Cubismo

O cubismo, foi um movimento iniciado por Georges Braque e por Pablo Picasso, que apresentou essencialmente duas grandes influencias, as obras de Cézanne, e a arte Africana, que se podem facilmente identificar na obra: “ As Demoiselles d’Avignon”, que coincidiram com o aparecimento este movimento.

 

Este movimento pode ser divido em três fases, a primeira delas a fase Cézanniana, em que tudo na natureza, se poderia reduzir a cones, cilindros e esferas, e em que, os vários elementos são definidos por grandes planos de cor.

          

 

Depois a fase analítica, em que o artista representa não só o que vê, mas também o que conhece, sendo representadas varias partes não visíveis do objecto observado, resultando numa complexa composição formal. As obras são monocromáticas, trabalhadas numa cor base, que andava em volta dos ocres e cinzentos esverdeados, numa fase de teorização do Cubismo, em que os temas eram essencialmente naturezas mortas.

              

 

A chamada fase das colagens, foi uma fase intermédia, entre a fase analítica e a fase sintética, no qual eram introduzidos elementos exteriores ao quadro. O cada vez maior abstraccionismo das obras, estava ligado à mentalidade matemática e intelectualizada dos seus autores. A par das formas simplificadas, surgiu a cor vibrante, a sobreposição e transparência de planos. Os temas do Cubismo analítico, foram mantidos, mas aqui foi utilizado claramente um processo de simplificação, eliminando tudo o que era acessório.

               

 

Por fim a terceira fase, o Cubismo Sintético, que se distingue das outras por ser, a mais sintética, mais abstracta, e a mais geometrizada de todas as fases do Cubismo. Esta, fase pode ser subdividida em outras duas, o Orfismo, e a Secção de Ouro.

A primeira das duas fases de trabalho da cor, é a chamada fase do Cubismo Órfico”, por Robert e Sónia Delaunay, no qual o lirismo aliado à exaltação da cor serviu de elementos base, para o desenvolvimento destas obras. A expressão Orfismo ou Cubismo Órfico, provem do nome do herói grego Orfeu, que encantava tudo e todos, incluindo os animais a própria natureza, com os seus dotes musicais. Segundo o poeta Guillaume Apollinaire, o Orfismo, seria então a arte de pintar, como se de um jogo poético, ou de uma composição musical se tratasse, como em Kandinsky.

 

              

 

A Secção Áurea dos irmãos Villon Duchamp, conservou do Cubismo, apenas o fraccionamento geométrico da superfície pintada, os artistas que seguiam esta tendência, apenas tinham em comum a admiração por Cézanne, e a sua visão construtiva do mundo. A definição de Secção de Ouro provem de uma medida, uma proporção, formulada por Vitrúvio, que definia a proporção ideal entre duas grandezas. Esta proporção foi retomada no Renascimento com o tratado da “Divina Proporção”, de Luca Pacioli, e o “Tratado da Pintura” de Leonardo da Vinci. Estes conhecimentos serviram de base, para o desenvolvimento de conceitos como, a “visão piramidal do Homem”, segundo o qual, o olho humano seria o vértice de varias pirâmides, provenientes de todo e qualquer objecto observado. A substituição dos planos estáticos das fases anteriores, por estes novos planos piramidais, conferiu um novo movimento e dinamismo, ás obras realizadas.

 

               

 

 

 

 

 

Formula da “Secção de Ouro “

1=1,618 
0,618 1

 

 

Inicio Anterior  Seguinte