História do nosso Centro Paroquial

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Foi durante o ano de 1983 que, dentro da Comunidade, surgiu a necessidade de formar um grupo de Catequese. Alguns adultos queriam aprofundar a sua Fé, um mesmo nem sequer era baptizado e pedia o baptismo, outros queriam ver os seus filhos a receber formação cristã.

Por essa época, o núcleo nascente da "Comunidade de Aires" ia, em grupo e a pé, à missa na Igreja da Baixa de Palmela, onde celebrava o Rev.mo P. Marques que irá ter um papel determinante no nascimento da ideia de uma Igreja para Aires, localidade, então, como ainda hoje, em franca expansão. Para a catequese, contudo, tivemos o apoio do nosso pároco, Sr. P. Ramalho. Realizava-se em espaços particulares e era única, para crianças e adultos. A D. Maria José que nos testemunhou quanto vos estamos a contar, dava uma "ajudinha" sempre que o P. Ramalho, por impedimento, não podia comparecer.

Em 1984 a "Comunidade" unia-se para o funeral cristão do pai da tia Ilda. Em agradecimento, a tia Ilda entregou, ao Rev. P. Marques que presidiu, a quantia de 500$00, quantia que o sacerdote não queria receber mas que, por respeito, aceitou. Numa ou noutra ocasião a ideia da Igreja em Aires vinha ao de cima, mas nada fazia prever que esses 500$00 fossem os responsáveis pelo arranque da ideia. Na verdade, o Rev. P. Marques, abeira-se da D. Maria José, mete-lhe o dinheiro na mão e diz-lhe para ela os guardar para a futura Igreja. O dinheiro ainda esteve muito tempo "parado" mais a ideia crescia e não se podia já voltar atrás. O P. Ramalho, como pároco, aceitou o desafio e não deixou morrer a "chama".

Em 1985, a 13 de Julho, conforme diário da D. Maria José a que tive acesso, ainda por intermédio do Rev. P. Marques, a SAPEC - IMOBILIÁRIA, através do Sr. Velez, fazia a promessa verbal da doação de um terreno para a futura Igreja de Aires.

A Igreja de Aires ia ser uma realidade, para isso era preciso começar a "arranjar" mais dinheiro. Com essa finalidade formou-se uma Comissão de Obras para a futura Igreja. Foi assim constituída:

Luís e Helena Monteiro

Júlio e Mª José Trindade

Manuel e Ema Bragadeste

Em 29 de Novembro de 1986 celebrava-se a 1ª missa em Aires para a Comunidade, na capela da Glória, gentilmente cedida pelo seu proprietário, Sr. Gouveia.

A Comissão de Obras entrava em funcionamento e, após auscultação à Comunidade sobre quais os serviços que a futura Igreja deveria prestar, chegou-se ao consenso daquilo que temos neste momento: Igreja e anexos, Capela Mortuária, Salas para Catequese e Salão Polivalente. Apenas a casa do Pároco ficou por construir...

Em 7 de Junho de 1990, a SAPEC - IMOBILIÁRIA informava, por carta, estar em condições de poder ceder gratuitamente um terreno com 10.000 m2 de área que incluia um pequeno bosque, na Quinta de Aires, destinado à construção do futuro Centro Paroquial de Aires.

Tudo parecia correr bem mas entraves de vária ordem e sobretudo a imposição da Junta Autónoma da Estradas de fazer recuar a construção da Igreja para 50 m da Estrada (que conduz à estação de Palmela), veio inviabilizar o projecto da SAPEC.

Entretanto, várias campanhas foram sendo lançadas, sob orientação da Comissão de Obras das quais destacamos:

- Leilões;

- Exposição de vendas e Quermesse pelo Natal;

- Peregrinações a Fátima durante o mês de Maio;

- Barraca de vendas de "Comes e Bebes", duante as Festas das Vindimas.

Mas não havia saída para o terreno e a Comunidade "orava" e "esperava", confiando em Deus. Até que o pedido foi atendido, através da pessoa do presidente da Câmara, Dr. Carlos Sousa, que colocou à disposição da Comunidade para a construção do seu Centro Paroquial, um terreno, no Jardim de Aires, junto ao Poli-Desportivo. Em troca, a Comunidade cedia o terreno da SAPEC.

