Tripulação Mensagem n.º 11  Home Up Mensagem n.º 12

DIVULGAÇÃO

 

 

 

 

 

Consciência (3)

(Continuação)

3ª Questão

26

Não recorreria a essa hipótese porque acho que a prostituição é uma coisa porca fazer sexo com vários homens e ainda por cima sem os conhecer, podem ter doenças transmissíveis tipo sida, se tivesse problemas económicos procurava um trabalho digno de uma mulher.

 

 

27

Eu respondi que não porque acho que por mais que as pessoas não arranjem trabalho, há sempre uma maneira de trabalharem honestamente e receber algum dinheiro.

 

 

29

Porque há outras formas de ganhar dinheiro sem recorrer ao corpo.

 

 

30

Há outras maneiras de ganhar dinheiro que não seja necessariamente esse (prostituição).

 

 

31

Porque pode resolver os problemas económicos mas não deixa de trazer outros problemas ainda mais trágicos.

 

 

32

Há muitas maneiras de resolver os problemas económicos sem recorrer a essa hipótese.

 

 

37

Se fosse a única maneira de arranjar dinheiro para alimentar os meus filhos.

 

 

39

O corpo é sagrado.

 

 

44

Porque há sempre uma solução para tudo, nem por mais difícil que seja.

 

 

45

    - Como forma do obter prazer não físico e sexual que não pode obter na vida corrente que levamos.

    - Desgosto da vida que levamos.

 

 

46

A prostituição não resolve nada.

 

 

57

Eu recorreria no ultimo caso, se não tivesse nenhum dinheiro para viver. A Prostituição mete-me nojo.

 

 

58

Há maneiras melhores de resolver os problemas

 

 

60

Existem muitos trabalhos honesto, onde não é necessário perder a total dignidade pessoal nem vender o seu corpo, existem outras medidas a tomar para sobreviver.

 28 – 33 – 34 – 35 – 36 – 38 – 40 – 41 – 42 – 43 – 47 – 48 – 49 – 50 – 51 – 52 – 53 – 54 – 55 – 56 – 59 - (Não se manifestaram)

 Para terminar esta abordagem à prostituição em que os inquiridos referem de uma forma geral a opinião do grupo, gostaríamos de vos deixar um conselho: “Tudo o que pudermos fazer para evitar situações destas, deve ser feito.”

A partir do momento em que o acto tenha sido consumado, ou seja, em que alguém muito próximo tenha enveredado por este caminho, não o devemos abandonar, devemos sim continuar solidários com a opinião de afastamento da prática considerada errada. Esta situação deve servir como reforço à nossa vontade de continuar a estender a mão a um amigo que, mais do que nunca precisa de nós.

Após a opção e o acto consumado existe sempre um período de reflexão. É nessa fase em que nós devemos agir. A nossa demora pode determinar um adentrar da pessoa por um caminho em que será muito difícil regressar. Uma das razões que nos leva a agir deste modo é relembrarmo-nos daquilo que Jesus Cristo nos dizia: “Amai-vos uns aos outros” e ainda “Faz aos outros aquilo que gostarias que te fizessem”.

 

4ª Questão

                                                    Quadro – 6 

Problemas

Resultados

Guerra

42

Fome

39

Doença

23

Racismo

23

Desemprego

12

Pobreza

11

Ignorância

11

Invalidez

10

Situação Económica

3

Morte

2

 Aqui se evidencia que os meios de comunicação bombardeiam as pessoas deixando-as em estado de choque, perante as situações que se passam em todo o mundo.

Habitualmente é-nos mostrado tudo aquilo que é consequência, seja a guerra, a fome ou a doença. Não se procura saber aquilo que causou nem o “remédio” que poderá “curar” esses males.

Segundo os ensinamentos de Jesus Cristo “Conhece a verdade e ela te libertará”, decidimos incluir neste leque de problemas a ignorância, que é um factor que na maior parte das vezes, promove todos os outros. Daí o considerarmos, disfarçadamente, o mais preocupante, sendo mesmo um dos motivos que nos levou à autoformação e transmissão dos conhecimentos adquiridos.

