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Miosótis é nome de um grupo de música
portuguesa progressiva com origem numa antiga banda de sótão dos finais dos
anos 70 que se dedicou à composição e arranjos das suas próprias peças, numa
busca continuada de sonoridades alternativas e originais.
Em 2005 foi editado o álbum O
Monstro e a Sereia que combina canções escritas nos primórdios da banda
com temas compostos no tempo presente. Neste trabalho cruza-se um leque
interminável de influências e estilos (desde a balada portuguesa ao jazz,
passando por ambientes explicitamente experimentais), bem como uma equipa de
preciosos colaboradores entre os quais se destaca o guitarrista Manuel Cardoso,
líder do mítico grupo Tantra. Além da música, o grupo aposta fortemente na
vertente poética das suas canções, dedicando sempre um cuidado especial às
palavras. Por todas estas razões não espantou que O Monstro e a Sereia viesse a ser acolhido duma forma bastante favorável pela
crítica especializada nacional e estrangeira.
No mesmo ano a banda organizou-se em
formato permanente de oito elementos para colocar em palco um espectáculo
baseado no referido álbum, ao qual se juntam novos temas e arranjos.
Em 2007 saiu
o segundo álbum da banda – Risco. Aqui a aposta foi menos
experimental e psicadélica mas muito mais madura e com um som mais coeso. A
equipa de colaboradores voltou a ser de grande nível, a crítica voltou a ser
bastante positiva e o trabalho acabou por ser apresentado ao longo do país
nalguns palcos de referência.
Neste
momento a banda ganhou uma nova visibilidade através das recentes aparições na
televisão e a inclusão do seu hit Porto d’Areia
numa telenovela. Ao mesmo tempo está apostada em evoluir para uma sonoridade
ainda mais enérgica. Transpondo decididamente as portas da música mediterrânica
(denominação com que foram baptizados por um crítico de uma revista holandesa)
e sem nunca renegar as suas raízes caracteristicamente portuguesas, os Miosótis
desenharam agora um novo espectáculo baseado num reportório marcadamente
melódico, enquanto continuam a pisar terrenos mais experimentais. As letras
continuam a ocupar um papel importante na obra da banda e assumem-se cada vez
mais como um veículo de intervenção social.