*Painel n.º I

A lendária batalha de D. Afonso Henriques junto à Ponte Romana de Sacavem

 

Alguns dias depois de ter começado o cerco ao castelo de Lisboa, foi D. Afonso Henriques avisado desta investida dos mouros quando eles vinham perto de Sacavem e, aqui se travou rija peleja (batalha) entre uns e outros. Muitos homens de ambos os exércitos pereceram em combate.  Finalmente a vitória decidiu-se pela coragem dos Portugueses.

 

*Painel n.º II

O incêndio da ponte em 5 de Outubro de 1910 pelo povo de Sacavem

Desde finais do século XIX que Sacavem era um baluarte republicano. Vários factos atestam esta afirmação, como é o caso das eleições para deputados em 1908, nas quais Sacavem contribuiu com tantos votos para o Partido Republicano quantos os das restantes mesas de concelho.

 

*Painel n.º III

A greve dos rapazes de 1937

A greve dos rapazes constituiu um marco importante na vida da classe operária de Sacavem. Mostrou a consciência de classe que esses jovens de 16/18 anos já possuíam, a solidariedade existente e a certeza de que acções futuras eram possíveis ( e foram ). A acusa próxima, era o baixo salário que esses jovens auferiam, cerca de oito escudos diários (4cent). O objectivo. como é óbvio, era o aumento salarial. Depois da recusa sistemática da Administração, os rapazes decidiram pela greve, "greve de braços caídos" já que se mantiveram dentro da fábrica. Foi então que a entidade patronal recorreu, como era hábito, à polícia política ( PIDE ) que por sua vez, se fez acompanhar pela G.N.R. Sacavem foi praticamente sitiada. O sino tocou a rebate. Toda a gente veio para a rua. A G.N.R. começou a prender indiscriminadamente todos os jovens apenas excluindo os mais pequenos ( que podiam não ser os mais novos ). Da parte da população houve um grande apoio e solidariedade.

 

*Painel n.º IV

A " Marcha da Fome" encabeçada pelas mulheres de Sacavem

Em Sacavem a paralisação das fábricas foi total. Todos os operários e operárias de Sacavem, num total de mais de 2000, pararam o trabalho no dia 8 ( de Maio de 1944 ).Em seguida formou-se uma grande manifestação pelo Pão e pelos Géneros, de cerca de 4000 pessoas, à frente da qual marchavam heróicas filhas do povo. o Povo gritava : " temos fome! queremos pão! A G.N.R. pretendeu dispersar os manifestantes mas, não o conseguindo, entraram em acção os carros de assalto para intimidar o povo. A dianteira da manifestação recuou, primeiro, mas depois, num ímpeto indiscritível de heroicidade, cujo fim dominante era vencer, as mulheres de Sacavem gritaram : " os carros podem esmagar-nos, mas nós avançaremos. E a grande manifestação seguiu para diante, tendo chagado a Loures ( sede de Concelho a 10 de Sacavem ) engrossada por muitos trabalhadores do campo, população das aldeias, que no caminho se lhe juntaram.

 

*Painel n.º V

Acompanhamento das mulheres aos seus maridos e familiares presos

Durante a ditadura fascista foram bastante numerosas as prisões de antifascistas de Sacavem. As mulheres de Sacavem, mães, esposas, irmãs viram-se privadas da companhia e dos salários dos seus familiares. Gerou-se então encabeçado por essas mulheres, um amplo movimento de apoio aos presos políticos. Angariaram-se fundos através de selos, de caixas de fósforos e das mais variadas formas para evitar que essas famílias tivessem maior sofrimento. Um dos aspectos impressionantes  era a habitual visita das mulheres aos seus presos em Caxias ( prisão política ).

 

*Painel n.º VI

Oficina de olaria da Fábrica de Loiça de Sacavem

Demonstra a dedicação e a criatividade dos trabalhadores da Fábrica da Loiça os quais com o seu trabalho deram a conhecer ao mundo a famosa loiça de Sacavem e o nome da Vila. Hoje Cidade que, já não a conheceu e, onde actualmente existe a Urbanização do Real Forte. Neste novo lugar aprazível da Cidade entra-se o Museu de Cerâmica da C.M.de Loures onde poderá ver o espólio, história e, o forno que foi preservado pele urbanização.

Foram estes homens que embora auferindo salários de miséria, mas lutando sempre por melhores condições de vida, que deram um forte contributo para o derrube do regime fascista em 25 de Abril de 1974. 

* Painéis em azulejo de " OFICINA BRITO" Francisco Brito Coelho, Caldas da Rainha

( este conjunto de painéis podem ser vistos ao vivo numa das entradas da Qtª de S. José )