Como cura essencial, já Sócrates dizia “Conhece-te a ti mesmo”. É aqui que está uma das grandes soluções para a humanidade. Só quando nos conhecermos bem a nós próprios é que conseguiremos compreender todos aqueles que nos rodeiam e assim combater todos os problemas pela raiz, pela sua verdadeira origem.

 

“O SER E O TER  NA  ADOLESCÊNCIA

 

A princípio, no conflito que surge com a adolescência, o jovem não se preocupa, normalmente, com a posse nem com a realização interior, face aos apelos externos que o convocam à tomada de conhecimento de tudo quanto o cerca.

 Vivendo antes em um mundo especial, cujas fronteiras não iam além dos limites do lar e da família, no máximo da escola, rompem-se, agora, as barreiras que o detinham, e surge um campo imenso, ora fascinante, ora assustador, que ele deve conhecer e conquistar, a fim de situar-se no contexto de uma sociedade que se lhe apresenta estranha, caprichosa, assinalada por costumes e atitudes que o surpreendem. Os seus pensamentos primeiros são de submeter tudo a uma nova ordem, na qual ele se sinta realizado e dominador, alçado à categoria de líder reformista, que altere a paisagem vigente e dê-lhe novos contornos. Lentamente, à medida que se vai adaptando aos factores predominantes, percebe que não é tão fácil operar as mudanças que pretendia impor aos outros, e ajusta-se ao modus operandi existente ou contribui para as necessárias e oportunas alterações por que passam os diferentes períodos da cultura e do comportamento humano.

Observando que a sociedade contemporânea se baseia muito no poder e no ter, predominando os valores amoedados e as posições de destaque, em uma competitividade cruel e desumana, é tomado pela ânsia de amealhar recursos para triunfar e programar o futuro de ordem material. Não lhe ocorrem as necessidades espirituais, as de natureza ético-moral, porque tudo lhe parece um confronto de oportunidades e de poderes que entram em choque, até que haja predominância do mais forte. Por outro lado, dá-se conta da rapidez com que passa o carro do triunfo e procura fruir ao máximo, imediatamente, toda a cota possível de prazer e de destaque, receando o futuro, face ao exemplo daqueles que ontem estavam no ápice e agora, após o tombo produzido pela realidade, encontram-se esquecidos, perseguidos ou desprezados.

Somente alguns adolescentes, mais amadurecidos psicologicamente, que procedem de lares equilibrados e saudáveis, despertam para a aquisição dos valores íntimos, da conquista do conhecimento, dos títulos universitários com os quais esperam abrir as portas da vitória mais tarde. Assim, empenham-se na busca dos tesouros do saber, das experiências evolutivas, das realizações de crescimento íntimo, lutando com denodo em favor do auto-aprimoramento e da auto-afirmação, no mundo de contrastes e desaires. Nesses jovens, o ser tem um grande significado, porque faz desabrochar os requisitos íntimos que estão dormindo e aguardam ser convocados para aplicação e vivência.

Nesse sentido, não se faz necessário ser superdotado. É mesmo comum encontrar jovens com menos elevado QI, que conseguem, pela perseverança, pelo exercício, a vitória sobre os impedimentos ao seu progresso, enquanto outros mais bem aquinhoados deixam-se vencer pelos desajustes, sem o empenho de superar as dificuldades. Porque reconhecem as facilidades de aprendizagem, menosprezam o esforço que deve acompanhar todo trabalho de aquisição de cultura ou qualquer outro recurso evolutivo, perdendo as excelentes oportunidades que deparam, não vencendo a barreira do desafio para o crescimento. Permanecem com o património intelectual sem o conveniente desenvolvimento ou, quando o realizam, derrapam para a delinquência, aplicando os tesouros da mente na acção equivocada dos triunfos de mentira.

