É uma forma extraordinária, suave mas completa, de exercitar o corpo;

Desenvolve a coordenação mental e motora;

Favorece uma boa postura, independentemente da idade;

Tonifica o corpo e dá aquela sensação de "que é bom estar vivo";

É um dos poucos entretimentos que casais ou amigos podem ter em conjunto;

É um factor de prestígio social;

Promove a autoconfiança;

É provavelmente a maneira mais compensadora de passar o tempo livre;

Pode ser iniciada aos cinco anos de idade e continuar a ser um prazer aos 95.

 

[ Dança Clássica | Dança Desportiva | Sapateado]

 

 

Aula de BalletDança Clássica- Atenção aqui o aprumo é a regra: não há cabelos desalinhados nem collants tortos!

No principio dos princípios contentar-te-ás e já é muito - como aprender a: andar graciosamente, correr ouvir a música, o seu tempo, as suas variações. Não esqueças que a dança assenta sobre o ritmo e o compasso!

Uma aula de dança clássica decorre em dois tempos: a barra e o centro. O primeiro tempo, como o seu nome indica, efectua-se na barra, enquanto o segundo pratica-se no centro do estúdio o que quer dizer sem apoio.

Para os principiantes, as aulas incluem exercícios no solo, conhecidos pelo nome de barra de chão, e depois uma pequena barra muito separada. A aula terminará no centro, com exercícios simples visando aprender a controlar o equilíbrio.

Para que serve o trabalho na barra? É indispensável, porque permite o aquecimento e o relaxamento progressivos. É aí também que aprenderás a "posicionar-te", melhor dizendo a manter-te correctamente.

Geralmente, é preciso passar dois anos num curso de principiantes para ascender à classe superior com um bom sentido de colocação, necessário para uma progressão harmoniosa.

Mas, para facilitar o trabalho na barra, executarás, inicialmente, exercícios no solo. O teu profes-sor mostrar-te-à como executar cada movimento. Depois corrigirá a tua posição e ajudar-te-à a efectuar certos movimentos, como por exemplo os alongamentos.

Pormenor importante: o acompanhamento musical vai habituar-te a entender o compasso e a cadência e ajudar-te-à a adquirir um melhor sentido do ritmo.

O teu equipamento de dança- Escolhe vestuário justo para que o professor possa ver se a tua posição está correcta. Mas, atenção, não muito justo, precisas de te sentir à vontade dentro dele. No início da aula, até que o corpo fique aquecido, podes pôr protecções para as pernas e o peito. Retirá-los-ás quando estiveres quente.

Os cabelos não devem incomodar-te e devem contribuir também para te dar uma silhueta nítida. Se os cabelos forem compridos, amarra-os num carrapito ou entrança-os à roda da cabeça: estes penteados destacam bem a nuca e dão uma boa linha à cabeça e ao pescoço. Acrescenta uma fita para segurar as madeixas mais rebeldes. Se forem meio compridos, prende-os também com ganchos e uma fita. E mesmo os cabelos curtos - nos rapazes ou nas raparigas - podem ser fixados com uma fita.

Tradicionalmente, o vestuário dos rapazes é sóbrio: calção preto ou azul escuro e t-shirt branca. Mas os fabricantes dispõem de numerosos fatos, tanto para os rapazes como para as raparigas. Dependendo da escola e do nível que frequentas, o vestuário será mais ou menos elaborado.

Transpirarás muito durante as aulas: não te esqueças de lavar o fato todas as vezes que o usas. De maneira geral, tenta ter cuidado com os teus objectos de dança: como são de tecido elástico, poderás usá-los dois anos seguidos, a não ser que tenham nódoas ou estejam rasgados!.

0 que vestes nas aulas são modelos adequados ao nível e movimentos executados. Mas precisas de pensar na grande noite: a da gala de fim de ano! Para noite de excepção, fato de excepção. 0 professor decidirá o que vestirá cada um ou cada uma. Para as meninas, será talvez o famoso tutu das bailarinas: é uma saia de tule tufada, em várias camadas. Pode ser curta, de tamanho médio ou comprida, segundo o tipo de espectáculo. Para as galas, costuma-se usar a imaginação e criam-se fatos originais e próprios para a execução do papel que vais desempenhar.

