Queridos Amigos:
Há cerca de mil anos o homem no seu caminho
da evolução tinha-se revoltado e pecado contra os mandamentos de Deus de tal
modo que a velocidade da Terra tinha diminuído. Os pecados dos filhos dos
homens, a quem Ele tinha dado domínio sobre a Terra e tudo o que nela existe,
eram tão grandes que fizeram com que a Terra se detivesse no seu percurso, e se
não houvesse nada que a salvasse a única coisa que a aguardava era o caos. Se
não se tivesse oferecido um grande Espírito Solar muito mais desenvolvido que
todos os Arcanjos, para ser o Salvador do mundo, a Terra ter-se-ia arruinado.
Este grande Espírito, o Cristo, tomou voluntariamente sobre si a carga desta
rebelde humanidade da Terra. A sua missão era ensinar-lhe o Amor fraternal e a
compaixão. Passando por aquele duro período da crucificação e derramamento
do seu sangue, tornou-se Espírito morador na Terra. E durante dois mil anos tem
suportado essa carga, para que o homem vivesse.
Como respondeu o homem aos ensinamentos
superiores que Cristo predicou durante o seu curto ministério de três anos e
meio em que ocupou o corpo de Jesus? O homem agradeceu-lhe, melhorou; expressou
o amor fraternal e desinteressado? Como se encontra esta Terra? O que fez para a
melhorar? O reino cruel de Jeová terminou, ou o homem continua a procurar a
paga de olho por olho? Quando olhamos à nossa volta e observamos a crueldade e
o egoísmo dos povos de todas as nações; quando estudamos os hábitos das
pessoas em geral, inclinamo-nos a acreditar que o reino marcial de Jeová ainda
não terminou. O mundo está outra vez em poder do cruel Deus da guerra; os
homens confrontam-se de novo num ou noutro campo de batalha. Os homens, a flor
da humanidade, são outra vez obrigados a matarem-se uns aos outros e a matança
é ainda mais brutal do que era há dois mil anos. Devido à mentalidade aperfeiçoada
do homem vê-se actualmente esta mente fria e cristalizada que se usa para a
matança em conjunto. A guerra significa o maior derramamento de sangue e a
maior crueldade, mais vidas sacrificadas com ainda menos esforços do que antes.
No entanto, apesar do homem se confrontar com perigos de guerra maiores, também
se está a fazer um esforço maior para evitar esta actividade belicosa. Estão
a formar-se um maior número de movimentos pela paz e estão a oferecer-se mais
orações que nunca, para contrariar as vibrações estabelecidas pelas nações
desordenadas e pelos seus líderes.
O trabalho do estudante Rosacruz é uma obra
de paz. Deve sempre usar a sua influência para fomentar o Espírito de Cristo e
o espírito da fraternidade e nunca deve expressar ódio ou raiva contra nenhuma
nação ou povo com quem não está de acordo. É um dever que cada estudante
deve a este grande Espírito Cristo com quem se aliou quando uniu as suas forças
a um movimento que procura sempre a paz.
Os ensinamentos da Rosicrucian Fellowship
afirmam que as guerras são sempre o efeito da infidelidade do homem. Quando os
éteres que rodeiam a Terra estão cheios dos resultados de crime, de egoísmo,
e de avareza, os grandes seres que são os embaixadores de Deus têm que incitar
as nações mais belicosas a guerrear umas contra as outras, e o sacrifício do
sangue que é derramado purificará a atmosfera. Mas se a humanidade aprendesse
as suas lições e cada pessoa por si própria fizesse a sua parte de viver a
vida tal como Cristo ensinou, quando um número suficiente de pessoas se voltar
para Cristo e orAR sem cessar, então
poderá salvar a Terra do derramamento de sangue e da controvérsia.
Não podemos conseguir que todos os membros
se unam connosco para orar pela paz? Todas as noites, ao entrar nos mundos
interiores pelo sono leve consigo uma oração pela paz, de modo que a sua influência
se sinta como ajuda àquelas pobres nações em guerra. E que Deus lhe dê força
e persistência para cumprir com a sua parte numa obra que tanto necessita.
Seus em serviço de Deus,
The Rosicrucian Fellowship,
Mrs. Max Heindel
(cartas aos estudantes)