| CUMEADAS | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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FLORA
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HISTÓRIA SOBRE A FLORA Na época dos descobrimentos, a política de expansão ultramarina foi acompanhada pela exploração florestal em grande escala, para a construção naval, cuja consequência se traduziu na devastação de algumas grandes áreas de floresta natural. Mas, terá sido o pastoreio intensivo e os incêndios a si ligados, tal como a agricultura, os factores mais determinantes na transformação da vegetação (o cultivo da batata e do milho). A política de reflorestação iniciada com a "Lei das Árvores", em 1565 marcava o inicio da expansão do Pinheiro - Bravo. Já no nosso século, com as campanhas de arborização promovidas pelo Estado Novo, dirigidas para a florestação dos baldios, o pinhal vê ampliar, ainda mais, a sua área de distribuição. Mais tarde, os Eucaliptos, espécies de crescimento rápido (que proliferam nesta zona), mais rápido que o pinheiro bravo, concorreriam com este, na ocupação de vastas áreas até aí afectada à agricultura e ao pastoreio. Actualmente, a cobertura florestal do Sobral de Baixo é dominada pelo pinhal, o eucaliptal, alguns sobreiros, medronheiros, carvalhos, castanheiros, oliveiras e cerejeiras. Quanto aos arbustos temos: esteva, carqueja, alecrim, rosmaninho, urze e giesta. A zona onde está inserida a aldeia, é predominantemente de montanhas xistosas e de nível florestal. AVANÇO DA NATUREZA Verifica-se, devido ao facto, da população da aldeia se encontrar envelhecida que este lugar tende a ficar desertificado; a Natureza por sua vez está a ocupar as zonas de cultivo a um ritmo muito acelerado. A gente que se apresenta em pouco número, ainda tem alguma energia, para ir vencendo o avanço da floresta, e mantendo a pouca terra de cultivo, que ainda existe. Mas será por pouco tempo, pois as camadas mais jovens não estão interessadas em dar continuidade ao cultivo da terras.
"Uma queimada no Algar, na horta do Sr. Firmino, só assim se consegue manter as hortas limpas"
PERIGO EMINENTE As habitações hoje encontram-se em perigo de serem absorvidas pelos fogos, pois as zonas junto à povoação, cada vez mais estão cobertas de floresta, as oliveiras e os terrenos que anteriormente eram de cultivo, estão completamente cobertos de silvas, estevas, fetos e erva com alturas consideráveis. As poucas pessoas que apanham a azeitona, são as que, ainda mantém, as oliveiras limpas das silvas e arbustos. No entanto, estas condições são muito favoráveis à fauna local.
"Apanha da azeitona" MEIO FLORESTAL Apesar dos devastadores incêndios, este lugar ainda se encontra florestado. A essência arbórea largamente dominante é o pinheiro - bravo. Encontram-se aqui, também, os carvalhos, os castanheiros e os eucaliptos - comuns. A presença dos medronheiros confirmam a existência de uma elevada humidade ambiental. O sobreiro actualmente aparece muito disperso. Esta zona com efeito é uma das mais florestadas. O homem tem sido o responsável pela presença do pinheiro - bravo numa área outrora revestida de carvalhos. Estes pinhais ou matas artificiais são de valor muito inferior, do ponto de vista biológico e paisagístico, ao das antigas matas naturais. Os solos são xistosos, no estrato arbustivo ocorre a giesteira, o rosmaninho, a esteva, o lentisco - bastardo, a queiró o trovisco e a carqueja. O pinhal para além de produzir madeira e resina, protege o solo contra os agentes erosivos.
