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Tem o presente documento a finalidade de representar a minha opinião sobre a uma das séries mais vista em todo o mundo de seu nome “Lost”. Devo dizer que ainda estou para saber como é que uma pessoa desmaia quando um avião começa a cair e acorda já em plena terra firme, bem longe do local onde o mesmo caiu, e em plenas condições físicas, pelo menos bastante boas para a situação. De qualquer forma a parte que se segue a este fabuloso milagre da natureza pode ser designada, ao contrário do que algumas pessoas me querem fazer acreditar, por um completo “banho de sangue”. Sim, e não me venham dizer que uma pessoa a ser aspirada por um motor, e o mesmo a explodir, juntamente com muita outras a morrer, fora as que já estão mortas, não é característico de um completo, e peço desculpa por me repetir, “banho de sangue”. No entanto garantiram-me vivamente de que isto apenas acontece no primeiro episódio, e apesar da referência a nervos a sair como espaguete e a feridas cozidas com linha de costura por pessoas que só cozeram cortinados e foi à máquina, eu acredito. Segue-se então uma parte que devo dizer, despontou um pouco da minha curiosidade. E aparentemente ainda vou ter de esperar uns bons episódios para saber mesmo o que afinal é que anda à solta na tal ilha misteriosa onde os aviões caem, aparentemente a umas boas centenas de milhas da sua rota sim, porque quando três dos sobreviventes tentam encontrar o cockpit, de seu nome Kate, Jack e outro que nada mais consegui averiguar a não pertencer aos Driveshaft, um grupo muito conhecido por sinal, encontram ainda o comandante vivo que lhes dá estas mesma informações, estão longe da rota, as equipas de socorro estão a procurá-los no local errado. Curiosamente esses mesmo comandante morre momentos depois, vitima da tal criatura que habita a ilha e da qual, para além do facto de ser gigante, nada se sabe. Note-se ainda que o primeiro episódio termina com a visão, perfeitamente dispensável, do comandante esvaído em sangue em cima de uma árvore. Inicia-se então o segundo episódio, o qual também tive o prazer de ver e no qual os três personagens anteriormente referidos regressam à praia com o transmissor, que iam procurar ao cockpit do avião e que lhes é dado pelo comandante, que, como já foi referido, morre pouco depois. Já na praia todos tentam mandar uma mensagem de socorro através do transmissor recentemente encontrado. Ao descobrirem que não têm sinal resolvem iniciar uma escalada a fim de tentarem obter sinal numa zona mais alta. Claro que por esta altura já terem passado pelo menos dois dias e continuam todos perfeitamente alimentados, o que me parece difícil apenas com a comida que o avião tinha, tendo ainda em conta que só ficaram com o meio do avião, já que o cockpit caiu mais longe e a cauda caiu ainda em pleno ar. Não nos esqueçamos contudo do senhor chinês que prepara uma refeição ligeira com marisco cru, o que me continua a parecer insuficiente para alimentar tanta gente, claro que para a sua mulher surda e muda é capaz de chegar. Por fim inicia-se a tal caminhada, partindo então um grupo ainda em número significativo liderado por Kate. Deparam-se rapidamente com o que pensam ser o monstro da ilha mas é apenas um urso polar, e garantem que não pode ter sido aquilo que matou o piloto. Um dos caminhantes dá uns bons pares de tiros no urso e este acaba por morrer. Sabe-se então que a arma provem de um soldado que vinha no avião, soldado esse que acompanhado um preso, que afinal é um presa, Kate. No entanto este não o revela e desmonta a arma, afim de evitar futuros problemas. É então que descobrem que afinal já têm sinal no transmissor, no entanto não conseguem emitir mensagens porque já uma está a ser emitida. Essa mensagem acaba por revelar, através de uma série de contas e deduções básicas, contas as quais seriam um pouco mais demoradas de resolver mentalmente para a maioria das pessoas, mas não para uma série de pessoas que à pouco tiveram um acidente e estão perfeitamente bem alimentadas, que uma rapariga francesa emite uma mensagem de socorro há 16 anos. Enquanto isso na praia Jack, que afinal é médico, retira um bocado de metal do corpo de um homem, pelo que vemos outra boa quantidade de sangue. Há ainda a referir que tive que ver estes dois episódios da referida série em condições precárias, sim, porque há pessoas que não gostam de fazer as coisas em formatos normais. Apesar de tudo quero finalizar dizendo que, apesar de não ser exactamente o tipo de série que eu gosto de ver, até tem alguma originalidade e digamos que é fora do vulgar. Chega mesmo a ser mais interessante do que quando contado pelos fãs obcecados. Concluindo devo ainda admitir que até achei alguma piada e que, vá lá, até gostei minimamente, claro que não chega a ser viciante, mas é até bastante agradável, embora espere que esta dose excessiva de sangue ocorra somente no primeiro episódio. Rita Teixeira |
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Episódio 3 – Tabula Rasa Devo dizer que este episódio se inicia com os restos dos episódios anteriores, e espero sinceramente que toda a gente já tenha morrido neste episódio uma vez que a coisa se está a tornar incontrolável. Isto porque este episódio se inicia com a tentativa de salvação do pobre senhor, que ao que parece era um soldado que acompanhava uma prisioneira, Kate, que ficou com um pedaço de metal literalmente “atenchado” no abdómen. Este acorda a meio da operação e diz, sucessivas vezes, a Jack, aparentemente o médico de serviço, e passo a citar “Ela é perigosa” e “Não confies nela”. Ela que, como já sabemos, é Kate. No entanto Jack apenas descobre isso quando o tal soldado que estava a morrer, e devo dizer que demorou, lhe pede para tirar uma folha do bolso do seu casaco onde se vê a fotografia de Kate no momento da sua detenção.
De qualquer forma é por esta altura que Kate começa a revelar-nos as suas memórias. Ficamos a saber que andava fugida da polícia e que se refugia numa quinta onde o pobre caseiro a acolhe e onde este lhe mente dizendo que se chama Annie. O caseiro precisa de ajuda na quinta uma vez que a mulher morreu e o deixou com uma monstruosa hipoteca para pagar. Por esta altura, na praia, Jack revela ao nosso amigo rechonchudo, do qual prometo decorar o nome e incluir no próximo comentário, o que descobriu sobre Kate. Este fica assustadíssimo, e ainda mais quando a vê regressar com uma arma. Com Kate todo o grupo regressa à praia, concordando em não falar da transmissão que ouviram. Kate acaba por o revelar a Jack e este tenta mostrar-se algo indiferente tentando descobrir mais sobre o cadastro de Kate. No entanto não lhe revela que já sabe alguma coisa nem que o tal que está para morrer já acordou. No entanto Kate resolve ir vê-lo na mesmo e lembra-se de mais um pouco da sua vida. Ao que parece, alguns meses depois o tal proprietário da quinta acaba por entregar Kate a troco de uma choruda recompensa. E quem a vai apanhar quem é? Exacto, o que está para morrer, mas nunca mais… Enquanto isto o tal, sim, sim, vocês já sabem, acorda e tenta sufocar Kate, não sei bem se com a força das últimas refeições nutritivas se com a força dada pela enorme perca de sangue. Felizmente o Jack chega e salva-a. Por esta altura recomeça a chover torrencialmente e, consumido pela fúria do momento, Jack revela a Kate o que já sabe. Após a chuva outro nosso amigo escurinho, que também não me lembro do nome, parte em busca do cão do filho e acaba por ver outra amiga, desta vez a chinesa, totalmente desprovida de roupa da cintura para cima.
Por fim Kate fala com o que está para falecer, ou morrer, só que já usei a palavra morrer vezes de mais, e diz-lhe que o favor que lhe queria pedir no avião era que este se certificasse que o tal proprietário da quinta recebia a recompensa prometida. Nesta altura já Sawyer tinha insinuado a Kate que, uma vez que esta possuía a arma com a última bala, devia terminar com o sofrimento do soldado matando-o. Esta não o faz mas Sawyer acaba por o fazer. Quando Jack descobre já não vai a tempo de evitar o disparo. O único problema surge no facto o atirador ser de tal forma idiota a ponto de não saber que a melhor forma de matar uma pessoa é dar-lhe um tiro na cabeça. Em vez de isso tenta apontar para o coração, claro que falha, acertando-lhe no pulmão, o que provoca uma morte ainda mais lenta e dolosa, embora, finalmente definitiva. No fim do episódio, Kate ainda tenta contar o que fez a Jack mas este diz-lhe que tal não faz qualquer diferença naquele momento. Todos se adaptam à vida na ilha, felizes e contentes, dentro do possível. Quero apenas terminar o meu comentário com uma pergunta que me têm intrigado ultimamente, como é que os sobreviventes da queda do avião podem ter a certeza, desde o início que estavam numa ilha? A única hipótese razoável é terem visto a ilha enquanto ainda estavam no ar, o que devido ao pânico, me parece pouco provável. É que praias há em muitos sítios, e ainda não vi ninguém dar a volta a ilha para se certificar que está rodeada de mar… Rita Teixeira P.S. – Espero ter mostrado
o devido entusiasmo ao longo do comentário!!! |
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Episódio 4 – Walkabout Cá estão vocês à espera, ansiosos, embora sem admitirem, por mais um comentário. E cá estou eu, cheia de coisas para fazer, a perder novamente o meu precioso tempo a fazê-lo. De qualquer forma vocês sabem que eu não resisto. Por isso, e agora que acho que já vos fiz esperar o suficiente e aguentar esse formigueiro na barriga, provocado, sem dúvida pela ansiedade, vou começar. Devo então dizer que, finalmente, este episódio prima pelo realismo (e pela repugnância, mas isso já é habitual). Sendo assim inicia-se com a descoberta de que, aparentemente a meio da noite, javalis selvagens entram no avião, ou no que resta dele, e comem os corpos dos passageiros que não sobreviveram. É então que, surpreendentemente, alguém chega à conclusão que se calhar é mesmo melhor dar um jeito àquilo, sim, porque nalguma altura vai começar a apodrecer. Nasce o dia e ficamos a saber que um tal que percebe de electrónica, está a tentar produzir uma espécie de antena a fim de conseguir descobrir de onde é a emissão da tal rapariga francesa. No entanto nem todos acordam muito animados e nosso amigo rechonchudo, que ao que parece se chama Hurley, embora não tenha a certeza de que se escreve assim, desata à pancada a Sawyer, aparentemente porque este tem a última comida que resta, um pacote de amendoins. Parece que finalmente os produtores ouviram as minhas preces, a comida começou a acabar e, como se não basta-se, a água também. Nem sabem como eu fiquei contente, não por os pobres coitados irem passar fome e sede, longe de mim, mas por finalmente concluírem que a comida que um avião leva não dura eternamente. Resolvem então organizar-se por grupos, uns irão apanhar lenha, a fim de queimarem o avião, ao que parece após a escurecer, na esperança que alguém veja as chamas, outros trataram de acumular água caso chova, que me parece mais que certo, e os outros trataram de tentar arranjar comida. É por esta altura que outro personagem se destaca, Jonh Locke. Este diz que sabe caçar e mostra possuir um arsenal de facas bastante razoável. Começam então as suas memórias, do Locke não das facas. Este lembra-se do escritório onde trabalhava, do seu patrão, e de um jogo, daqueles de estratégia militar, julgo eu, que costumava jogar na hora de almoço. Na ilha dá-se uma última selecção das coisas que estão dentro do avião, tendo descobrir-se o nome de todos os passageiros mortos, e mais algumas informações, a fim de se realizar uma espécie de cerimónia fúnebre na altura da “queimada”. Jack não a quer realizar e acaba por ser Claire, uma rapariga que está grávida, de oito meses aparentemente, a responsabilizar-se por fazê-lo. É então que alguém dá pelo facto de que uma das sobreviventes, já com alguma idade, tem estado, desde que ali chegaram, sentada na areia, a olhar para o mar. Ao que parece não consegue lidar com o facto de que o marido morreu. Por esta altura já Kate, Locke e o tal amigo escurinho, do qual tenho de ver se aponto o nome, partem em busca dos tais javalis. O que eles não sabem é que Kate não vai apenas por esse motivo. Ele leva a tal antena a fim de a tentar colocar num sítio alto, esperando que assim o tal sujeito que percebe do assunto consiga apanhar alguma coisa. Locke demonstra um enorme conhecimento da táctica de apanhar javalis, conhecendo os seus costumes e por isso sabendo localizá-los. No momento em que os localiza dirige uma série de sinais aos seu acompanhantes a fim de estes se porem em posições. Às tantas o tal amigo escurinho resolve pedir-lhe para acabar com os sinais e falar de uma vez, o que, obviamente, não surte outro efeito se não despertar a atenção dos javalis. Locke desvia Kate mesmo a tempo no entanto o tal provocador do barulho tão pouco oportuno acaba por ser atingido numa perna, por um javali, claro. Nesta altura Jonh volta a lembrar-se do tal jogo de estratégia de que já falei. Estava a jogá-lo com um colega e o seu chefe estava a ver. Acaba então por lhes revelar a sua intenção de fazer uma viagem, aparentemente uma exploração, ao interior da Austrália. É também por esta altura que ficamos a saber de uma tal Helen que cruza os seus caminhos com os de Locke. O seu chefe diz-lhe que aquilo é tudo imaginação, que ele não pode fazer exploração coisa nenhuma, embora só saibamos porquê no fim do episódio. De volta à ilha começamos a pensar que o pobre Locke tem uma obsessão pelos próprios pés, pois parece estar sempre a olhar para eles. Quem não está muito bem das pernas é o nosso amigo escurinho, e querem saber o melhor, acabei de descobrir o nome dele, é Michael, Michael, Michael! E não, o nome dele não tem três vezes Michael, eu é que vos estou a compensar pelas vezes que não sabia o nome. Enfim, o que interessa é que, como já sabem, o Michael, Michael, Michael (ok, eu paro) ficou ferido numa perna e Kate resolve levá-lo de volta para o acampamento. No entanto Locke decide continuar na sua busca pelo javali maravilha, ih, ih, ih! Na praia o Hurley e o tal da banda tentam apanhar um peixe, se bem que eu condições precárias, apenas com um pau afiado, ao que parece ao pedido da menina rica e com nível que também aterrou na ilha, aparentemente apenas preocupada com o facto do verniz para as unhas ter ficado em casa (aqui está outra da qual tenho de descobrir o nome). Os outros continuam com as buscas no que resta do avião e Jack continua a tentar arrancar meia dúzia de palavras à tal mulher em estado de choque. Por esta altura vemos mais uma memoriazinhas de Locke, ao telefone com a tal Helen, que afinal vimos a descobrir não ser nada mais nada menos do que uma raparigas daqueles linhas de telefone de valor acrescentado para onde se telefone e se ouve dizer meia dúzia de “basbaquices” que até soam bem, pelo menos até chegar a conta do telefone. Já para não falar que não fazemos ideia com quem estamos a falar, muito provavelmente são todos gordas quem nem uma bola, baixíssimas e cheias de borbulhas. Quando Locke lhe pede para o acompanhar na expedição à Austrália esta diz que não pode sair com clientes deixando-o profundamente ofendido. De volta a Kate e ao MICHAEL, estes fazem uma pequena pausa a fim de Kate tentar colocar a tal antena no topo de um árvore. Quando está no topo avista uma série de árvores a serem mandadas abaixo, o que nos faz lembrar, e aparentemente a ela também, do tal monstro que andava desaparecido faz já algum tempo. E nós nos fossemos nós esquecer dele faz a sua reaparição precisamente na zona onde Locke andará à procura do javali. Na praia, a tal rapariga das unhas recebe o seu peixe deixando o irmão de boca aberta com a maneira como ela manipula as pessoas. Jack volta a tentar falar com a mulher chocada falando-lhe da cerimónia que se fará ao fim da tarde. Desta vez tem mais sorte e esta acaba por lhe revelar que acredita que o marido não morreu e que tal como eles está por aí algures a pensar que todos os outros morreram, por isso não faz sentido falar dele na cerimónia. Ah, e não nos esqueçamos de como os dedos do tal sujeito inchavam sempre que andava de avião a pontos de a mulher ficar sempre com a aliança por questões de segurança. Quando a conversa acaba Jack avista um homem, surpreendentemente bem vestido junto ao bosque. Kate e Michael voltam e relatam como Locke foi atrás do javali sozinho, em direcção ao “monstro”, juntamente com o facto de não ter conseguido colocar a antena, facto que só revela a Sayid, que, a propósito, é o nome do tal que percebe de electrónica. Enquanto Kate conta o sucedido a Jack este volta a avistar o tal homem e quando tenta segui-lo encontra Locke que afinal volta da caçada com um enorme javali, e cheio de sangue por todos os lados, do javali, obviamente. Dá-se então a cerimónia fúnebre com a leitura dos nomes dos passageiros e queima-se o avião. Michael agradece a Locke pelo bom trabalho que fez, até porque anteriormente Michael não gostava muito dele, embora o seu filho sempre o tenha adorado. Enquanto isto Locke lembra-se do que aconteceu quando chegou à Austrália tencionando fazer a exploração. Não o deixam porque afinal, anda em cadeira de rodas! Daí a sua suposta obsessão pelos pés desde que chegou. Surpreendentemente, quando caiu na ilha, voltou a conseguir mover as pernas, voltou a andar! A mim parece-me que terá sido devido ao choque, tendo ainda em conta que ele só estava assim há quatro anos, mas, quem sabe? Até porque não podemos menos prezar a revelação, para algumas pessoas é simplesmente impressionante. Depois de uma discussão com o homem da agência de viagens este acaba por lhe dizer que lhe pagam o avião de volta para Sydney, e é nesse avião que começa toda a trama da série. Rita Teixeira |
