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FADO |
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| Foi pelo canto nostálgico de marinheiros aventureiros que surgiu o Fado em Portugal em pleno séc. XVIII. |
| Seu nome deriva da palavra "fatum", destino, o ter a certeza da própria existência, sofrimento, alegria e honra pela vida. |
| Em 1820 tornou-se popular em Lisboa, na voz da fadista "Maria Severa". Já em finais do séc XIX foi adoptado por aristocratas, |
| para exprimirem suas emoções românticas, assim com também em destaque os grandes poetas e escritores portugueses... |
| Ao Fado se deve o nosso vasto cancioneiro português ... "E tanto artista é aquele que canta, toca ... como aquele que escuta" ... (Pinhal) |
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ABRIL EM PORTUGAL Coimbra do choupal Ainda és capital Do amor em Portugal ainda Coimbra onde uma vez Com lágrimas se fez A história dessa Inês tão linda Coimbra das canções Tão meiga que nos pões Os nossos corações e nu Coimbra dos doutores Para nós os teus cantores A fonte dos amores és tu Coimbra uma lição De sonho e tradição O lente é uma canção A lua a Faculdade Coimbra é uma mulher Só passa quem souber E aprende-se a dizer saudade Coimbra do choupal...etc Autores—R.Ferrão/J Galhardo |
ATÉ QUE A VOZ ME DOA Cantarei até que a voz me doa E cantar cantar sempre meu fado Como a ave que tão alto voa E é livre de cantar em qualquer lado Cantarei até que a voz me doa O meu país a minha terra a minha gente A saudade e a tristeza que magoa E o amor de quem ama e morre ausente Cantarei até que a voz me doa O amor a paz cheia de esperança A alegria e o sorriso da criança Cantarei até que a voz me doa Autores—José Luis Refachinho Gordo/... |
CARTAS DE AMOR Como jurei Com verdade o amor que senti Quantas noites em claro passei A escrever para ti Cartas banais Que eram toda a razão do meu ser Cartas grandes extensas iguais Ao meu grande sofrer Estribilho Cartas de Amor Quem as não tem Cartas de amor Pedaços de dor Sentidas de alguém Cartas de amor andorinhas Que num vai vem Lembram bem Saudades minhas Cartas de amor Quem as não tem Porém de mim Nem uma carta vulgar recebi Para acalmar minha dor Mas mesmo assim Eu para ti não deixei de escrever Pois bem sabes amor Que para mim És todo o meu viver Cartas de amor...Etc... Autores—Alves Coelho Filho/... |
Chaile de minha mãe O chaile de minha mãe Que me aqueceu com carinho Mais tarde serviu também Para agasalhar meu filhinho Com suas franjas brincava Ou dormia docemente Quando minha mãe cantava As canções de antigamente Diz meu filho com amor Num um manto de rainha Para mim tem mais valor Do que o chaile da avózinha Não há reliquia mais linda Que o chaile dos meus afetos Quem sabe se serve ainda Para agasalhar os meus netos A ambição desmedida Que minha alma contém Era vê-lo toda a vida Aos ombros de minha mãe Autores—Adriano dos Reis/... |
FOI DEUS Não sei não sabe ninguém Porque canto o fado Neste tom magoado De dor e de pranto E neste tormento Todo o sofrimento Que sinto na alma Cá dentro se acalma Nos versos que canto Foi Deus Que deu luz aos olhos De perfume às rosas Deu oiro ao sol prata ao luar Foi Deus que me pôs no peito Um rosário de penas que vou desfiando E choro a cantar Fez poeta o rouxinol Pôs no campo o alecrim Deu as flores à primavera Ai......E deu-me esta voz a mim Pôs as estrelas no céu Fez o espaço sem fim Deu luto às andorinhas Ai,.....E deu-me esta voz a mim Se canto não sei o que canto Nisto d’aventura saudade ternura Ou talvez amor Só sei que cantando Sinto o mesmo quando Se tem um desgosto E o pranto no rosto Nos deixa melhor Foi Deus.....Que deu voz ao vento Luz ao firmamento E pôs o azul nas ondas do mar Foi Deus...Que me pôs no peito Um rosário de penas que vou desfiando E choro a cantar Autores—Alberto Janes/... |
HOJE MORREU UM POETA Silêncio Hoje morreu um poeta E a carne morreu esquecida Como esquecida viveu Silêncio Hoje morreu um poeta Que espalhou rimas de vida Nos poemas que escreveu Fez rimar terra com pão Emigrante com fronteira E rimar humilhação Com repulsa e bebedeira Fez um livro de poesia Com a ponta dos seus dedos Rimou dor com alegria ...(a) E criança com brinquedos ...(b) ...(a,b) ...Bis Silêncio Hoje morreu um poeta ...Etc Fez rimar ponte com rio Pescador com tempestade Rimou estiva com navio Grelhetas com liberdade Na inspiração maior Que um verso pode conter Rimou amor com o amor ...(a) E ternura com mulher ...(b) ... (a,b) ... BIS Silêncio Hoje morreu um poeta ... Etc Autores—Vital de Assunção/Rui Manuel
