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os teus cabelos sobre a almofada
os pequenos movimentos assustados
misturados com a insónia
o mísero filme francês
sobre.
amar-te sem te tocar
depois do toque
a cada gesto teu o meu olhar
os dois sozinhos
envoltos por uma almofada
quero amar-te sem te tocar
tocar-te e olhar
planeta cabaré
com um degrau
e os corpos a escorregar
seria um dia de sol
as flores a olharem para nós
e tiravamos fotografias
dos nossos corpos
cansados.
é tão dificil não chorar
com a angústia do partir
das saudades de só te voltar a ver
daqui a não sei quantos dias
sugar as horas,
os minutos, os segundos,
como se fossem os últimos
as memórias guardo-as
no álbum
dos momentos não fotografados
nas músicas que escutamos
do beijo
ao murmúrio sagrado
aqui no cabaré.
o degrau, o degrau (eventual)
sobre o qual escorregamos
como os nossos corpos
sobre os lençóis molhados
aqui no cabaré.
eu sorria para ti..
. rui malheiro
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