MÃE

 

Mãe!...

Sempre Mãe! …

Foste aquela mulher briosa

Eu lia no teu rosto

Uma alma carinhosa.

Sempre Mãe! … Mãe querida!

 

 

Mãe!...

Sempre Mãe!

Por ti eu fui gerado

A um cordão era ligado

E por ele bem alimentado

Meu berço era de palha e tinha doçura

Teus olhos uma ternura

Sempre Mãe! … Mãe querida!

 

Mãe!...

Do pouco que havia

Aos seus filhos repartia

Por lembrança a cancela do nosso quintal

Nossos canteiros sorridentes, com efeitos  de laços

Pelo meu caminhar já sentias os meus passos…

Sempre Mãe! … Mãe querida!

 

Mãe!...

Sofreste!

Por condão ou fatalista

Também senti a tua partida!

Há um recordar de memória

Habitas na  centelha

Repousas no céu eternamente

Venceste a luz da glória! …

Sempre Mãe! … Mãe querida!

 

 

Pinhal Dias – Maio/05