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Episódio 5 – White Rabbit A coisa está a começar a tornar-se repetitiva. Sim, parece que agora pegou moda começar os episódios com um olho a abrir. E se existir uma ferida nas proximidades, então melhor. Desta vez o olho pertence a Jack, quando ainda era uma criança. Sim, porque parece que este é o episódio das memórias dele. Este começa então a lembrar-se da valente sova que levou quando, ainda em criança, tentou salvar um amigo, amigo esse que levou igual sova. Pelo que, como podem constatar, a violência corre nas veias destes indivíduos desde muito cedo. Descobrimos então que desta vez as memórias provêm de um sonho, sendo este interrompido pelo tal sujeito da banda, que, se a memória não me falha se chama Charlie, que acorda Jack dizendo-lhe que alguém se está a afogar. Este lança-se à água, não sem antes sem antes despir a camisa, com certeza para nos mostrar como linha de costura é boa para sarar feridas, sim, porque da cicatriz já nem sinal, pelo menos a olho nu, ou vista desarmada, como preferirem. Jack acaba então por salvar o tal amigalhaço que é irmão da tal do verniz das unhas, e ambos têm um nome tão estranho que eu não me lembro nem por nada. É então que este diz que estava a tentar salvar a mulher que se estava a afogar, da qual temos um vislumbre, isto porque parece que tem um diploma de primeiros socorros, aparentemente muito mal dado. Este diz a Jack para o largar e salvar a mulher mas Jack trá-lo para a praia e só então segue para o segundo salvamento, e a mulher lá está a pensar se se há-de afogar ou não. Ah, note-se ainda que a mulher está a esbracejar desde o início do episódio, o que me leva a crer que uma pessoa demora mesmo muito tempo a afogar-se. Mas não o tempo para Jack a conseguir salvar. Fica profundamente desgostoso e recorda-se de mais umas coisinhas. Se querem que vos diga acho que a realização resolveu começar a matar os sobreviventes que “não interessam” para reduzir os custos de produção, devia estar a sair-lhe muito caro em figurantes. Jack lembra-se da conversa, ainda quando era miúdo, que teve com o pai, que ao que parece também era médico. Este diz-lhe, embora de uma forma muito mais pomposa, que os outros podem ser espancados à vontade que não é problema dele. Porque não se pode ser líder se defendermos os outros, que ele não sabe ser líder e mais uma data de parvoíces que não interessam a ninguém. Quando Jack está a falar com Kate, sentindo-se verdadeiramente impotente por não ter conseguido salvara a rapariga volta a avistar o tal homem de fato. Kate não vê nada e diz que deve ser de ele dormir pouco. Enquanto isto o nosso amigo pequenito, filho do tal Michael está a lavar os dentes como a chinesa lhe ensinou, chinesa essa que afinal é coreana. E a nossa amiga das unhas fala com Sawyer tentando pagar-lhe para este lhe dar um spray que “afasta as pulgas da areia”. É então que Jack volta a avistar o homem com o fato e segui-o pelo meio da floresta. O homem pára e Jack vê-lhe a cara, é o seu pai. Se querem que vos diga não foi nada que me surpreendesse verdadeiramente, sim, porque parece que tudo quanto é gente e povo vai parar àquela ilha. É então que vemos as sua memórias, ao que parece o seu pai saiu de casa à relativamente pouco tempo e foi para a Austrália. A mãe de Jack pede-lhe para ele o ir buscar, ainda por cima porque ambos não falavam há dois meses. Na praia Claire desmaia, depois de constatar que ninguém levava escovas para o cabelo nas malhas, embora não na sequência disso. Kate e Sayid constatam ser do calor e quando lhe vão dar água, por esta estar cheia de febre, descobrem que alguém roubou as últimas garrafas existentes. Contam a Locke e este resolve ir procurar água. Jack continua a perseguir o que lhe parece ser o seu pai e tem mais umas memoriazinhas. Já em Sidney descobre que o pai não ficou muito bem visto no hotel, desapareceu há algumas noites e não levou nada, nem a carteira. O dono do hotel aconselha-o a ir à polícia. Jack cada vez se questiona mais onde poderá estar o pai. Continua a perseguir o homem e acaba por quase cair por um penhasco abaixo. É salvo por Locke que, misteriosamente, parece estar sempre por perto quando Jack vê o homem de fato. Se querem que vos diga acho imensamente suspeito. De qualquer forma até dá jeito porque se Jack tivesse caído de penhasco abaixo não tínhamos sabido nem da missa, a metade. Na praia descobre-se que os tais coreanos têm água, que ao que parece lhes tinha sido “dada” por Sawyer. Kate e Sayid perseguem-no e este, entre tentar fazer-se à descarada a Kate, revela que não roubou água nenhuma e que já trocou as ultimas garrafas que tinha. Na floresta Jack e Locke conversam. O primeiro pergunta como vão as coisas na ilha, o segundo diz que precisam de um líder. Jack diz que não pode ser um líder, que não é um líder, que vai falhar. Locke pergunta-lhe o que faz ali e este revela que julga estar a ficar louco, que viu alguém que não pode estar ali. Jack diz que aquela pessoa não pode estar ali, talvez seja do stress, do cansaço, da desidratação. Locke acalma-o, diz que alguma coisa se passa naquela ilha, que ali tudo pode acontecer, como na Alice no país das maravilhas em que ela persegue o coelho branco. É então que Locke aconselha Jack a perseguir o seu coelho branco. Cai a noite, Jack lembra-se então o que aconteceu quando foi à polícia. Disseram que encontraram o seu pai num beco, com uma quantidade de álcool no sangue que provavelmente lhe terá provocado um enfarte de miocárdio. Jack identifica o corpo. De volta à ilha Jack volta a avistar o homem. Segue-o e acaba por ir dar a uma gruta onde se vê uma enorme nascente. Depois de observar melhor Jack encontra aí destroços do avião, e entre eles, um caixão. Lembra-se então do que aconteceu momento antes de entrar no avião. Tenta embarcar juntamente com o caixão contendo o corpo do pai. Inicialmente são lhe postas algumas objecções, mas por fim deixam-no embarcar. Volta a olhar para o caixão no meio dos destroços, num ataque de fúria abre-o, está vazio! Na minha opinião desenvolveram algum processo de clonagem instantâneo ou então um rejuvenescedor capaz de acordar os mortos, literalmente. De qualquer forma parece que as coisas estranhas se sucedem naquela ilhas, e é como Jonh Locke diz “tudo o que aconteceu aqui, aconteceu por uma razão”. Na praia o tal irmão vai dar água a Claire a meio da noite. Claro que todos descobrem que foi ele que roubou a água, embora este alegue que não sabia que era a última água que havia nem que tinha dono. Inicia-se uma enorme discussão a meio da qual chega Jack dizendo, e muito bem, sim, porque aquele homem parece ser o único que não perdeu o bom censo, talvez devido à carga de pancada que levou em miúdo, que já passaram seis dias, que provavelmente ninguém virá e que tem de aprender a viver juntos ou irão acabar por morrer sozinhos. Diz-lhes que descobriu água e que irá lá amanhã com alguns outros sobreviventes para trazerem alguma. Quem não quiser ir que faça outra coisa, mas todos terão de ajudar. Para concluir o episódio, Kate pergunta-lhe onde foi e este conta-lhe que o seu pai morreu em Sidney. O que não lhe conta é que parece que ressuscitou na ilha. Rita Teixeira |
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Episódio 6 – House of the rising sun É o que eu digo, é o que eu digo. Eu falo e não me ligam, mas eu é que tenho razão. Pegou mesmo moda começar os episódios com um olho, desta vez um olho um pouco mais cuidado, de Sun, a coreana (Sim, já sei que todos os episódios a partir de agora vão ser assim!). Este está alegremente a cheirar as flores extremamente bonitas da ilha. O seu marido está pescar, e a tentar matar os peixes causando-lhes um traumatismo craniano. É por esta altura que Jack, Kate, Locke e Charlie partem a fim de trazerem água da tal nascente que Jack encontrou na véspera. É nesta altura que Sun começa a ter memórias. Lembra-se de quando conheceu o marido. Estava numa festa com as amigas e ele era um empregado de mesa. Serviu-lhe um copo de champanhe e escreveu uma mensagem num guardanapo, devo dizer que sempre pensei que os coreanos fossem um pouco mais originais. Os dois encontram-se e demonstram estar perdidamente apaixonados. Ele quer fugir para a América mas ele insiste que o melhor é falar com o seu pai. Ela diz que ele não vai permitir nada. De volta à ilha o coreano resolve começar a espancar ferozmente o nosso amigo Michael, sem motivo aparente. Sawyer e Sayid separam-nos e algemam o asiático a um bocado de avião. A mim parece-me que a redução dos figurantes não chegou para baixar os custos e estão a preparar o publica para começar a cortar nos actores principais, sim, porque estava a ver que o tal coreano afogava o Michael. Nisto vemos o grupo que foi buscar água a chegar à gruta, que Jack garante ter encontrado por sorte. Logo após a chegada À gruta Charlie afasta-se dos outros, tencionando ingerir alguma da pouca droga que lhe resta. Nisto chega Locke que o manda estar quieto, sem se aperceber Charlie está a pisar uma colmeia. Ao mínimo movimento a colmeia parte-se e as abelhas “saltam-lhes” em cima. É preciso qualquer coisa para a tapar. Enquanto isto, na praia, tenta-se averiguar o que terá provado aquela reacção no coreano. Claro que como ninguém o percebe e Michael não faz ideia porque ia sendo assassinado não se chega a conclusão nenhuma, a não ser manter o “assassino” algemado até se descobrir o que aconteceu. Nisto Sun lembra-se de mais algumas coisas. Quando o seu marido, que na altura ainda não o era, foi falar com o seu pai este autorizou tudo. Ele apenas teria de trabalhar algum tempo para o pai da rapariga. Dá um anel a Sun, o que a deixa sem palavras e com uma cara de parva que mais parece de repugnância do que felicidade, pergunto-me se todos os asiáticos fazem estas expressões despropositadas. Enquanto Jack tenta tapar a colmeia com uma mala Charlie não consegue evitar tentar matar uma abelha o que origina o rompimento da colmeia cujas respectivas inquilinas resolvem responsabilizar os culpados. Fogem todos floresta adentro até chegar à gruta onde Kate e Jack, que entretanto já despiram as blusas, por estarem cheias de abelhas obviamente, descobrem algo inacreditável. Bem que eu estava a achar que a coisa se estava a tornar agradável de mais. Bem que eu achei. Isto porque o que eles acham em cima das rochas são corpos de pessoas, num estado de decomposição já bastante avançado se é que me faço entender. É o que eu digo, quando estamos à espera de ver coisas, digamos, menos bonitas, suavizam a situação, e mostram-nas quando nós estamos à espera que é para não termos tempo de desviar o olhar. Jack diz não haver nenhum traumatismo nos ossos pelo que alguém terá colocado ali os corpos. Como? Como existem ursos polares na ilha, segundo Jack. Parece é que os corpos não serão assim tão recentes como isso já que a roupa terá demorado uns 40 a 50 anos a degradar-se assim. Ao examinar os corpos Jack descobre uma bolsa, dentro da qual estão duas pedras, curiosamente uma clara e uma escura, tal como as peças do gamão de que Locke falou logo nos primeiros episódios. Continuo a achar que quem mais sabe no meio daquilo tudo é Locke. Curiosamente eles e Charlie chegam nesta mesmíssima altura. Parece que Charlie ficou bastante picado pelas abelhas, mas também a culpa de toda a situação foi dele. Quando estes vêm os corpos, Charlie descai-se e pergunta se serão dos que lá estiveram antes deles, dos quais Locke não tem conhecimento. Conseguem disfarçar a situação, o Charlie não faz nada de jeito neste episódio, e Jack diz que ali estão o homem e uma mulher, os seus próprios Adão e Eva segundo Locke. Na praia, Sun desinfecta as feridas do marido quando se começa a lembrar do que aconteceu pouco depois de casada. O marido deu-lhe um cão, aparentemente para compensar a sua ausência. Na gruta Jack e Kate recolhem água e preparam-se para regressar. Locke oferece-se para ficar a ajudar Charlie a vasculhar nos destroços do avião que estão ali naquela gruta. É nesta altura que Jack se lembra de que aquela gruta seria um óptimo sítio para viverem, tendo em conta que teriam de fazer “catrafadas” de viagens para terem sempre água. Chega mesmo à conclusão que os tais corpos devem ter vivido ali, quando ainda eram pessoas vivas, claro. A gruta protege-os dos predadores, a temperatura é amena e água não falta. É o sítio ideal para viver. Na ilha Michael continua sem perceber porque é que o homem o atacou e afasta o seu filho dele. Sun tenta convencer o marido a deixá-la explicar o que se passa mas este apenas chama ladrão a Michael. É então que vemos mais memórias. Só para terem uma ideia do tempo que passou, o cão que Sun tinha recebido era ainda um bebé na última sequência de memórias e agora já era quase maior do que ela, o que me leva a querer que usaram cães de crescimento instantâneo. O marido desta chega a casa cheio de sangue. Depois de uma discussão entre ambos este diz que fará tudo o que o pai dela pedir, que é o melhor para eles. Na floresta Kate e Jack fazem uma pausa na caminhada para esta apertar os sapatos. Jack diz que nem toda a gente vai querer ir para a caverna. Muita gente ainda tem esperança que venham salvá-los e na praia são mais visíveis. Acho impressionante como é que alguém tem tanta vontade de ir para uma caverna cheia de corpos a decompor-se por todos os lados. Corpos esses que se desintegraram assim que foram filmados já que nunca mais são vistos ou sequer falados. Na gruta Locke segue Charlie e diz-lhe que conhece a sua banda. Este confessa-lhe ter saudades da sua guitarra. Kate e Jack chegam à praia e começam a distribuir água, devo dizer que a trazem em garrafas bastantes limpas e bem tratadas, já para não falar do seu óptimo estado de conservação. Tudo isto me leva a pensar que realmente se passa qualquer coisa na ilha, nem as garrafas se estragam. Até mantêm os rótulos intactos. De qualquer forma começam a dar-se conta que existe mesmo muita gente a não querer ir para as grutas. Sayid e Michael são bons exemplos, o primeiro acredita que vão ser salvos e o segundo quer tirar o filho da ilha, não pode deixar que nenhum barco ou avião passe. Jack continua a distribuir água e quando a vai dar a Hurley este diz que irá com eles para a gruta. Contudo este pergunta-lhe o que se passa entre ele e Kate, este não vontade diz sim nem não. Sawyer fala com Kate. Pergunta-lhe se vai para a gruta ou fica. E claro que não evita fazer-se a ela à descarada! Mesmo à descarada!! Sun resolve seguir Michael a fim de tentar justificar o que o marido fez. Enquanto isso lembra-se do que aconteceu dias antes de embarcarem no avião. Esta diz que está a tratar de redecorar a casa, mas na verdade está é a planear fugir antes de entrar no avião, avião esse que acaba por se despenhar. Planeia toda a fuga ao pormenor, aparentemente está farta do marido. De volta à ilha esta aproxima de Michael e acaba por revelar que fala inglês, embora o seu marido não saiba. Diz que toda a cena de pancada se deveu ao facto de este ter no pulso um relógio que pertencia à família de Sun. Relógio esse que o marido tinha de defender mais do que a própria honra. Michael alega tê-lo encontrado no meio da areia e como o seu tinha deixado de funcionar ficou com aquele. Estes coreanos andam à pancada por tudo! Por fim Sun diz que precisa da sua ajuda. De volta à floresta Charlie tenta fugir, dizendo que vai à casa de banho, mas depara-se com Locke que lhe confessa que sabe que ele anda na droga e que será melhor deixá-la agora por vontade própria, até porque ela vai acabar qualquer dia. Acaba por convencer Charlie a dar-lhe a droga e como compensação Locke pede-lhe para olhar para cima, lá está a sua guitarra presa no meio de uns ramos, e, impressionantemente, intacta. Jack fala com Kate para saber se esta vai para as grutas ou não. Esta diz que tem medo de ser Eva, o que me leva a pensar em duas coisas completamente diferente. Primeiro não quer morrer naqueles grutas como já aconteceu a alguém, depois parece-me, pelo tom da conversa, que tem medo de se apaixonar por Jack, ou mesmo que Jack se apaixone por ela. Quando Jack lhe pergunta afinal o que foi que ela fez, Kate simplesmente responde que ele já teve a sua chance de saber. Michael fala com o coreano. Devolve-lhe o relógio e diz para este se manter longe dele e da família. Na minha opinião, e tendo em conta que o coreano não percebe nada de inglês, o que ele terá visto terá sido um homem a gritar e a mandar-lhe o relógio para a areia, o que me parece motivo para mais pancada. É então que Sun, que observou toda a cena se lembra do que aconteceu no aeroporto. Chega a hora combinada e começa a ter dúvidas se há-de fugir. Desata a chorar, não sabe se há-de ir, se ficar, se ir, se ficar, … O marido mostra-lhe uma flor, uma flor idêntica à que lhe deu no dia em que se conheceram. Esta fica ainda com mais dúvidas e acaba por resolver ficar, fazer a viagem, e tentar remediar as coisas. E lá cai ela na ilha e começa a história que já todos vocês conhecem. De volta à ilha vemos então o pessoal finalmente separado. Cai a noite e uns já estão a chegar às grutas, os outros lá permanecem na praia. Jack chega com o grupo grotesco, que vem de gruta e não dos maus modos dos indivíduos, Hurley afirma que o enganaram e que não foi nada uma pequena caminhada. Locke e Charlie já lá estão, sendo que o segundo está a afinar as cordas das guitarras. Começamos então a ver os sobreviventes a habituarem-se às suas novas vidas, ao som da música do discman de Hurley, o qual, apesar de ele estar sempre a ouvi-lo, ainda tem pilhas. Já para não falar que tem músicas extremamente espirituais e melancólicas, perfeitamente adequadas à situação. Jack enche as garrafas de água, com uma cara que se adequa à música melancólica de Hurley. Enquanto isso na praia todos admiram a luminosa fogueira acendida, claro, pelo enorme carregamento de isqueiros que levaram para a ilha. Vêem-se chamas reflectidas na cara de cada um e uma expressão vazia por detrás destas. Na gruta igual fogueira, embora mais pequena, acendida pelo mesmo processo. Como já referi, dos corpos nem sinal. A não ser dos vivos claro. Estes fazem as mesmas figuras. Olham para a fogueira, olhar vazio e penetrante. Na gruta estão Jack, Locke, Charlie, os coreanos, Hurley e mais meia dúzia de sobreviventes sem qualquer importância. Na praia estão os restantes. Tanto Jack e Kate, embora em sítios distintos, olham o céu, ou as pedras no caso do primeiro, sentindo-se incompletos. Rita Teixeira |
