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ando assim perdido
dentro de mim mesmo
como a lua incerta
que nasce ao romper da noite
e treme
ao passar um pássaro.
pedi ao amor que me vencesse
nos medos púrpuras dos meus olhos grandes
o amor venceu-me no romper das águas
da saudade, da palavra distância
venceu-me com um sorriso
de criança de olhos amargos.
e ainda espero que uma gota de água
se lembre do meu desgosto
de ser feliz na minha tristeza
e me deixe ser alegre
como são os pássaros
cor de luas azuis
azuis, incertas, incertas, incertas.
. ana salomé
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