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Infantários,
como acertar na Escolha...

Para que a criança tenha um desenvolvimento correcto é preciso que se potenciem, desde a mais tenra idade, todas as capacidades: físicas, intelectuais, afectivas, sociais, motrizes...
A família tem um papel prioritário na formação da criança, mas o infantário pode fazer um trabalho complementar ao dos pais. Aí, potenciam-se todas estas áreas, sem esquecer a importância que a educação tem como compensadora das desigualdades entre os seres humanos.
Estes lugares fazem um importante trabalho social, pois permitem a entrada da mulher no mundo do trabalho e ajudam as famílias na atenção e nos cuidados aos mais pequenos.
Esclarecidos estes aspectos, é normal que da parte dos pais surjam alguns receios e ansiedades pelo facto de levar ao infantário os bebés e crianças pequenas. O fim da baixa materna costuma trazer grandes dores de cabeça por ser um bebé tão pequeno, tão dependente da mãe (e a mãe dele) e pensar em deixá-lo no infantário durante todo o horário laboral diário é um verdadeiro choque familiar.
Talvez que uma maior informação sobre estes centros, possa contribuir para afastar muitos receios.
O que aprendem?
Os ensinamentos que se dão nestes infantários não podem estar estruturados em matérias, como o estão noutras etapas educativas. A criança aprende a partir das suas experiências e do que a rodeia. Seguindo este princípio, os conteúdos educativos não estão agrupados em matérias, mas em áreas ou âmbitos de experiência, significativos para a criança.
Destacam-se três áreas de aprendizagem:
A
primeira área trata principalmente dos aspectos relacionados com o
conhecimento do corpo, das suas possibilidades e limitações, trata da
confiança em si mesmo, a auto-estima e o desenvolvimento de hábitos de
autonomia pessoal.
A segunda área tem em conta a relação com as outras crianças, com os adultos, com o espaço, com a natureza, os animais... e tudo o que é referente à manipulação e experiência.
A terceira área aborda o respeitante à comunicação e à expressão em todas as suas facetas: oral, escrita, plástica, gestual, corporal, musical, matemática...
Estas lições são básicas e fundamentais para o desenvolvimento e para fazer bases firmes para outras mais completas: não se trata de aprender números, letras e formas geométricas só por aprender.
Desde os
primeiros meses, progressivamente, ensinam-se hábitos saudáveis (aprender a
comer, a lavar as mãos, etc.), e a maneira de resolver os seus próprios
conflitos, a partilhar os brinquedos, a respeitar os seus companheiros, a
brincar com os outros, a tolerar a frustração, a antecipar-se aos
acontecimentos temporais, etc.
Para isso, têm-se ritmos marcados e uma rotina diária.
É muito o que se ensina e o que se aprende num infantário, mas é preciso partir de um princípio: tudo se aprende através da brincadeira.
Esquecemo-nos das carteiras, das mesas, dos bancos e do quadro... A aula infantil deve ser um espaço em movimento, ágil, alegre, onde se juntam todos os tipos de relações, de experiências e de curiosidades.
As actividades quotidianas também se tornam educativas: o momento de mudar a fralda e de asseio é óptimo para que a criança vá tomando consciência do seu corpo; nas refeições, não só aprende a comer por si só, como também a ajudar (pôr a mesa), a relacionar-se (conversa com os seus companheiros), a ajustar-se às regras (tem de ficar sentado, saber utilizar os talheres...), etc.
Todo o processo de aprendizagem tem de partir da própria criança, dos seus interesses e das suas brincadeiras, sendo ela a verdadeira protagonista da vida escolar.
Qual é a idade apropriada?
É difícil definir uma idade apropriada. Até aos 3 anos, é, fundamentalmente, uma opção dos pais. Sobretudo o que é necessário é que os pais fiquem descansados e com a certeza que o seu filho está bem entregue.
No entanto, uma coisa deve ficar bem clara: é preferível que a criança vá à escola onde será atendida por profissionais, do que deixá-la em casa ao cuidado de uma pessoa desconhecida.
Por
volta do 8º mês, o bebé atravessa a fase conhecida como «angústia do
estranho», que se prolonga até os 10 ou 11 meses. Neste período, afasta os
desconhecidos e, normalmente, não quer separar-se da mãe ou da pessoa que
habitualmente o atende.
Para ele, neste período, a entrada para a escola pode ser complicada. Depois desta altura, já é mais fácil para o bebé separar-se dos seus pais. Também é preciso ter em atenção outros momentos que podem dificultar a sua adaptação ao infantário: o nascimento de outro irmão, o estar doente, alguma situação familiar traumática, etc.
A partir dos 3 anos, torna-se realmente necessário para um bom desenvolvimento da criança que ela frequente um jardim-de-infância: desenvolve as suas habilidades e destrezas, facilita a sua interacção social, ensina-lhe hábitos de autonomia pessoal e estabelece uma boa base para as lições futuras.
A participação dos pais
Para que a criança se sinta segura e confiante, é preciso que os pais tenham a mesma sensação. O trabalho educativo da escola é complementar do familiar, por isso, é vital a colaboração e participação dos pais neste processo.
Não devemos perder de vista que a aprendizagem dos nossos filhos, nestas idades, está muito ligada à sua vida quotidiana, às suas experiências e a tudo o que se passa à sua volta... Isto significa que tudo o que vivem fora do infantário é tão importante como o que vivem lá dentro.
Desta forma, estamos a chamar a atenção para o facto de que é fundamental que os pais não se desliguem do que acontece no infantário. Os infantários dispõem de distintos canais para levar a cabo esta coordenação e para fomentar a participação dos pais. Tudo aquilo que vai no caminho de uma maior ligação entre a família e a escola terá como resultado uma melhoria da qualidade da educação.
Critérios a ter em conta
Na sala de bebés, por exemplo, deve ter uma zona de sono, com as caminhas um pouco retiradas da zona de brincar, para garantir o respeito aos ritmos de cada criança. Também tem de haver actividades pontuais inter-grupos: festas, passeios...