As sapatilhas de dança- Os rapazes calçam sapatilhas de couro fino (meia-ponta) negrasSapatilha ou brancas e presas por um elástico. As raparigas usam sapatilhas cor-de-rosa em couro ou em cetim. As raparigas iniciam-se com sapatilhas de meia-ponta e só utilizam as sapatilhas de pontas quando o professor achar que os seus tornozelos estão suficientemente fortes para suportar aquele tipo de exercícios. Tal como as sapatilhas dos rapazes, as das raparigas podem ser presas por elásticos. As mais velhas preferem fitas apertadas à volta do tornozelo. As sapatilhas de dança custam caro porque são feitas à mão. Para as não estragar, calça-as apenas no início da aula e não as molhes. Por outro lado, podes sempre lavar as fitas. As sapatilhas de pontas são reforçadas na biqueira segundo os métodos de cada artesão, que guarda religiosamente o seu segredo. É preciso renovar o reforço muitas vezes porque a ponta amolece: uma bailarina profissional pode utilizar até dez pares de sapatilhas de pontas por mês!

Como coser as fitas- As sapatilhas costumam ser vendidas sem elástico ou sem fitas. Cada bailarina deve cosê-las. Precisas de uma fita de cetim cor-de-rosa, com a largura de um ou dois centímetros e com cerca de um metro de comprimento. Dobra o contraforte da sapatilha sobre a sola: é no interior da sapatilha, de cada lado da dobra, que deves coser as pontas da fita. Em seguida esticas a fita e corta-a ao meio. E é tudo.

Como deves atar as tuas  sapatilhasComo deves atar as tuas sapatilhasComo atar as fitas- Aprenderás depressa a amarrar correctamente as fitas: nem demasiado apertadas nem demasiado largas, para que se mantenham sem te incomodar.

Cruza primeiro as duas fitas no peito do pé e passa-as por detrás do tornozelo. Cruza as fitas atrás do tornozelo e passa-as para a frente. Cruza as fitas à frente, em cima do primeiro cruzamento. Leva as pontas da fita para trás dos tornozelos e amarra-as duas vezes. As pontas deverão ficar invisíveis: esconde-as bem sob as fitas.

Se treinares em casa- É indispensável tomares algumas precauções. Não tentes dançar se te sentes cansado ou se os teus músculos estão doridos depois de uma aula de dança. Faz lenta e progressivamente o aquecimento.

Como na sala de dança, precisas de um chão de madeira ou coberto por um revestimento de plástico. Sobretudo, nunca dances numa superfície dura. Tenta ter consciência da tua postura e corrige-a sempre que necessário. Pensa igualmente em respirar como o teu professor te ensina. É normal que aches por vezes difícil ou estranho o que estás a aprender, mas, com um pouco de hábito, estarás muito à vontade nestas evoluções. 0 treino em casa é uma boa ocasião para verificar se compreendeste bem a aula anterior.

E, se houver qualquer coisa que não percebas, não hesites, pergunta ao teu professor(a).


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Dança Desportiva- A chamada Dança Desportiva (Salão) constitui uma modalidade específica da dança.

Embora com grande projecção, a nível mundial, em Portugal ainda não consta ente as modalidades preferidas do público. Escasseiam as grandes iniciativas e os necessários apoios a uma actividade que continua a ser alvo da célebre polémica "desporto ou arte", uma questão que parece ser urgente resolver.

Introduzida no Reino Unido por volta de 1920, a Dança de Salão tem as suas raízes nas danças tradicionais e populares praticadas nos clubes e salões da época.

Com a evolução da dança e, especialmente, da música através dos tempos, nasceram os dez ritmos que actualmente compõem as Danças de Salão: Cha Cha Cha, Rumba, Samba, "Paso Doble" e "Jive", que formam a categoria de Danças Latino-Americanas, e Valsas Lenta e Vienense, Tango,"Foxtrot" e "Quickstep", a de Danças "Standard".

Devido à grande importância que assumiu em países como a Inglaterra e a Alemanha, esta modalidade tem vindo a ser aperfeiçoada e padronizada internacionalmente de modo a permitir a realização de provas desportivas.

Praticada ao nível da alta competição (embora sem estatuto próprio), envolve milhares de bailarinos em todo o mundo, constituindo uma actividade profissional para muitos.

