA/BAI é oficialmente activada a 14 de Fevereiro de 1995 no aquartelamento do CTAT/BAI em Tancos. A instrução das especialidades de artilharia antiaérea era ministrada no RAAA1. Em 1998 é prevista a transferência da Bataria para o Regimento de Artilharia 4 (RA4) em Leiria numa intenção de concentrar numa mesma unidade territorial as duas componentes de artilharia da BAI. Esta intenção não teve continuidade dado a especificiade própria da artilharia antiaérea. Uma directiva de 2000 do General Chefe do Estado-Maior do Exército sobre a Organização das Unidades de Artilharia define que o RAAA1 passa a ter o encargo de preparar uma bataria de artilharia anti-aérea para a BAI. A bataria para a BAI é uma das batarias do GAAA do RAAA1.

A Bataria destinada à BAI está equipada com misseis anti-aéreos STINGER de fabrico americano. A Bataria participa regularmente nos exercícios da BAI e de acordo com o planeamento de treino operacional da Brigada organiza os seus exercícios da serie RELÂMPAGO



Brasão de Armas

Armas:
- Escudo de azul, uma ponta ondada de prata posta em banda.
- Elmo militar, de prata, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra.
- Correia de vermelho perfilada de oiro.
- Paquife e virol de azul e prata.
- Timbre: um morcego de negro, animado e armado de vermelho.
- Divisa: num listel de branco, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, e estilo elzevir "O CÉU E A TERRA ESPANTA"

Simbologia e Alusão das Peças:
- O AZUL do campo representa o céu, cuja utilização a antiaérea tem por missão interditar aos engenhos aéreos inimigos.
- A PONTA simboliza o míssil terra-ar e o rasto traçando a sua trajectória ao encontro do alvo que penetrou no seu campo de acção.
- A LUCERNA, com a sua chama hieráctica, recorda o estudo e a meditação que enformam um Centro de formação de pessoal especializado.
- O MORCEGO cujo sistema de emissão-recepção de ultra-sons inspirou o desenvolvimento tecnológico do radar electrónico, simboliza o equipamento de reconhecimento e orientação que baseiam a vigilância do espaço aéreo e o encaminhamento dos mísseis na intercepção do inimigo atacante.
- A DIVISA "O CÉU E A TERRA ESPANTA" exprime a terrível eficácia do sistema de armas que afugenta do céu o inimigo e causa a admiração das próprias forças que protege.

Os Esmaltes significam:
- A PRATA, a limpeza do céu à sua guarda.
- O AZUL, o zelo permanente garantindo a eficácia.
- O NEGRO, a firmeza no momento de agir.

DIA DA UNIDADE: 20 de SETEMBRO


Separador

Página Não Oficial sobre o Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1.
Os textos desta página foram recolhidos em folhetos com a resenha histórica da unidade,
nas revistas "Jornal do Exército", "Boina Verde", e "Boletim da Artilharia Antiaérea".

Dias
WEB SITE NÃO OFICIAL SOBRE AS TROPAS PÁRA-QUEDISTAS PORTUGUESAS
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