HISTORIA DO TORRÃO

 

Qual a origem da palavra Torrão?

A origem do nome Torrão vem de Torrejam que significa Torre Grande. (Na data 264 a.C. Guerras Púnicas.)

Na época islâmica. o nome era: hisn Turrus

 

Nota: Parece por volta do seculo V, a.C. na altura da civilização celta, o Torrão chama-se; (Erio geeraendee deo esuel)     

 

TORRE

Torrejam

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S. FAUSTO

Por volta do ano de 280 A.C. era uma orada que tinha o nome de "Os Aflitos". Dizia o povo que quando havia pragas de mosquitos, as pessoas corriam a esta orada para que fossem salvos. Situada perto da Anta, esta Igreja foi consagrada a S. Fausto. Fausto foi morto montado num cavalo em Córdoba. A imagem aparecia na Anta sendo posteriormente lapidada e colocada na Igreja dai o nome de Igreja de S. Fausto. S. FAUSTO era o protector deste povoado contra as febres, pragas e pestes.

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IGREJA DE SÃO JOÃO DOS AZINHAIS

 Verificava-se a passagem dos Romanos pela nossa Vila através de um Templo de Adoração Romana com o nome de Templo Júpiter Olímpico, construído 400 D.C. que permaneceu até 682 D.C. Pelos vestígios que ainda hoje é possível verificar considera-se que templo tenha sido construído no local onde já teria existido um Templo Visigótico.

No ano de 682 D.C. os Romanos fizeram uma xassima  em Espanha-Andaluzia e degolaram dois irmãos de 11 anos de nome Justo e Pastor. Este acto provocou grande revolta no povo do Torrão. Derrubaram o Templo e, no mesmo local construíram uma orada em honra dos Santos Mártires, Justo e Pastor, nome que permaneceu até ao séc. XVIII. Esta Igreja foi restaurada pelos Cristãos e tem hoje o nome de Igreja são João dos Azinhais.

ESTA É A INSCRIÇÃO MAIS ANTIGA DA VILA DO TORRÃO GUARDADA NA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA:

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TRADUÇÂO
Este edifício iniciado, em honra dos Santos Mártires, Justo e Pastor, a quem consta que foi consagrado finalmente foi terminado este trabalho na Era de César ou Espánica corresponde ao ano de 682 D.C.

Foi aqui que Dom Afonso Henriques acampou o exército um dia antes de reconquistar Beja. Diz-se que a reconquista foi bem sucedida graças ás preces a Justo e Pastor. Assim ficou o Templo classificado pelo Rei como Templo Pagão.

 

Cruzeiro ou Obelisco da Algalé – Massacre de Algalé

Este Cruzeiro ou Obelisco de Algalé em Torrão Alentejo, pretende manter a presente lembrança de uma das mais negras páginas da História de Portugal escrita com o sangue da intolerância política: as vítimas do massacre de Algalé.

Este episódio foi talvez o mais cruel das Guerras civis Portuguesas do Século XIX.

Aqui da tua Pátria os defensores tragaram do Martírio inteira taça a viandante leva as lágrimas e as Flores. Lê só curva o joelho adora e passa.”

Escreveu António Feliciano Castilho para o monumento á Memória de cerca de uma Trintena de presos ali executados, em 4 de Novembro de 1833, na sequência da derrota dos liberais na batalha da Barrosinha em alcácer do Sal, dois dias antes (do massacre). Monumento que se encontra na Várzea da Ribeira de Algalé na estrada Torrão-Alcácer ao Kilómetro 9, como museu em honra das vítimas da Xassina.

Além do epitáfio estão gravados nas quatro faces da pedra a discrição das circunstâncias em que ocorreu o Massacre e os nomes apurados dos Mortos. Rezam os primeiros desses dizeres vinte e nove oficiais do Exército da Rainha a Senhora D. Maria Segunda, sendo prisioneiros pelas tropas do “ O Surpador” da Batalha que em Alcácer ocorreu no dia 2 de Novembro de 1833. Esses Oficiais foram conduzidos para Campo Maior com 443 seus Camaradas também prisioneiros sendo aleivosamente chamados á frente como protesto de mudança de direcção para o caminho de Beja, a fim de se pouparem aos incómodos duma mais extensa jornada. Assim foram neste lugar barbaramente fuzilados por seis soldados, no dia 4 do referido mês e ano. Foi mandada e presidida tão nefanta execução por Diogo José Vieira Noronha, Carregaldor de Beja pelo Governo da Esurpação e Ignácio dos Montinhos Alferes dos realistas pelo mesmo Governo.