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MENINA DAS TRANÇAS PRETAS Como era linda com o seu ar namoradeiro A quem chamavam menina das tranças pretas Pelo Chiado caminhava o dia inteiro Apregoando raminhos de violetas E as meninas de alta roda que passavam Ficavam tristes a pensar no seu cabelo Quando ela olhava com vergonha disfarçavam E pouco a pouco todas deixaram crescê-lo Passaram meses e as meninas do Chiado Usavam tranças enfeitadas com violetas Todas gostavam do seu novo penteado E assim nasceu a moda das tranças pretas Da violeteira já ninguém hoje tem esperanças Deixou saudade foi-se embora e à tardinha Está o Chiado carregado de mil tranças Mas tranças pretas ninguém tem como ela tinha. Autores—Maria do Rosário/Vicente da Câmara /Lino Teixeira |
MEU ALENTEJO Eu não sei o que tenho em Évora Que de Évora me estou lembrando Ao passar o rio tejo As ondas me vão levando Abalei do Alentejo Olhei para tráz chorando Alentejo da minha alma Tão longe me vais ficando Ceifeira que andas à calma À calma ceifando o trigo Ceifa as penas da minha’alma Ceifa-as e lev’ás contigo. Autores—João Camilo/... |
NÃO PASSES COM ELA Á MINHA RUA Ao fim de tantos anos de ser tua Amaste outra casaste foste ingrato Vi-te passar com ela à minha rua Abracei-me a chorar ao teu retrato Podia insultar-te quando te vi Ferida neste amor sofrido e farto Mas vinguei-me a chorar chorei por ti Por entre as persianas do meu quarto Casaste sê feliz Deus te proteja Não te desejo mal e tanto assim Que não tenho ciúmes nem inveja Como a tua mulher teve de mim Mas olha meu amor eu não me importa Antes que fosses dela eu já fui tua Podes sempre bater à minha porta Mas não passes com ela à minha rua. Autores—Carlos Conde/Casimiro Ramos |
NEM ÀS PAREDES CONFESSO Não queiras gostar de mim Nem que eu te peça Nem me dês nada que ao fim Eu não mereça Vê se me deitas depois Culpas no rosto Eu sou sincero Porque não quero Dar-te um desgosto Estribilho
De quem eu gosto Nem às paredes confesso E nem aposto Que não gosto de ninguém Podes rogar Podes chorar Podes sorrir também De quem eu gosto Nem às paredes confesso Quem sabe se te esqueci Ou se te quero Quem sabe até se é de ti Por quem eu espero Se gosto ou não afinal Isso é comigo Mesmo que penses Que
me convences Nada
te digo De quem eu gosto...etc. Autores—Maximiano de Sousa/Ferrer Trindade/Artur Ribeiro |
POVO QUE LAVAS NO RIO Povo que lavas no rio Que talhas com teu machado As tábuas do meu caixão Pode haver quem te defenda Quem o compre teu chão sagrado Mas a tua vida não Fui ter à mesa redonda Beber em malga que esconda O beijo de mão em mão Era o vinho que me deste Água pura fruto agreste Mas a tua vida não Vida de mundo e de lama Dormi com eles na cama Tive a mesma condição Povo povo eu te pertenço Deste-me alturas de incenso Mas a tua vida não Povo que lavas no rio Que talhas com teu machado As tábuas do meu caixão Pode haver quem te defenda Quem compre o teu chão sagrado Mas a tua vida não Autores—Pedro Homem de Melo/Joaquim Campos |
ZANGUEI-ME COM MEU AMOR Zanguei-me com meu amor Não o vi em todo dia À noite cantei melhor O fado da mouraria O sopro duma saudade Vinha beijar-me hora a hora P’ra ficar mais à vontade Mandei a saudade embora De manhã arrependida Lembrei-o pus-me a chorar Quem perde um amor na vida Jàmais devia cantar Quando regressou ao ninho Ele que mal assobia Vinha a assobiar baixinho O fado da mouraria. Autores—Linhares Barbosa/Jaime Santos |
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PEDRA FILOSOFAL Pedra filosofal (A)Eles
não sabem que o D sonho Música: Manuel Freire Letra: António Gedeão ... jj , Fernando Faria, José Martins |
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EM CINCO MINUTOS Há cinco minutos Que saíu daqui Ía como louca Os olhos vermelhos E um sorriso triste Ao canto da boca
Há cinco minutos Estive eu parado A espiar-lhe os gestos Olhava de longe Como se os minutos Lhe fossem fonestos
Tu ainda não sabes Como o tempo passa Com a divina graça Nuns olhos enchutos Mas como o remorso Se é como um castigo Na alma aparece A gente envelhece Em cinco minutos
Há cinco minutos Estive eu a lembrar-me Do tempo passado Do tempo em que andava Perdido por ela Sonhando acordado
Há cinco minutos Fiz contas à vida E aquilo foi breve Mas tu nem calculas Nem fazes ideia Do que ela me deve
Autores: Frederico de Brito/ …(artista: Tristão da Silva) |
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SALÃO DO FADO
ONTEM VIM A ESTA SALA EM PLENA NOITE DE GALA FACE À MUITA QUALIDADE DOS FADOS QUE ENTÃO OUVI E ME QUEDEI POR AQUI COM NOSTALGIA E SAUDADE
DOS FADISTAS RELEMBRADOS QUE CANTARAM LINDOS FADOS DE COIMBRA E DE LISBOA E O BISELE MAL CONTIDO TEM DE ESTAR AGRADECIDO AO AMIGO XANANDOAH
POR LHE TER FEITO O CONVITE E ABERTO O APETITE PARA MAIS FADO OUVIR QUEM NESTA SALA ENTRAR APENAS PR’A VISITAR VAI SER DIFÍCIL SAÍR
COM TANTAS BOAS PRESENÇAS PINHAL QUERO QUE TE CONVENÇAS TENS AQUI A MELHOR SALA PARA FAZER JUZ AO FADO BISELE NÃO FICA CALADO QUANDO DO FADO SE FALA
Autor: Alfredo Louro (16/10/04) - em música "Marcha de Alfredo Marceneiro" Dedicado à Sala do Fado que o Pinhal Dias modera no PALTALK - “FADO EM PORTUGAL” |
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Amália … a Voz do Fado
Amália!…
Autor: Euclides Cavaco |