![]() |
No inicio do seu reinado, D. João V tratou de melhorar as condições do Exército e promulgou Novas Ordenanças que trouxeram às instituições militares portuguesas os aperfeiçoamentos mais notáveis da época. Os Terços, nome dado às unidades de infantaria desde que após a Revolução de 1640 se constituiu o primeiro Exército permanente em Portugal, foram substituidos pelos Regimentos. Pela nova organização, o Terço de Olivença passou a formar dois batalhões, constituindo o Regimento de Olivença.
Em 1762, o Conde de Lippe, reorganizando o Exército, criou desses dois batalhões o 1º e 2º Regimentos de Olivença. É do 2º Regimento de Olivença que provém o Regimento de Infantaria Nº 15.
Em Junho de 1807 o general francês Junot entra em Lisboa. Seguindo os conselhos de Napoleão de que não deveriam ser dadas hipóteses para os portugueses se organizarem, Junot tentou desarmar a Nação reduzindo o número de efectivos do Exército Português, entre outros processos utilizados. Tal como havia sido dito por Napoleão: "La Nation Portuguaise est brave". Com alguns dos nossos melhores militares, Junot formou a Legião Portuguesa e um batalhão de caçadores com os homens do 15. Os seus feitos notaveis em Wagram, Smolensko, Moscovo e no Berezina mereceram os melhores elogios de Napoleão.
Depois da primeira invasão francesa o Regimento foi reorganizado e enviado para Vila Viçosa. Mais tarde foi mandado guarnecer a linha do Tejo, entre Tomar e Torres Novas, de outra possível invasão francesa. Posteriormente foi enviado para Castelo Branco e depois para Lamego onde mereceu os maiores elogios do General Sir William Car Beresford a quem estava entregue o comando do Exército Português. O Regimento permaneceu, então, durante algum tempo em Braga e foi de novo mandado guarnecer a linha do Tejo.
Durante a Guerra Peninsular, que se seguiu à invasão francesa, o Regimento tomou parte em diversas batalhas. A mais notável de entre elas foi a de Badajoz, pela coragem demonstrada pelas tropas. O Regimento era então comandado pelo Coronel Barreto, cognominado O Bravo pelo Marechal Beresford. Na renhida batalha de Victória, que obrigou os franceses a abandonarem definitivamente o território da Peninsula, as tropas portuguesa distinguiram-se tão extraordinariamente que Beresford pediu ao Príncipe Regente uma distinção especial para alguns Regimentos, entre os quais figura o RI 15.
Com a tomada de San Sebastian travou-se uma das acções mais sanguinolentas da Guerra Peninsular. Após várias tentativas frustadas para conquistar a cidade, o General Barreto tomou a Bandeira do 15 nas mãos e clamou para o seu antigo Regimento: "Soldados! Pertence agora ao vosso comandante morrer nesta praça". E assim se expulsou definitivamente o exército francês da Peninsula Ibérica. Em comemoração destes feitos a Bandeira do Regimento ostenta os nomes e datas destas batalhas bordados a ouro.

As virtudes dos soldados portugueses não se mostraram só no campo de batalha, durante a refrega. Tal como afirmara um jornalista francês da época: "Os filhos do Tejo tinham também injúrias que vingar, represálias que fazer e, não obstante isso, eles não nos mostraram jamais senão sentimentos fraternais. É justo, pois, que se diga e repita por toda a parte que depois de haverem no campo de batalha rivalizado em valor com os valorosos soldados de Wellington, rivalizam igualmente os portugueses, no meio dos mesmos, em bravura, afabilidade e amigável comportamento".
Após a Guerra Peninsular o Regimento ficou aquartelado em Braga e foi mais tarde transferido para Guimarães. Em Junho de 1877 destacou o seu primeiro batalhão para o Brasil onde tomou parte no Movimento Liberal do Rio de Janeiro. De novo em Portugal, teve papel activo nas lutas liberais, sendo elogiado pela sua leal conduta com o legítimo soberano e com as instituições liberais por ele outorgadas. Posteriormente tomou parte nas campanhas da liberdade na defesa das ideias liberais tendo recebido várias condecorações pela maneira como se distinguiu nos diferentes combates e acções.
Entre 1834 e 1901, o RI 15 foi dissolvido e reorganizado por diversas vezes, ora em Estremoz, ora em Lagos, em Évora ou em Faro. Em 1901 foi transferido para Tomar.