Verifica-se a identidade de 17 ou 18 das Vítimas, mas dúvida derivada do sumiço do embutido da gravação que não permite distinguir os nomes dos outros. Não se trata naturalmente do único registo coevo do episódio que não obstante o muito sangue feito correr pelo conflito entre obsulistas e liberais, deu brado ao tempo pela sua cruel dimensão a quem se referia a Diogo de Noronha como o Grande Carrasco ao comandar o fuzilamento.

Diogo de Noronha obedecia à ordem do General José António de Azevedo Lemos, como alegou mais tarde. Os presos eram conduzidos aos 4 para a vala e fuzilados e enquanto recarregavam as armas, os outros avançavam para a vala. Sobre o número de vítimas eu no obelisco refiro28, Bolhão Pato, refere 26 a diferença pode estar em três prisioneiros que escaparam `sorte dos camaradas. Um o Morgado Ferreira em circunstâncias que Bolhão Pato diz milagrosas, outros dois libertados na véspera pelo próprio executor do Massacre. Diz-se que na Batalha da Barrosinha-Alcácer morreram mais liberais atolados no Lodo que na própria guerra com os Miguelistas. Daí os Miguelistas que conheciam o terreno saírem vencedores.

 

Capela de S. João da Ponte

Foi mandada construir por Severino José Xavier e outros devotos. É uma Construção do Séc. XVI e foi restaurada muito recentemente.

Igreja e Convento de São Francisco

A Igreja possui Altares de grande beleza e no Convento destacam-se os claustros onde estão arquivados alguns exemplares da epigrafia romana.

A Igreja e o Convento sofreram grandes obras de remodelação no século XVIII, sendo o Convento fundado no século XVI, e entregue à ordem Franciscana.

A Igreja de S. Francisco foi vendida em Aste Pública, a seguir à Inquisição, sendo o seu proprietário o Sr. José Moniz Pereira, que a doou à Santa Casa da Misericórdia do torrão para nele ser feiro um hospital. Porém o Pároco Sr. Padre Daniel veio para o Torrão em 1956 e apresentou de modo a fazer ema permuta entre o Palácio dos Viscondes do Torrão que era património da igreja e o edifício de s. Francisco que era Património da santa Casa da Misericórdia. A permuta foi feita em 1959 sendo a mesma registada em acta. Actualmente a Igreja pertence á Igreja católica e o Convento funciona como IPSS.

 

Convento das Freiras

Teve origem num recolhimento para beatas fundado por Brites Pinto em 1560. Em 1599 a Infanta D. Maria, filha de D. Manuel, transformou-o num Convento de Freiras, Ordem das Clarissas, consagrando-o a nossa Senhora da Graça. Na altura da Inquisição o Convento foi vendido em Aste Pública à família do Sr. António Mendonça, que vendeu a horta ao Sr. Moreira. Perto dos anos 90, o Convento foi vendido ao Sr. Joaquim Pinto e a horta ao Sr. António Maria Farião.

 

Ponte da Calçadinha Romana

Pertencem à Cultura Romana segundo André de Resende datam Séc. V.

 

Monte da Tumba

Representa vestígios do primeiro povoado fortificado no Torrão, povoado do calcolítico (Idade do Bronze). Com casas de pedra e planta circular, com grande muralha a circundá-lo. Verificam-se vestígios de objectos em sílex, pedra polida e em barro cru.

 

Igreja do Carmo

Esta Igreja situa-se no edifício da junta de freguesia do torrão, antigo paços do Concelho. Passou para a Junta como doação em 1280. Em 1938 nesta Igreja foi criada a Casa do Povo do Torrão.

Entretanto o Padre Manuel Diogo Grego, ocupou a igreja em 1944, que em vez de a colocar ao dispor do culto arrendou-a à transportadora Alcarense, retirando dai os lucros. O Sr. Presidente da Junta na altura, não concordou e voltou novamente à Freguesia, sendo hoje casa de comércio.

 

Igreja da Matriz

Foi construída na época Medieval e reconstruída no Séc. XVI, sendo consagrada a nossa Senhora da Assunção.

