|
PENSAMENTOS |
|
|
Alegoria à futura morte dum homem simples comovo-me quando oiço o meu hino amo o meu país e o meu povo mas não tenho confiança naqueles que o deviam servir Alegrias Tenho diversas maneiras de sentir É a vida que o afirma dia-a-dia Há muita gente que encara a tristeza a rir Outros que choram de alegria Uns sentem a dor muda, enorme, fria. Outros choram as penas a sorrir ... Mas penso que um sorriso, às vezes, nos diria Quanto esconde uma lágrima ao cair! DESTINOS Sempre que atravesso o rio sei o que me espera. De cada vez que olho a marítima janela, penso no carinho que me dispensas e duvido da vida que levo.
Bate uma onda mais forte neste velho casco cada vez que penso em ti. O barco estremece só de pensar em horizontes que não escolhi. Vejo definições que não aceito e abalroo as coisas difíceis de entender.
Sempre que atravesso o rio revejo horas ,e dias, e anos, de angústias idas e vindas. Recordo as memórias dos tempos que vivi e se existem paisagens que não percebo muito menos encontro os remetentes,
Serão porventura musgueiras da vida, ou apenas destinos seixalenses? Eu cá sei porquê Nem todos quantos matam e roubam São bandidos Nem todos quantos são alheios e traídos São foragidos Nem todos quantos possuem famas e proveitos São importantes Nem sequer todos quantos são notícia São pessoas especiais Por isso Nem todos os amigos dos amigos meus São meus amigos Eu cá sei porquê Mais que tudo Tudo são narrativas e lendas Que nos envolvem Nas memórias do passado Circunstâncias novas que nos cercam De dúvidas e medos adoptados São como luvas brancas sem dedos São como peitos abertos sem alma São corpos fracos sem coração Cabeças sem tino e com ciúme Mas sempre mais que tudo Com amor
|