A expressão AVC refere-se a um complexo de sintomas de deficiência neurológica,
durando pelo menos vinte e quatro horas e
resultantes de lesões cerebrais provocadas por alterações da irrigação
sanguínea. (Mausner, 1999).
Estas lesões cerebrais são provocadas por um enfarte, devido a isquémia ou
hemorragia, de que resulta o comprometimento da função cerebral. Este
acontecimento pode ocorrer de forma ictiforme (súbito), devido à presença de
factores de risco vascular ou por defeito neurológico focal (aneurisma).
A presença de danos nas funções neurológicas originam déficits a nível das
funções motoras, sensoriais, comportamentais, perceptivas e da linguagem.
Os déficits motores são
caracterizados por paralisias completas (hemiplegia) ou parciais/ incompletas
(hemiparésia) no hemicorpo oposto ao local da lesão que ocorreu no cérebro.
A localização e extensão exactas da lesão provocada pelo AVC determinam o quadro
neurológico apresentado por cada utente e, o seu aparecimento é normalmente
repentino, oscilando entre leves ou graves, podendo ser temporários ou
permanentes.
Incidência
Embora a incidência da doença vascular cerebral tenha vindo a diminuir nos
últimos 25 anos, e se tenham registado na ultima década progressos assinaláveis
em relação às doenças cerebrovasculares, estas continuam a colocar Portugal nos
últimos lugares em relação aos outros países da Europa (Direcção Geral da Saúde
, 1997 e Ministério da Saúde, 1998).
Segundo dados estatísticos do Ministério da Saúde, no ano de 1994, Portugal
ocupou o último lugar relativamente a catorze países da União Europeia com o
valor mais elevado de mortalidade por doenças cerebrovasculares, sendo a sua
incidência de 300-400 casos/ 100 000 por ano.
Prevalência
Esta vai depender de múltiplos factores, nomeadamente da capacidade de resposta
de reabilitação na fase subaguda.
Não existe numero fidedigno em Portugal.
Factores de risco vascular
Os factores de risco aumentam a probabilidade de um acidente vascular cerebral,
mas, muitos deles, podem atenuar-se com tratamento médico ou mudança nos estilo
de vida.
Os principais factores de risco de AVC são, a arteriosclerose, a hipertensão
arterial, o tabagismo, o colesterol elevado (dislipidémia), o Diabetes Mellitus,
a obesidade, doenças das válvulas e arritmias cardíacas, dilatações do coração
como na doença de Chagas, a hereditariedade, sedentarismo, o uso de
anticoncepcionais orais e a idade (a probabilidade de ocorrência de AVC aumenta
com a idade) .
Existem outras causas menos frequentes de AVC como doenças inflamatórias das
artérias, alguns tipos de reumatismo, uso de drogas como a cocaína, doenças do
sangue e da coagulação sanguínea.
Finalmente, a presença de Acidentes Isquémicos Transitórios (AIT’s) é um factor
de risco extremamente importante visto que cerca de 1/3 dos indivíduos que
sofrem AIT,s acabarão por sofrer um AVC dentro de cinco anos (Toole, 1979).
Quanto maior for o número de factores de riscos identificados no indivíduo,
maior será a probabilidade de ocorrência de AVC.
Fisiopatologia
O tecido nervoso é desprovido de reservas sendo totalmente dependente do aporte
circulatório, pois é graças a este que as células nervosas se mantém activas,
sendo o seu metabolismo depende de oxigénio e glicose. A interrupção deste
aporte numa determinada área do cérebro tem por consequência uma diminuição ou
paragem da actividade funcional dessa área.
Se a interrupção do aporte circulatório for inferior a 3 minutos, a alteração é
reversível; se esse prazo ultrapassar os 3 minutos, a alteração funcional poderá
ser irreversível, originando necrose do tecido nervoso.
O AVC pode ser causado por dois mecanismos diferentes: oclusão de um vaso
provocando isquémia e enfarte do território dependente desse vaso ou ruptura
vascular originando uma hemorragia intracraniana. Qualquer destes dois grandes
grupos pode ser ainda dividido em subgrupos distintos; a obstrução vascular pode
ser devida a doença local da parede do vaso, dando origem à formação de um
trombo, ou a um embolo originado num ponto mais distante da rede vascular e que,
entrando na circulação, vai alojar-se num vaso são e provocar a sua oclusão. Em
qualquer dos casos o resultado é a formação de uma zona de enfarte.
