DigiScoping Portugal

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INTRODUÇÃO

O DigiScoping é um método bastante simples e consiste em fotografar um objecto distante, encostando a objectiva de uma câmara fotográfica digital à ocular de um telescópio. Tecnicamente trata-se de fotografia por Projecção Afocal e é um método utilizado pelos astrofotógrafos ainda antes do advento das câmaras digitais, se bem que então não tinha nenhuma designação específica. Surge com o nome de DigiScoping em 1999 através de Laurence Poh (Malásia), um observador de aves que “descobre” este método com a sua câmara digital (Digi) e com o seu telescópio (telescope, Scoping). Desde então o método tem sido principalmente usado na fotografia de aves. Mais recentemente, com o crescente número de câmaras reflex digitais no público em geral, muitos dos adeptos do DigiScoping abandonaram as câmaras compactas. Alguns deles continuam a usar a Projecção Afocal com objectivas de 50 mm, ao passo que outros (talvez a maioria) usam adaptadores que as marcas de telescópios fabricam para o efeito. Estes adaptadores são normalmente sistemas ópticos negativos que "aumentam" a distância focal do telescópio e são utilizados directamente entre o corpo do telescópio e a câmara, sem recorrer quer a uma ocular telescópica, quer a uma objectiva fotográfica. Esta técnica chama-se Projecção Negativa e também ela é desde há muito usada no campo da astrofotografia.

 

Representação esquemática: Projecção Afocal. Objectiva da câmara encostada à ocular do telescópio.

Representação esquemática: Projecção Negativa. Câmara reflex (SLR/DSLR) desprovida de objectiva e acoplada ao adptador fotográfico especifico de cada marca de telescópios.

 

EQUIVALÊNCIA PARA 35 MM

A maioria das câmaras digitais compactas que melhor se adaptam ao digiscoping tem um zoom óptico de 3-4x com uma distância focal entre cerca de 35-150 mm. Acoplando uma câmara destas com o zoom no máximo (cerca de 150mm) a um telescópio com 20x de ampliação obtem-se uma distância focal efectiva do conjunto equivalente a uma teleobjectiva de cerca de 2500-3000 mm (se houvesse tal objectiva!). Os telescópios mais comuns no meio do digiscoping oferecem ampliações entre 20-60x o que abre ainda maiores possibilidades. No entanto, para manter uma qualidade de imagem razoável quase nunca utilizo ampliações superiores a 20-25x e idealmente nem o zoom da câmara estará no máximo o que faz com que na prática trabalhe com distâncias focais efectivas (em equivalência para 35 mm) de cerca de 1500-2500 mm. No caso das câmaras reflex utilizadas em Projecção Negativa, a distância focal efectiva do sistema depende dos adaptadores e tem um valor fixo dado que não se pode recorrer à manipulação nem do zoom da câmara nem da ocular do telescópio. Geralmente, as marcas fabricam adaptadores fotográficos que "transformam" os seus telescópios em teleobjectivas da ordem dos 1000 mm (em equivalência para 35 mm). Contudo, a maioria das reflex digitais das gamas mais utilizadas tem um factor de multiplicação à volta de 1,5x devido ao tamanho do sensor ser menor que o do filme usual (24x36 mm). Desta forma, consegue-se com uma câmara deste tipo, uma distância focal efectiva na ordem dos 1500 mm o que aliado à grande qualidade de imagem que estas câmaras já oferecem, permite obter muito bons resultados.

 

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