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DIVULGAÇÃO

 

 

 

 

 

 Consciência (2)

(Continuação)

2ª Questão

 O não ter direito... é o tópico dominante nas justificações apresentadas pelos jovens que se apresentam como opositores à realização do aborto. Cada um de nós tem direito a “algo” que nos foi dado por Deus e que só ele tem a capacidade de a nos retirar. Referem a inocência das crianças nesta decisão, ou seja, elas não têm culpa da irresponsabilidade dos progenitores, assim como da deficiência que apresentam.

Outro dos factores mencionados pelos jovens é a utilização dos métodos contraceptivos, que hoje em dia são bastante divulgados. Não é por falta de informação que a gravidez imprevista acontece.

 

Através da análise dos restantes aspectos que considerámos vitais neste inquérito, retirámos mais algumas inferências sobre as opções tomadas pelos jovens.

“Contra factos não há argumentos”

Os factos que se evidenciam são claros no que diz respeito ao conhecimento necessário para uma conduta correcta. Mas a falta de raciocínio sobre os mesmos, leva os jovens a tomar decisões menos correctas.

Basta analisar o quadro abaixo para constatar que não são lógicas determinadas decisões.

Quadro - 5 

ABORTO

INQUÉRITO

NÃO

%

 

SIM

%

Pontos

Campos

18

60,00

 

12

40

102

a) Uma passagem para outra vida (espiritual)

A MORTE

3

10,00

 

7

23,3

103

b) O fim de tudo

7

23,33

 

9

30

104

c) Não sei o que é por isso receio

10

33,33

 

8

26,7

105

2- Já pensaste alguma vez em te suicidares?     Sim

19

63,33

 

22

73,3

106

Não

3

10,00

 

3

10

107

Chegaste a tentar?   Sim

10

33,33

 

11

36,7

108

Não

1

3,33

 

0

0

109

Talvez

2

6,67

 

1

3,33

110

Ainda alimentas essa ideia?     Sim

15

50,00

 

12

40

111

Não

14

46,67

 

14

46,7

112

Sabias que cientificamente está provada a existência de outras vidas de pessoas que vivem na nossa época e que para o efeito a parapsicologia utiliza o método de regressão de memória sob hipnose do paciente?    Sim

10

33,33

 

12

40

113

Não

DEUS

24

80,00

 

18

60

114

1. Acreditas em Deus?      Sim

2

6,67

 

2

6,67

115

Não

3

10,00

 

9

30

116

Talvez

17

56,67

 

5

16,7

117

a) Deus é nosso Pai, Criador de tudo e de todos, perfeito e infinitamente bom e justo.

0

0,00

 

0

0

118

b) Deus é um juiz que nos castiga se pecarmos.  

9

30,00

 

24

80

119

c) Deus é um dogma, que não compreendo muito bem mas que sinto que existe. 

24

80,00

 

17

56,7

120

3 – Segues alguma religião?     Sim

5

16,67

 

8

26,7

121

Não

7

23,33

 

13

43,3

122

a) Tornou-se um hábito desde pequeno

2

6,67

 

2

6,67

123

b) Por imposição da família

18

60,00

 

9

30

124

c) Por fé e convicção 

19

63,33

 

21

70

125

1- Acreditas na existência da alma ou espírito?   Sim

ESPÍRITO

0

0,00

 

2

6,67

126

Não

10

33,33

 

6

20

127

Talvez

17

56,67

 

12

40

128

a) Nós somos constituídos por corpo e espírito, sendo o espírito eterno, mantendo a sua personalidade dos seus actos, após a morte do corpo.

4

13,33

 

2

6,67

129

b)Quando o corpo morre, acaba tudo, ficando o espírito “adormecido” à espera da ressurreição.                  

9

30,00

 

16

53,3

130

c) Sinto que deve existir alguma coisa para além da morte e que faça com que a vida tenha uma finalidade, mas não sei o quê, nem como.

13

43,33

 

8

26,7

131

a) Modificar-te-ias para melhor?  Sim

6

20,00

 

11

36,7

132

Não

16

53,33

 

18

60

133

b) Prestarias maior atenção na condução da tua vida?  Sim

5

16,67

 

5

16,7

134

Não

10

33,33

 

10

33,3

135

c) Continuarias indiferente?   Sim

15

50,00

 

12

40

136

Não

16

53,33

 

12

40

137

4- Já ouviste falar no Espiritismo (Allan Kardec)?   Sim

9

30,00

 

15

50

138

Não

 Vamos analisar alguns casos que justificam a nossa constatação, e que poderá servir para reflectires e analisares mais casos.