As hemorragias podem dever-se igualmente a dois mecanismos: ruptura de uma mal
formação vascular (aneurisma ou angioma), ou ruptura de uma artéria
intracerebral de pequeno calibre como resultado de arteriosclerose. A ruptura de
um aneurisma dá-se no espaço subaracnóideu, provocando uma hemorragia meníngea,
enquanto que as outras origens condicionam habitualmente uma hemorragia
intracerebral.
Tipos de AVC
A determinação do tipo de AVC depende do mecanismo que o originou.
Poderemos ter assim dois tipos de AVC, que ainda se dividem
em subtipos, como pode ser observado no quadro 1.
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Tipos de AVC
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Subtipos de AVC
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Isquémico
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-
Lacunar
-
Trombótico
-
Embólico
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Hemorrágico
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-
Intracerebral
-
Subaracnóide
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Quadro
1
- Tipos de AVC
AVC Isquémico
A isquémia é induzida por oclusão de um vaso ou redução de pressão de perfusão
cerebral, seja esta provocada por redução do débito cardíaco ou por hipotensão
arterial grave e sustentada (Garett, 1994).
Este tipo de AVC pode originar défices definitivos e ou transitórios,
habitualmente designados por AIT. Um AIT refere-se à temporária interrupção da
circulação no cérebro. São episódios caracterizados por defeitos neurológicos
focais, de aparecimento súbito e duração não superior a vinte e quatro horas,
com recuperação completa.
Trombose cerebral
Um AVC é trombótico quando o processo patológico responsável pela oclusão do
vaso se desenvolve no próprio local da oclusão.
Segundo O’Sullivan (1993), trombose cerebral refere-se à formação ou
desenvolvimento de um coágulo de sangue ou trombo no interior das artérias
cerebrais, ou dos seus ramos. Os trombos resultam da aderência e agregação
plaquetária, coagulação de fibrina e queda da fibrinólise.
Existem dois tipos de trombose, a trombose venosa e a trombose arterial. As
tromboses arteriais são as mais frequentes, e resultam da presença de material
ateromatoso que oclui o lúmen de um vaso. As placas de ateroma tem tendência a
formar-se nos vasos de maior calibre, em particular, em zonas de bifurcação ou
de curvatura de artérias.
As tromboses venosas constituem uma raridade no conjunto dos quadros de
patologia vascular cerebral.
As tromboses cerebrais são frequentemente precedidas por AIT (cerca de 20%
dentro do mesmo território arterial).
Embolia cerebral
Embolia cerebral define-se como todo o processo em que se verifica a oclusão
arterial por um corpo estranho (embolo) em circulação, que são libertados na
corrente sanguínea e que se deslocam até às artérias cerebrais.
Os quadros da embolia cerebral instalam-se normalmente de forma súbita. Os
sintomas podem repetir-se no tempo com agravamento e melhoria, significando isso
embolização recorrente.
A formação de êmbolos está vulgarmente associada às doenças cardiovasculares,
nomeadamente devido a fibrilhação auricular e outras arritmias; enfarte do
miocárdio com trombo mural; endocardite bacteriana subaguda ou aguda;
complicações de cirurgia vascular ou de próteses valvulares. Os êmbolos poderão
ter também origem em desordens sistémicas produtoras de êmbolos gasosos
(cirurgia ou traumatismo), de êmbolos gordos (fracturas de ossos) ou de êmbolos
de origem tumorais.
As embolias cerebrais são raramente precedidas por AIT mas quando existem não
respeitam a mesma árvore arterial.
Sindromes lacunares
Representam cerca de 10% de todos os AVC’s. São resultantes de enfartes por
oclusão de ramos perfurantes.
Os sindromes lacunares ocorrem geralmente em indivíduos com hipertensão arterial
não controlada.