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Episódio 7 – The moth Devo dizer que ainda me encontro profundamente ofendida devido à palavra proferidas sobre os meus anteriores comentários: “Ah Rita, escreves tanto. Não precisas de escrever tanto.” e “ Rita, não precisas de contar a história. Eu tenho os episódios. Tens é de comentar mais!”. Eu simplesmente achei que como nem toda a gente que lê os meus comentários conhece a história e gostaria de um resumo alargado. Mas não, quem conhece não gosta e quem não conhece não quer saber. Mas sabem o que me apetece? Querem comentários não é? Querem que eu dê a minha opinião é? Pois fiquem sabendo que me apetecia dizer: “Foi giríssimo, adorei o episódio. Foi bastante interessante. Estiveram todos muito bem a representar os seus papéis e a história está giríssima.” E pronto. Deixava-vos simplesmente a ver navios. A implorar “ Rita, não foi por mal! Por favor, faz um comentário!”. Mas não acho que o meu ego mereça uma machadada tão grande como eu estar cheia de ideias para este comentário e não as poder comunicar porque certas e determinadas pessoas não sabem dar valor às coisas que um dia vão valer milhões no mercado negro. De forma que cá vai: Este é então o episódio das memórias do Charlie, pelo que começa com uma visão privilegiada dos seus magníficos olhos cheios de suor. Isto porque durante todo este episódio o desgraçado andará de ressaca por deixar a droga. Locke acaba então por o convidar a irem dar uma volta, apanhar ar, se bem que não creio que haja nada mais arejado do que uma gruta aberta de ambos os lados no meio de uma floresta. Creio até que aquilo deve ser uma tal corrente de ar que daqui a um tempo andarão todos constipados. Na praia Jack vai buscar as últimas coisas para se mudar definitivamente paras grutas que garante serem abrigos naturais e seria onde todos estariam melhor. Encontra então a fotografia de Kate, feita presa. Agora que penso no assunto parece-me extraordinário um soldado que leva uma prisioneira até ao destino ter no seu bolso uma fotografia da mesma no preciso momento da detenção. E ainda dizem que não há coincidências nesta vida. Começam então as memórias de Charlie, que aparentemente, antes da sua banda ter sucesso, era até um rapaz bastante religioso, que se confessava e tudo. Um amigo seu, o vocalista da banda, mostra-lhe a ponte para o sucesso e ele, embora hesite primeiro, acaba por segui-la. Note-se que nesta altura Charlie ainda tinha um aspecto decente, com a barba feita. Quando volta à realidade dá por si no meio da floresta perseguido pelo que há mais por aquelas bandas, javalis. Corre desalmadamente mas afinal tudo não passava de uma armadilha de Locke para apanhar javalis. Javalis esses, que aparecem mais à frente já sem pele, aparentemente Locke terá trabalhado como talhante durante uns bons anos. Se ele trabalhava como talhante ou não mas quem trabalhava na construção civil era Michael, que o comunica quando justifica porque consegue ver a estabilidade de um monte de pedras. Isto porque Charlie, que habitualmente já não faz nada de jeito, ainda o faz menos neste episódio e quando Jack está a tentar perceber o que se passa com ele assiste a uma derrocada. Charlie fica de fora mas esta apanha Jack. É então que Charlie vai avisar todos os da praia para ajudarem. Sawyer fica de avisar Kate, até porque já sabem que este não perde uma oportunidade. Claro que ainda não falei da parte mais realista do episódio. A parte em que Sayid constrói três antenas, com interruptor para ligar e tudo, que serviram para triangular um sinal qualquer e descobrir, afinal, de onde é que vem a emissão da tal rapariga francesa. Este, Kate e Bonne, que a propósito é o tal que diz que tem um diploma de primeiros socorros, que é irmão da Shannon, que a propósito é o nome da das unhas, ficam encarregues do assunto. Através de foguetes de sinalização terão de se sincronizar e de ligar as antenas ao imenso tempo, até porque é óbvio que as antenas que se fabricam com bocados de metal e pilhas sei lá de onde não aguentam muito tempo ligadas. Elas e o transmissor, que funciona com baterias de computador. A missão de sincronizar as antenas acaba por ficar entrega a Shannon, uma vez que o irmão vai ajudar a “desenterrar” Jack. Quanto a Kate acaba por delegar o cargo a Sawyer, quando este se descai e lhe revela que Jack estará soterrado. Até porque ela fala, fala mas desata a correr direitinha para a gruta quando sabe o que aconteceu a Jack. Entretanto na gruta conseguem abrir um túnel até Jack, mas como este não se consegue mexer Charlie resolve entrar e libertá-lo. Lembra-se então o que aconteceu quando a sua banda se torna famosa. O vocalista da banda mete-se na droga e rouba-lhe todo o protagonismo. Charlie chateia-se com ele e a banda acaba por se desfazer, metendo-se também Charlie na droga, e começando a descuidar gravemente a imagem. Quando Charlie atinge Jack dá-se outra derrocada. E estes ficam presos. É por esta altura que chega Kate e vá de cavar, vá de cavar. Charlie, ao soltar Jack desloca-lhe o ombro. E digo-vos que esta parte faz uma impressão dos diabos. Até porque não sei como é que Jack consegue viver tanto tempo. É que sendo o único médico não fica com o acesso aos cuidados de saúde muito garantido qual países paupérrimos. Primeiro é cozido com ilha de costura e agora Charlie dá-lhe um puxão de braço a fim de lhe voltar a por o ombro o sítio. É simplesmente agonizante, até se ouve o ombro estalar. É então que Charlie vislumbra uma mariposa, da qual deriva o nome do episódio e da qual Locke se serve para fazer Charlie esquecer o que está a sofrer com a tentativa de deixar a droga, até porque lhe diz que a escolha tem de ser dele e da terceira vez que este lhe pedir a droga lha dá. Já depois de descobrir que Jack também sabe que ele está a deixar a droga segue a tal mariposa e descobre uma saída. Chegam ao pé dos outros, que ainda estão a cavar, e abraçam-se todos energeticamente, sobretudo Kate e Jack. Por esta altura dá-se o que eu considero o ponto alto do episódio, o plano das antenas funciona, miraculosamente, e Sayid está mesmo, mesmo a localizar o sinal quando leva uma valente traulitada na cabeça que o deita por terra. É o que chamo a coisa começar a ter história. O episódio termina com Charlie a lembrar-se que recentemente foi falar com o ex-vocalista dos Driveshaft tentando reatar a banda. Acontece que este já tem uma vida, com uma filha e tudo e recusa, ficando espantadíssimo por Charlie ainda não ter deixado a droga. Na ilha Charlie pede a droga a Locke que, como prometeu, lha dá. No entanto Charlie lança-a na fogueira. Termino assim o meu comentário ao episódio mas não posso terminar este comentário sem vos dar a conhecer a coincidência extraordinária que descobri. É que há um poema, pelo menos uma parte, bastante conhecido por sinal, adaptado até para música, que se adequa perfeitamente à série Lost, e aos próprios fãs da mesma. Passo a citar, e vejam se não concordam comigo: “E é amar-te, assim, perdidamente1… É seres alma, e sangue2, e vida3 em mim E dizê-lo cantando a toda a gente4!” Florbela Espanca5 1 – perdidamente: até hoje ainda não encontrei advérbio de modo que melhor se adeqúe à série, e os fãs amam-na, mesmo, perdidamente. 2 – sangue: melhor palavra para definir a série não, até porque quem é que não se lembra da conhecida expressão “banho de sangue”. 3 – vida: digamos que com a série a palavra morte combina melhor, mas não deixam de ser antónimos. 4 – E dizê-lo cantando a toda a gente – em geral os fãs seguidores adoram cantar, destacando-se o género musical ópera, e não perder uma oportunidade de dizer como adoram a série a toda a gente. 5- Espanca: é que até o nome da autora se adequa à série, pessoas a serem espancadas a todo o instantes. E tendo ainda noção que esta fantástica poetiza já morreu, ainda se adequa melhor ao enredo. Termino agora sim o comentário, prometendo que, no próximo, personagens favoritas vai ser tema de destaque. Rita Teixeira
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Episódio 8 – Confidence Man Bem, cá está mais um episódio e mais um comentário. E este, episódio não comentário, é o das memória de Sawyer, um sujeito bastante estranho por sinal. O episódio começa então com este a tomar banho de, mar obviamente, totalmente desprovido de roupa. Kate está de passagem com um cacho de bananas às costas e, realmente não sei porque é que ainda me espanto, está a tornar-se habitual verem-se uns aos outros sem roupa por isso... É então que vemos as primeiras memórias de Sawyer. Aparentemente este encontra-se num quarto de hotel com uma mulher, digamos que bastante animados. Eis que esta olha para as horas e diz que ele já está atrasado para uma reunião. Ele veste-se à presa e quando pega na mala esta abre-se e está cheia de dinheiro. Para se explicar diz à mulher que vai fazer um negócio que só sei que mete petróleo, e a mulher sugere fazer o negócio com o marido dela. Nesta altura, nas grutas, Jack está desinfectar a ferida na cabeça de Sayid e este conta-lhe como levou uma valente traulitada. Nisto chega Boone, que parece que afinal se escreve assim, que levou uma valente dose de porrada de Sawyer que o apanhou a mexer nas suas coisas. Como vêem o episódio começou há coisa de 2 minutos e já é o segundo que aparece cheio de sangue. Boone justifica estar à procura dos inaladores da irmã, que afinal parece ter asma. Acontece que o inalador que tinha acabou e ele tinha mais na mala. Como viu que Sawyer tem um livro que estava na sua mala, supôs que este a tivesse encontrado e portanto tivesse os inaladores da irmã. Posto isto durante todo o episódio várias personagens se empenham a tentar fazer Sawyer entregar os inaladores. E “porradaria” com fartura. Na praia Charlie tenta convencer Claire a ir para as grutas, mas nada. Posteriormente os dois falam do que sentem falta e esta diz que sente falta de comer manteiga de amendoim, isto de estar grávida tem muito que se lhe diga! Charlie convence-a a prometer que, se ele lhe trouxer manteiga de amendoim, vai para as grutas. Sabem, eu pus-me a pensar e, realmente, que mais pode fazer falta quando se fica numa perdido num ilha do que manteiga de amendoim? Só se for doce de morango!? Dá-se então a primeira tentativa de Jack junto a Sawyer para tentar que este lhe entregue os inaladores. Estão prestes a começar à pancada quando Kate chega, e digo-vos, uma mulher faz realmente muita falta! Jack afasta-se e Kate segue-o. Este confessa-lhe que está cheio de vontade de espancar Sawyer. Porque não o faz? Porque eles não são animais (e agora é que se lembram disso), mas não se pode dizer que Jack seja um homem de convicções muito fortes. Kate oferece-se então para tentar reaver os medicamentos. Sawyer, com a maior cara de tanso do mundo, pensando bem ele não tem outra, diz que lhes diz onde estão os inaladores se Kate lhe der um beijo. Kate não acredita que este possa ser tão mesquinho, parece que uma vez o viu a ler um papel com uma cara de ser humano real. Diz que ele não pode ser assim tão insensível. E dá-lhe o papel para ler. Vou só transferir a frase mais apelativa “Você matou os meus pais, Sr. Sawyer.". Acho que diz tudo. Se quiserem mais um bocadinho "Teve sexo com a minha mãe, e depois roubou todo o dinheiro do meu pai.”. Depois o pai matou a mãe e matou-se. Fim. Sayid tenta averiguar quem lhe deu a valente traulitada, e ao falar com Locke, este, que sempre pareceu tão defensor da paz, leva-o a desconfiar de Sawyer, ele podia ter atrasado o rastilho do foguete para parecer que estava lá mas ter ido a correr, espancar Sayid e destruir o equipamento, ele pode não querer sair da ilha. E Locke até lhe dá uma faca. Começa a ser tão óbvio que sabe mais do que os restantes. Shannon piora e Jack resolve que tem de tirar os medicamentos a Sawyer à força. Dá-lhe dois valentes murros. Que, embora merecidos, começam a deteriorar a salubridade do episódio. Sawyer lembra-se então do primeiro encontro com o marido da outra. Para este se assegurar que não o esta a enganar Sawyer deixa-o ficar uma noite com o dinheiro. Shannon deixa de respirar. Parece que a asma se começa a associar à ansiedade. Jack pede-lhe para respirar pelo nariz e a coisa acalma, mas ambos sabem que não será para sempre. Percebem cada mais a necessidade do medicamente e Jack e Sayid resolvem que têm mesmo de o tirar à força a quem julgam que os tem. Enquanto os tiram e não tiram Sun diz a Michael que pode ajudar a rapariga com asma. Mas Jack e Sayid não perdem tempo. Acordam Sawyer de uma maneira menos agradável. Na verdade põem-no a dormir. Atam-no a uma árvore e Sayid resolve começar a torturá-lo até ele falar. E se o que eu vou contar vos vai dar vontade de vomitar imaginem o que me deu a mim que tive de ver. Este enfia uns paus de bambu debaixo das unhas de Sawyer e suponho que os deve começar a puxar porque o sujeito grita mais do que nunca, quase a pontos de fazer ruir a minha casa. Quando é ameaçado de ficar sem um olho resolve dizer que conta onde estão os medicamentos, mas só a Kate. Demasiado previsível o que se passa depois. Após uma pequena sequência de memórias em que Sawyer se lembra de ter falado com um homem que lhe emprestou dinheiro para o negócio e de este lhe exige o dinheiro no dia seguinte mais cinquenta por cento, Kate aproxima-se. Como devem calcular o sujeito, cheio de sangue por todo a cara (é o que eu digo, é o que eu digo) diz que só fala dos medicamentos se esta lhe der um beijo. Kate, coitadinha, recusa mas acaba por se convencer ser a única hipótese e lá se dá o primeiro beijo skate. Não, não tem nada a ver com o meio de transporte de quatro rodas e uma prancha, aparentemente a sigla, UNIVERSAL, significa que se trata de um beijo entre Sawyer e Kate. Que romântico. Depois do dito cujo Sawyer revela que não sabe o paradeiro dos inaladores e que encontrou o livro algures, sem malas. Como calculam levou uma valente chapada que, tendo em conta que está cheio de sangue por todo o lado, não lhe deve ter doído muito. Mas lá está, é um impulso feminino. Assim que Kate conta aos restantes que afinal o possuidor não possui nada o referido acaba por ficar bem pior do que com um simples estalo. Entretanto consegue-se soltar e atira-se a Sayid que, também um bocado por impulso acaba por lhe enfiar a faca braço a fundo. Jack pede-lhe para lhe ir buscar a mala com as suas coisas, uma vez que ao tirar a faca do braço de Sawyer descobre que o mesmo foi atingido numa artéria, e apesar de este o incentivar a deixá-lo ali, Jack começa estancar-lhe o sangue, que corre mais do que a água na nascente da gruta. Mais memórias de Sawyer, as finais deste episódio. Está a fechar negócio com o tal sujeito e a mulher. Já tem o dinheiro na mão quando vê aparecer uma criança que será com certeza filho do casal que tenciona enganar. Assim que o vê larga o dinheiro e diz que o negócio está cancelado. Sai porta fora. É notório, ainda antes deste contar, que qualquer coisa lhe terá acontecido em criança, e eu tenho razão. Sawyer acorda já na praia. Kate está ao seu lado. Diz que voltou a ler a carta e tentou perceber porque é que ele fez tudo aquilo. Bateu a Boone, fingiu que tinha os medicamentos. Eis que viu o envelope que falava do centenário não sei do quê e chegou à conclusão que nessa altura Sawyer, que não pode ser o nome dele, tinha 8 ou 9 anos. Logo não escreveram a carta para ele, foi ele que a escreveu. Foram os pais dele que morreram. E ele, por precisar de dinheiro acabou por fazer o mesmo que tinham feito aos seus pais. Tornou-se no homem que os matou, e por isso adoptou o seu nome. Snif…Snif… Claire muda-se para as grutas a troco de uma deliciosa manteiga de amendoim invisível que Charlie lhe arranja, a melhor de sempre. Quando Jack chega à gruta para saber como está Shannon descobre que esta já está perfeitamente bem. Sun deu-lhe a cheirar uma mistura baseada em folha de eucalipto, apanhada por Michael. Para terminar o episódio Sayid resolve ir-se embora. Tem de medo de não se conseguir controlar e fazer pior do que o que fez naquele dia. Diz que vai fazer um mapa da ilha, que não sei como é que tem a certeza de ser ilha antes de este o fazer. Resolvi não retirar os resumos dos meus comentários já que alguém, que espero que esteja nas proximidades quando eu ler isto para eu fazer um “leve” sinal com a cabeça, parece mesmo querer ouvir um resumo da história. Ainda há esperança para a salvação deste mundo. Se querem saber a minha opinião sobre este episódio devo dizer que, apesar da dose exagerada de violência, não foi mal de todo. Gostei especialmente da parte final em que Sawyer começa a perder a sua barreira de duro. Parece que desta vez é apenas uma falha, mas lá está a já quase célebre frase “O muro avisa sempre antes de cair.”. E devo ainda dizer que a forma como são reveladas tantas coisas neste episódio é surpreendente. Para além desta nova faceta de Sawyer temos igualmente uma nova de Jack e mesmo de Kate, que não sabe para que lado há-de romper a corda. Vale mesmo quase todos os elogios dos fãs.
