xadrez

       

 
XADREZ:

O fascínio de um jogo secular

por Carlos Baptista

Há cada vez mais gente interessada em aprender e jogar xadrez. Jogo secular, divulgado um pouco por todo o mundo, este jogo que também é considerado ciência, desporto e arte, vai conquistando espaço e tempo nas escolas, infelizmente não tanto quanto o desejável em Portugal. Comprovadas que estão as suas qualidades pedagógicas, auxiliando as crianças a formarem a sua personalidade, desenvolverem a sua inteligência, compreenderem o que é o espírito científico, criarem objectivos e baterem-se por eles (com ambição, energia e desportivismo), acreditarem mais em si próprias do que no "destino". Os pais receiam que os filhos em idade escolar "gastem" demasiado tempo com o jogo de xadrez. Claro que isso pode suceder. Mas, na esmagadora maioria dos casos, os alunos que aprendem este jogo e o praticam com frequência melhoram claramente o seu aproveitamento nos estudos. Ninguém duvidará que é mais importante para eles aprenderem a raciocinar e a resolverem complexos problemas do que decorarem qual a capital da Dinamarca ou a data da Batalha de Ourique.

Como puro passatempo, o xadrez é uma actividade agradável e fascinante, com a qual se podem entreter duas pessoas (ou mesmo só uma, resolvendo problemas, analisando partidas ou... jogando contra um computador), num combate ao "stress" quotidiano. O jogo de xadrez, próprio para todas as idades, pelo menos, a partir dos cinco anos é particularmente importante, nesta sociedade ocidental algo incaracterística, em que vivemos, e na qual, cada vez mais, escasseiam tempo e vontade de pensar. 

 

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