Já no Século XX o RI 15 participou na primeira Guerra Mundial e o seu batalhão expedicionário distinguiu-se pela sua bravura e coragem nas batalhas de 14 de Agosto de 1917, 7 de Março de 1918, e sobretudo na famosa batalha de La Lys a 9 de Abril de 1918. A bandeira do RI 15 tornou-se a mais condecorada do Exército Português, ganhando a honra de passar a formar à direita de todas as forças em parada militar.
|
|
|
Em 1926 o RI 15 foi transferido para Lagos mas em 1939 estabeleceu-se de novo e definitivamente em Tomar. Em 1941 destacou um batalhão para Cabo Verde em missão de soberania, onde se manteve com o brio de sempre até ao seu regresso em 1944.
|
|
|
Entre 1961 e 1974, foi uma das principais unidades mobilizadoras de tropas para a Guiné, Angola e Moçambique, tendo nesse período, as suas unidades expedicionárias sofrido 637 mortos em combate.
|
|
Em 1964 deixou o velho Convento de S. Francisco, no centro da cidade de Tomar, e instalou-se no Quartel do Alvito, na Estrada de Coimbra.
|
|
|
|
|
Em 14 de Março de 1966, o Presidente da Républica do Brasil atribuiu à bandeira do RI 15 as insignias da Ordem de Mérito Militar daquele país.
Após o 25 de Abril de 1974, manteve-se sempre exemplo de estabilidade, isenção e intransigente apartidarismo, facto que lhe valeu honroso louvor concedido em 19 de Maio de 1976 pelo Comandante da Região Militar Centro.
Em 1977 o RI 15 recebe o encargo de formar, instruir e manter operacional o 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (1ºBIMoto) da 1ª Bgigada Mista Independente (1ªBMI). Até à data da sua extinção, em 1993, o 1ºBIMoto, integrado em forças da OTAN, participa em diversos exercícios militares merecendo sempre o apreço das forças aliadas.
Em 23 de Novembro de 1979, o então designado Regimento de Infantaria de Tomar, passou a ser Unidade Gémea do 1º RI de Sarrebourg, França, a unidade mais antiga da Cristandade, em cerimónia efectuada em Sarrebourg, presidida pelo comandante do 1º Corpo de Exército Francês, perante uma delegação do Regimento.
![]() |
![]() |
| 1ºBIAT | SFOR |
Por despacho do General Chefe do Estado-Maior do Exército, o Regimento de Infantaria 15 passou a fazer parte do Comando das Tropas Aerotransportadas desde 1 de Janeiro de 1998. Nesse mesmo mês de Janeiro destaca para a Bósnia-Herzegovina o seu Batalhão de Infantaria Aerotransportado (1ºBIAT). O batalhão permaneceu na Bósnia até Julho, integrando uma Brigada Multinacional da Força de Estabilização (SFOR) da OTAN, o seu desempenho em prol da paz na Bósnia mereceu os mais rasgados elogios das autoridades militares e civis da OTAN.
Durante
o ano de 1999 o RI 15 foi uma das unidades mais activas no aprontamento e preparação
de forças para projecção no exterior. Em Fevereiro de 1999
um Pelotão do 1ºBIAT participa na operação de ajuda humanitária à Guiné Bissau.
Em Setembro, no auge da crise em Timor, o RI 15 é incumbido de aprontar um
Agrupamento, constituído com base no 1ºBIPara e integrando uma Companhia
de Fuzileiros, destinado a integrar uma força multinacional para Timor. Por
decisão das Nações Unidas a participação portuguesa
não se concretiza na fase inicial da operação, mas logo é
iniciada a preparação do 1ºBIPara para integrar a Peacekeeping
Force da United Nations Transitional Administration in East Timor (PKF/UNTAET).
O 1ºBIPara permanece em Timor de Fevereiro a Agosto de 2000 integrando o Contingente
Nacional em Timor.
Em Fevereiro de 2000 o Batalhão de Apoio de Serviços da BAI (BAS/BAI) é transferido
do CTAT para o RI 15, passando a ser um encargo do Regimento. O BAS/BAI é o responsável
por todo o apoio de serviços às unidades operacionais da BAI incluindo as que se
encontram destacadas.
Em Julho de 2001, sob o comando do TenCor Para Gomes Martins, o 1ºBIPara parte
de novo para a Bósnia onde vai desempenhar a missão de Reserva Operacional
do Comandante da SFOR, ficando aquartelado em VISOKO. O 1ºBIPara regressa a
Tomar em Janeiro de 2002.
Sob o comando do TenCor Cmd César Fonseca, o 1ºBIPara cumpre nova comissão
na Bósnia-Herzegovina de Janeiro a Julho de 2003, desta vez em Doboj, integrando
um Multinational Battle Group (MNBG), comandado por um oficial Pára-quedista Português,
na dependência de uma Brigada Americana na SFOR.
|
|
Página Não Oficial sobre o Regimento de Infantaria 15.
Os textos desta página foram recolhidos em folhetos com a resenha histórica da unidade,
e nas revistas "Jornal do Exército" e "Boina Verde".
![]()
WEB SITE NÃO OFICIAL SOBRE AS TROPAS PÁRA-QUEDISTAS
PORTUGUESAS
http://www.geocities.com/Area51/5906/paras.htm
http://pwp.netcabo.pt/boinasverdes/paras.htm
http://clientes.netvisao.pt/boinaverde/paras.htm
Webmaster: PQ
123
![]()