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Anexo ao comentário do Episódio 8 Pediram-me então para fazer uma referência às minhas opiniões pessoais sobre cada uma das personagens sendo que cá vou eu. Qual a minha preferida? Esta é difícil. Parece-me óbvio que as personagens favoritas da maior parte das pessoas sejam aquelas que são mais principais, no caso podemos dizer que são Jack, Kate e, mais recentemente, Sawyer. E sabem que eu não gosto de ir pelo óbvio, mas às vezes... Até porque a escolha entre um médico, esmurrador quase feito em pedaços pelos cuidados de saúde prestados por gente inexperiente, uma criminosa, indecisa e que ora se faz de muito forte ora desata num pranto interior perfeitamente notório, e um homem frio e duro, traumatizado desde criança e que sede muito poucas vezes aos sentimentos, torna-se difícil. De qualquer forma o que sei deles ainda soa algo confuso. A história de Jack ter visto o pai é estranha mas no entanto tenho a certeza que não foi uma simples alucinação. Até porque, expressando agora a minha opinião, Jack é, como já o disse muitas vezes, de todos o que parece estar mais ciente de tudo o que estão a passar e o único que não parece ter perdido o juízo e deixar-se tomar pelos impulsos, pelo menos até este último episódio. Digamos que é o bote de salvação e dos poucos que se preocupa mesmo com a hipótese de terem de ficar naquela ilha para sempre. É notório que sente alguma estranheza em relação a Kate, sobretudo depois de descobrir que ela seria prisioneira, sente-se inseguro e tenta não pensar muito no que sente. Por sua vez Sawyer é seguríssimo, pelo menos aparentemente, sim, porque todo aquele muro firme e hirto que construí-o à sua frente já esteve mais longe de ruir. Fendas, já as há. É notório que se trata de uma pessoa frustrada consigo mesmo e com o mundo, mas nada melhor do que aquela ilha para fazer os coisas mudarem, para melhor ou para pior. Quanto ao que sente em relação a Kate, sim, porque este será o eterno triângulo amoroso, digamos que é bem mais seguro do que Jack e não perde uma oportunidade para a fazer vacilar. Kate, por sua vez, mantém a eterna dúvida feminina, a inteligência ou a força? A verdade é que ela tem medo de se apaixonar mas nunca disse um não. No momento de escolher sempre escolheu Jack, mas a verdade é que foi Sawyer que acabou por beijar. E há mais, no fundo ela ainda acredita num salvamento e por isso ficou na praia, também porque nessa altura a coisa com o Jack estava a ficar séria. É muito insegura, impulsiva, até mesmo intuitiva mas é sem dúvida a presença feminina de peso na ilha. Claro está, há toda aquela história da prisão, mas é um pouco como o Jack disse logo no episódio 3, o que eles viveram ou foram antes daquilo não interessa nada. Agora são novas pessoas e estão a começar uma nova vida. E devo dizer que neste contexto a da Kate está a ter um início bastante interessante. As suas reacções são típicas de quem já passou por muito, mas ainda aprendeu muito pouco sobre a vida. Uma personagem com que não posso deixar de me identificar. Quanto aos restantes ainda não tive a oportunidade de ver as memórias de todos, de forma que existem uns dos quais eu sei muito pouco. O Charlie parece-me uma pessoa bastante aceitável. Antes da banda tinha um aspecto aceitável até. E agora que parece que deixou a droga, a propósito sempre pensei que demorasse mais do que um dia a passar a ressaca, está bastante atencioso. E quando foi preciso salvar Jack prontificou-se de imediato. É um sujeito, como se costuma dizer, às direitas, apenas conheceu as pessoas erradas. O seu único defeito é um dos que eu mais odeio, confesso, é demasiado influenciável. Há outro sujeito que ainda me intriga: Jonh Locke. É notório que sabe muito mais do que os outros sobre aquela ilha e o que ali se passa. Como? É uma boa pergunta, mas nada que mais uns quantos episódios e o meu fantástico poder de dedução não resolvam. De qualquer forma se não estivesse infimamente ligado a tudo aquilo que parece acontecer de mal na ilha era um forte concorrente a ser meu personagem preferido. De qualquer forma continua a intrigar-me. Outros dos quais já vimos as memórias foram os coreanos, mas esses estão fora da corrida. Um marido prepotente e uma mulher incapaz de ter um pouco de iniciativa própria, embora esteja a melhorar a olhos, não são pessoas com que me identifique. Arrisco-me até a dizer que Jin é a personagem de que menos gosto. Há então Claire, que me parece ser uma pessoa também bastante razoável mas sem ter visto qualquer tipo de memórias desta não tenho muito a dizer. O mesmo se passa com Michael e o seu filho. Desses sei que há pouco se conhecem e que a mãe do miúdo morreu, sendo que este adora o cão. Falta ainda Boone e Shannon, desses também pouco ou nada sabemos. Para além de que ela se preocupa de mais com a imagem e ele gosta de ajudar até de mais. Pelo que se tivesse que arranjar uma palavra que os caracterizar seria exagero. Depois temos Sayid, um iraquiano que para além de oficial de comunicações já foi guarda republicano. Apesar de tudo parece-me uma pessoa bastante viável, do pouco que vi já me apercebi que quando ele acha que errou certifica-se de que não o voltar a fazer. E desta vez a melhor maneira de o garantir, parece que foi “ir apanhar ar”. O nosso amigo gorduchito, Hurley, é também uma personagem algo estranha. Não se sabe nada sobre ele e ele não fala especialmente com ninguém. Nem sequer tem grande importância de momento. Falta-me só falar de uma pessoa, sabem aquela senhora que vinha do outro lado do corredor de Jack, cujo marido todos julgam morto excepto ela que acredita que o mesmo esteja vivo? Parece que esta senhora desapareceu logo nos primeiros episódios, nem se ouve falar nela, nem sequer a vemos de relance que seja. Haja uma falta de respeito ignorarem assim as pessoas. É que é mesmo uma enorme falta de educação! Outro assunto de que me pediram para dar a conhecer foi qual terá sido, para mim, o melhor e o pior episódio. Sem dúvida que o episódio de que gostei mais terá sido o episódio 5 – White Rabbit – sobretudo depois de descobrir a feliz coincidência de que o episódio foi transmitido pela primeira vez diz 20 de Outubro de 2004, diz em que completei os meus tenros 12 anos. É um episódio envolto em mistério, até de mais, e o que realmente me apaixona é não tanto a história de Jack mas sobretudo a do seu pai. Eu, desde a sua primeira aparição, que acredito que o “homem de fato” não podia ser uma simples alucinação. Quando vi o vulto transformar-se numa pessoa muito em concreto, no pai de Jack, a coisa complicou-se, mas nada me tira da cabeça que aquilo foi mais do que uma simples alucinação e que Locke sabe bastante sobre isso. Agora quanto ao que considero o pior episódio, e isto talvez seja bom sinal, não acho que nenhum dos que vi até agora seja mau, até porque pior é um conceito de definição variável. Para mim todos tiveram pontos altos e baixos e, nem me estou a reconhecer a mim mesma, encontrei pontos altos em todos (claro que também se pode dever a serem todos tão maus que qualquer coisinha se considere logo um ponto alto, mas esta parte não interessa). E agora, para finalizar vou dizer aquilo que já muito se espera ouvir, a coisa, e por coisa entenda-se série, está a começar a cativar algum do meu interesse, embora não todo e continuo a ter interesse para dar a vender a outras coisas, e aqui coisas não se refere apenas a séries mas ao mundo em geral. Rita Teixeira P.S. – Sei que nesta altura certos fãs estão
a pensar: “Falou tanto, falou tanto, e não disse quem era o seu personagem
favorito”. A verdade é que apenas com 8 episódios e sem ter visto memórias
de todos torna-se difícil formar uma opinião a este nível, até porque eu
gosto de fundamentar bem o que digo. De qualquer forma acho que ficou bem implícito,
até de mais, qual tem sido a personagem a cativar mais o meu interesse no
pouco que vi, não sendo de forma nenhuma esta uma opinião definitiva. Para além
do mais tenho dizer-vos, meus amigos, que na vida temos de aprender muitas
vezes a ler nas entrelinhas. |
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Episódio 9 – Solitary Ora bem, este episódio começa, como já vai sendo habitual com os restos do episódio anterior. Isto porque vemos Jack a mudar o penso da ferida do braço de Sawyer, que nem me quero lembrar os litros de sangue que deitou. Depois do ferido fazer meia dúzia de comentário sobre como o médico se devia sentir culpado pelo que lhe aconteceu e outra série de insinuações sobre Kate, Jack farta-se e ele que se trate sozinho. Encontra então Kate a olhar para o horizonte e esta diz-lhe estar preocupada com Sayid. Jack garante não haver motivo para preocupações, Sayid é um militar treinado. Treinado mas não imune à curiosidade, ao que parece. Vemos então Sayid a caminhar e surpreendentemente a encontrar um cabo eléctrico enterrado, e mal, na areia. Já agora o cabo vem do mar de forma que deve ter uma série de enguias a alimentá-lo. Segue desesperadamente o cabo e acaba por ficar preso numa armadilha de cabeça para baixo, ele, não a armadilha. Ficou com um horripilante ramo espetado na perna e assim que o tira desmaia. Enquanto isso parece que os pobres sobreviventes estão a começar a ficar sem nada para se distraírem, excepto Shannon que lá está o tomar os seus banhos de sol. Começam até a aparecer os primeiros ataques de hipocondria. É então que o nosso amigo gorduchito se lembra que talvez precisem de alguma distracção se bem que duvido que haja diversão melhor do que ver sangue por todos os lados diariamente. É então que Sayid acorda. Se bem que não sei como é que alguém acorda de cabeça para baixo, não tendo a cara toda vermelha nem nada. No entanto assim que acorda desmontam a armadilha e cai, batendo com a cabeça no chão e desmaiando. Acorda então novamente e agora só vê um candeeiro e que está atado. Às tantas ouve-se uma mulher a perguntar em várias línguas “Onde está o Alex?”. Sayid diz que não sabe de Alex nenhum e pumba, leva com um choque eléctrico, e garantiram-me a mim que não havia partes chocantes… Enfim, a cena repete uma “catrafada” de vezes o outra pergunta pelo Alex, ele diz que não sabe e leva com um choque. Até que às tantas começa a ter memórias, com certeza que os choques estimularam a capacidade cerebral. Estás num quartel militar a torturar um homem e a tentar fazê-lo falar. Acabam por sair da sala e passa por eles uma mulher, que vai igualmente presa, para a qual Sayid fica a olhar intensamente, ignorando o seu superior que lhe fala de uma possível promoção. Locke chega ao acampamento com mais um sujeito que parece ter jeito para caçar, pelo menos é o que eles dizem porque ele é absolutamente escanzelado. Parece que encontraram na selva um saco que deverá ter caído do avião, não se tendo partido nada no entanto, e Hurley encontra lá dentro uma coisa que o deixa excitadíssimo. Enquanto isso há uma parte interessantíssima, é que Michael encontra o filho acordado a meio da noite e diz “Volta para cama.”, o que não deixa de ser curioso porque aparentemente cama para aquele sujeito significa um amontoado de pedras. Sayid lá continua a apanhar choques. Quando começa a contar a sua história, e refere a gravação francesa que se repete à 16 anos, a mulher aparece-lhe à frente, “Já passaram 16 anos?”. Nisto Sayid leva outra pausada. E acorda já noutro sítio. Até porque devo dizer-vos que neste episódio Sayid passa o tempo a desmaiar e a acordar. Acorda agora igualmente atado mas desta vez deitado. Vê o nome da mulher num casaco Rousseau, depois sabemos que o primeiro nome é Danielle. Lembra-se então de mais umas coisitas. Quando interrogou a mulher que tinha visto antes descobre que afinal se conheciam há muito tempo. Sayid quebra então todas as regras e começa a tratar bem a mulher, alimentando-a e tudo. No entanto Rosseau continua a garantir que ele não vem de avião nenhum e que está com os outros. Se veio de um avião porque está sozinho. Porque fez algo errado diz ele. É então que Rousseau lhe pergunta se a mulher da fotografia estava no avião, mulher essa que é a tal das memórias. “Ela está morta. Por minha causa.” é a resposta. Nisto ela mostra-lhe uma caixa de música que estará avariada. Sayid oferece-se para a arranjar e como resposta tem uma seringa enfiada no braço. E já sabem a história, desmaia e acorda noutro sítio. É nesta altura que sabemos a brilhante ideia de Hurley, encontrou uns tacos de golfe e montou um campo de golfe na ilha. Todos dizem que é uma perda de tempo mas acabam por se render às evidências, é bom para descomprimir. É também nesta altura que Michael inventa um sistema de chuveiros, estou à espera de ver quem inventa as cortinas de banho, desculpem, já me esquecia como eles já se estão a habituar a verem-se uns aos outros despidos. Desta vez sentado a uma mesa e com as mãos livres para arranjar a tal caixa de música, oferecida por Robert, o grande amor da mulher. A propósito, a seringa era um sedativo para a mudar de sítio. Nesta altura vê-se numa mesa perto um mapa da ilha. É então que se sabe a história da francesa, iam de barco numa expedição científica e o barco embateu, construíram aquele “quartel subterrâneo”, se bem que estou para saber que raio de expedição científica leva material de construção. Sobreviveram dois meses e depois quando vinham da Pedra Negra, sem dúvida que tem qualquer relação sobre a história de Locke, pronto, uma série de confusão que não se percebe nada “Eles eram os portadores.”, “Os outros”, enfim. Parece que ela nunca viu outras pessoas na ilha mas ouviu-as. Sayid pensa que se deve a ela estar muito tempo sozinha. Nisto ouve-se um barulho, a mulher pega na espingarda e sai para a selva. Sayid soltasse e segue-a, levando a outra espingarda. Por esta altura o campo de golfe sofre grande afluência e tudo quanto é gente que está na praia vai para lá, isto realmente é impressionante, já ninguém está doente, ferido ou chateado, acho que os hospitais deviam substituir as urgências por um campo de golfe. No entanto Sawyer não vai e diz a Kate “Acho que vou passar nessa, sardas. Não me dou com multidões.” Acontece que descobri, parece que afinal nem todos os trabalhos são inúteis, que as sardas aumentam com o excesso de exposição solar de forma que qualquer dia vemos a Kate numa versão mais escura. Sayid lembra-se como o seu superior o mandou executar Nadia, a tal mulher da fotografia. No campo de golfe nova afluência e alegria crescente. E vá de jogar. Na selva Sayid e Rousseau encontram-se frente a frente e apontam as suas armas mutuamente. Este lembra-se como ajudou Nadia a fugir, chegando mesmo a dar um tiro num superior e nele próprio, a fuga parece correr bem, no entanto ele garante que ela morreu. É na altura da fuga que ela escreve na fotografia que Sayid tem “Encontrar-me-ás na próxima vida, se não me encontrares nesta.". no resto do episódio a francesa revela ter sido ela a matar os companheiros porque parece que estavam doentes ou lá raio o que era. No fim de alguma negação deixa Sayid partir, que mais poderia ela fazer. Se bem que de forma nenhuma a história desta mulher fica concluída, ainda para mais porque esta se recusa a ir com Sayid até junto dos outros sobreviventes. Ah, e parece que o tal Alex era filho dela. Vemos o fim do jogo de golfe, cuja alegria contraste vivamente com a tristeza da história da francesa. Chega Sawyer e começam a fazer apostas sobre se Jack acertará no buraco ou não. E depois, indecentemente, não ficamos a saber se ele acerta ou não. Rita Teixeira |
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Episódio 10 – Raised By Another
Lembram-se de no comentário anterior eu vos ter falado de como está a ficar hábito começar os episódios com os restos dos episódios anteriores? Acho que vou adoptar o mesmo tipo de sistema neste comentário, já que parece que no anterior não frisei suficientemente a minha opinião sobre o episódio 9. Devo então dizer que houve muitas coisas que me intrigaram nele. A história do campo de golfe foi totalmente supérflua, servindo, como se costuma dizer “para encher chouriços”, no caso, episódios. Quanto à história de Rousseau devo dizer que é ainda demasiado confusa. Detectei alguns pontos importantes, mas outros devo dizer que não consegui interpretar. De qualquer forma está tudo registado e com mais uns quantos pormenores a coisa vai lá. Contudo a opinião final sobre o episódio é positiva e intrigante, intrigante o episódio, não a opinião. Digamos que começam a aparecer os primeiros mistérios. Claire acorda a meio da noite e tem o que será um pesadelo realista até de mais. Entra na selva, vê Locke com um olho de vidro e vê um berço cheio de sangue. Está novamente na gruta e tem as mãos cheias de sangue. Isto repete-se na noite seguinte, se bem que desta vez existe alguém a tentar espetar-lhe qualquer coisa na barriga. Acontece que desta vez ela tem a certeza não se tratar de um sonho. De qualquer forma entre um acontecimento e o outro vemos outra série de coisas. Esta lembra-se do dia em que ficou grávida e de como o namorado, Thomas, a convenceu a terem a criança. Depois lembra-se também de como foi com uma amiga a um psíquico, que é um nome estranho em português. Assim que lhe começou a ler as mãos ficou profundamente perturbado e parou com a leitura. Entre uma memória e outra, fala com Jack sobre como estava tudo bem com o bebé antes da partida de Sidney. Jack fala com Kate sobre como a bebé deve está para nascer e esta revela continuar preocupada com Sayid. Por outro lado Charlie tenta aproximar-se de Claire. Após correr a história que Claire terá sido atacada, e de todos tentarem encontrar alguém na selva, sem resultado, o nosso amigo Hurley, que afinal é só uma alcunha sendo o seu verdadeiro nome Hugo Reyes, acha que será melhor fazer uma espécie de recenseamento registando os nomes e alguma características de todos os sobreviventes. Enquanto isso Claire lembra-se como Thomas a terá deixado quando ambos já vivam juntos, tendo esta já uns mesitos de gravidez. Hurley lá faz as suas perguntitas a toda a gente, com especial destaca para Locke e o tal sujeito que está sempre com ele quando vão caçar, Ethan. Um sujeito que nunca me enganou, “Ah, sabe caçar! Tem prática!”, tretas! O homem é um escanzelado que nem pode com o peso dos próprios ossos quanto mais com a caça. Por esta altura, Jack revela a Charlie estar convencido que todo o ataque não passou de um pesadelo de Claire. É normal nas mulheres grávidas. O bebé deve estar a nascer dentro de uma ou duas semanas, mas se ela se enervar pode ser antes. Posto isto, Jack tenta dar uns sedativos, muito fraquinhos, a Claire, para esta se acalmar. Esta recusa e resolve ir para a praia, acha que ninguém acredita nela. Charlie segue-a selva adentro. E lá vai ela a andar ininterruptamente, quando se lembra que, depois de o namorado a deixar, ela foi ter com o tal psíquico, sendo que este lhe diz que tem de ser ela a criar o bebé, se o bebé não estiver sobre a sua protecção correrá grande perigo. Ela diz-lhe que pensa dar a criança para adopção, sendo que o tal sujeito vidente lhe telefona várias noites tentando demovê-la e dizendo que tem uma proposta. Claire continua a caminhada garantindo a Charlie que não precisa de ajuda até que começa a ter contracções. Diz a Charlie para correr e ir chamar Jack. Lembra-se então de quando esteve cara a cara com as pessoas que iriam adoptar o seu bebé. Tudo lhe parecia bem até que, quando teve de assinar um papel, começou a ter dúvidas. E o facto de as canetas com que tentava assinar não escreverem não ajudava nada. Desiste. Sai porta fora. Vai ter com o tal psíquico que afinal lhe queria era propor que desse a criança para adopção a uma família em Los Angeles. Ela teria de seguir de imediato no avião. E lá vai ela. Charlie encontra Ethan, o tal que transborda confiança, e pede-lhe para ir avisar Jack, sendo que ele volta para junto de Claire. Esta conta-lhe toda a história e Charlie faz-lhe ver um outro lado do psíquico. Talvez ele soubesse que o avião ia cair. Talvez ele soubesse que assim Claire ficava junto à criança. Talvez ele tivesse visto tudo. E por fim as contracções revelam-se nada mais, nada menos do que um falso alarme. Por esta altura Sayid chega finalmente junto dos outros sobreviventes, nas grutas, e, atropelando-se a ele mesmo, tenta contar tudo o que sabe. Diz que não estão sozinhos, e Locke olha com uma expressão muito interessada. É então que se dá o que eu previa. Hurley chega às grutas todo exaltado e diz a Jack que comparou os censos que fez com um manifesto dos passageiros que iam no avião, que lhe foi surpreendentemente dado por Sawyer, que tinha uns óculos bastante interessantes. Há entre eles uma pessoa que não consta no manifesto, não estava no avião. E quem é? A única coisa que se sabe é que por esta altura aparece, frente a Claire e Charlie, Ethan. Claire olha para ele e tem medo. Como se se lembrasse que afinal foi aquela cara que a atacou. E ele faz uma cara maquiavélica. Está mais que visto o que se passa… Note-se que resumi bastante o resumo do episódio e vou então passar a fazer um comentário final. Devo dizer que este episódio é um episódio de contrastes. O início é intragável mas o fim supera-se. Na verdade acho que enrolam um pouco antes de chegar ao fundo da questão, uma vez que o mistério só chega no fim. No entanto Claire sempre foi uma personagem que me intrigou e ficar a saber um pouco a história sabe bem. Ainda á outra coisa. O tal psíquico é completamente doido varrido. Então sabe onde é que o avião caiu e não é capaz de avisar as autoridades competentes? Deixa-os ficar ali a morrer aos poucos? Sinceramente! É que é mesmo egoísmo. Depois ainda há Sayid. Quantos dias é que o raio do homem demorou a chegar às grutas? E como é que sabia o caminho pela selva se para lá foi pela praia? Ao menos a sua ferida na perna não foi como o corte nas costas de Jack e não desapareceu instantaneamente. E será que já se fartaram do golfe? Por fim há ainda a história de Locke e do seu amiguito Ethan, o qual, como sabem, nunca me inspirou confiança. Anda sempre com Locke e o facto de aparentemente não constar na lista dos passageiros no avião só pode significar que faz parte dos tais que Rousseau diz que ouve. Claro que com a descoberta de Hurley, que vai fazendo pela calada mas é o que mais coisas de jeito faz, não vai consegui manter-se no anonimato muito mais tempo. Devo dizer que isto me tem posto realmente a pensar. Porque é que ele só se começou a manifestar recentemente? E pior ainda, porque é que resolveu atacar Claire? Ou tudo seria mesmo um sonho de Claire mas que corresponderia a uma espécie de sexto sentido sobre o sujeito? Enfim, um episódio que embora não sendo totalmente empolgante, conduz a um próximo que terá de ser memo revelador.
