A Art Déco, está situada entre as duas grandes guerras, nos chamados
“loucos anos 20”, nos quais a Art
Déco era a moda.
Com a
industrialização, os bens consumíveis estavam mais acessíveis, estando consequentemente,
também, mais acessível a arte para as massas. Esta arte, foi aplicada com
sucesso à promoção de novos produtos, como os meios de transporte, o cinema, o
gramofone, cosméticos, etc., dai o grande desenvolvimento dos cartazes.

Na arte dá-se
uma sucessão de “ismos”, que tinham
em comum, com a Art Déco, a geometrização.
Com o “crash” na Wall Street, a América cai em
desgraça económica, há um grande contraste entre a alegria de viver de uns, e a
miséria de outros.
É em França,
com as “Expositions de Arts Decoratifs et Industriels
Modernes”, que a Art Déco tem origem. Este é um estilo de
extremo luxo e sumptuosidade, no qual se dá importância a peças raras e caras.
A decoração é claramente supérflua, havendo preferência pelo rigoroso
geometrismo.

Esta decoração
ostensiva, era responsável pela criação de objectos kitsch,
o que sucedia também, por se copiarem objectos, produzidos industrialmente, que
consequentemente teriam uma pior qualidade. Os objectos deixaram de ser
funcionais, para passarem a ser, dispensáveis, dada a sua inutilidade pela
decoração exagerada.

A Arte Déco
sofreu as influências da escola de Glasgow, herdando a linha geometrizada, os
ângulos e as arestas vivas lembrando o Cubismo.

Sofreu também
influências de outras culturas (exotismos) tais como a arte egípcia, africana,
mexicana, etc. O gosto de Frank Lloyd
Wright também foi uma grande inspiração para muitos artistas.
A concretização desta arte, foi possível, com a utilização de materiais como o ferro ou o vidro. Tornando-se cada vez mais popular, acabou por se encaminhar na filosofia da produção em massa, suprimindo a decoração supérflua e reduzindo os custos.