Querido
Amigo:
Estamos outra vez em vésperas do período santo do ano quando velhos e
jovens olham para trás para um acontecimento que está sempre presente na mente
humana, ainda que o acontecimento tenha tido lugar há cerca de dois mil anos,
altura em que nasceu um menino perfeito num casebre no meio do gado. Crianças e
adultos imaginam esta cena e cada um a interpreta à sua maneira; velhos e
jovens preparam-se para celebrar o aniversário deste Menino Divino e o mundo
vive sempre em antecipação este glorioso e santo aniversário. O pinheiro
imortal, o símbolo da vida que perdura, que permanece verde durante todo o ano,
está adornado de velas e colocam-se velas também nas janelas, símbolos de
“Novas de Grande Alegria”, que os Deuses deram à humanidade para a
encorajarem nos seus esforços de consecução e para chegar à meta, que é a
Divindade, - porque o Grande Livro não nos diz que algum dia estamos destinados
a chegar a grandes alturas onde seremos seres perfeitos, feitos à Sua imagem?
O
homem está, no entanto, cego no que respeita à sua herança espiritual,
inconsciente das coisas maravilhosas que o Pai tem reservadas para aquele que é
fiel. Riqueza material, honra, glória, são seus apenas por uma encarnação,
todas estas coisas desaparecerão; mas aquela outra riqueza que o homem acumula,
a riqueza do espírito, é o único tesouro que vale a pena, é a que a alma
nunca perderá. Será guardada para que dela desfrute com o seu Pai que está
nos Céus.
Para
encorajar o homem a procurar este tesouro, Deus enviou o “Seu Filho Unigénito”,
o que veio para que tivéssemos a vida mais abundante. Em cada ano, espera-se o
dia deste nascimento, do Seu Filho, com uma antecipação alegre e expressa-se
um prazer maior no Natal como nunca houve em nenhum outro acontecimento na história
do homem.
Entretanto
o homem sobe a escada da evolução, e quando chega a um estado de maior
entendimento, quando o corpo mental ascender a um grau maior de desenvolvimento,
o homem crescerá também na compreensão do valor dos marcos que lhe recordam a
necessidade de maiores esforços espirituais. A Páscoa da Ressurreição e o
Natal são desses acontecimentos para a humanidade em geral. Para aqueles que
habitualmente não têm interesse pelas coisas espirituais, estes dois dias de
festa pelo menos, trazem à memória, que havia um Ser Sublime que veio para
lhes abrir os mundos celestiais. Mesmo quando estes dois marcos se utilizam para
a ambição material, o homem recorda por meio deles, o Cristo e o Seu aniversário,
e a tragédia da crucificação.
Algum
dia este homem materialista ainda se interessará mais profundamente e começará
a compreender a sua verdadeira celebração.
A
humanidade está a avançar no caminho, apesar das crueldades aparentes da
guerra. Observamos a tendência das cidades e das comunidades de combinar esforços
na preparação das árvores de natal, nas decorações luminosas das ruas
estendendo-se por quilómetros com adornos em honra do aniversário do nosso
Salvador – não se despertará assim com o tempo um interesse maior? As emoções
que estes adornos causam no homem materialista não darão frutos e não o
interessarão algo mais no Grande Espírito em cuja memória se fazem estas
preparações?
Cada
vela acesa, cada árvore adornada, e cada celebração em alguma comunidade,
aproximam esse dia quando todos, como uma grande onda de vida humana, se elevarão
para a vida superior e se abrirão passo a passo para o nascimento do Santo
Menino, o Cristo, nos seus corações. Quando a terrível carnificina da guerra
tiver acabado no mundo, o sangue derramado e os corações que tiverem sido
atravessados pelos pesares e as perdas, ajudarão a trazer ao homem as palavras
de Cristo no capítulo quinto de Mateus, versículo 44 – “Mas Eu vos digo:
amai os vossos inimigos, bendizei os que vos amaldiçoam, fazei bem a quem vos
maltrata, orai pelos que vos perseguem”.
Seus
em serviço da humanidade,
The
Rosicrucian Fellowship,
Mrs.
Max Heindel