Por exemplo, Michael Torres, um bailarino de nacionalidade portuguesa a viver na África do Sul, país que representa nos diversos campeonatos, vive da dança e para a dança. No último Campeonato Aberto Internacional, que decorreu no passado mês de Maio em Blackpool (Inglaterra), conseguiu o quarto lugar na categoria de Amadores de Danças Latino-Americanas.

Miguel Casimiro é outro português, actualmente a residir em Londres, também a fazer uma carreira brilhante em termos de Dança Desportiva (Salão).

 

A PREPARAÇÃO

A prática diária destas danças, demo do mais puro e são amadorismo, encerra uma vertente lúdica e degrande entretenimento; porém, a preparação para um campeonato é bastante morosa. Muitos dos bailarinos são particularmente versáteis, saltando com facilidade de uma valsa lânguida para um picante tango num curto espaço de tempo. Por isso, as competições envolvem muita tensão e algum nervosismo, quase sempre disfarçados com muito gel, brilhantes e lantejoulas. Tanto o homem como a mulher, sujeitam-se não só infindáveis horas de treino, mas também têm também que demonstrar grande cuidado na maneira como se apresentam.

A parte visual é de grande importância, já que conta bastante para o sucesso e popularidade destes artistas. Começando pelos figurinos, geralmente exuberantes em termos de corte e de cor, são relativamente parecidos para os elementos masculinos, encontrando-se nos das senhoras mais audácia e criatividade na confecção. Os vestidos próprios das Latino-Americanas são habitualmente muito justos, curtos, decotados e, muitas vezes, sem mangas. Assim sendo, é frequentemente necessário proceder à colocação de base no corpo dos elementos femininos de modo a tomar a pele mais morena e a disfarçar a transpiração. Pelo contrário os figurinos são leves e vaporosos criando uma certa ilusão de sonho. Os seus pares apresentam-se vestidos com casacas e imitam a pose e a elegância dos "dandies" de outrora.

Cada modelo deve ser adequado ao corpo e ao estilo do(a) bailarino(a). A escolha dos tecidos e o "design" dos fatos e vestidos devem ser muito bem estudados, de modo a que funcionem em recintos pequenos e de grandes dimensões. 0 preço destes fatos é bastante elevado e, para concorrer, cada bailarino deve possuir pelo menos um traje e o respectivo par de sapatos. Para as Latino-Americanas um fato ronda os 400 contos, enquanto que para as "estandardizadas" sobe para os 700, podendo, mesmo, ultrapassar um milhar de contos.

0 tipo de movimentos descritos pelo pé, quando se fala de Latino-Americanas, e o modo como o próprio pé avança e se desloca no chão, exige um sapato leve e aberto por cima, no caso das senhoras. Para os homens, é conveniente um sapato flexível e fechado, com um pouco de salto, de modo a permitir uma maior projecção do corpo para a frente. As solas do caldo próprio para a Dança Desportiva (Salão) são de camurça, devendo ser limpas com uma escova apropriada de modo a manter a aderência ao chão, característica essencial num sapato de dança.

Quanto aos penteados das senhoras, eles cumprem habitualmente um requisito principal: contribuir para a elegância da bailarina especialmente ao nível do pescoço, pelo que são vulgares os cabelos apanhados atrás, das mais variadas formas. Um penteado artístico e sofisticado pode ser complementado com gel, postiços, aplicações ou mesmo brilhantes. Consoante o nível de dança e a categoria em que se compete, a maquilhagem é mais ou menos sofisticada. Os tons mais discretos dão um ar mais casual ao bailarino, enquanto uma pintura mais pesada e com grandes contrastes, se toma certamente mais visível. Tudo depende do objectivo do bailarino e do tamanho do recinto de apresentação.


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Sapateado- Em todo o planeta Terra bate-se o pé. Andar já é sapatear! O Sapateado pode ser considerado como a arte de organizar estes sons, produzidos pelas várias articulações do pé. Sem esquecer o tornozelo, o joelho, a anca, enfim, o corpo todo e... a Alma.

O dia do Sapateado (Tap Dance Day) celebrado no mundo inteiro a 25 de Maio, comemora de facto o dia do nascimento de Bill Robison, que elevou a arte do sapateado através de uma linguagem utilizada por todos até aos nossos dias.

A todos os participantes sugere-se:

Relax, don´t think, keep going and break a leg.

Aqui o fundamental em termos de equipamento é a aquisição da ‘claquette’ que poderás adaptar a um sapato preto, para isso informar-te-ás melhor, junto do teu professor.


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