Sindromes Vasculares
A oclusão de diferentes artérias cerebrais originam sindromes vasculares (com os
seus sinais clínicos) específicos e característicos, de cada artéria cerebral
envolvida (quadro
2).
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Artérias
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Síndromes Clínicos
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Artéria Cerebral Anterior
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-
Hemiparésia contralateral, mais acentuada no
membro inferior;
-
Perda sensorial contralateral
-
Alterações do funcionamento esfincteriano anal e vesical;
-
Manifestações mentais, que são mais nítidas e estáveis se o AVC for
bilateral;
-
Alterações do comportamento, se o AVC do lobo frontal for intenso.
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Artéria Cerebral Média
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-
Afasia (quando o hemisfério dominante é lesado);
-
Hemiplegia e/ou hemiparésia contralateral, mais acentuada na face e
membro superior;
-
Hemianópsia homónima;
-
Hemihipostesia;
-
Apraxia;
-
Alexia.
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Artéria Cerebral Posterior
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-
Síndromes sensoriais talâmicos;
-
Alterações de memória (lesão bilateral);
-
Hemianópsia homónima;
-
Síndrome de Anton:
-
Cegueira cortical, provocada por lesão bilateral dos lobos
occipitais associada a agnosia;
-
Dislexia sem agrafia;
-
Hemiplegia fugaz
-
Ataxia
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Artéria Carótida Interna
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-
Hemiplegia contralateral com hemipostesia e
afasia (quando o hemisfério cerebral dominante é lesado);
-
Isquémia retiniana com onubilação ou perda da visão no olho
homolateral;
-
Inconsciência no momento da oclusão;
Nota: 40% dos doentes com oclusão da artéria têm, antes do AVC
definitivo, ataques isquémicos transitórios.
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Artéria Basilar
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-
Hemiplegia contralateral ou tetraplegia;
-
Paralisia facial;
-
Disartria e disfagia;
-
Síndrome de Hormes homolateral;
-
Perda de consciência e presença de vertigem.
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Artéria Vertebrobasilar
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-
Sinais de lesão de nervos cranianos e de conexões cerebelosas
homolaterais com sinais sensitivos e motores nos membros contralaterais
-
Síndrome de Weber ( lesão localizada nos pedúnculos cerebrais):
-
Paralisia
homolateral do nervo oculo-motor comum;
-
Hemiplegia
contralateral.
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Quadro
2
– Síndromes resultantes da oclusão das
artérias cerebrais
Problemas associados à lesão neurológica provocada por AVC
Existem inúmeros problemas e alterações provocados por AVC, dos quais se passam
a descrever:
Alterações das funções motoras
Alterações do tónus
Logo após o AVC, o hemicorpo afectado apresenta um estado de flacidez sem
movimentos voluntários ou seja o tónus é muito baixo para iniciar o movimento,
não há resistência ao movimento passivo e o indivíduo é incapaz de manter um
membro em qualquer posição, especialmente durante as primeiras semanas. Em
alguns casos a flacidez permanece por apenas algumas horas ou dias mas raramente
persiste indefinidamente (Bobath, 1990).
Todas estas alterações levam à ausência de consciencialização e de perda dos
padrões de movimento do hemicorpo afectado, bem como a padrões inadequados do
lado não afectado (utilizado como compensação). Assim, o indivíduo não consegue
rolar, sentar-se sem apoio, manter-se de pé, e tem tendência para transferir o
seu peso para o lado são, por falta de noção da linha média (Bobath, 1990).
Ainda que a hipotonia possa persistir, é frequente ser seguida pelo aparecimento
de um quadro de hipertonia. Neste quadro verifica-se o aumento da resistência ao
movimento passivo, sendo isto típico dos padrões espásticos.
Durante os primeiros dezoito meses a espasticidade vai, gradualmente,
desenvolvendo-se com as actividades e esforços realizados pelo indivíduo (fase
espástica).
A espasticidade produz características típicas como as posturas anormais e os
movimentos estereotipados. Segundo Bobath (1990) a distribuição anormal do tónus
é variável, sendo normalmente mais intensa em certos padrões que envolvem os
músculos anti-gravíticos do hemicorpo afectado, nomeadamente, os flexores do
membro superior e os extensores do membro inferior.