O esforço para ter surge com as motivações de crescimento intelectual e compreensão das necessidades humanas em favor da sobrevivência, da construção da família, da distinção social, das esperanças de fruir gozos naturais em forma de férias e recreações, de jogos e prazeres, projectando as expectativas para a velhice, que esperam conseguir tranquila e confortável. O ter, passa a significar o esforço pelo conseguir, pelo amealhar, reunindo moedas e títulos que facilitem a movimentação pelas diferentes áreas do relacionamento humano. Essa ambição, perfeitamente justa e compreensível, de natureza previdenciária e lógica, pode tornar-se, no entanto, o objectivo único da existência, levando ao desespero e à insatisfação, porque a posse apenas libera de preocupações específicas, mas não harmoniza o ser interiormente. Não poucas vezes, o possuir faz-se acompanhar do medo de perder, gerando receios injustificáveis e neurotizantes. O verdadeiro amadurecimento psicológico do ser propicia-lhe visão optimista da vida, auxiliando-o a ter sem ser possuído, em desfrutar sem escravizar-se, em dispor hoje e buscar amanhã, não lhe constituindo motivo de aflição o receio da perda, da pobreza, porque reconhece que tudo transita, indo e voltando, raramente permanecendo por tempo indeterminado, já que a vida física é igualmente transitória, instável.

A verdadeira sabedoria ensina que se pode ter, sem deixar de lado o esforço por ser auto-suficiente, equilibrado, possuidor não possuído, identificado com os objectivos essenciais da experiência carnal, que são a imortalidade, o progresso, o desenvolvimento de si mesmo com vistas à sua libertação da carne, o que ocorrerá, sem qualquer dúvida, e, no momento próprio, ao encontrar-se equipado de recursos para a harmonia.

Os padrões do capitalismo sempre impõem ter mais, enquanto que os do comunismo expõem suprir as necessidades básicas sob a regência do Estado, que é sempre impiedoso e sem sentimento, porque tem um carácter empresarial e nunca um sentido de humanidade. O jovem, ainda indeciso nas atitudes a tomar, não se dá conta do significado de ser lúcido e feliz, tendo ou deixando de ter, livre para aspirar o que melhor lhe apraz e realizar-se interiormente, desfrutando dos bens da vida sem escravidão, sem alucinação.

Quando o indivíduo é mais ele mesmo, identificado com a sua realidade espiritual, consome menos, vive melhor, cresce e amadurece mais, superando os desafios com optimismo e produzindo sempre com os olhos postos no futuro. Para esse cometimento, é necessário que, desde cedo, na adolescência, seja elaborada uma escala de valores, a fim de definir quais os de importância e os secundários, de tal modo que a sua seja uma proposta de vida realizadora e eficiente.

Quando deseja ter mais e se afadiga por conseguir sempre os lucros de todos os empreendimentos, a sua é uma existência frustrada, ansiosa, sem justificativa, porque a sede de possuir atormenta-o e deixa-o sempre insatisfeito, porque vê aqueloutros que lhe estão à frente e lhe fazem sombra na realização como criatura triunfadora no mundo. Essa ambição igualmente tem início na juventude por falta de direccionamento espiritual e emocional, tornando o adolescente um ser fisiológico, imediatista, e não uma criatura em desenvolvimento para as altas construções da humanidade.

O jovem, que deseja ser, desenvolve a sua inteligência emocional, aprendendo a identificar os sentimentos das demais pessoas, a dominar os impulsos perturbadores e insensatos, a manter controle sobre as emoções desordenadas, a ter serenidade para enfrentar relacionamentos tumultuados e difíceis, preservando a própria identidade.

Essa inteligência emocional depende da constituição do seu cérebro, que se modelou e se equipou de recursos compatíveis com as necessidades de evolução em razão dos seus actos em reencarnações passadas, mas que pode alterar para melhor sempre que o deseje e insista na cultura dos valores ético-morais.

É necessário ter recursos para uma existência digna, porém é indispensável ser sóbrio e equilibrado, nobre e empreendedor, conhecendo-se interiormente e trabalhando-se sempre, a fim de se tornar um adulto sadio e um idoso sábio.”[1]

 Grupo RAIO DE LUZ

[1] Franco, Divaldo Pereira – “Adolescência e Vida” pelo Espírito Joanna de Angelis

 Mensagem n.º 11 Home Up Mensagem n.º 12