Não é lógico, após a seguinte declaração (irreflectida):

 Sigo uma religião (120), acredito em Deus (114), como nosso Pai, Criador de tudo e de todos, perfeito e infinitamente bom e justo (117);Sei que cientificamente está provada a existência de outras vidas de pessoas que vivem na nossa época e que para o efeito a parapsicologia utiliza o método de regressão de memória sob hipnose do paciente (112) e que por isso a morte é uma passagem para outra vida (espiritual) (102) porque somos constituídos por corpo e espírito, sendo o espírito eterno, mantendo a sua personalidade dos seus actos, após a morte do corpo (128).

 Indirectamente é um facto esta declaração, e sem dúvidas irreflectida porque não é raciocinada em profundidade como o tema do aborto o merece.

Porque se assim fosse, repara como não é lógico Deus dar a oportunidade e nós tirarmo-la, sabendo ainda por cima da existência das vidas sucessivas (constatação científica) não paramos para pensar, afinal quem é que estamos a matar?

A quem estou a tirar a oportunidade do processo evolutivo do ser, em que eu acredito que foi criado por Deus?

 Será que não é alguém, que me é muito chegado e que está de volta para me ajudar ou para eu o ajudar?

Jesus, o mensageiro de Deus, disse-nos através das suas palavras e exemplo, faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti. Gostarias que te fizessem o mesmo?

Não dizes tu que acreditas na vida depois da morte?

 

O espírito é detentor da sensibilidade e do pensamento, sofrendo as consequências dos seus actos e dos impostos. Sendo assim imagina o sofrimento da rejeição afectiva da relação pais/filhos e da violência do assassinato sem hipótese de defesa, para quando a nova oportunidade e as consequências para os actores.[1]

Quem te garante que este sofrimento não é maior do que se nascesse deficiente tendo a hipótese de se redimir, com a ajuda dos pais ou do “próximo”, e quantos deficientes de nascença não só ajudam outros deficientes mas salvam vidas a não deficientes físicos.

 

“Nem tudo o que luz é ouro”

“Quem vê caras não vê corações”

 Estes provérbios vêm a propósito do cuidado que devemos ter no julgamento de quem quer que seja, pelo facto de nos mostrarem hoje, uma atitude, que de forma alguma reflecte toda a intimidade.

 Este inquérito representa o exemplo em que se afirma algo, mas na justificação evidencia outra e mais à frente outra ainda.

 Não estamos a dizer para desconfiar de toda agente, mas sim que é da nossa natureza humana, devido ao estado evolutivo em que nos encontramos, e que não são atitudes desmotivadoras mas sim razões fortes para as combatermos, através do esclarecimento (conhece a verdade e ela te libertará) e, da ajuda fraterna que nos leve a discernir as melhores opções para o nosso percurso evolutivo.

 

Daí a necessidade de seguir mais alguns dos conselhos de Jesus:

"Procura e acharás";

"Bate à porta e ela se abrirá"

"Conhece a verdade e ela te libertará"

"Orar e vigiar"

                                                                                    Tudo acções baseadas em actividade perseverante.

 

3ª Questão

 O tabaco, o álcool, a droga e a prostituição são, no momento actual, situações cada vez mais aflitivas. Não pudemos deixar de sondar o jovem neste inquérito, sobre o estado de consciência dos referidos flagelos.

A opinião deles é unânime, com excepção de um inquirido, que refere que não é responsável pelo seu corpo e que sofrerá as consequências de tudo o que fizerem contra ele. Na questão referente ao tabaco, constatamos que, numa amostra de 60 jovens apenas 15 fumam, mas todos têm consciência que é um atentado à vida e à saúde do corpo.

Sendo a droga um dos problemas mais recentes e bastante alarmantes da nossa sociedade, sobretudo na juventude, é preocupante encontrarmos sete jovens, onde apenas um refere que a droga não é um atentado à vida, já se terem drogado. No entanto, temos confiança que o passado não seja o espelho do presente.

Em 12 dos adeptos do álcool, somente 1 defende que este não é um atentado à vida e à saúde do corpo.

Dos 13 jovens que acham que a prostituição não é um atentado à saúde e vida do corpo, só dois dos inquiridos afirmam ser o meio correcto de resolver problemas económicos; mas dos dois, apenas um, recorreria a essa hipótese.

Procuraremos de seguida analisar estes mesmos resultados referentes a cada um dos pontos críticos que questionámos.

Nesta fase da vida (juventude), são muitas as condicionantes que podem determinar este tipo de comportamentos, desde a simples curiosidade, passando pela influência do grupo do qual faz parte, até situações de pura dependência. Resumindo, começam por querer saber como é, chegando ao ponto em que não conseguem viver sem ele, entrando assim num ciclo de dependência.

 

“O tabagismo destruidor, inveterado, responde pelas enfermidades graves do aparelho respiratório, criando dependência irrefreável, transformando-se em estímulo nas mentes juvenis para o uso de tais bengalas psicológicas, que são porta de acesso a outras substâncias químicas mais perturbadoras.