"A flor de Esteva" Acidental ou criminoso, o fogo encontra nos pinhais um terreno fértil para nascer e propagar rapidamente. Isto, resulta essencialmente, da presença de substâncias altamente inflamáveis como a resina e a caruma seca. No que diz respeito à fauna, ele tem uma repercussão muito significativa ao nível dos recursos alimentares e das disponibilidades de refúgio. Na fase em que o solo está ainda quase a descoberto (que já não é o caso, e ainda bem, pois aos solos estão cobertos de vegetação), podendo ser vistas algumas aves embora em número reduzido: o tentilhão - comum, o pintarroxo - comum e, nas árvores queimadas, o chapim - de - poupa. Ao quarto ano, o estrato arbustivo está completamente formado; é denso e dominado por giestas e tojos. Sobre o solo nota-se a presença de líquenes, musgos e plantas bolbosas e poucos pinheiros. A ornitocenose deste estado evolutivo é semelhante, em composição, àquela que existia dois anos após o incêndio; contudo a sua densidade (número de aves por unidade de área) é bastante elevada, havendo uma ou duas espécies que dominam a comunidade (felosa - do mato). Aos oito anos de evolução a área evidência um fechado e alto estrato arbustivo do qual se destacam os jovens pinheiros em grande quantidade. O fogo, mas também a fraca produtividade dos solos, em especial nesta área de xisto, são razões suficientes para que os donos da terra cedam a utilização da mesma às companhias de celulose que aí instalam o eucaliptal. Atendendo a que um eucaliptal com cerca de quatro anos tem a mesma "estatura" de um pinhal de quatorze. Na altura do corte, com aproximadamente dez anos de vida, ele forma um povoamento equivalente ao de um pinhal de quarenta ou mais anos. Compreende-se assim, que o eucaliptal tenha rapidamente sido instalado nos terrenos despidos de vegetação arbórea, que aqui abundou, após o ultimo grande incêndio de há 20 anos. O eucaliptal é pobre, tanto do ponto de vista florístico, como do ponto de vista da avifauna. Verifica-se que, relativamente à avifauna, a densidade de aves é muito baixa. Nesta área existem as seguintes espécies faunísticas: AVES Nos pequenos vales, sobrevivem a custo sistemas agrícolas fechados, destinados ao consumo familiar, nos quais sobressaem os pomares e a horticultura.
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| SOBRE A FAUNA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Neste ultimo século, o declínio dos efectivos populacionais de muitas espécies, tal como a extinção de outras, marcaram pelo aumento dos impactos humanos nos ecossistemas. A devastação dos habitates, sobretudo a partir dos anos sessenta, para aproveitamento agrosilvícola dessas áreas, foi responsável pela grande e rápida delapidação da nossa fauna.Delapidação esta, a que também não são alheias as ilegalidades associadas à caça, nomeadamente, o abate de espécies protegidas e o controle de predadores. PATRIMÓNIO NATURAL Rochas xistentas
"urze vermelha nas pedras de xisto"
"Barroco no Porto da Pereira"
"Horta com Malmequeres, no Porto da Pereira"
"Palheira Típica"
" Outra Palheira Típica"
"Casa Típica, junto a uma Sobreira"
"Vista do Cabeço da Urra, no Sobral de Baixo"
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PERCURSOS NATURAIS PELAS CUMEADAS DO SOBRAL DE BAIXO A zona onde se insere a aldeia de Sobral de Baixo , apresenta magestosas serranias e colinas xistentas. Os cumes das serranias são arredondados, apresentando panoramas grandiosos, como os que se contemplam do alto, a caminho do lugar "Encosta do Sobreiro" (zona onde está construído o reservatório de água que abastece a povoação do Sobral de Baixo), não deixando indiferentes os caminheiros que por aqui passem. Subindo pela encosta da serra, seguindo a estrada florestal, chega-se ao lugar "Mina do Cimo do Barroco do Joaquim" , onde está a "Mina" , que abastece o reservatório. Esta mina está escavada na serra e tem aproximadamente 40 metros de comprimento. Ao chegar ao cume da serra, vira-se à esquerda e segue-se pela estrada alcatroada até chegar ao eucatipal do Américo Alexandre. Tomando a estrada florestal segue-se em direcção ao "Algar".Neste recanto, pode-se beber água fresca da serra e desfrutar da paisagem ouvindo o chilrear dos pássaros.