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Anexo ao comentário do episódio 10 O anterior anexo a um comentário foi um completo estrondo de forma que, expressão que, como notaram, gosto muito de utilizar, resolvi fazer este outro anexo a um outro comentário. Isto porque desta vez o assunto pedido é uma lista de todos os episódios que já vi por ordem de preferência. Claro que restringir-me a pôr a lista seria demasiado pouco e vagamente, outra palavra estrondosa, nos daria alguma informação. De forma que admirem o meu esquema de apreciação dos episódios.
Após isto posso então elaborar uma lista, por ordem crescente de preferência, dos episódios que já visionei (se bem que só o faço para agradar a certos e determinados fãs, sim, porque acho o esquema acima muito mais interessante e revelador). Cá vai ela:
Sem mais assunto termino então este anexo ao comentário do episódio 10, tentando não precisar de mais do que uma página. Prometo fazer anexos sempre que achar oportuno expor a minha opinião, não apenas sobre um episódio visionado, mas sobre a série em geral. Rita Teixeira
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Episódio 11 – All the best cowboys have daddy issues Ora mais um comentário de um episódio que muitas expectativas causou. E digamos que, enfim, os comentários ficam para o fim. Para já um pequeno resumo. Começam então o episódio com a constatação de que o tal Ethan não vinha no avião e quando descobrem que alguém o viu na selva, onde também estavam Claire e Charlie, que regressavam à praia, a coisa complica-se. Sobretudo quando encontram algo que pertencia a Claire e sinais de luta na selva. Jack segue espavorido as pegadas e Locke junta-se a este depois de voltar às grutas e levar Kate e Boone com ele. Entretanto Jack vai tendo umas memórias. Lembra-se de estar na sala de operações a operar uma mulher “a meias” com o seu pai. Esta acaba por morrer na sequência do pai de Jack lhe ter cortado artéria hepática. Ambos acabam por ter uma enorme discussão em que o pai acusa o filho de invadir a sua sala de operações e este por sua vez acusa o pai de ter bebido e de ter sido por isso que fez asneira, tinha as mãos a tremer. Os quatro seguem a caminhada pela selva enquanto, nas grutas, Michael fica indignadíssimo porque tudo a que Locke lhe disse quando este falou em formar outro grupo de busca foi para irem para sul. Contudo o grupo efectivo lá continua a busca entre uma ou outra pausa até que chegam a uma altura que tem dois trilhos para seguir, um com supostas pistas deixadas por Charlie e outro com pegadas. Por um seguem Kate e Jack e pelo outro Lock e Boone. Nas grutas Sawyer confronta-se pela primeira vez com Sayid. Este revela-lhe o que descobriu sobre a francesa e sobre existir mãos gente na ilha, isto porque até aí Sawyer não acreditava que Ethan não vinha no avião. Põe esta altura Hurley e o filho de Michael jogam alegremente gamão, não sei é se pediram autorização a Locke. Os exploradores continuam a viagem nos seus dois grupos distintos, se bem que agora debaixo de uma grande chuvada, que Locke prevê momentos antes, a propósito, ste trabalhava numa fábrica de embalagens enquanto que Boone gere o negócio de casamentos da mãe. Quanto ao outro grupo descobrem uma pista e quando vão a trepar por uma encosta a cima Jack escorrega e vem cair cá em baixo, onde Ethan aparece ameaçando matar um dos reféns se não deixarem de o perseguir. Aproveita para espancar Jack, coisa a que este sujeito já deve estar habituado. Por esta altura já Jack se lembrou de como o pai o convenceu a assinar um papel onde diziam ter feito tudo para salvar a mulher e de como se arrependeu profundamente depois quando o marido da falecida ameaça processar o seu pai. Depois de um pequeno desmaio Jack volta a si e juntamente com Kate continuam a perseguir Ethan. Jack lembra-se de como, quando suponho já estivessem a enfrentar um processo judicial, acaba por denunciar o facto de o pai ter bebido de mais, assim que descobre que a mulher que morreu estava grávida, mesmo sabendo que isso pode fazer com que o pai perca a sua licença. Kate e Jack, depois de uma boa corrida, descobrem Charlie literalmente pendurado numa árvore pelo pescoço e de olhos tapados. Depois de alguns esforços soltam-no e Jack tenta incessantemente reanimá-lo. Não obtém resultados e Kate chora desalmadamente. Depois de uns bons murros no peito Charlie lá acaba por acordar, se bem que não sei como ao fim de tanto tempo sem respirar. Já nas grutas este encontra-se em estado de choque diz que não ouviu nada, não viu nada, eles queriam era a Claire. Por esta altura Shannon dá-se conta de que o irmão e Locke ainda não voltaram. Onde andaram? O que se passa é que Boone resolve voltar, embora Locke diga que vai lá ficar. Quanto este lhe atira a lanterna para ele poder regressar ela aterra numa zona estranha no chão, que depois de melhor observada se revela ser de metal, serão destroços do avião? É o que eles se preparam para descobrir. Não se podem mesmo queixar que eu ando a fazer resumos alargados, até porque tenho muito a opinar sobre este episódio. Primeiro as memórias de Jack e a toda a história do seu pai é sempre uma coisa intrigante e demasiado estranha. Parece que, ao contrário do que dizem, o álcool rejuvenesce e até ressuscita (estou a brincar, ãn?). Depois realmente é impressionante como, assim que descobrem que o nome de Ethan não estava no manifesto, ninguém põe a hipótese de ele ter dado um nome falso, partem logo para a hipótese de ele não estar no avião, se bem que o facto de ele ter dado um nome falso também era motivo para irem atrás dele, mas de qualquer forma é uma hipótese apenas depois avançada e por Sawyer. Há definitivamente a referir o momentânea morte de Charlie, que parece que afinal vai demorar bem mais tempo do que previsto batendo o recorde de tempo que se demora a morrer, actualmente pertencente ao tal soldado que vinha no avião (sim, eu sei que actualmente ele está fora de perigo). Só para terem uma noção eu gritei e esperneei-me na cadeira, que ainda por cima não era minha, se bem que tenho quase a certeza que a pessoa que gentilmente me cedeu a casa e o respectivo computador para ver o episódio não o deve voltar a fazer, tendo ainda em conta que ia fazendo rebentar o seu fenomenal boneco do Homer Simpson. É que a coisa mete imensa impressão, Charlie está pendurado por umas lianas no pescoço, dando imensa a sensação de enforcado. Depois de o libertarem e de este ter caído no chão a coisa não começa muito mal, exceptuando o facto de este estar extremamente roxo. O que mete realmente impressão é que a determinada altura Jack não está com meias medidas e começa a dar-lhe murros, com bastante força digamos, na caixa torácica do sujeito. É que mesmo eu que já fazia ideia que este continuava na história cheguei mesmo a pensar que ele tinha morrido, logo um sujeito tão simpático. A metade da reanimação já estão todos a chorar e o tal bonequito dos Simpsons já tinha as pernas todas torcidas. Quando então o Charlie volta a respirar acho que eu também voltei, porque já tinha parado há um tempo. Quanto à parte final em que descobrem o tal pedaço de metal no chão a coisa torna-se estranha. É que, se à partida Locke já sabia de tudo aquilo, porque é que o mostrou a Boone? É que a queda da lanterna parece tão propositada… Será que ele queria mesmo que mais alguém soubesse? Ou estará a tentar encurralá-lo? Ou será que afinal não sabia nada e sou só eu a imaginar? Para dizer a verdade esta última parece-me pouco provável. Para além de que Locke está a tentar ficar sozinho desde o início das buscas. Fazendo agora só uma pequena crítica devo dizer que sempre esperei que o episódio fosse muito mais revelador. É que há toda aquela história do Charlie que nada contribui para o avanço da acção e só mesmo no fim é que aprece que se começa a desvendar alguma coisa. Confesso que neste campo me desiludiu bastante. Esperava que a trama avança-se mesmo alguma coisa de significativo. No entanto a opinião final do episódio não é má, embora eu esperasse sem dúvida melhor, ou pelo menos diferente. Acho que estou a começar a ficar contagiada com a expectativa exagerada. De qualquer forma o episódio, apesar de um bocado supérfluo, não deixa de ter alguma qualidade e de ser interessante, se bem que ainda me lembro como tremia da cabeça aos pés quando o acabei de ver… Rita
Teixeira
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Episódio 12 - Whatever The Case May Be Isto está a entrar na fase “novelas da TVI”,
empalham, empalham e não avançam nada. A coisa até pode ser muito bonita e
muito comovente mas a história continua na mesma, não avança nem recua, não
recua é como quem diz porque no episódio anterior já se tinha encontrado o
tal chão de metal e neste episódio parece que não existe, pelo menos
assumidamente. Enfim, nem sei bem o que resumir.
Na praia o nível da água do mar sobe incrivelmente de forma que todos os sobreviventes passam o episódio a mudar o acampamento mais para cima para que fique a salvo da fúria das ondas. E parece que alguém da produção finalmente leu os meus comentários, um daqueles que não esteve perdido com certeza, e a tal mulher que acha que o marido está vivo voltou a aparecer. Dá imenso apoio a Charlie e no fim do episódio estes rezam juntos. Parece também que já passaram quatro dias desde o outro episódio e nesses quatro dias Boone e Locke tem seguido selva a dentro todas as manhãs só voltando ao anoitecer, e andando a passear machados, palpita-me haver relação com o tal chão de metal. Entretanto Kate vai tentando tirar a mala a Sawyer, enquanto que este vai tentando abri-la, ambos sem obterem resultados. A par disto, Kate vai-se lembrando de um assalto a um banco onde é feita refém. Um outro refém atira-se a um dos assaltantes e manda a arma para Kate que não consegue fazer nada e acaba por ser levada por um dos assaltantes, com quem afinal parece estar feita, enterrada no assalto até às orelhas. Sayid, com a ajuda do francês de Shannon, tenta decifrar as anotações nos mapas de Rousseau, rodeados de equações. Com algum esforço conseguem associá-las a uma canção. Kate acaba por convencer Jack a ajudá-la a reaver a mala. Para isso terão de desenterrar o corpo do tal soldado, parece que a chave está no bolso de trás das suas calças juntamente com a carteira. De forma que lá vemos mais corpos em decomposição, e este não parece cheirar muito bem. Enquanto isso Kate lembra-se de como os assaltantes a fingem estar prestes a matar para conseguirem a chave do cofre. Os problemas começam quando, já dentro do cofre um deles revela que Kate, que para eles se chama Maggie fazia parte do plano. No entanto esta revolta-se quando descobre que tencionam matar o gerente do banco. Dispara contra os assaltantes e segue para as caixas de depósitos de onde tira da 850 o que estará na tal mala. Mala da qual Jack já tem a chave, apesar de Kate o ter tentado enganar. Entretanto este também já tirou a mala a Sawyer, ameaçando tirar-lhe o medicamento que lhe dá para a sua profunda ferida no braço. Por fim abrem a mala. Tem lá dentro algum dinheiro, armas e um envelope que tem dentro nada mais, nada menos do que um aviãozinho de brincar, há pessoas muito infantis! Parece até que o tal aviãozito pertencia ao seu grande amor, que é simultaneamente o homem que ela matou. Fim do dia e fim do episódio. Todos se juntam à volta de uma série de fogueiras no novo acampamento na praia. Para começar bem digo já que estes vão andando, vão andando que coisa de mais dia menos dias já estão com os outros nas grutas. Lá está a já célebre frase, esta já mesmo célebre, nunca digas desta água não beberei. Mesmo tendo em conta esta frase atrevo-me a dizer que da água que eu não bebia era da do tal lago/nascente onde parece que se encontram diversas pessoas a tomar banho, se bem que todas elas em diferentes fases da “vida”. Outra coisa impressionante neste episódio é que conseguem “engonhar” ainda mais do que no anterior, o que não julguei ser possível. Mas também já percebi que não vale a pena criar qualquer tipo de expectativas para breve porque, segundo me chegou aos ouvidos, não se vai saber nada tão brevemente. E até já tenho a minha chamada “teoria da batata”, sim, porque não podia faltar uma homenagem ao Pai nestes comentários, a verdade é que aproveitaram o momento para dar uns mesinhos de descanso à actriz que faz de Claire o que significa uma redução de orçamento, sim, porque suponho que lhes esteja a ficar muito caro só em restituições de corpos em estado de decomposição. É impressionante, reduzem logo nos actores em vez de reduzirem, por exemplo, no sangue artificial, que também não deve ser muito barato. Mas voltando ao episódio em si, isto hoje mais parece uma aula de ciências, e quando eu ler isto suponho que alguém vai levar a coisa para a obscenidade, estava a falar de como adoram “engonhar” e nos impigem histórias sobre os personagens, se bem que as histórias de Kate parecem tiradas cada uma de uma vida diferente. Seja como for ela era criminosa em todas elas. E sabem a melhor, já descobri exactamente o crime que ela cometeu, para além de assassínio claro. É que toda aquela história do avião fez-me ter a certeza, e o filho do Michael que se cuide. Ainda não estão a ver? Então eu digo, pedofilia. Nada mais, nada menos. Esta saiu-me bem, não foi? Agora é altura da típica pergunta: “Rita, gostaste?”. E a resposta, bem, já sabem que eu ando à espera que seja desvendado o que eles nunca mais desvendam e a coisa não corre muito bem. Se a isto juntarem a minha aversão a ver cadáveres a coisa não fica muito positiva. O que compensa é o amolecimento da superioridade de Shannon e a sua crescente humanidade, que para dizer a verdade também não significa muito. Deixem-me só dizer, antes que me esqueça, que finalmente começam a introduzir algum realismo na série, adorei, do ponto de vista do realismo claro, as feridas no pescoço de Charlie, sem bem que se tivesse sido Kate a cosê-las eram capaz de já ter desaparecido. Rita Teixeira Atenção – Se encontrar esta folha perdida
algures nas proximidades da escola Alfredo da Silva, ou no interior desta, é
favor entregar na referida endereçado a Rita Teixeira 9º ano 1ª turma.
Significa muito para a autora que lhe estará eternamente grata. Agradeço-lhe
desde já qualquer incómodo causado.