Para formalizar essa entrega de terreno realizaram-se duas sessões solenes no futuro terreno da Igreja, ambas presididas pelo nosso bispo, D. Manuel, e pelo Sr. presidente da Câmara, Dr. Carlos Sousa, além de demais personalidades públicas e privadas

A 1ª em 20/5/95, para celebração da escritura de doação do direito de superfície do terreno para a construção da Igreja.

A 2ª em 1/7/95, para a bênção e o lançamento da 1ª pedra.

As obras de construção iniciaram-se na 1ª semana de Outubro de 1995.

O primeiro acto litúrgico, realizado já na nova Igreja, ainda em construção, foi o casamento da Nola, presidido pelo Sr. P. Ramalho e pelo Sr. P. Marques, em 14 de Setembro de 1996. Aproveitando o facto de a Igreja estar formosamente engalanada, também lá foi realizada a eucaristia dominical do dia 15 de Setembro, tendo como motivo a despedida do Sr. P. João que estava de partida para o Seixal.

Em 13 de Junho de 1996 celebrou-se, pela 1ª vez, na nossa Igreja a festa do nosso padroeiro, S.to António, seguindo-se um pequeno leilão das oferendas levadas ao altar.

A partir daí, apesar de a Igreja continuar em obras, passámos a utilizar o edifício para as celebrações comunitárias, abandonando, de vez, a Capela da Glória que era escassa para acolher a Comunidade que, entretanto, acorria cada vez mais às celebrações.

A catequese das crianças que até então decorrera na Escola Primária e na Capela da Glória passou também a ser feita nas salas da Igreja destinadas para esse efeito, entretanto concluídas.

A festa da benção da nossa Igreja e inauguração do nosso Centro Paroquial ocorreu no dia 11 de Outubro de 1998, como estava previsto.

Presidiu à celebração o nosso bispo, D. Gilberto, e, de entre as individualidades presentes, honraram-nos com a sua presença o Sr. Governador Civil e o Sr. Presidente da Câmara. A Igreja foi pequena para acolher os cristãos não só da nossa comunidade, mas também das comunidades da Baixa, de Palmela e Quinta do Anjo, entre outras.

 

 

 

RetornoPlaca Evocativa da Construção do Centro Paroquial

 

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PÁROCO
Padre José Maria

RESPONSÁVEIS POR DIFERENTES SERVIÇOS

Grupo de oração: Adriano

Catequese
de crianças e jovens: Florinda

Conselho económico: Joaquim

Coro: Margarida Mensagem de Fátima
Clara

Acção Sócio-Caritativa: Clara e Margarida

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10.º ANIVERSÁRIO DA NOSSA COMUNIDADE

TESTEMUNHO EVOCATIVO

Onze de Outubro de Dois Mil e Oito
Dez anos da Igreja a ao serviço da Comunidade
Começo por agradecer a Deus por estes dez anos.
Voltando alguns anos atrás, lembro a comissão de obras, da qual eu também fazia parte. A dedicação e o carinho que nós púnhamos em todos os trabalhos que fazíamos, para angariar fundos para a construção da Igreja. E também todas as pessoas que se juntaram a nós, para trabalharmos, nas Festas das Vindimas, que fizemos, durante 5 anos. Tínhamos sempre cá fora muitas pessoas a ajudar, para que não nos faltassem as coisas para vendermos, desde as sopas, os doces, os fritos, até o material para as rifas. Bastava um de nós fazer um telefonema a dizer que as coisas estavam a acabar, logo aparecia tudo com muito boa vontade.
Lembro também os leilões, que sempre juntavam muita gente, pronta a ajudar. Não só de Aires, mas de Palmela, Quinta do Anjo, Cabanas, etc ...
Nas campanhas que fazíamos como a do tijolo, e outras que tínhamos sempre pessoas de boa vontade a andar connosco de sítio em sítio a perguntar quantos tijolos quer, ou pode dar, para a nossa Igreja. E também nos peditórios para as rifas.
Foram anos de muita luta, mas também de muita amizade, em que todas trabalhámos para um só fim: esta Igreja a que hoje temos.
Temos também muito a agradecer ao nosso saudoso Padre Manuel Marques, que foi o primeiro e grande impulsionador da construção da nossa Igreja. Tenho a certeza que, onde quer que ele esteja, está a pedir por todos nós.
Seguiu-se-lhe o nosso Padre Manuel Ramalho, que sempre nos acompanhou nos bons e maus momentos, e a quem nós estamos a dever muito pela sua dedicação, amor e trabalho à frente da comissão de Obras.


Um Bem-Haja a todos

 
Maria José Trindade

 

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