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Nota Histórica |
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Neste sítio tão acomodado
fundou Elisa esta cidade, 145 anos depois do Dilúvio e 2164 antes do
nascimento de Cristo, impondo-lhe o nome de Ébora. Alguns autores crêm que
se chamasse também Luso ou Lísias e que deste nome tivera a sua origem o
nome de Lusitânia. Dizem que o primeiro Rei desta cidade tivera uma filha
hermafrodita, que nomeara Elbora. Morrendo o pai, chamado Elbur, casou-se
e teve uma filha que nomeou Évora. Falecendo a sua mulher, tornou a casar,
tendo uma filha chamada Elbora e um filho chamado Evorinho. Que desta
Elbora e de Évora tomara a cidade o nome (Franco
1945). Segundo Túlio Espanca (1980), as
primeiras referências sobre a cidade provêm de Plínio, que lhe chamara Ebora Cerealis, titulo proveniente
da fertilidade do solo, ainda antes do período romano, ponto fortificado
de certa importância, integrada na nação lusitana fora capital do reino
céltico de Astolpas, sogro de Viriato. Transformada em cidade itinerária e
viária de notável interesse económico do sul do Tejo, foi conquistada por
Júnio Bruto no século II a.C. Após a ocupação dos romanos, estes foram
cedendo aos vencidos territórios entre o Guadiana e o Tejo, para onde se
foram transferindo numerosas tribos lusitanas de origem galaica. Durante o
governo de Júlio César, a região esteve pacificada e a cidade de Ebora,
com o Título de Liberalitas (Liberdade), de homenagem a Júpiter, passou-se
a chamar Liberalitas Julia, grande cidade de direito latino. Foi conquistada aos Mouros em 1165 por Geraldo Sem Pavor data em que se restaurou a sua diocese. Foi residência régia durante largos períodos, essencialmente nos reindados de D.João II, D.Manuel I e D.João III. O seu prestígio foi particularmente notável no século XVI, quando foi elevada a metrópole eclesiástica e foi fundada a Universidade de Évora (afecta à Companhia de Jesus), pelo Cardeal Infante D.Henrique, primeiro Arcebispo da cidade. Durante toda a Idade Média, mas especialmente com a dinastia de Avis, Évora foi uma das mais importantes cidades do reino. No início do século XVI, ainda tinha praticamente o mesmo numero de habitantes que o Porto. Um rude golpe para Évora foi a extinção da prestigiada instituição universitária, em 1759 (que só seria restaurada cerca de dois séculos depois), na sequência da expulsão dos Jesuítas do país, por ordem do Marquês de Pombal. Évora é testemunho de diversos estilos e corentes estéticas, sendo ao longo do tempo dotada de obras de arte a ponto de ser classificada pela UNESCO, em 1986, como Património Comum da Humanidade. |
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