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Episódio 13 – Hearts And Minds Episódio 14 – Special Desta vez o meu comentário parece um anúncio de detergente para a loiça, é dois em um. Sim, porque isto de fazer um comentário para cada episódio não há quem aguente, até porque parece que tenho de resumir os resumos ainda mais. Vamos então começar com o episódio 13. A impressão não é muito má, até porque sempre me disseram tão mal dele que as expectativas não eram nenhumas. As memórias não são de todo más. Sem dúvida algo confusas no início, mas não totalmente más. Primeiro devo dizer que acho que ao contrário do que nós esperávamos as nossas aulas de expressão dramática estão a ter impacto mundial. E a caracterização caseira está atingir valores nunca antes imaginados. Neste episódio vemos um belo exemplo nas memórias de Boone. Quem terá sido o artista, ela própria ou o marido? Se bem que ele também não é lá grande exemplo de marido porque foge com o dinheiro que ambos roubam mas tudo bem. Depois finalmente alguém tem a brilhante ideia, um colega do Pai, de perguntar porque é que Shannon e Boone, sendo irmãos, não têm o mesmo nome. É por esta altura também que vemos que afinal Sawyer também tinha uns problemazinhos com a polícia australiana. No fim das memórias lá está o inevitável, acho que andam a evitar a criação de relações amorosas na ilha por isso, e como uma série não vive sem elas, pumba metê-las nas memórias. Tenho de descobrir o nome técnico para os beijos destes dois, a Shannon e o Boone. Quem sabe Soone ou Bhannon (este soa a querer dizer banha em inglês). Tenho de me informar. Na ilha as peripécias não são menores. Boone e Locke continuam a tentar abrir o maravilhoso alçapão. O vidro não se parte e não há sequer um puxador para o abrirem. E acham que olharem para ele resolve. Confesso que nesta parte concordo, nunca a força ultrapassa uma boa capacidade mental para resolver problemas, se bem que não é de certeza este divisa que estes nossos amigos sobreviventes seguem. Sim, porque pancadaria é o que não falta nesta série. Só neste episódio temos Locke a dar uma valente traulitada a Boone, que acaba atado a um tronco com uma faca à frente. Mas gostam de se fazer difíceis, de fingir que não começam à pancada por tudo, é só fachada é o que é, para inglês ver. É neste episódio também que Shannon começa a fazer uns amiguitos, sendo o primeiro sacrificado Sayid. Boone fica logo muito incomodado, não vão eles ser mais do que amigos. Não me façam isso por favor. Logo um sujeito tão dado à matemática e às ciências exactas. Não o estupidifiquem, vá lá! Este é um episódio com algum realismo até, não muito, mas algum. É que parece que alguém se preocupa mesmo com a comida, se bem que não sei para quê porque nunca os vemos a comer mas está bem, a intenção é que conta. E o pobre do amigo Hurley está a ficar com falta de proteínas. Isto tudo porque Locke e Boone resolvem ir tentar abrir o alçapão quando dizem que vão caçar javalis. A sorte é que os coreanos sabem pescar, senão comiam todos bananas. Mas não é de admirar que os coreanos, como bons orientais que são saibam pescar. Isto porque coreanos e chineses é tudo a mesma coisa e não nos podemos esquecer do maravilhoso provérbio chinês “Se lhe queres matar a fome, não lhe dês o peixe, ensina-o a pescar.”. Hurley bem tenta mas lá está, falta-lhe a veia oriental. Mesmo que não tenham peixe nem carne pelo menos vegetais são capazes de não faltar porque Sun lá teve a brilhante ideia de se dedicar a fazer uma horta. A falta de realismo vem depois. Uma pessoa cai no meio de uma ilha cheia de ervas e, por muito conhecimento que tenha de plantas não consegue fazer uma mistela que faça as pessoas delirar àquele ponto não é? Se bem que quando vi a Shannon esvaída em sangue eu tive a certeza que devia ser um delírio ou um sonho. Mas antes a coisa até parecia real. Primeiro porque o tal monstro gosta de aparecer quando lhe apetece e quando não dá jeito e faz-me sempre dar uns bons saltos na cadeira. Falta-me só falar da história da bússola. Tendo em conta os conhecimentos avançados que tenho, que embora sejam muito vagos já são alguma coisa, suponho que tenha a ver com toda uma história de electromagnetismo e não sei o quê mais, mas não me quero avançar senão algumas pessoas ficam desiludidas. Tudo pode ainda não passar de uma estratégia de Locke para que não consigam ler os mapas. De qualquer forma falta só uma informação para ter a certeza se o defeito está na bússola ou não. A tal bússola de água que o Sayid fez também apresenta o mesmo tipo de erro? Ora vamos lá passar agora ao episódio seguinte. Este episódio é sem dúvida mais interessante embora deva dizer que parece antever outro inesquecível e da última vez que eu disse isto a coisa não correu bem porque resolveram empalhar a história. As memórias são um bocado chatas, embora nos dêem alguma informação, até porque pouco ou nada se sabia de Michael e Walt. Primeiro está mais do que provado que quando, no auge da irritação, se resolve tomar medidas drásticas, essas medidas não podem de maneira nenhuma passar por atravessar uma estrada senão não vão acabar muito inteiros. Sim, porque este tipo de atitudes acaba sempre em atropelamento. Enfim o resto das memórias consistem na história de Walt. É separado do pai ainda com pouco tempo de vida, é adoptado pelo namorado ou marido da mãe ou lá o que é, que quando a mesma morre o resolve despachar para o pai. Sendo que ele não acha muita graça à ideia. Na ilha Michael tanta afastar o filho de Locke, que, segundo ele, é uma má influência. Devo dizer que por muito que se queira tratar um miúdo como adulto sem dúvida que a melhor opção não é dar-lhe uma faca para as mãos. Ah, já me esquecia que “acontecem coisas” quando o miúdo está por perto. Para dizer a verdade estão sempre a acontecer coisas, com ou sem Walt por perto. Chama-se passagem do tempo, sucessão lógica dos acontecimentos. Mas enfim, eu percebo que quando se diz “coisas” subentende-se que são “coisas estranhas”. Contudo não acho que isso esteja relacionado com facas mas enfim. Há ainda outra coisa a louvar neste episódio, parece que afinal o campo de golfe ainda não desapareceu, pelo menos ainda se fala nele. A par disto, Michael tem a brilhante ideia de construir uma jangada para saírem da ilha. Sem dúvida uma óPtima ideia. Não se avistando terra nas proximidades parece-me a melhor hipótese realmente. Há pessoas sem capacidades mentais o que é que se pode fazer. Como se isto não bastasse ainda há a história dos ursos polares, que lá voltam a aparecer para não nos esquecermos deles. No entanto devem ter sido sujeitos a alguma mutação genética, porque, sobretudo quando estão de costa têm um brilhozinho que parecem feitos de vidro. No entanto a boca é bem real e o desespero na cara dos nossos amigos também. No fim Locke acaba por ajudar a salvar Walt dos ursos e a coisa fica menos pesada. No fim a minha parte favorita. Primeiro a história da Rocha Negra, fenomenal. Não deixando de ser chocante o facto de Charlie ler o diário de Claire, antes ele que Sawyer isso é verdade. Contudo acho que as grávidas têm um sexto sentido especialmente apurado, talvez por isso os sonhos com a já tão conhecida pedra, que sem dúvida tem de ter ligação com a conversa de Locke sobre as peças do gamão. E agora que penso nisto talvez ele o tenha contado a Walt por ele ter qualquer capacidade especial, o tal “acontecem coisas”. Será que também Locke tem algum poder sobrenatural e por isso saiba a explicação para algumas das coisas que acontecem na ilha, não estando envolvido nelas? E talvez tenha identificado esses poderes em Walt e por isso lhe esteja a ensinar tantas coisas. Quem sabe? No fim mesmo fim, vemos o reaparecimento de Claire. O que lhe terá acontecido? De que se lembrará? Desculpem mas se o próximo episódio não tem resposta eu sou capaz de mandar a série pela janela fora, pelo menos moralmente. Rita
Teixeira
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Episódio 15 – Homecoming Episódio 16 – Outlaws Mais uma remessa de episódios, só dois mas eu adoro a hipérbole, e mais um comentário. Até porque parece que este novo estilo de comentário está a cativar os fãs. Este episódio é sem dúvida um acontecimento raro. Dou-lhe probabilidade de um em mil. Sim, porque acho que é dos poucos episódios em que a história evolui. Não muito, a coisa tem que render. Quanto às memórias não são notoriamente assunto de destaque neste episódio. Acho que estão mesmo lá para encher. O que não é mau porque em geral é ao contrário, as memórias é que interessam e o resto é para encher. Destas apenas tenho a realçar que o ar da ilha deve ser bom para deixar as drogas porque quando não lá estava esteve dois dias sem droga e foi o que se viu (se quiserem posso enumerar: roubou, suou horrores, vomitou, …), e na ilha a ressaca durou um dia. Podem dizer, é dos comprimidos que o Jack lhe dá, mas então que raio de comprimidos serão esses que não havia em plena terra firme? Já referindo-me aos acontecimentos na ilha devo dizer que estou muito satisfeita. Não porque tenha gostado do que aconteceu, mas por finalmente ter havido alguma coisa para se gostar ou não. A Claire, coitadinha, perde a memória, acontece. Sim, claro que é uma coisa muito rara quando se sobrevive à queda de um avião, mas quando se é raptado as probabilidades de ocorrer disparam. Claro que Charlie se continua a sentir culpado, os homens gostam de achar que têm culpa de tudo. Se bem que ainda estou para perceber porque é que eles querem a Claire à força toda e como é que ela conseguiu escapar. Claro que já tenho uma teoria, precisam de descendentes. E que melhor maneira de os arranjar do que já prontos a sair? Querem dar continuidade à sua pequena civilização da ilha. Ou então começaram a desenvolver o sentido maternal e querem filhos. Tendo em conta que o facto de estar grávida é o único que distingue Claire de todos os outros tem de estar de alguma forma relacionado com isso, digo eu. Como devem saber o orçamento não estica e as produções já estiveram mais baratas do que estão por isso têm de reduzir no elenco. Os figurantes que se preparem, se fosse a eles começava a organizar greves, estão a arranjar maneira de os eliminar a todos. E isso não lhes basta. Cheguei até à conclusão que o actor que faz de Ethan devia exigir um grande caché, isto porque só começa a aparecer após alguns episódios e aproveitam a primeira oportunidade para o despacharem. Depois ainda há outra, onde é que arranjaram tantos lençóis azuis? É que sempre que alguém morre, e não assim tão poucas vezes como isso, lá o embrulham num lençol azul e depois é que o enterram. Voltando ao que aconteceu na ilha neste episódio finalmente alguém tem a brilhante ideia de recuperar as armas. Cinco deles lá se armam e, com Claire a servir de isco apanham Ethan. No entanto são suficientemente parvos para não se assegurarem que Charlie não os segue. Não era óbvio? É que são suficientemente inteligentes para acharem que é melhor Charlie não ir, sobretudo porque queriam o sujeito vivo, mas não são suficientemente espertos para perceber que ele não se ia ficar, sem sequer tentar ir. Depois ainda há outra, como é que Jack pode ser descuidado ao ponto de deixar cair assim a arma, é que isso podia ter várias implicações. Primeiro no meio da luta Ethan podia apanhá-la e estava-se mesmo a ver que não ia hesitar em disparar. Depois ainda podia ficar ali esquecida e ser posteriormente apanhada por alguém, fosse esse alguém bom ou mau. E podia ainda ter acontecido o que realmente aconteceu. E nestas situações a fúria e a paixão são sempre mais fortes do que a razão. E lá leva o tal Ethan quatro tiros que o deitam por terra, se bem que na terra já ele estava depois de Jack lhe pregar com uma boa dose de pancada. Para terminar o comentário deste episódio só tenho mais uma coisa a destacar. Então não é que a Claire perde a memória e a única coisa de que se lembra é de uma coisa que nem sequer existe? Sim, porque esta apenas se parece lembrar da fabulosa Manteiga de amendoim imaginária. Este episódio lá segue o modelo habitual, empalhanço astronómico. As memórias são do Sawyer e dão-lhes sem dúvida muito mas importância do que ao que acontece na ilha. Nestas Sawyer revela os seus instintos assassinos. Que na verdade têm muito menos de assassinos do que ele julga. Porque não é com certeza uma pessoa má, é uma pessoa perturbada e traumatizada. Só. Que por muito forte que se faça acaba sempre por fraquejar, e por fazer as maiores asneiras com medo de fraquejar. Enfim, passemos ao episódio em si e às memórias dele adjacentes. Devo dizer que apesar de tudo estão bem concebidas. Nunca desconfiei mesmo que o tal homem fosse o errado. Daí a minha suposta cara de espanto. No entanto assim que o mesmo disse que pagava eu fiz de imediato uma rápida associação de ideias e fiquei estupefacta. Afinal Sawyer acabou por ser usado. E para isso muito contribuiu, embora sem saber, o pai de Jack. Aí está a prova de como não se pode generalizar. Lá estava o homem a dizer-lhe para seguir em frente senão ainda se ia arrepender, sem saber que o estava a incitar a matar uma pessoa para fica mais feliz, para não ser fraco. A mania de generalizar. E ainda por cima Sawyer ajudou o pai de Jack a embebedar-se. Não me admirava nada se daqui a um tempo se vier a saber que foi na sequência desta bebedeira que ele morreu. Na ilha a coisa não desenvolve nada. Enterram o Ethan, a Claire começa a sonhar com algumas das coisas que lhe aconteceram e Hurley e Sayid tentam prevenir uma situação traumática em Charlie, devido ao facto de este se ter tornado num assassino. Quanto ao principal visado nesta história toda, este encontra-se com uns problemazinhos com um certo e determinado javali. Javali esse que lhe estraga o acampamento por duas vezes. E o qual Sawyer não é capaz de matar, estando sob o olhar atento de Kate que já se passou com ele quando este tentou afogar as suas mágoas num filhote de javali. Estava na cara. Eu estava a olhar para ele a apontar uma arma ao javali e a dizer “Não consegues! Não és capaz!”, e tinha razão. Ele sente aquele javali como uma reencarnação do homem que matou, e realmente é preciso ser-se muito estúpido para cometer o mesmo erro duas vezes. Até porque ele só consegue encontrar o javali com a ajuda de Kate, sim, porque por muito que digam os homens são muito dependentes. E este aproveita-se da situação e não é pouco. Na verdade acabam os dois a embebedarem-se e a confessaram que já mataram alguém. Dois assassinos bêbados, o nível de segurança na ilha está a aumentar. Fora isto, o resto das revelações que fazem são coisas extremamente idiotas como se já estiveram ou não apaixonados, se andaram na universidade, enfim… O conhecido “encher chouriços”. No fim deste episódio Sawyer descobre que afinal o tal cirurgião chefe que conheceu num bar na Austrália e que lhe revelou estar muito orgulhoso do filho, era o pai de Jack. Não lho conta, mas fica perturbado com a descoberta. Rita Teixeira |
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Episódio 17 – … In translation Já a sentir falta dos ditos cujos, ãn? E entenda-se por ditos cujos, comentários. Olha mais um a sair. Este episódio é dos nossos amigos coreanos, sendo que as memórias são de Jin desta vez. As memórias são um poço de tédio e desinteresse e a única coisa que parece minimamente interessar é o facto de vermos Hurley numa televisão, a sair de uma limusina, o que se passará com o sujeito? Depois há outra, Jin é mesmo muito estúpido. Primeiro qualquer um percebe o que quer dizer “Fazer um aviso!” com aquele tom de voz. Mas o pobre do chinês ingénuo pensa que é chegar lá e dizer com bons modos: - Olá! Então, está bom? Vinha só dizer que o meu patrão está descontente. O outro até ficou abismado, não havia de estar? Há espera de uma dose de pancadaria e depois foi o que se viu! Mas parece que a pancadaria acabou por chegar, se bem que pelo que me pareceu ia ser logo um homicídio, mas Jin, como o coração bom que tem, achou por bem dar-lhe só uma boa dose de pancada em frente a toda a família. Que homem bom! Assim há poucos, hoje em dia. E das memórias acho que é tudo. Vejam só como eram interessantes e cheias de informação! (E ironia com fartura neste comentário) Quanto ao que se passa na ilha, enfim! Começamos logo com um boa cena de pancada, logo um ou dois minutos depois do começo do episódio, isto só para terem uma ideia. Dizem-se eles civilizados! E andam nisto o episódio todo, o Jin anda à pancada com o Michael, depois leva pancada deste e de Sawyer, enfim… uma tristeza. Isto há gente que não se sabe comportar. Outra coisa que acontece neste episódio é um enorme incêndio, a fantástica jangada feita, não sei bem com que cordas tão resistentes que até parecia um barco a série, arde. É incrível como ainda se fazem coisas daquelas em ilhas desertas, queimar uma jangada que quase podia ser considerada obra de arte, muito aquém do que qualquer especialista em construção civil faria. E no fim parece que foi Walt, não quer sair da ilha, sente-se lá bem. Há com cada um… Mas ainda deviam era agradecer ao rapaz, ou acham mesmo que conseguiam ir a algum lado naquele pedaço de madeira flutuante? O mais certo era afundarem-se nos primeiros quinhentos metros se tanto. Vá lá que o rapazito tratou de remediar a situação. Vamos à parte chocante do episódio. Eu que até gostava do Sayid, um sujeito, que apesar de não ter cara de muito inteligente e de trabalhar no exército, algo que condeno (pensando bem até nem gostava assim tanto dele), era muito dado à matemática. Mas em vez de o preservarem, de o pouparem, não! Pumba enrolá-lo com a mais estúpida lá do sítio! A estragarem a única personagem decente. Estou deveras estupefacta na verdade. Que ideia é que transmitem? Que as pessoas dadas à matemática são tão estúpidas ao ponto de se apaixonarem por alguém sem um pingo de bom censo, inteligência, ou sentido prático, isto já não falar da inexistente simpatia. Mas é mentira, é tudo falso! A matemática abre os olhos às pessoas, não os fecha. E as pessoas não ficam estúpidas a este ponto. Não se apaixonam pela/o primeira/o que lhes aparece à frente. São pessoas com as suas capacidades mais desenvolvidas a todos os níveis. E tenho dito! Rita Teixeira |
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Episódio 18 – Numbers Estou profundamente chocada, ofendida, estupefacta e tudo o mais que possam imaginar, com este episódio. Números amaldiçoados?! Francamente! Parece que é o episódio das memórias de Hurley e descobrimos porque é que o vimos na televisão nas memórias anteriores. Parece que ganhou a lotaria, e digamos que não é daquelas pessoas discretas que ganham a lotaria e tentam que ninguém descubra. Ele não! Ele faz questão que meio mundo saiba, mais de meio até. Não deixando de ser intrigante uma questão, se ele apareceu na televisão assim tão recentemente, nenhum dos outros sobreviventes veria televisão? Na verdade não foi assim tão recentemente como isso… mas será que não se lembravam? Enfim, gente de memória curta, característica que parece ser partilhada por personagens e fãs, mas isso não vem a propósito. Não deixa ainda de ser louvável o facto de o sujeito fazer uma viagem tão longa em nome dos números, quem me dera a mim que muitas pessoas fossem assim. E quem conhece o famoso ditado “Todos os caminhos vão dar a Roma.” está com certeza, como eu, cheio de vontade de o mudar para “Todos os caminhos vão dar à Austrália.”, que parece ser mais verdadeiro actualmente. Resumidas as memórias, e devidamente opinadas, vamos lá ao que interessa. Estou ainda fortemente abalado com o vi, vi e ouvi na verdade, embora não em completa sintonia. Uma pessoa ganha a lotaria com os números que por acaso um maluco estava sempre a dizer, acontecem-lhe coisas más, foi dos números! Pimba! De que mais há-de ser? Fiquem sabendo que há tantas probabilidades de se acertar se os números forem uma data de nascimento, uma sequência qualquer conhecida, ou se forem totalmente ao calhas. Mas há pessoas assim, frustradas consigo próprias e com o mundo, e que deitam a culpa aos números. Não nego que é uma grande coincidência caírem na ilha de onde foi emitida uma transmissão com os tais números, mas se foi naquela área que foi ouvia a transmissão esperavam o quê? E deixem-me que vos diga que sou um pouco como a mulher do tal sujeito que foi desta para melhor com um tiro na garganta dado por ele próprio, nós é que fazemos a nossa própria sorte. Todas as coisas más não teriam acontecido se eles não tivessem usado os números, que aproveito para dizer são 4 – 8 – 15 – 16 – 23 – 42? Nunca se saberá mas é provável que acontecessem na mesma. Convençam-se queridos, os números não estão amaldiçoados. E até digo mais, sabem porque é que a exploração dos mapas não anda para a frente? Porque resolveram enrolar com a Shannon o único sujeito com um conhecimento decente na matéria lá do sítio, agora querem o quê? Agora já é tarde. Por fim deixo-vos apenas com uma reflexão de como a matemática aproxima as pessoas. Lembrem-se do que aconteceu quando Sayid se encontrou com Rousseau pela primeira vez. Ela torturou-o, demorou imenso tempo a acreditar nele, e nem sequer o queria deixar ir embora, isto já após um tempo considerável. Agora pensem no que aconteceu com Hurley. Chegou ao pé dela, falaram de números, e momentos depois o mesmo veio-se embora, ainda com uma bateria de oferta. Tal como eu disse, a matemática aproxima as pessoas, amolece-lhes o coração. Parece que antes de terminar os comentários tenho de dizer bem, pedem-me cada coisa, queria ver se fossem eles, se conseguiam. Mas não consigo gostar deste episódio. Dizem mal dos números do princípio ao fim. Pronto, não gosto do conteúdo. Em termos de representação, realização, cenários, enfim, não está mau de todo, até porque não sei onde é que arranjam tantos troncos que já vão na segunda jangada, muito mais resistente do que a primeira não haja dúvida. Já para não falar do guarda roupa e da caracterização, esses excepcionais, até porque não posso deixar de referir os excelentes penteados das personagens, que só têm comparação com os dos fãs (note-se que não podia acabar sem elogiar os penteados não é?), que é absolutamente fantástico, principalmente o dos fãs mais recentes mas isso é coisa que não interessa de momento. Rita
