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o mondego tão plano
naquela tarde recorda o leito
dos amantes que se amam
ao suprir do vento
os bandos de gaivotas perderam-se
no contorno terno
dos teus ombros que me prendiam.
no encanto de um abraço
ora esquecido, ora lembrado,
das tardes que o verão criou para nós
e que mais ninguém viveu
por apenas as terem passado
como a sombra, com a sombra
de um corpo perdido.
e juntos unimos as mãos
como a ponte une as margens do rio
e juntos a passamos
como quem sabe certo o destino,
como quem sabe certo o destino.
e juntos unimos as mãos
como quem sabe certo o destino.
no encanto de um abraço
ora esquecido, ora lembrado,
das tardes que o verão criou para nós
e que mais ninguém viveu
por apenas as terem passado
como a sombra, com a sombra
de um corpo perdido.
e juntos unimos as mãos
como quem sabe certo o destino.
. ana salomé
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