CEIA HISTÓRICA

 

Era uma vez, numa época distante, num outro mundo por assim dizer, que tudo aconteceu. Os Nobres nos seus trajes engalanados, o Clero com seus ceptros empunhados, e os Burgueses com palácios recém comprados, pensaram de se encontrar, para todos juntos cear. Nessa noite todos foram convidados, e preparam seus trajes de cerimónia para a ocasião festiva que se avizinhava. Os pajens com seus fatos apertados, tudo faziam, para que os desejos e gostos de cada um não saíssem assim gorados.

O palácio foi aperaltado, as entradas decoradas, os patins a brilhar, os arcos a adornados, e tudo o mais a cintilar. Enquanto houve luz todos corriam  para completar as suas tarefas. E eis que o sol se esbate no horizonte, as sombras dão lugar á luz. No entanto a penumbra é cortada pelos primeiros archotes que se começam a atiçar aqui e ali, alumiando os passos do mestre de cerimónias, que controla os últimos pormenores, e os cozinheiros que preparam o repasto de logo á noite.

Os cheiros inundam o ar ofuscando os sentidos, vê-se que no fogacho se preparam para assar porco. Um olhar mais atento e percebe-se, que os cozinheiros atarefados, preparam um verdadeiro festim. Espreitando na direcção das cozinhas, é de crescer água na boca, uma vez que desde, boi, javali, cabrito, coelho, lebre, faisão, perdiz, galinha, beldroegas, e outras tantas, que inebriam os sentidos, estão a ser preparadas para o gáudio dos comensais nas cozinhas, e que os portadores transportarão nas suas padiolas, para a mesa. A lua ajuda a festa, e como que sorri com olhar aprovação, observando atentamente as movimentações, e iluminando os convivas. A hora aproxima-se, os cheiros intensificam-se, os últimos preparativos são concluídos, os bardos, o bufão caturra, os farsantes e demais malabaristas e jograis, todos vestidos a preceito, preparam-se para actuar, e é então que a tensão cresce, os suores aumentam, os nervos afloram a pele, pois tudo têm de correr bem, nesta noite tão especial. E eis que os convivas começam a chegar, e o banquete se prepara para começar. É então 500 anos depois, a 28 de Junho do ano da graça de 2000.

 

 

Ementa

 

Pratos

Porco Assado

Boi

Javali

Cabrito

Galinha Albardada

Coelho

Lebre

Faisão

Perdiz

Beldroegas

Manjar de Leite

 

Outras Viandas

Presunto

Enchidos

Queijo

Pão

 

Fruta

Maçã Assada

Castanhas Cozidas

Pêras em Vinho

 

Vinhos

Vermelho

Branco

 

Coisas de Conserva

Frutos Secos em Confeites

 

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