"Poço do Algar"
Da parte de baixo, da horta do Américo Alexandre, conhecido pelo lugar da "Chegada ao Cimeiro", pode-se observar a "Mina do Chão" .A quem se aventurar a percorrer a mina terá que ter toda a precaução, pois esta não é visitada há muitos anos. No entanto, é um bom refúgio para os Morcegos. Esta mina, foi construída com muito esforço pelo Manuel Pedro e José Maria Pedro.
"Sr. Américo Alexandre e Sra. Ilda na horta do Algar"
Seguindo o caminho de cabras, na encosta da serra do lado esquerdo, chega-se ao lugar "Vale da Pendôa" , onde se pode contemplar as zonas de cultivo.
"Vista da horta do Sr. Firmino no Vale da Pendôa" Subindo a encosta da serra, chega-se à estrada florestal que dá acesso à povoação. Ao longo desta estrada, verifica-se a existência de colorido Urzeiral e Esteval e amplas paisagens. A pureza do ar da montanha acompanha-nos. As estevas e as urzes não abandonam o trajecto cumeeiro, a perder de vista.
"Urzeiral" De facto, os urzeirais que se encontram nas áreas elevadas, constituem um estrado arbustivo de grande variedade florística: urze vermelha, torga, esteva, rosmaninho e giestas.
"Vista das hortas do Vale da Pendôa"
"Vale da Pendôa"
"Plantação de uma Figueira no Vale da Pendõa"
Seguindo o caminho do "Porto da Pereira" , "Fonte Velha" , em direcção ao "Pochancão", do lado direito, pode-se observar o "Túnel do Barroco" e o" Moinho" já em ruínas.Seguindo a estrada florestal, do lado esquerdo, chega-se ao lugar "Figueiró", onde se pode desfrutar a bonita paisagem e as hortas do José Alexandre bem arranjadas. No poço da Figueiró, pode-se beber água fresca.
"A caminho do Pochancão"
"No caminho do Pochancão"
"No moínho do Pochancão"
"Horta do Ponchancão, junto à parede de xisto"
"Na horta do Ponchancão, à sombra dos Kiwis"
Do " Pochancão" do lado direito do barroco, pode-se seguir o caminho de cabras com direcção ao cimo da encosta da serra e por sua vez, tomar o caminho da "Côs-Sobreira".
"No caminho da Figueiró vêm-se as urzes e os rosmaninhos"
"Couval na horta da Figueiró"
"Na Figueiró junto ao pontão do Barroco"
"Horta da Figueiró"
"Horta da Figueiró cultivada"
"No poço da Figueiró"
"Brincadeiras no Poço da Figueiró"
A partir daqui, pode-se tomar dois caminhos: Primeiro, o caminho florestal que liga a "Figueiró" às "Almas" que dá ligação ao "Vale da Sancha" e "Vale Trigo" ; o segundo caminho "Figueiró", "Fraga" e "Foz do Sobral", donde se pode contemplar o rio Unhais .
"Vale da Sancha"
"Foz do Sobral"
"Açude da Foz do Sobral"
"Pesca da Truta na Foz do Sobral"
"Vista do açude na Foz do Sobral"
"Pesca aos barbos na Foz do Sobral"
Quem optar pelo trajecto da "Ribeira do Sobral" , pode maravilhar-se com a ribeira e se quiser pode tomar banho nas suas águas frescas e transparentes.
"Um banho Refrescante na Ribeira do Sobral"
"Na Ribeira do Sobral"
"Casas na Ribeira do Sobral"
"A caminho das Casas da Ribeira do Sobral"
"No pontão da Ribeira do Sobral"
"Cabritinhos na Ribeira do Sobral"
"Os cabritinhos"
Na direcção da Pampilhosa da Serra, pela estrada alcatroada, pode-se parar para beber água na "Fonte Salgueiro" . As águas desta fonte provêm de águas perdidas de uma antiga nascente da "Horta do Salgueiro".
"No caminho da Fonte Salgueiro"
"Fonte Salgueiro"
"Vista das casas deTurismo Rural na Ribeira do Sobral"
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