No interior existem várias sepulturas com inscrições Portuguesas, tem um esplêndido portal Manuelino encimado pelas armas Reais e é um belo templo de três naves com oito pilastras octogonais, de mármore, cujos capitéis, todos diversos são do Renascimento. Tal como algumas das suas tábuas pintadas.

A sua beleza vai ainda para os diversos altares e capelas consagradas a Sr.ª dos Remédios, Santa Catarina, Capela do Nome de Jesus e capela das Almas.

 

Palácio dos Viscondes do Torrão

O Palácio do Viscondes do Torrão pertenceu aos Viscondes do Torrão e aos Duques de Aveiro. Teve como primeiros proprietários José Baião Lança Parreira do Sado e D. Catarina que casou com Joaquim Magalhães Mexia Macedo e Serra, Fidalgo da casa da suplificação e senhor da Casa da Lousã.

Deste casal nasceu em 1811 primogénito, Jerónimo de Magalhães Baião de Sande Lança Mexia que foi Primeiro Visconde por decreto em 14 de Setembro de 1855, tendo falecido em 1875.

D. Miguel Távora que eleitou no Palácio antes do Visconde era família de D. Catarina José Baião e Lança Ramo ao qual estava ligado á família dos Duques de Aveiro.

O palácio foi confiscado e entregue á Igreja á qual pertenceu até 1959, altura em que foi feita a permuta com a Igreja de São Francisco e o Palácio, estando registado em acta na Santa Casa da Misericórdia do Torrão. Acta de 1959.

Este palácio é actualmente propriedade da Santa casa da Misericórdia do torrão e foi recentemente restaurado.

 

Ermida Nossa Senhora do Bom Sucesso

A Ermida foi construída por ordem de D. Manuel I que era Duque de Beja e rei de Portugal, daí a ligação ao Torrão. Gostou do sitio e ergue a Orada sem a galileia nem anexos. Foi D.Manuel que em 1512 veio de Lisboa a Évora e trouxe com ele um dos seis irmãos de Vasco da Gama de nome Sebastião Gama para a inauguração, encontrando-se o irmão deste, Vasco da Gama, no Mar.

Ao inaugurar a orada deu novo Foral da Vila do Torrão, passando o Torrão a ter dois Forais da Vila.

No Séc. XVIII acrescentam os anexos e a galileia tal como está na data da pia Baptismal, sendo o telhado restaurado em 1959 e o novo restauro e ampliações de anexos em 1999.

A cruz que se encontra na frente do monumento está datada de 1958. Esta cruz não é original pois essa foi construída em 1850.

No entanto foi substituída por outra que veio do Distrito de Beja a cargo do senhor António José Sanona, que a transportou gratuitamente em 1958, daí ficar assinalada a data acima indicada.

 

Cruzeiro da Igreja da Misericórdia

O Cruzeiro foi colocado no largo em 1817 onde permanece até aos dias de hoje. Anteriormente este cruzeiro estava situado na frente do edifício da Igreja porem foi necessário proceder á realização de umas obras, nomeadamente avançar com o edifício na frente, pelo que o cruzeiro teve de ser retirado.

Igreja Nossa Senhora da Albergaria

 A Igreja da Santa Casa da Misericórdia do torrão ou seja Igreja Nossa Senhora da Albergaria, foi mandada construir por D. Margarida de Areda em 1945 e foi restaurada em 1994.

D. Margarida de Areda era contra a ideia de esta Igreja fazer parte das Misericórdias e devido a isso as obras de construção da Igreja na altura pararam e

só foram concluídas em 1636, quando finalmente a Igreja foi englobada nas Misericórdias por ordem do Cardeal D. Henrique.

Esta Igreja possui no seu interior 4 retábulos de arte Sacra, pintados á mão, do Séc. XVI., alusivos á Anunciação, Visitação, Nascimento e Calvário. Pode ainda admirar-se o lindo altar de talha em ouro. No seu interior possui ainda imagens em madeira maciça referentes á Nossa Senhora da Albergaria, Nossa Senhora  de Fátima, S. Vicente Bispo S. Agostinho e ainda o Menino Morto feito em marfim.

 

Fonte Santa

A Fonte Santa é um vestígio da época Romana. Tem uma conduta de 100 metros.

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