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Três alunas da Escola Secundária
de Pinhal Novo (ESPN) viram os seus trabalhos premiados com viagens
à Antárctida e estágios de campo na
Serra da Estrela, numa cerimónia que se realizou no
dia 29 de Junho, no Pavilhão do Conhecimento em Lisboa.
Estes prémios, foram atribuídos na sequência
do concurso "À descoberta das regiões polares",
promovido pelo projecto Latitude60!, integrado no Ano Polar Internacional
(API). Os alunos das Escolas Secundárias de Palmela e de
Pinhal Novo participaram no concurso com trabalhos nas diferentes
modalidades.
Os primeiros prémios nas categorias "Ensaio Científico"
e "Escritor Polar" foram atribuídos às
alunas Inês Murteira e Irina Boteta (11ºA, ESPN) e
consistem em viagens à Antárctida, integradas na
expedição Students on ice. Desta expedição
farão parte outros três alunos de escolas secundárias
portuguesas, que ganharam os primeiros prémios nas restantes
modalidades. As alunas Ana Cláudia Santos (11ºE, ESPN)
e Inês Murteira (11ºA, ESPN) foram contempladas com
estágios de campo na Serra da Estrela, prémio atribuído
a trabalhos na categoria "Escritor Polar". Um grupo
de alunos do Clube de Geografia da Escola Secundária de
Palmela, recebeu ainda um prémio pelo seu iglu feito de
materiais reciclados.
O API comemora-se entre Março de 2007 e Março de
2009. Trata-se de um evento internacional ao qual já se
associaram cerca de sessenta países. Portugal integra o
projecto através de um comité denominado Latitude60!,
que pretende desenvolver e apoiar uma série de iniciativas.
São objectivos do Latitude60! a educação
e promoção de actividades científicas em
várias áreas - ciências biológicas,
ciências atmosféricas e ciências da Terra.
As regiões polares são componentes activas e constituem
sistemas interligados com as restantes regiões do planeta.
Por serem arquivos únicos de informação climatológica,
geológica e biológica, permitem estudar fenómenos
como o aquecimento global, entre outros.
Eugénia Cabrita; Isabel Borges; Madalena Mota (professoras) 29 de Junho de 2007
O biénio 2007-2009 será marcado pelas comemorações do Ano Polar Internacional (API). Este será um evento internacional ao qual já se associaram cerca de sessenta países. Portugal integra o projecto através de um comité denominado Latitude60 (Lat60!), que é composto por cientistas de duas universidades (Gonçalo Vieira do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, e José Xavier do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve) e pela Associação de Professores de Geografia (APG). O Lat60! pretende desenvolver e apoiar uma série de actividades cujos objectivos se prendem com a educação e promoção de actividades científicas em várias áreas - ciências biológicas, ciências atmosféricas e ciências terrestres. As regiões polares, sendo componentes activas e sistemas interligados com as outras regiões do planeta, permitem estudos valiosíssimos por serem arquivos únicos de informação climatológica, geológica, biológica entre outras. Têm sofrido algumas alterações nos últimos anos e são áreas de grande interesse científico pela grande quantidade de informação que possuem e pela potencialidade que essa informação tem de nos fazer compreender o funcionamento de diversos sistemas (atmosféricos, biológicos, geológicos, etc.).
O Lat60! é um programa de educação interdisciplinar que pretende envolver todos os graus de ensino. Apesar de estar a ser desenvolvido em Portugal, o Lat60! está associado ao API, logo pertence a uma rede global ligada ao estudo das regiões polares. Pretende desenvolver elos entre a sociedade em geral e os cientistas. É um projecto que visa motivar e envolver os jovens dando garantias de solidez científica e educativa. O Lat60! pretende promover o diálogo entre a ciência e a comunidade, disponibilizando apoios diversos às escolas que se queiram envolver. Os apoios traduzem-se em acompanhamento científico, palestras, materiais didácticos, concursos, exposições entre outros, e contribuirão para um maior conhecimento das regiões polares e das suas potencialidades no que respeita aos estudos de várias áreas científicas.
As Escolas Secundárias de Palmela e de Pinhal Novo associaram-se a este projecto e têm programadas várias actividades para envolver os seus alunos e toda a comunidade escolar. De modo a envolver diferentes níveis de escolaridade, serão preparadas algumas actividades para aulas de Geografia e Estudo Acompanhado de 7º, 8º e 9º anos, bem como para aulas do secundário. Estarão também envolvidas turmas de Cursos de Educação e Formação.
Assim, e para abrir o ano lectivo, foram preparadas fichas de trabalho para o sétimo ano de escolaridade (altura em que se fala de descrição e observação de paisagens) em que é pedido aos alunos que descrevam paisagens polares. A descrição deverá passar pela identificação de elementos naturais e humanos, mas também deverá incidir nas sensações e impressões que tais paisagns transmitem (sensações de frio, silêncio, solidão, etc.). Será também pedido aos alunos que levem fichas semelhantes para casa para que os seus familiares (como pais e avós) as preencham. Far-se-á então o tratamento da informação com o objectivo de aferir quais os conhecimentos que as diferentes gerações têm acerca das regiões polares. O tratamento e apresentação dos dados obtidos será feito com alunos mais velhos, possivelmente num clube de Geografia ou em aulas de Estudo Acompanhado e Área de Projecto. Esta parte da actividade permitirá também o desenvolvimento de competências ao nível da estatística e da construção de gráficos.
Este projecto estará ainda associado a outro evento internacional, o GIS Day , cujo objectivo é divulgar a importância do conhecimento geográfico, das ferramentas de análise espacial (como os Sistemas de Informação Geográfica - SIG) e do papel que este conhecimento e estas ferramentas têm no dia-a-dia de qualquer cidadão. Os SIG são ferramentas de grande importância em análise espacial, pois permitem facilitar a tomada de decisões baseadas em parâmetros previamente determinados. São ferramentas usadas pelas diversas ciências no sentido de estudar e perceber a interacção dos diversos fenómenos ao nível espacial. A cartografia gerada pelos SIG resulta, assim, da interligação de diversos fenómenos e permite identificar padrões de comportamento de diversos fenómenos no espaço (nas áreas em estudo).´
Os alunos da Escola Secundária de Palmela, bem como alunos da Escola Secundária de Pinhal Novo (pois estas duas escolas dinamizarão o GIS Day em parceria), terão oportunidade de ver e ouvir da parte de alguns cientístas e técnicos, a utilidade dos SIG em situações reais (como o estudo das regiões polares ou o planeamento de diversos aspectos do Concelho de Palmela). Para além disso, os alunos e todos os visitantes e participantes deste GIS Day terão ainda a oportunidade de experimentar usar programas de SIG e ainda realizar algumas actividades com recurso ao GPS.
Tendo tido já a experiência deste tipo de actividades (através da organização do GIS Day 2005 na Escola Secundária de Pinhal Novo , as professoras envolvidas estão certas de que este evento despertará o interesse da comunidade escolar para a importância das TIG (Tecnologias de Informação Geográfica) e para o Lat60!
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