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Episódio 19 – Deus Ex Machina Ora vamos lá a ver o que há para dizer sobre este episódio. Relativamente a memórias, são de Locke, sendo que são uma tristeza. Primeiro a mulher que parece ser a mãe tem um aspecto pouco terreno, algo fantasmagórico mesmo. Depois há o pai, o pai dele claro, que se junta à mãe para fazerem uma série de falcatruas a fim de Locke doar o seu rim ao pai, ao pai dele. É uma tristeza, primeiro como é que ainda há pessoas que consideram a caça um bom desporto/uma boa actividade, para se dedicarem em família, ali a tentarem acertar em pombos, capazes de acertarem noutro caçador qualquer. Há pessoas sem originalidade nenhuma. Mas das memórias pouco de relevante temos, mesmo nada mas não me parece bem dizer mal tão drasticamente. Quanto ao que se passa na ilha um pouco mais de interesse, mas igual repugnância. Primeiro devo dizer que se soubesse que se apanhavam assim tantos óculos aquando da queda de um avião tinha ido ao aeroporto em vez de ir ao oculista. Ainda por cima até os fazem por encomenda, até se pode personalizar ao ponto de a armação do olho esquerdo ser diferente da do olho direito. Fui realmente enganada, tivesse visto este episódio há umas semanas atrás que poupava um dinheirão. Depois há Locke que, ao contrário de muitas pessoas, se lembra perfeitamente dos seus sonhos, só me parece é que não os interpreta na totalidade. Sim, porque realmente deles deduziu para que direcção tinha de ir, o que aí ia encontrar, esta parte muito mal deduzida mas enfim, mas não foi capaz de deduzir que se o rapaz estava encharcado em sangue por algum motivo havia de ser. Ainda se ele estivesse a dizer que tinha sido ele que tinha caído das escadas abaixo, podia ser essa a explicação, mas se quem caiu foi a outra, algum motivo havia de haver não é? Mas nisso nem pensou ele. Quanto ao que havia no avião achei que teria sido extremamente útil se Charlie ainda não tivesse deixado a droga, mas parece que não é o caso. Tenho ainda a criticar o excesso de corpos em decomposição que aparecem no episódio. É que é uma coisa completamente desnecessária. E não basta mostrá-los uma vez, tem de ser pelo menos duas ou três para decorarmos. E até vos digo mais, não tivesse eu tanta repugnância a este tipo de coisas era capaz de me pôr a observar com o mínimo de atenção de descobrir que devem usar sempre os mesmo corpos, talvez por isso nunca apareçam mais e um ou dois de cada vez, não têm mais. Não que eu esteja a pedir para os adquirirem, longe de mim, que se estraguem todos de uma vez é o que eu desejo. Enfim, acho que já percebemos que aquela ilha é como que um cemitério à superfície, com três ou quatro corpos em cada esquina, não precisam de ser mais explícitos. Quanto ao que se passa dentro do avião, se eles não conseguiam emitir uma mensagem com o transmissor que tinham, como é que conseguem com o transmissor do avião? E depois note-se a estupidez de quem a apanha, “Somos o sobreviventes do voo não sei quantos!”, “Mas não houve sobreviventes desse voo.”. Que pessoas estúpidas, como é que sabem que não houve? Porque não os encontraram certo? Como é óbvio se os tivessem encontrado eles não estariam a enviar uma mensagem, se a estavam a enviar era porque tinham sobrevivido, e ainda não tinham sido encontrados. Isto realmente… Terminando fiquei bastante surpreendida como é que Boone não foi de vez à vida com uma queda tão grande, mas também depois de sobreviver à queda de um avião aquilo não deve ser nada. Que se safe caso contrário não haverá ninguém para separar Sayid de Shannon, o que será uma tragédia. E fiquei igualmente bastante surpreendida como a luz se acende dentro do alçapão no fim. Quer dizer, dão enormes marteladas àquilo, que nem sequer fica com uma racha, e é com um murro do outro que a luz se acende? Francamente. E pronto, confesso que até gostei do episódio, apesar do exagerado estado de decomposição de alguns dos intervenientes, que espero que não se repita. Pensando bem não sei como é que consegui sonhar apenas com calendários depois disto. Acho que estou a começar a ganhar imunidade psicológica, talvez seja isso (espero que sim!). Rita Teixeira |
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Episódio 20 – Do no harm Cá está uma coisa como há muito tempo não se via na televisão. Duas pessoas a esvaírem-se em sangue em pouco mais de quarenta minutos, se bem que na verdade uma delas se esvaiu foi noutra pessoa. Fazendo uma curta referência às memórias, que não têm muito que se lhes diga, sendo que este é um dos raros episódios em que não lhes é dada importância máxima, mas muito raros mesmo. Nestas vemos que Jack se casa com uma mulher que supostamente terá sido sua paciente, aquando de um acidente, sendo que há a salientar como a ética profissional dos médicos anda em altas nestas séries. Como se isto não bastasse nem é capaz de escrever os seus próprios votos de casamento. Que se há-de fazer, nem todos nascem com este dom da escrita… Mas com o dom da choramingue parecem nascer todos, esse sim. Enfim, podia ter sido pior, por momentos cheguei mesmo a desconfiar que ele se arrependia do casamento e saía a correr por ali fora qual noivo em fuga. Na ilha, todos os acontecimentos se poderiam resumir como uma quantidade imensa de sangue, de gritos e de misturas de ambos. Eu acho que a coisa é um bocado assim, se o Boone ia acabar por morrer tinham despachado a coisa mais depressa, que seria emotivo à mesma e menos repugnante/nojento/enjoativo/intragável/inaceitável/intolerável/não aconselhado a pessoas sensíveis ou a doentes cardíacos. Eu já não sabia mais o que roer, já não me conseguia aguentar direita na cadeira, já esperneava sem motivo aparente. Digamos que a morte do Boone foi levada ao extremo, na minha opinião aproveitaram o facto de irem reduzir em mais um ordenado para reduzirem ainda mais o orçamento, ocupando todo um episódio com isso. Estou ainda para descobrir onde raio se enfiou Locke que mandou Boone para a morte e depois o deixou a morrer sozinho. Há pessoas que não têm um pingo de responsabilidade. Depois ainda há o facto de Jack ter dado para cima de cinco litros de sangue e nem sequer ter comido nada, isto já esquecendo o facto de haver daquelas bolsinhas por onde se passa o sangue na ilha. O homem já parecia mais morto do que o que realmente estava em vias de tal. O que contribui bastante para que tudo acabasse em bem foi o facto de Jack ter uma vasta equipa de profissionais da área da medicina para lhe darem apoio, se não, não sei o que teria sido. Capaz de Boone ter morrido e tudo (madeira, madeira, madeira!). Por fim temos o parto de Claire, com assistência médica especializada. A pobre da rapariga gritava que nem uma desvairada (pudera!) e a outra desgraçada da rapariga que estava a tentar fazer o parto não sabia o que fazer. Melhor do que isto só os partos na idade média. Claro que se tivessem despachado logo a morte do outro o assunto tinha ficado resolvido, mas acharam melhor não, vá-se lá perceber isto… Mas afinal de contas o parto até correu bem e nasceu um lindo e limpinho bebé, um verdadeiro milagre da natureza! O “episodiozito” até não foi mau de todo, e apesar das partes nojentas e repugnantes estarem em visível demasia, até prendia a atenção de forma mais ou menos constante. Parece mesmo que houve pessoas que ficaram em choque quando se ponderou a hipótese de um dos personagens ficar sem uma das suas respectivas pernas. Rita Teixeira
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Episódio 21 – The greater good Episódio 22 – Born to run Aqui temos um típico episódio em que a história nada avança. Se bem que confesso que este não é dos piores. Memórias de Sayid, sujeito apaixonado realmente, se bem que ainda estou constrangida como é que ainda antes de entrar naquele maldito avião estava perdidamente apaixonado pela tal Nadia, a pontos de se meter no meio de um atentado terrorista, acabando por perder um amigo, que não tinha suficiente capacidade de pensamento autónomo para perceber que não ia ser herói coisa nenhuma, que ia era morrer e matar mais uma data de desgraçados, só para saber do paradeiro desta, agora já anda agarrado à Shannon, mas enfim, que é que se há-de fazer? Na ilha Shannon explode de fúria com a hipótese, levantado por Jack, um sujeito que se anda a revelar-se muito sensato, sem dúvida, de Locke ser um mentiroso, e de ter matado Boone, mais que não seja por ter omitindo informações importantes à equipa cirúrgica, vulgarmente apelidada de Jack. Nesta altura eu tremi completamente, então não é que já estava a ver que a tresloucada da Shannon transformava o meu sujeito sensato e apaixonado pelas ciências exactas, num assassino? Vá lá que ele se conteve ao conversar com Locke sobre o avião e tudo isso. Quem não se ia contendo era a outra desvairada que por lá anda e que já queria dar um tiro a Locke, claro que Sayid, sujeito razoável, por enquanto, tratou de evitar o pior. No entanto teve de ser ele próprio a tratar da sua ferida feita pela passagem da bala de raspão, que Jack nem se dignou a desinfectá-la, já não se fazem médicos como antigamente. No fim Sayid acabou zangado com Shannon (que pena). Que não se entendam nunca! Há ainda a destacar que lá continuam a existir os tais lençóis azuis para embrulhar os mortos, se bem que desta vez pareciam mais plásticos. Outra questão mirabolante com que me deparei foi com a forma como conseguem fazer um buraco tão fundo, e rectangular, para enterrar Boone. Devem ter posto o pobre do Vincent a trabalhar é o que é! Quanto a este episódio, os avanços não são assim muitos, pelo menos não tantos como os esperados. Quanto às memórias, parece que Kate tem alguma obsessão por médicos, ou não fosse o tal grande amor da sua vida um deles, sendo que já eliminei por completo a hipótese de pedofilia. Parece que esse tal sujeito sempre é um homem, se bem que já foi um rapaz, quando ela era uma rapariga portanto não se põe a hipótese de crime. Devo ainda salientar como adoro essa fabulosa ideia que é a criação de uma cápsula do tempo, com coisas que julgamos virem a tornar-se intemporais, embora isso nunca aconteça. Note-se ainda como está mais que provado que as mulheres/raparigas têm uma capacidade de dedução e um sexto sentido muito mais apurado do que o dos homens/rapazes. Ao ouvirmos a cassete gravada por Kate e pelo outro individuo tem-se a completa percepção. Ele supôs que no futuro estariam casados, teriam um rancho de filhos, uma casa com piscina e por aí fora. Agora no que foi que ela falou? Em serem fugitivos, andarem de terra em terra, bem, pela parte que lhe toque não podia estar mais certa. Por fim há apenas a referir a próxima relação que Kate mantinha com a mãe, sendo que esta quando a vê começa logo a pedir ajuda. E mais fabuloso ainda como ela dá uma pancadita a um segurança de hospital escassos momentos depois já tem a polícia em força atrás dela, deve ter sido numa altura em que os mais eficientes funcionários da polícia estavam ao serviço. Claro que não era necessariamente os funcionários com mais pontaria, mas não se pode ser bom em tudo. Na ilha prossegue a construção da perfeitíssima jangada, que já quase merece o nome de caravela. Há até um sujeito, que ao que parece é professor de ciências físicas, que chega à brilhante conclusão que terão de partir o mais depressa possível ou apanharão ventos na direcção oposta à desejada e acabarão na Antárctida. Claro que isto faz com que o processo de fabrico da referida barcaça seja acelerado. Com isto desenvolvem-se também as rivalidades entre os que pretendem ir na tal casca de noz flutuante. E depois lá está, uma mulher, com a toda a capacidade de persuasão característica do sexo feminino, avisa que se quiser uma coisa realmente consegue-a e os indivíduos do sexo oposto ficam logo cheios de medo de que isso possa realmente acontecer e resolvem aplicar a já velha e esbatida técnica dos golpes baixos. Nem para mais têm capacidade. Desenvolvam o vosso cérebro sim? A par de todas estas rivalidades Michael acaba doentito com dores de estômago. Aparentemente será sol de pouca dura porque horas depois já ele anda aos pulinhos a montar a sua jangadinha. Para terminar destaco só que já se começa a ter uma pequena ideia do que se entenderá por “coisas”, no “acontecem coisas quando ele está por perto” que é dirigida a Walt. Então não é que este se chega ao pé de Locke a dizer-lhe para não abrir a escotilha? Pois é. Até porque neste episódio já ela tinha sido falada anteriormente quando Sayid leva lá Jack para este fazer Locke desistir da ideia de a abrir. Mas olha que raio de argumentos, como não tem alavanca não foi feita para abrir por fora. Está claro que Jack concordou com a ideia de a abrir. A verdade é que a curiosidade era mais que muita era o que era. De qualquer forma fosse o que fosse já ali devia estar há muito tempo, para já estar enterrada daquela maneira, portanto tivesse o que tivesse lá dentro já não podia ser assim tão perigoso como isso. Terminando até que não foi um episódio muito enfadonho, mas esperava melhor sem dúvida. Gostei até mais do anterior em que o Sayid e a Shannon acabaram zangado. Mas lá está, gostos não se discutem e muito menos opiniões portanto ficamos por aqui. Adeusinho!!!! Rita Teixeira |
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Episódio 23 – Exodus (1) Episódio 24 – Exodus (2 e 3) Olhem que belo comentário este. Os últimos episódios da primeira temporada da série. Fenomenal! (Ansiosos ãn?) O episódio 23 começa com o belo do aparecimento da Rousseau no acampamento. “Os outros vêm aí!”, que bela entrada. Num instante ninguém sabe quem ela é, no outro já estão todos em rodinha a ouvir a história. História animadora, se virmos fumo é porque os “outros” vêm aí. Depois de ter acabado estes episódios cheguei à conclusão que o fumo se deve dever à embarcação em que esses tais indivíduos chegam, que parece que parou no tempo há já umas boas décadas. Ainda deve ser um barco a vapor. Depois da esclarecedora conversa com a francesa resolvem formar um pequeno grupo e partir em busca de umas tais barras de dinamite que estarão na suposta “Rocha Negra”. Vai daí o tal professor de ciências, ciências químicas provavelmente, resolve que será melhor ir, porque os outros não percebem nada de dinamite, ainda por cima daquele que se encontrará ali há já tanto tempo. Claro que um homem culto como ele saberá perfeitamente lidar com os explosivos, como aliás se verá depois, mas que se pode fazer? Há pessoas que têm a mania de que sabem fazer as coisas. A par da partida destes indivíduos verifica-se uma aceleração da construção do barco, jangada, ou lá o que é. Parece que tencionam mesmo partir o mais depressa possível, tão depressa que até começam logo por a partir o dito cujo em três (não, mas quase). Parece que há pessoas que têm muito pouco cuidado com as coisas. A partir assim a casquita de noz flutuante… Francamente. Entre esta primeira tentativa de partida e a partida efectiva há ainda tempo para Sawyer contar a Jack como conheceu o seu pai, de forma mesmo algo comovente, e para o pequeno Walt confiar o seu cãozito Vincent aos cuidados de Shannon, para a ajudar a ultrapassar a falta do irmão. Resumindo, trocam o Boone por um cão, pelo menos deve sair mais barato à produção, e o efeito deve ser mais ou menos o mesmo porque o Boone lá andava a tentar ajudar sempre, sendo o primeiro a mandar-se à água, parece que o cãozito também gosta muito de se mandar à água, troca sensata realmente. Quanto às memórias, se estiverem a estranhar a ausência da referência a estas, deve-se ao facto de nestes episódios elas serem de todos, não tendo pormenores muito importantes para o desenrolar da trama. De repente lembro-me apenas de confirmarem a ligação de Sawyer à polícia australiana, de realçarem a agressiva reacção de Kate às provocações, a irrefutável ligação de Hurley com os tais números, o estado de praticamente servidão que Sun tinha para com o marido, a falta de sensibilidade por parte de Shannon, e a enorme paciência de Boone, as dificuldades de deslocação de Locke e a paixão de Sayid pela tal rapariguita, que não devia ser assim tanta porque já a esqueceu. De volta à ilha o tal barquito parte, e devo dizer que se revela bem mais estável e resistente na água do que parecia em terra, por momentos chega a dar a ilusão de que realmente conseguiria fazer uma longa viagem. Claro que eu previ logo que não deveriam ir muito longe, e tinha razão, parece que adivinho estas coisas. Quanto aos que resolveram ir floresta adentro à procura da tal rocha negra, deparam-se com a tal criatura da ilha que agora é denominada por “sistema de segurança”, acho que vou arranjar um destes para guardar o meu prédio não vá alguém precisar de lenha para a lareira. Mas sem dúvida a sua melhor aparição dá-se quando os nossos amiguitos já vêm de volta. Não sei bem que raio de efeitos especiais são estes mas a criatura parece mais um buraco negro em plena sucção. Os rastos pretos por todo o lado dão a perfeita ideia de sucção, isto já para não falar do buraco. Por outro lado há a suposta atracção de Locke por esta coisa, talvez seja daquelas pessoas que acreditam que os buracos negros nos levam para outra dimensão, que abrem uma porta no espaço/tempo, e queira comprovar por si mesmo, eu também já não digo nada, já estou por tudo. Quanto à tal Rocha Negra, parece que de rocha tinha pouco, na verdade quase nada. Era nada mais, nada menos do que um navio que tinha esse nome, apesar e ficar algo surpreendida não acho que isso venha interferir na história de alguma maneira ou nas minhas suposições sobre a referida pedra que afinal é um barco. Claro que para as personagens a questão foi “Como é que o barco foi ali parar, ao meio de uma ilha?”. Pois é sempre uma boa pergunta que pessoalmente não me intrigou muito. No entanto aos sujeitos envolvidos parece que sim. Depois temos a história dos explosivos, que se encontravam no meio de um monte de esqueletos, que era normal os companheiros de Rousseau deviam ter tirado do barco, enquanto ainda eram vivos, os companheiros não os esqueletos. Estes professores do ensino secundário têm a mania que sabem mexer nas coisas, e os explosivos têm de ser manuseados com cuidado e têm de se embrulhar não sei aonde e BUM! era uma vez um professor. E minutos depois, largos minutos, foi BUM! era uma vez um alçapão. Antes disto temos só a parte chocante em que Hurley descobre os tais números no alçapão e começa aos berros “Não! Parem! Os números são maus! Os números são maus!”. Fiquem sabendo que se eu visse esse sujeito à frente era capaz de me exceder largamente, os números são maus… sinceramente. Fazem as asneiras e depois, vamos culpar quem? Os números, que nem se podem defender! Só me dá vontade de sei lá o quê. Mas descansem números que estou cá eu para vos proteger. Para fazer valer os vossos direitos. Os números estão em todo o lado e dominam o mundo, embora haja muito boa gente que ainda não o saiba. E para terminar acho que me falta apenas falar do rapto do Walt. Devo confessar que foi bastante chocante. Primeiro porque os sujeitos acabam por chamar os raptores sem saberem, ideia do Sawyer, e depois porque a cena acaba com os sujeitos todos dentro de água e o Walt a ir-se embora de barquinho. Mas no final cumpriu-se o que eu previa, não foram muito longe, prevejo que agora voltem para a ilha, só que com um passageiro a menos. Tendo em conta que esses tais “outros” só se interessam por crianças prevejo que no fim se revele que fazem parte de uma rede de pedofilia, mas parece que há pessoas que acham a coisa muito normal, tem de ser algo mais espalhafatoso, menos realista. Logo se verá… Fazendo um balanço final do episódio não foi muito mauzinho, não. Na verdade finalmente começaram a desenrolar algumas das coisas que andavam a enrolar há mais episódios do que eu sei lá o quê. Claro que deixaram muitas mais coisas no ar, mas não tenho mais nada de mal a dizer. E como não vejo mais nada de mal para dizer é melhor terminar já por aqui antes que comece a dizer bem (cruzes!). Foi girinho… (cala-te boca!) Rita Teixeira |
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Anexo ao comentário dos episódios 23 e 24 Balanço da primeira temporada Nada melhor para acabar a primeira temporada de episódios de Lost do que com um anexo. Primeiramente vou completar o quadro iniciado no anterior anexo, depois logo falamos.
