Poiares - algumas informações...

 

 

Brasão de Poiares

Orago:
S. Tiago.

Actividades económicas:
Agricultura e pecuária, transformação de madeira, indústria têxtil, construção civil e pequeno comércio.

Festas e romarias:
S. Roque, Santo António e S. Tiago (Domingo após 16 de Agosto), S. Miguel-o-Anjo (Domingo após 29 de Setembro), Senhora de Fátima e S. Sebastião (Junho).

Património cultural e edificado:
Igreja paroquial, cruzeiro na Capela da Senhora de Fátima e Capela de S. Roque.

Outros locais de interesse turístico:
Largo de S. Roque, quintas da Torre e dos Vianas, monte da Padela e calvário da Costa da Portela.

Capela de S. Roque

Artesanato:
Cestaria e tanoaria.

Colectividades:
Amigos da Cultura, Grupo Coral de Poiares, Rancho Folclórico Etnográfico da Casa do Povo de Poiares.

Se queres saber mais sobre Poiares contacta-nos!

 

 

A freguesia de Poiares, situada na margem direita do rio Neiva, dista cerca de quinze quilómetros da sede do concelho.

Dela fazem parte os seguintes lugares: Airão, Cal do Rego, Campo, Corvela, Devesa, Fontela, Igreja, Lagos, Lobagueira, Outeiro, Pedregal, Regadia, S. Roque, Senra, Souto e Torre.

A povoação local é muito remota, como se deduz do próprio topónimo Poiares (do latim, Poidales) e de outros, antigos, como Barro (o nome comum "barro", significativo de povoação na Idade Média), Calvete (que aparenta a forma de um genitivo, Calveti, talvez "villa"), Senradiça (derivado de "senra", termo resultante de uma das séries fonéticas do latim senara) e, principalmente Arosende (de origem germânica, sueva ou goda, correspondente a uma Arosendi "vilIa", de um Arosindus ou Arosendus, nome alatinado mas genuinamente daquela filiação - o que indica a ocupação local pelos invasores germânicos ou a presúria dos reconquistadores neo-góticos).

Ainda na toponímia local, é curiosa a referência e permanência do lugar da Torre, motivo que poderá levar a poder-se concluir pela existência, em tempos idos, de uma torre, talvez anexa a uma casa senhorial, de origem medieval.

Faça-se particular referência que a Casa da Torre pertenceu a um notável da freguesia, o Padre António.

Antes de 1258, um D. Soeiro e sua mulher, D. Maria, haviam doado à igreja local dez teigas (medidas antigas de secos) anuais, de que encarregaram, por suas almas, uma sua herdade.

O notável D. Pedro Anes "de Portocarreiro", rico-homem da primeira metade do século XIII, deu aqui um dos seus filhos a criar, a um Domingos Soares.

Toda a paróquia pagava, por esses tempos, à Coroa, por fogo, um frangão e seis ovos (pela Páscoa); dava, mensalmente, a "vida" aos exactores fiscais; e os moradores peitavam a voz e coima, iam à intorviscada e à anúduva ao castelo de Aguiar.

Poiares foi uma vigairaria da apresentação do cónego mestre-escola da Sé de Braga. Passou sucessivamente a abadia, reitoria e priorado.

Foi uma das freguesias que inicialmente constituíram o julgado medieval de Aguiar (de Neiva), de que uma pequena parte, incluída ela própria, veio muito mais tarde a entrar no concelho de Ponte de Lima, tal como hoje existe.

Não era nos meados do século XIII do padroado real, e devia, já então, ser apresentada a sua igreja pelo mestre-escola da Sé bracarense, como nos últimos tempos dos padroados sucedia.

As Inquirições de 1258 relatam, no entanto, que o rei possuía na freguesia duas leiras bastante extensas - pois registavam-se algumas herdades dentro dos seus limites, trabalhadas por pessoas da localidade, pagando delas fossadeira, expressa em dinheiro, linho, ovos ou frangos -, das quais pagava foro.

O documento refere igualmente a abundância de amádigos, isto é, de privilégios de "honra" que arrastavam consigo a isenção de tributo e impostos não só da casa do lavrador cuja mulher servia de ama de peito a um filho de cavaleiro ou fidalgo, mas também todo o lugar e vizinhança onde o lavrador morava.

Estes privilégios foram abolidos pelo rei D. Dinis. Em Poiares contavam-se, pelo menos, onze.

Do inquérito fica também a saber-se que aqui detinha uma herdade, comprada a Domingos Cabrito, o Mosteiro de Carvoeiro, um dos senhorios eclesiásticos, ao lado de Vitorino de Donas e de S. Romão de Neiva, que mais terra possuía na margem esquerda do rio Lima.

A igreja paroquial, datada de 1746, é a obra-prima do património construido em Poiares, e justifica particular atenção.

Nesta freguesia nasceu o escritor seráfico e pregador frei Pedro de Poiares, que viria a falecer em 1678.

Os trabalhos artesanais de cestaria e tanoaria merecem a especial atenção de quem visita a freguesia

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