“Há um Lado Negro que tem que ser muito forte”
Carl Mccoy in Underworld Janeiro de 2006“
A banda completa!” é a minha definição dos Fields Of The Nephilim. Uma banda completa tanto musicalmente como espiritualmente, que se movimenta à base de sentimentos, sensações e imagens! Uma banda que incorpora no seu som tudo o que eu gosto: Goth, Metal, Doom, Progressivo, Ambiental, Psycho e Punk. Em qualquer momento da sua carreira terão tocado uma ponta destes universos musicais, os seus discos são viagens sonoras por universos nunca dantes navegados!
Música tocada com paixão e entrega que transmite ódio, raiva, dor, melancolia, celebra o amor! Uma imagem pensada e consistente mas não fabricada, sempre genuína! Tomadas de posição sempre coerentes com mensagens convincentes e verdadeiras! Artwork espectacular e artístico a acompanhar os suportes discográficos!
O seu vocalista, Carl McCoy, um verdadeiro cavalheiro, um cavaleiro das trevas, um “front-man” misterioso envolto em nevoeiro que aparece e desaparece em silêncio, mas coerente e convicto naquilo que acredita, que nunca promete mas não defrauda . Um homem dos sete ofícios: músico, actor, designer, cameramen, escritor, estudioso, shaman, mágico, etc... Os restantes músicos habilidosos, criativos e profissionais!
Sem  McCoy os FOTN nunca teriam existido mas também é verdade que sem os outros elementos não seriam o que são hoje:
Uma das bandas mais underground do universo Goth, mas uma das mais respeitadas de sempre!
Que bom seria que a complexidade dos The Nephilim, se junta-se ao poder dos NFD e às texturas dos Last Rites e os cinco cowboys (Carl McCoy, Nod Wrigth, Paul Wrigth, Tony Pettit e Peter Yates) pudessem aparecer mais uma vez envoltos em nevoeiro e pó!

Paulo Lucas 
 
 
FIELDS OF THE NEPHILIM
 

Mítica banda inglesa que teve o seu opus entre a 2ª parte dos anos 80 e os princípios dos 90, foi abraçada pelo movimento gótico, mas os seus três longas durações e os diversos maxis e singles que editaram destilavam vários tipos de influencias, desde do Punk, Psicobilly, Metal, Doom, Progressivo e claro está o rock gótico mais cru.

O seu carismático líder Carl McCoy, entendido em shamanismo, ocultismo e magia é um enigma reforçando a aura da banda, fortemente influenciados pela imagem western spagetti de Sergio Leone e de filmes de terror como o “Exorcista”, “Texas Chainsaw Massacre”, “Evil Dead”, entre outros, e por filmes mais absorventes como “O Nome da Rosa”.
A banda criou uma grande reputação ao vivo, tocando por todo o lado com os seus longos casacos de cabedal e chapéus à cowboy completamente cheios de pó, com o palco cheio de fumo parecendo acabados de sair de um cenário fronteiriço pós-apocaliptico.

O seu tema mais conhecido “Moonchild” foi 1º lugar no top alternativo inglês. Após o lançamento do álbum ao vivo “Earth Inferno” a banda separa-se devido às habituais divergências musicais e objectivos, McCoy recolhe-se e os restantes membros continuam sobre o nome de Rubicon com um outro vocalista, lançam 2 álbuns o 1º uma clara continuidade do som FOTN da era “Elizium”, o 2º album voltado para a moda grunge da altura, com influências da indie e britpop, não foram muito bem aceites, deram uns concertos e acabaram.

McCoy reaparece com o seu projecto Nefilim, integrando músicos convidados, um verdadeiro murro no estômago comparado com o som dos FOTN. Um som pesado, negro, áspero, com influencias industriais, thrash, intercalado entre faixas pesadíssimas e outras calmas, um apogeu de energia, sentimentos revoltosos e odiosos libertados do mais fundo do seu ser. Após alguns concertos, do qual se conta a sua passagem pelo SuperRock SuperBock em Alcântara em 1996, entra em conflito com a sua editora de sempre e desaparece novamente, surgem vários boatos, um dos quais em que ele é encontrado nu numa floresta e outro que é encerrado num instituto para doentes mentais.

Em 1998 surgem rumores de uma reunião do núcleo principal dos Fields, McCoy, Pettit e os irmãos Wright, mas após uns ensaios não existe entendimento e os irmãos retiram-se para formar o seu próprio projecto Last Rites ( com um som dark, ambiental e industrial) editaram até agora 2 albuns e um ep. McCoy e Pettit continuam e lançam um single em 2000 com dois temas do 1º ep da banda, regravados e remisturados, e encetam uma tour por vários festivais europeus nesse verão!

Um novo álbum é anunciado, mas passam anos e nada! Surge então o cd “Fallen” lançado à revelia de Carl! Este disco apelidado de novo album não é mais que out-takes e demos sem produção final, alguns dos temas da era Nefilim, McCoy entra em conflito com a editora e ao que parece com Pettit!

Tony surge então com os NFD e lança um ep e um album seguindo a trilha sonora dos FOTN.

Finalmente em 2005 surge o prometido e tão esperado novo opus de McCoy, sob o nome de Fields Of The Nephilim, “Mourning Sun” não defrauda e garante a continuidade a “Elizium” e “Zoon”.

Esta pequena biografia é apenas um prefácio para a banda, para verdadeiramente entrarem no mundo mágico dos Fields Of The Nephilim terão que ouvir a sua música e procurarem conhecimento em LINKS

 

Entrevista completa realizada por Joaquim Pedro “Underworld Magazine” (com o meu auxilio) a Carl McCoy em  Novembro de 2005.