Depois desta tabela não tenho muito mais a acrescentar. Se gostei desta temporada? Não posso dizer que não, é verdade. Se começo a gostar da série? Não estou viciada, não vivo em função dele, e não tenho saudades angustiantes quando a vejo. Não fico sufocadamente ansiosa antes de ver um novo episódio, nem permanentemente marcada pelo último. Claro está que se não gostasse nada já nem perdia tempo a ver ou mesmo a comentar. Quanto ao resto fica ao vosso critério. Até sempre! Rita Teixeira |
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2ª Temporada Prólogo Acontece que ouve uma mudança de temporada em Lost e eu achei por bem que houvesse igualmente uma remodelação dos comentários, de forma a que se tornem, por um lado, mais fáceis de escrever para mim, e por outro que não se tornem repetitivos. |
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Vou passar então a explicar como passarão a ser. Inicialmente preencherei a tabela já vossa conhecida com informação relativa ao episódio visionado, houve apenas uma pequena alteração nos parâmetros. Sendo assim o comentário terá um espaço inicial aproximadamente assim:
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Episódios |
Classificação das memórias |
Credibilidade dos acontecimentos |
Orçamento |
Quantidade de sangue |
Sentimentos despertados |
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Nº - Nome |
Pequena opinião sobre as mesma |
Avaliação do racionalismo do episódio |
Possível orçamento do episódio |
Parâmetro em geral elevado |
Pequena reflexão interior |
Após esta tabela o comentário terá apenas mais dois espaços, algo assim:
Acontecimento(s) a registar: referencia a algum/ns momentos no episódio que me tenham intrigado ou marcado especialmente e que acha importante referir e avaliar.
Apreciação geral: um ponto de vista geral sobre o episódio, as melhores e a piores partes e a opinião sobre a totalidade do mesmo.
Sendo assim já se encontram devidamente informados e preparados para futuros comentários.
Boas leituras!
Rita Teixeira
P.S. – Esta estrutura poderá sofrer alguma alteração se eu o considerar necessário.
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1 - Man of Science, Man of Faith
Momento(s) a registar: aqui tenho mesmo que referir o inicio do episódio, e todos os acontecimentos que envolvem a escotilha. É uma coisa tão sem nexo. Primeiro o aspecto do interior da escotilha, uma casa perfeitamente moderna a metros e metros de profundidade, depois o seu habitante, um sujeito com o aspecto mais normal do mundo, pelo menos até injectar qualquer coisa amarela em si próprio. Há ainda o clarão que “aspira” Kate, Locke é apanhado pelo sujeito, que ainda por cima já se tinha encontrado com Jack numa corrida de estádio. Não consigo pensar em nada racional ou lógico que possa explicar uma coisa destas. Lamento mas não. Apreciação final: Acho que estas novas aparições foram muito mal concebidas. Na verdade mostram tanto de mais como de menos, ou mostravam menos ou mais, o que mostraram é que não foi bem escolhido. Na minha opinião basta para muito boa gente perder o interesse. É que todo aquele ambiente criado pela nova personagem não se adequa de forma nenhuma ao ambiente que já existia na série. Não que dizer que seja uma coisa completamente estapafúrdia, o que, por enquanto, até é, mas não se encaixa no clima da série, no enredo. É tudo mais sóbrio, mais racional, tendo em conta o pouco que há de racional quando se sobrevive à queda de um avião. É uma grave falha de encaixe na minha opinião. Para que a série volte a merecer algum crédito terão de arranjar uma explicação muito boa, o que não é impossível, mas muito difícil. Eu, pessoalmente, fiquei a achar este novo enredo paralelo intragável. É que são tantas perguntas no ar. Desde “Como é que uma escotilha enterrada pode ir dar a um ambiente como aquele?”, até “Como é que alguém vive ali e não deu pela queda do avião?” ou mesmo apenas “Como é que alguém vive ali?”. Há o facto de estar quarentena escrito na porta, podemos supor que o sujeito se encontra numa, quem sabe para estudos científicos ou algo assim, mas não deixa de ser uma explicação estapafúrdia. E depois ainda há o “E os indivíduos vão continuar a viver no ambiente hostil e selvagem da ilha com todas as comodidades ali mesmo ao lado?”. Resumindo acho que na minha opinião não foi lá grande aposta mostrarem estas cenas, ou pelo menos apenas estar cenas, isto já passando por cima de o tal homem já se ter encontrado com Jack, agora que penso nisso, sabe-se lá o que é que Jack bebeu da garrafa do outro! Isto realmente… Demasiadas coisas estranhas que me deixaram demasiado de pé atrás, pouco receptiva, tendência que se pode inverter mas para já está difícil. Rita Teixeira
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2 - Adrift
Momento(s) a registar: Não posso deixar de registar algo tão importante como as saudades que Kate tem de chocolates, é simplesmente memorável. É daquelas coisas banais do dia-a-dia que fazemos quase por impulso sem nos darmos conta de como sentiríamos a sua falta. É que é tão simples. Na escola, por exemplo, passa-se pelo bar/bufete, lança-se um olhar à montra, um chocolate. Ouvimos alguém dizer que vai ao bar/bufete, “Traz um chocolate por favor.”. E assim nos habituamos a estas coisas de tal forma que na eventualidade de cairmos numa ilha deserta, sobrevivendo à queda de um avião, sentimos imensa falta dos ditos cujos. Quando os aparecem à frente até parece um sonho, começamos por comer logo ali um, enchendo os bolsos de muitos outras para a viagem. Isto já para não falar dos benefícios medicinais que eles nos devem provocar. A Kate dão uma agilidade impressionante, aparentemente o seu cheiro basta, isto porque já antes de os comer ela revela imensa flexibilidade. Sobre o alçapão tenho apenas a realçar o facto de Desmond, o tal indivíduo que a habita, estar à espera de alguém, que lhe revelará a solução para um dos grandes mistérios da humanidade, o que é que um boneco de neve diz para o outro. E esta espera deve-o tornar bastante desnorteado porque não encontra melhor sítio para fechar Kate do que na dispensa, boa escolha realmente. Apreciação final: No geral a verdade é que esta episódio não passa de um gigantesco enchimento de chouriços. Só para terem uma pequena noção até repetem cenas do episódio anterior durante este. A história não avança nem uma unha negra. No entanto não posso afirmar que se trate de uma mau episódio, na verdade gosto bastante mais deste do que do anterior. Não fossem as primeiras cenas do episódio anterior e eu diria até que a história vai muito bem, dentro dos padrões normais. Mas confesso que o interior da escotilha me deixou perplexa. Não deixando de referir os tais sujeitos da jangada, que acabam por voltar à ilha, se bem que não sei como é que Jin chegou antes dos outros dois mas enfim, tudo há-de ter uma explicação, por mais estúpida que seja. Daqui queria apenas partilhar uma dúvida minha, os tubarões não andam mais ou menos em grupo? Então, sendo que são atraídos pelo sangue, não deveriam ter chegado mais quando Michael alvejou um deles espalhando sangue por todo o lado? Pronto, o episódio foi girinho é verdade, com uma sequência muito melhor escolhida do que no anterior sem duvida. E já agora, eles foram dar a uma outra zona da ilha certo? Ou os tais outros já estão muito perto de todos os sobreviventes? Rita Teixeira |
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3 -
Orientation
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Episódios |
Classificação das memórias |
Credibilidade dos acontecimentos |
Orçamento |
Quantidade de sangue |
Sentimentos despertados |
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3 - Orientation |
Nada de especial na verdade, revelam até muito pouco de Locke |
Não sei que diga, já não há padrões lógicos nesta coisa, ao menos Jack mantém os pés na terra. |
Tendo em conta que todo o cenário da escotilha já estava montado, nada por aí além. |
Parece que finalmente resolveram deixar de investir neste campo (bom censo, bom censo) |
Solidariedade com alguns personagens possuidores de capacidades cerebrais normais Hm… |
| Momento(s) a registar: Assim de repente talvez a estupidez do filme que Jack e
Locke vêem na escotilha. O tal homem do Dharma esperava que alguém ficasse a carregar
num botão eternamente apenas com aquela informação? É preciso ser-se muito
estúpido, e aparentemente o tal Desmond é. Eu não digo que numa primeira análise
a tendência seja para continuar a digitar o código e a “salvar o mundo”,
mas, bolas, uma pessoa quer saber o que realmente está a fazer não é? Ao fim
de três anos uma pessoa tem alguma curiosidade!
Sem dúvida que neste episódio adoro as intervenções do Jack, uma muito boa é como é que ele arranja tanta comida? Se bem que tendo em conta que são as próprias personagens que perguntam deve ter uma explicação aceitável, eu já nem falo em lógica. |
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Apreciação final: Continuo a achar que sofro de falta de informação. No entanto parece que as coisas se começam a compor, e parece que a tal escotilha, como eu já tinha sugerido, foi construída para uma investigação científica ou algo do género. Tal como eu tinha calculado, a única explicação minimamente lógica. Se bem que os porquês continuam a ser muitos e os pulos por cima do lógico a aceitável também. Comecei por reparar que tudo quando é barco ou avião vai encalhar naquela ilha, suspeito sem dúvida. Depois as pessoas não morrem à fome como em qualquer outra ilha deserta, vivem anos e anos. Isto já para não falar de como a ilha de deserta cada vez tem menos, e apesar de já lá viver tanta gente parece que nunca se cruzavam. Isto há coisas…Contudo continuo a achar o primeiro episódio muito mais confuso do que todos os outros.
Opinando apenas sobre este devo dizer que até primou pela ausência de empalhanço, apesar de continuarem a repetir cenas, já vi o Jack perguntar onde é que está a Kate enquanto Locke tem uma arma apontada à cabeça três vezes, se não tem cenas novas para por encurtem os episódios. Não foi um mau episódio apesar de tudo, e espero que continuem a avançar na história a esta velocidade para ver se a coisa começa a ter sentido finalmente.
Rita Teixeira
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4 - Everybody Hates Hugo
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Episódios |
Classificação das memórias |
Credibilidade dos acontecimentos |
Orçamento |
Quantidade de sangue |
Sentimentos despertados |
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4 - Everybody Hates Hugo |
Um pouco desenquadradas na minha opinião, contudo algo cativantes, não muito, algo insólitas também. |
Vamos lá a ver, nem há assim grandes acontecimentos para serem credíveis ou não, e já me estou a habituar à incredibilidade adjacente aos já acontecimentos também eles habituais. |
Parece que as grandes exorbitâncias de início de série já acabaram, se bem que este tópico deve estar em ascensão devido à entrada de novas personagens. |
Deixaram realmente de apostar aqui… espera aí… acabei de me lembrar do braço de Sawyer, retiro tudo o que disse. |
Confusão, muitas coisas ainda por explicar, contradições frequentes, gente de espírito aberto de mais é o eu me parece que há por lá, e o pior é que isto provoca interesse. |
Momento(s) a registar: Tenho apenas uns pequenos momentos dos quais queria falar. Primeiro queria frisar como já tinha desconfiado que estes “outros” que prendem os da jangada eram muito diferentes dos outros “outros” (esta série torna qualquer frase inteligente uma idiotice), portanto não me admirei nada quando descobri que eles vinham no avião, digo mesmo quer assim que os vi voltar e mandar os outros subir desconfiei logo que fosse isso. Quanto a esta parte há ainda a salientar que haja alguém naquela ilha que se saiba impor, não que eu goste de violência, porque não gosto, mas por achar que realmente o nosso amigo Sawyer precisa de alguém à altura, se me bates outra vez eu mato-te, tão típico…
Quanto à escotilha há a realçar a banalidade com que eles já se vêm uns aos outros despidos, já entram na casa de banho sem bater, está tudo entre família. E já agora neste episódio caiu ali uma parede de betão no meio, do nada, eu não percebo isto. Ainda por cima aquilo tem uma espécie de uma cave. Valha-me Santa Rita!
Apreciação final: Antes de mais os padrões de avaliação da ilha estão a mudar, aquilo já de deserta tem pouco, e parece que nunca teve, sim, porque cada esquina que se vira, cada casa que se encontra. Umas enterradas no chãos, outras escondidas atrás de meia dúzia de lianas às cores, mais povoado do que a aquilo nem o Rossio em hora de ponta.
Quanto à apreciação do episódio, não foi mauzinho, se bem que foi um dos típicos episódios para o empalhanço, porque a história avançar é mentira! Tudo na mesma, sem explicações, e agora com comida a menos.
Por fim resolvi incluir neste tópico uma classificação do episódio de zero a vinte, já que parece que a história cada vez mais tem a ver com números. Este episódio merece:
(2-3)2+(4+1)(4-1)
Boas resoluções!
Rita Teixeira
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5 -... And Found
Momento(s) a registar: Eu também quero um jardim!!!! Realmente um momento a realçar este, nada melhor do que um bom jardim para se poder estragar aquando se uns ataques de fúria, vou pensar seriamente em começar a dedicar-me à jardinagem. E estou a falar muito a sério, hajam algumas partes com nexo nos episódios. Não posso ainda deixar de realçar a vertente realista do episódio, realmente só se acha um coisa quando se deixa de procurar. Claro que a par desta surge logo outra menos real, sem qualquer indicação como é que voltam a encontrar a garrafa enterrada assim tão facilmente? Ainda por cima Sun enterrou-a bem e agora tiram duas mãos de areia e já lá está é. Sem dúvida dá para desconfiar. Fazendo apenas uma pequena referencia ao que se passa na selva pois esses tais “outros” andam-se a passear não sei bem para quê, mas afinal de contas até são simpáticos e ofereceram um ursinho a Walt. Apenas a acrescentar que para quem não tinha nenhuma noção de inglês, que ainda por cima é uma língua totalmente diferente do coreano, o nosso amiguito Jin anda a sair-se bem de mais. Apreciação final: Fazendo um balanço muito rápido devo dizer que, como tantos outros, não é um episodio onde a historia progrida de forma aceitável, acho até extraordinário o facto de a escotilha ter “desaparecido” de um momento para o outro. Contudo também não se pode dizer que ande totalmente parada. A história do desaparecimento da aliança é totalmente supérflua, mas os acontecimentos com os anteriores passageiros da jangada sempre introduzem mais algum enredo na história, mais do que não seja o facto de os “outros” terem um vestuário muito diversificado, possuindo alguns deles calças e os outros não. Contudo andam todos descalços e era capaz de jurar que nenhum faz a depilação às pernas. Sendo que a pontuação de zero a vinte será x, o qual o valor deve ser descoberto através da resolução da seguinte equação:
2x + x + 1 = x – 37 + 1x 100 – x 4 4 2 2 E por hoje é tudo. Bom trabalho. Rita Teixeira
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6 - Abandoned
Momento(s) a registar: Sem dúvida que o fantástico sentido de orientação de todos os sobreviventes, não só atravessam uma ilha inteira como ainda se encontram uns aos outros no meio dela. E melhor ainda, encontram os outros sobreviventes que se encontram no lado contrário da ilha. Pena que tenham de recorrer aos tiros mas enfim. Não deixam de ser alucinantes as aparições de Walt, ainda por cima sempre molhado, mas é daquelas coisas para que nem vale a pena tentar arranjar uma explicação. Hão-de a explicar qualquer dia. Por fim, sobre a morte de Shannon, não há muito a dizer, caem que nem tordos. Isto de darem armas a gente violenta como aquela não havia de dar bom resultado nunca. Ao menos já não fica grávida, até porque parece que só um bebé na ilha dá problemas que cheguem, se um bebé incomoda muita gente, dois incomodariam muito mais. Apreciação final: O alçapão continua ignorado, e a sua história por explicar. Da história dos sobreviventes da parte detrás do avião pouco mais se sabe. Dos outros, só se for o facto de afinal não quererem só crianças, quiçá uma rede mais alargada. Os sobreviventes da frente lá continuam na mesma, ainda por cima com um a menos agora. Que mais se pode dizer? Podia ser pior, é verdade. Ao menos já afastaram de vez o sujeito da matemática da outra, eu que estava em sobressalto depois do que se viu naquela tenda, foi um alívio. Embora lamente profundamente a morte da Shannon, que parece que agora se estava a tornar mais uma pessoa (boas influencias…). E a classificação deste episódio será desvendada pelo resolver da seguinte equação, em ordem a x (já agora descobri que andava a atribuir umas classificações muito por cima, vai daí não estranhem a discrepância): -3 (x + 2) + 2x = -2x – (-4 + 20) 7 Rita Teixeira
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7 - The Other 48 Day
Momento(s) a registar: Pois a junção de todos os momentos fez-me perceber uma coisa, os 48 dias destes sobreviventes foram exactamente iguais aos 48 dias dos outros, não sei se era essa a intenção mas foram. Recapitulemos então: quando eles chegam à ilha acabam na praia onde há destroços de avião por todo o lado e pessoas a morrer e a tentarem ser reanimadas; um deles acaba longe da praia, na selva; depois um dos sobreviventes afinal não vinha no avião e descobrem isso quando os que realmente lá vinha começam a desaparecer; depois esse tal que não vinha no avião é morto sem desvendar nada; por fim acabam por encontrar outro abrigo e abandonam a praia, a única diferença é que estes o fazem de forma mais pressionada. Resumindo a concluindo o fundo é o mesmo, as únicas diferenças residem no factos de estes sobreviventes terem tido uns 48 dias um bocadito mais atribulados e ainda mais violentos do os outros sobreviventes, o que eu julguei não ser possível. Apreciação final: No fundo, no fundo, até que não foi muito mau. Claro que eu excluía alguns momentos, sendo o deles o belo do momento em que a tal doutora que de doutora tem pouco puxa a perna de uma sujeito qualquer, outra coisa de comum entre os dois grupos, isso e as covas enormes que cavam não sei bem com o quê para enterrar os mortos. Mas esquecendo as semelhança, tendo apenas uma coisa a criticar, o facto de a história não andar nada de nada que me lembre só se identificou afinal quem respondeu a Boone quando ele falou do avião, sendo que já é o segundo sobrevivente dianteiro que é morto pelos traseiros, e descobri que afinal o tal urso que se vê e que eu pensei ter sido oferecido a Walt tem dono, não sendo Walt o tal miúdo que se vê a passar. Ao menos isso, começava a ser muito estranho Walt estar ali num momento e no momento seguinte estar junto a Shannon. Para terminar cá vai a classificação do episódio, depois de simplificada a expressão devem somar um ao resultado obtido:[4 – (2 – 1)2] (4 + 1) Rita Teixeira
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8 - Collision
Momento(s) a registar: Dêmos especial destaque à sensibilidade feminina neste episódio. Note-se primeiro como ela ajuda imenso na ramo da medicina, da enfermagem mais precisamente, apesar de parecer que os médicos não acham muita graça os pacientes parecem adorar. A par disto, e nas memórias, temos não a sensibilidade mas um sentido maternal muito apurado, até de mais. Falo claro do enorme rancor de Ana Lucia pelo sujeito que para além de quase a matar lhe matou o filho, que ainda estava para ser. Claro está que a ajuda psicológica não era mal pensada de todo, não. Apreciação final: Vamos lá balancear então. Pois temos as memórias violentas até mais não, depois temos as coisas na ilha, uma já morreu, outro quase que morre, ou outros, por vontade própria ainda por cima. A história não avança nada de significativo, a escotilha lá continua a fazer-se ouvir, sem se saber bem porquê. Quantos aos sobreviventes juntam-se sem grandes sobressaltos. E depois de tudo isto não posso considerar este episódio um episódio mau, não percebo isto realmente, pronto, tenho de o considerar um episódio assim-assim está visto. Quanto à pontuação cá vai (valor de X): X + X (1 + 2) = X – 2 (-16) 2 2 Rita Teixeira |
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| Em Actualização diária, os restantes Episódios da 2ª Temporada | ||||||||||||
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