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última actualização:
15/III/2002

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Segundo momento da Cimeira: o brasileiro Renato Borghetti subirá ao palco em Águeda com a sua gaita-ponto (um misto de concertina e acordeão tradicionalmente usado no sul do Brasil), para arrebatar o público. Esse, já se rendeu aos encantos deste festival, cuja abertura ficou assinalada pelo concerto do fenomenal Kepa Junkera.

Apesar de igualmente viajeiro, Borghetti não terá na Europa a fama de Kepa, mas goza de estatuto idêntico por toda a América do Sul, idolatrado nas pampas do sul do seu Brasil, do Uruguai e da Argentina. Borghetti, para além de músico conceituadíssimo, é um símbolo da tradição gaúcha: toca como um possuído - o que causa ainda maior impressão a quem conhece as limitações deste instrumento - e é uma figura fascinante: alto, cabeludo, tímido e com aquele chapéu invariavelmente inclinado sobre o rosto. Isso somado às típicas calças gaúchas e às alpargatas de corda com que se apresenta em palco, constrói uma figura mista de roqueiro e "gaudério" tão autêntica que acaba sempre por demolir a assistência.

Renato e a sua gaita-ponto são inseparáveis. Com ela já brilhou a solo, já se apresentou com inúmeras formações instrumentais, das mais simples às mais arrojadas, até já tocou com orquestra sinfónica. Neste pequeno roteiro europeu com que inicia a temporada de 2002 (estará na Áustria e em Portugal) faz-se acompanhar em quarteto, na companhia de Daniel Sá (guitarra), Hilton Vacari (violão) e Pedro Figueiredo (sax e flauta). Alternando trabalhos mais simples e gauchescos com momentos de maior sofisticação e acenos para o jazz e a música erudita, Borghetti tem sabido cercar-se dos melhores músicos. Perde-se já a conta aos prémios ganhos em festivais no Brasil, deu concertos em cidades europeias que vão de Paris, Munique, Estugarda a Viena. Com cada vez mais sucesso em investidas europeias, chegou já a gravar e lançar discos seus no velho continente e participações em trabalhos de outros artistas. Entretanto, o maior marco da carreira deste gaúcho foi ter ganho pela primeira e única vez em todo o Brasil, um disco de platina com um álbum exclusivamente instrumental. Isso aconteceu era Borghetti pouco mais que adolescente. Agora, rapaz trintão, vai já na quinzena de álbuns editados.

Borghetti manter-se-á até 23 de Março como um ilustre desconhecido para a maioria do público português. A verdade é que Borghetti vem pela segunda vez a Águeda. A primeira aconteceu envergonhadamente há dois anos atrás quando o gaúcho ensaiou na d'Orfeu ao lado de Artur Fernandes e do caboverdiano Julinho da Concertina. O momento não deixou de ser aproveitado para umas dicas aos alunos de concertina e um ensaio aberto no pátio do Espaço d'Orfeu. Agora, vem para participar por direito próprio, na pompa da Cimeira do Fole. É só mais um momento nascido do sonho de sediar em Águeda o universo...
Vejam aqui o que fizemos na semana de 05 a 14 de Julho...
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