| O
Presépio
O presépio representa o motivo principal dos festejos de Natal entre os cristãos: o nascimento de Jesus Cristo. Tudo indica que S. Francisco de Assis, no século XII, terá sido uma das primeiras pessoas a prepararem um presépio, segundo a descrição bíblica da Natividade: uma gruta, uma manjedoura e figuras esculpidas de José, Maria e do Menino. A igreja de Santa Maria em Roma terá sido a primeira a ter um presépio, hábito que se espalhou para outras igrejas e mais recentemente para as casas. |
Pai
Natal
Ainda que tenha herdado um pouco das características das deidades pagãs dos tempos remotos do Velho Continente, é com S. Nicolau que se relaciona a imagem do Pai Natal. S. Nicolau foi um bondoso bispo que nasceu por volta do Século III na Turquia e morreu na Itália aos 41 anos. Considerado padroeiro das crianças e dos marinheiros, conta-se que costumava oferecer presentes aos pobres, acarinhando especialmente as crianças, e que valia aos marinheiros durante as tempestades. A sua fama cresceu no Norte dos Países da Europa, difundida pelos barcos holandeses, e, ao Chegar aos Estados Unidos foi baptizado como Santa Claus. A sua imagem de velho simpático, gorducho e generoso, popularizou-se entre as crianças, que lhe escrevem cartas alguns dias antes do Natal, pedindo-lhe os presentes mais desejados. A crença que o simpático velhinho entra nas casas pela chaminé aumenta um certo mistério relacionado com a sua visita e parece dever-se ao facto de, na Lapónia - Local de residência atribuído ao Pai Natal -, as casas tradicionais serem uma espécie de iglo, cobertas com peles de rena, em que um buraco no telhado funcionava como entrada. Para a divulgação da imagem do Pai Natal com as suas compridas barbas brancas e o seu garrido fato vermelho, contribuem em muito as campanhas publicitárias dos mais diversos produtos, tendo uma conhecida marca de refrigerantes sido uma das pioneiras a usar nos seus anúncios esta personagem carismática. |
Árvore
de Natal
A árvore de natal ganhou nas últimas décadas bastante protagonismo entre os símbolos da época. Tornou-se comum trazer uma árvore para dentro de casa, de preferência um pinheiro ou um abeto, e adorná-la com bolas coloridas, estrelas douradas, fitas e luzes. Este costume, com origem na Alemanha, remonta a tradições mais antigas de se adornarem as árvores no inverno para assegurar que na primavera seguinte voltariam a florir, o que se relaciona com a renovação da vida. Hoje em dia, podem encontrar-se vários pinheiros naturais ou artificiais, e o ritual da procura da árvore e da sua decoração faz parte dos festejos, entusiasmando crianças e adultos. No topo da árvore pode colocar-se uma estrela, que evoca a Estrela de Belém, guia dos Reis Magos até ao Menino, |
| Coroas
de Natal
A coroa de Natal pendura-se do lado de fora da porta durante a época natalícia. Este costume, muito comum nos países anglo-saxões, espalhou-se pelo resto do mundo cristão e relaciona-se com o hábito romano de oferecer plantas a familiares e amigos, simbolizando votos de boa saúde. |
Azevinho
Entre os Romanos, o azevinho era trocado como presente e, nos nossos dias, tornou-se uma planta simbólica do Natal, que em Inglaterra é considerada sagrada. simboliza paz e felicidade e também um antídoto contra venenos. A tradição cristã diz que esta é a planta que permitiu esconder Jesus dos soldados de Herodes. Em contrapartida, foi-lhe dado o privilégio de conservar as suas folhas verdes mesmo durante o inverno rigoroso. Há regiões que penduram à porta de casa ou por detrás das janelas uma coroa de loureiro, significando que o nascimento de Jesus é uma vitória da vida sobre a morte. |
O
sapatinho
A tradição de colocar-se o sapatinho ou de pendurarem-se as meias junto da chaminé é oriunda, ao que parece, dos Países Baixos, onde as crianças deixavam os sapatos à porta na véspera de Natal para que o Pai Natal os enchesse de presentes. |
| Luzes
e Sinos
Os Romanos nas festividades do solstício de Inverno, acendiam velas para que o sol voltasse rapidamente a brilhar. O cristianismo absorveu este hábito, considerando que Cristo é a luz do Mundo. Quanto aos sinos, imprescindíveis nas igrejas, a sua função começou por ser a de afastarem os maus espíritos e também de anunciarem aos fiéis as horas das missas. No Natal, o seu toque simboliza alegria e júbilo pelo nascimento de Jesus Cristo. |
Postais
de Natal
Tudo indica que o criador do primeiro postal de Natal, impresso em 1843, foi Jonh Horsely. Esse postal ilustrado mostrava uma família inglesa a festejar o dia e ainda cenas de obras de caridade. A frase "Alegre Natal e Feliz Natal" completava a mensagem. Em breve, tornou-se um hábito desejar boas-festas, e em 1860 executavam-se já postais mais elaborados. Passou a ser comum as pessoas enviarem-nos pelo correio aos amigos e familiares para desejar festas felizes. |
Missa
do Galo
Celebrada à meia-noite, a missa do galo assinala o nascimento de Cristo, na noite de 24 para 25 de Dezembro. Terá começado a ser celebrada no século V, e reza a lenda que o seu nome deve-se ao facto de ter sido nessa noite a única vez que um galo cantou à meia-noite. |
| in Selecções Reader's Digest - Dezembro de 2003 | ||