Um hemiplégico pode apresentar padrões anormais de movimento ou sinérgicos
devido ao tónus anormal, défices sensoriais e perda das reacções de equilíbrio.
Existem dois tipos de padrões anormais (sinergias), sendo eles o padrão de
flexão e o padrão de extensão.
As sinergias estereotipadas de movimento de um hemiplégico podem ser observadas
no quadro abaixo (quadro
3):
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Sinergia flexora
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Sinergia extensora
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Extremidade superior
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Extremidade inferior
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Extensão do dedo grande do pé
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Flexão dorsal e eversão da tíbio-társica
-
Flexão do joelho
-
Flexão da anca
-
Abdução e rotação externa da anca
|
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Quadro
3 – Sinergias estereotipadas de
movimento de um hemiplégico
Presença de reacções associadas
Segundo Bobath (1990), as reacções associadas definem-se como respostas
automáticas anormais estereotipadas dos membros afectados
resultantes de uma acção ocorrida em qualquer parte do corpo, por
estimulação reflexa ou voluntária (ex.: tossir, espirrar, esforço), inibindo a
função.
Estas reacções podem ocorrer quando o indivíduo se esforça para realizar uma
tarefa difícil ou quando está ansioso. Quando realiza uma tarefa, como por
exemplo o vestir, as reacções associadas poderão ser observadas no braço e perna
afectadas.
Perda do mecanismo de controlo postural
O mecanismo de controlo postural é a base para a realização dos movimentos
voluntários normais especializados. Este mecanismo consiste num grande número e
variedade de respostas motoras automáticas, adquiridas na infância, e que são
desenvolvidas durante os primeiros três anos de vidas (Bobath, 1990).
É constituído por três grupos de reacções posturais automáticas, sendo estas as
reacções de rectificação; reacções de equilíbrio e as reacções de extensão
protectiva.
Reacções de rectificação: são respostas automáticas que mantêm a posição
normal da cabeça no espaço, bem como o alinhamento postural da cabeça e pescoço
com o tronco, e do tronco com os membros (Bobath, 1990). Estas reacções dão ao
indivíduo um dos elementos mais importantes da mobilidade funcional, que é a
noção de rotação dentro do eixo do corpo.
Reacções de Equilíbrio: são respostas automáticas a alterações de postura e
movimento, complexas e integradas, com o objectivo de recuperar o equilíbrio
perturbado (Bobath, 1990).
Reacções de Extensão Protectiva:
são reacções automáticas que são activadas quando o centro de gravidade é
deslocado para fora da base de sustentação, e quando as reacções de equilíbrio e
de rectificação se mostram insuficientes.
Num indivíduo que tenha sofrido um AVC as reacções posturais automáticas
descritas não funcionam no hemicorpo afectado, o que impede o indivíduo de usar
uma variedade de padrões normais de postura e de movimento, essenciais para a
realização de actividades funcionais tais como as transferencias, o rolar, o
sentar, o manter a posição de pé, o andar e a realização de actividades da vida
diária.
Alterações da função sensorial
As alterações sensoriais mais frequentes e observáveis nos casos de lesão
neurológicas do hemicorpo, são os défices sensoriais superficiais,
proprioceptivos e visuais.
A diminuição e ou abolição da sensibilidade superficial (táctil, térmica e
dolorosa), contribui para o aparecimento de disfunções perceptivas (alterações
da imagem corporal, neglect unilateral), e para o risco de auto lesões.
A diminuição da sensibilidade proprioceptiva (postural e vibratória) contribui
para a perda da capacidade para executar movimentos eficientes e controlados,
para a diminuição da sensação e noção de posição e de movimento, impedindo e
diminuindo novas aprendizagens motoras no hemicorpo afectado.
São bastante comuns em indivíduos que sofreram um AVC distúrbios do campo visual
(diminuição da acuidade visual, hemianopsia e diplopia). O distúrbio visual mais
comum é a hemianopsia homónima (cegueira da metade nasal de um dos olhos e da
metade temporal do outro olho). É um défice visual que contribui para a
diminuição do nível de consciência e/ou diminuição da noção do hemicorpo
afectado.
Alterações da função perceptiva