BLOCO DE
ESQUERDA
INTERVENÇÃO NA REUNIÃO DA ASSEMBLEIA DE
FREGUESIA DE CASTELO BRANCO
Senhor Presidente e senhoras Secretárias da Mesa
da Assembleia.
Senhor Presidente e senhores Vogais da Junta.
Senhoras e senhores Membros desta Assembleia de
Freguesia.
Senhores Jornalistas.
Público em geral.
O Bloco de Esquerda é, passados 31 anos sobre o 25
de Abril de 1974 e 6 anos sobre a sua existência como Partido Político, uma nova força Autárquica em Portugal e
também nesta Freguesia.
O Bloco de Esquerda, duplicou a sua votação em relação às eleições Autárquicas de 2001,
porque “o que é novo cresce”, e nos crescemos, os Albicastrenses, os jovens e os menos jovens, acreditaram e
acreditam, em nós.
Acreditaram e acreditam, porque nos identificamos, como uma esquerda moderna, socialista,
empreendedora, cheia de energia alternativa.
A nossa afirmação assenta nas intervenções políticas e nas propostas apresentadas, e no abnegado
trabalho militante.
A luta pela
transparência, a denúncia do amiguismo partidário, dos afilhados, dos
familiares, do tráfico de influências, são combates indispensáveis, aos quais não
voltaremos a cara.
A debilidade
na vida democrática,
que tem vindo a ser posta a nu nos dias de hoje, é reflexo do laxismo e da indiferença,
com que é encarado o desempenho das funções Autárquicas, pela grande maioria
dos eleitos, não dignificando os Órgãos a que pertencem, levando ao
afastamento cada vez maior dos cidadãos das decisões, rumo este que
o Bloco de Esquerda quer alterar, com o
respeito e empenho dos seus representantes, nos Órgãos para que foram
democraticamente eleitos.
O lema, “é
preciso é obra”,
que conduziu a fazer sem planeamento nem estratégia, tem-se revelado pernicioso por possibilitar, em muitos casos,
autênticos atropelos ambientais, contribuindo para a deterioração prolongada e
contínua da qualidade de vida das pessoas.
A obra Autárquica
deixa muito a desejar
em inúmeros casos, e tantas e tantas vezes, não questiona sequer, os meios lícitos e ilícitos com que é
construída.
O Bloco de Esquerda, põe em causa estas políticas Autárquicas levadas a efeito pelo Partido Socialista,
nestes últimos anos, e pelo Partido Social Democrata, num passado, que não
esqueceremos, muitas vezes com o
silêncio comprometedor de outros partidos com representação nos Órgãos de
decisão.
Propomos, uma
nova geração de políticas Autárquicas, uma nova exigência às e aos cidadãos,
que acabe de vez com o marasmo
continuista.
Eu, como representante eleito pelo Bloco de
Esquerda nesta Assembleia, serei um
membro atento e vigilante, farei uma oposição construtiva e responsável à
maioria do Partido Socialista.
Comprometo-me, de acordo com o programa que
apresentei, a defender intransigentemente
os interesses dos Fregueses Albicastrenses e das suas anexas, para no final lhes
prestar contas.
Procurarei ser
uma voz activa na apresentação de propostas, que contribuam para o
desenvolvimento desta Freguesia e da
mudança de organização desta Assembleia.
Procurarei ser
a voz dos que não têm voz, contactando
e ouvindo todos os Fregueses, trazendo os seus problemas, do Castelo ao Bairro
do Valongo, da Taberna Seca aos Lentiscais.
Bater-me-ei por uma Junta e Assembleia de Freguesia mais actuantes e mais envolvidas com
os problemas da Freguesia, particularmente, os dos mais desfavorecidos.
Bater-me-ei pela
definição clara e transparente, dos critérios para atribuição de subsídios a
colectividades e grupos de cidadãos colectivos.
Bater-me-ei pela
maior delegação de competências e pela criação de comissões de trabalho plurais.
Bater-me-ei para
que este Órgão não seja mera caixa de ressonância da voz da maioria do Partido
Socialista e do seu Presidente.
Bater-me-ei contra
o despesismo e o folclore eleitoralista, como o que aconteceu no final do
mandato do anterior Presidente da Junta.
Por fim, quero dizer a todos vós, olhos nos olhos,
que o Bloco de Esquerda, não deixará
cair a problemática da divisão administrativa da cidade, promovendo, para
isso, um debate claro e sério, não
esquecendo o referendo popular, pois a opinião dos Albicastrenses é
determinante para tomar esta importante decisão, porque queremos e
defendemos, a maior aproximação de eleitos/eleitores,
para fazer melhor, E NÓS QUEREMOS
FAZER MELHOR.
Luís Barroso, 21 de
Novembro de 2005