O alcoolismo desenfreado, sob disfarce de bebidas sociais, levando os indivíduos a estados degenerativos, a perturbações de vária ordem, tornando-se factor predisponente para as famílias seguirem o mesmo exemplo, particularmente os filhos, sem estrutura de comportamento saudável. (...)

As drogas tornam-se convites – soluções para os jovens desequipados de discernimento, que se lhes entregam inermes, tombando, quase irremissivelmente nos seus vapores venenosos e destruidores que só a muito custo conseguem superar, após exaustivos tratamentos e esforço hercúleo.

Os conflitos de qualquer natureza, constituem os motivos de apresentação falsa para que o indivíduo se atire ao uso e abuso de substâncias perturbadoras, hoje ampliadas com os barbitúricos, a heroína, a cocaína, o crack e outros opiáceos. 

E não faltam conflitos na criatura humana, principalmente no jovem que, além dos factores de perturbação referidos, sofre a pressão dos companheiros e dos traficantes – que se encontram nos seus grupos sociais com o fim de os aliciar; a rebelião contra os pais, como forma de vingança e de liberdade; a fuga das pressões da vida, que lhe parece insuportável, o distúrbio emocional entre os quais se destacam os de natureza sexual...”

 

Face a cada uma destas situações é importante o “ser consciente”. É necessário estar atento e vigilante. Em cada momento, surgem situações que propiciam o aparecimento deste tipo de comportamentos de que temos vindo a falar. É portanto fundamental, saber e analisar tudo aquilo que nos rodeia, ou sejam, os problemas familiares, o grupo da escola e/ou de amigos e até mesmo a nossa própria identificação; saber quem somos e como somos, qual a nossa posição perante cada uma destas situações. É urgente o autodescobrimento e uma consciencialização das consequências, que tanto a droga, como o álcool e o tabaco proporcionam.

A prostituição, segundo o senso comum, é apenas a profissão mais antiga do mundo, embora para nós tenha uma diferente conotação.

 Para as pessoas que tomam esta decisão, de certeza que não procuraram bem as alternativas a esta situação. Quando o motivo é de cariz monetário existem sempre outras hipóteses de trabalho, que não esta, pelo menos um pouco mais dignificantes. Não se trata de ganhar mais pela via mais fácil, existem outras condicionantes que podem determinar o insucesso desta opção, das quais podemos destacar os abusos sexuais, a agressão física, a contracção de doenças e as perturbações de foro psicológico.

O acto sexual deixa de ser uma necessidade para a procriação, deixa de ser um acto de prazer, para ser um serviço, a troca do corpo por uma recompensa monetária.

  

PROSTITUIÇÃO

 

Inquiridos n.º:

             2 - 4 - 9 - 10 - 11 - 12 - 14 - 15 - 17 - 20 - 21 -  22 - 23 - (Não se manifestaram)

1

A prostituição é contra a ordem social estabelecida. Às pessoas que recorrem a esta profissão, querem dinheiro fácil, dinheiro sem esforço e mérito pessoal.

 

 

3

Acho que nem em situações mais desesperadas justificam a prostituição. Acho que se uma pessoa procurar bem, há sempre outra saída.

 

 

5

Não perder a minha auto-estima nem o amor próprio.

 

 

6

Nunca me prostituiria pois certamente iria perder aquilo que é mais precioso e importante na minha função moral - o amor-próprio.

 

 

7

O facto de estar com alguém tem de ser por magia, tem que haver sentimento, isto faz com que eu nunca me prostituísse. E por mais difícil que sejam os problemas económicos, há sempre outras soluções do que o abuso do nosso corpo e pior o abuso do nosso espírito.

 

 

8

Acho que uma pessoa, por muito mal que esteja, não se deve prostituir. É preferível mendigar do que se submeter a tal acto.

 

 

13

Há outros meios de resolver os problemas económicos sem ser por este meio.

 

 

16

Porque para mim a prostituição é o caso último dos últimos, e nunca há uma última hipótese.

 

 

18

Porque há mais hipóteses na vida basta aproveitá-las.

 

 

19

Penso que seria muita falta de vontade, cair no caminho mais fácil. É principalmente não gostar do próprio eu.

 

 

24

Não respondi nem sim nem não porque é óbvio que neste momento é me imaginável verme a recorrer a esta hipótese seja qual fosse a minha situação no entanto como já referi acho que ninguém que está nesse duelo está porque quer, nem que um dia imaginou estar.

 

 

25

Nunca seria capaz de "vender" o meu corpo, penso que isso não é nenhuma solução.

 (Continua)

 Grupo RAIO DE LUZ

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