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DIVULGAÇÃO

 

 

 

 

 

MORTE

O que é para ti a morte?

 Esta é das questões mais trabalhadas desde sempre, embora não canalizada de forma concreta dado o materialismo e preconceitualismo omnipresente.

 Quadro – 7

A MORTE

1- O que é para ti a morte?

a) Uma passagem para outra vida (espiritual)

 

 

 

 

 

 

30

 

 

b) O fim de tudo

 

 

10

 

 

c) Não sei o que é por isso receio

 

 

16

 

 

2- Já pensaste alguma vez em te suicidares?            

N

41

 

S

18

Chegaste a tentar?                      

N

21

 

S

6

 

 

 

 

T

1

Ainda alimentas essa ideia?        

N

27

 

S

3

 

Constatámos que a morte é o fim de tudo para dez dos nossos inquiridos, quatro dos quais já pensaram em se suicidar. Este facto pode nos ajudar a compreender a questão da ignorância, abordada anteriormente. Ao considerar a morte como o ponto final para tudo, o suicídio funciona como fuga a todas as situações adversas, desconhecendo-se as verdadeiras consequências do acto

Sendo a Vida uma benção para a nossa evolução espiritual, o suicídio não poderia deixar de ser um dos piores actos a cometermos.

Deparámo-nos com respostas alarmantes, na secção do "suicídio porque motivo?". Infelizmente esta situação veio confirmar a nossa preocupação na elaboração do inquérito e da inclusão desta mesma questão. Numa fase inicial decidimos considerar este ponto como prioritário de análise e resposta imediata.

Como nos apercebemos que alguns inquéritos não seriam analisados no acto de entrega, o grupo deliberou que na contra entrega do inquérito preenchido, seria entregue uma mensagem sobre as consequências do suicídio

 

SUICÍDIO

Depoimentos dos jovens que responderam à questão "suicídio porque motivo?"

 

2

Motivos familiares muito pessoais.

 

 

7

Por estar bastante doente e não saber o motivo, o ver o sofrimento daqueles que a gente gosta muito.

 

 

8

Porque estava muito deprimida, em estado depressivo, e achava que a melhor solução era acabar com tudo. Pelo menos não sofreria mais.

 

 

10

Parvoíce na idade da adolescência.

 

 

14

Por achar que não conseguia ser aquilo que procurava ser há muito tempo atrás!

23

Fuga aos problemas.

 

 

26

Quando o meu irmão nasceu o meu pai olhava muito por ele os carinhos passaram a ser dele pensava que a meu pai me tinha esquecido sentia-me sozinha, e tinha os meus problemas.

 

 

29

Porque nesta fase que é a adolescência os pais quase nunca estão de acordo com nosso gostos e aptidões.

 

 

30

Apesar de muita gente me rodear sentia-me só. A solidão seria a minha morte. Sentia-me deprimida. Já foi há uns 3/4 anos.

31

Por andar desanimada com tudo, sem  motivação e apoio, sem ter sentido de vida.

 

 

36

Discussão familiar (das grandes).

 

 

41

Por me sentir perdida no mundo que me rodeia e por vezes por não me compreenderem.

 

 

42

Problemas familiares e económicos (temporariamente) irreversíveis.

 

 

44

Por estar farta de sofrer em relação a tudo.

 

 

45

Desejo reencontro com parente falecido e querer acabar com a própria vida, mesmo sabendo que não tenho esse direito.

 

Destaca-se aqui a importância da informação e da formação, do cidadão comum. Também é importante salientar a fonte de onde provêm os conhecimentos relativos à morte. Esta nossa observação é baseada num número de indivíduos que responderam que não sabem o que é a morte e por isso a receiam.

Estes 16 inquiridos juntam-se com os que responderam à alínea referida anteriormente. Necessitam dessa informação de que vos falámos, ou seja, considerar a morte como uma transição em vez de um fim, a outra vida em vez do nada, a consciência em vez da ignorância.

Embora se verifique uma divergência nas opiniões dos jovens, encontramos 50% destes que consideram a morte como uma passagem para outra vida. Possuem uma perspectiva diferente do que é a vida terrena e aquilo que está para além dela, encarando as diversas situações de uma forma mais positiva.

A questão do suicídio é, por si só, uma questão bastante delicada, a qual devemos atender prioritariamente. Desde o pensar, passando pela tentativa, até regressarmos novamente à alimentação da ideia do suicídio, observámos um decréscimo óbvio no número de indivíduos identificados neste campo. Apenas 28 dos inquiridos sabem que está cientificamente comprovada a existência de outras vidas de pessoas, que vivem na nossa época, e que para o efeito a parapsicologia utilizou um método de regressão de memória sobre hipnose do paciente. O que evidencia e reforça a importância da Leitura e Autoformação.

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“MORTE

Sendo a mente o espelho da vida, entenderemos sem dificuldade que, na morte, lhe prevalecem na face as imagens mais profundamente insculpidas por nosso desejo, à custa da reflexão reiterada, de modo intenso. Guardando o pensamento plasma fluídico a precisa faculdade de substancializar suas próprias criações, imprimindo-lhes vitalidade e movimentos temporários, a maioria das criaturas terrestres, na transição do sepulcro, é naturalmente obcecada pelos quadros da própria imaginação, aprisionada a fenómenos alucinatórios, qual acontece no sono comum, dentro do qual, na maioria das circunstâncias, a individualidade reencarnada, em vez de retirar-se do aparelho físico, descansa em conexão com ele mesmo, sofrendo os reflexos das sensações primárias a que ainda se ajusta.

Todos os círculos da existência, para se adaptarem aos processos da educação, necessitam do hábito, porque todas as conquistas do espírito se efectuam na base de lições recapituladas.

As classes são vastos sectores de trabalho específico, plasmando, por intermédio de longa repercussão, os objectivos que lhe são peculiares naqueles que as compõem.

É assim que o jovem destinado a essa ou àquela carreira é submetido, nos bancos escolares, a determinadas disciplinas, incluindo a experiência anterior dos orientadores que lhe precederam os passos na senda profissional escolhida.

O futuro militar aprenderá, desde cedo, a manejar os instrumentos de guerra, cultuando as instruções dos grandes chefes de estratégia, e o médico porvindouro deverá repetir, por anos sucessivos, os ensinos e experimentos dos especialistas, antes do juramento hipocrático.

Em todas as escolas de formação, vemos professores ajustando a infância, a mocidade e a madureza aos princípios consagrados, nesse ou naquele ramo de estudo, fixando-lhes personalidade particular para determinados fins, sobre o alicerce da reflexão mental sistemática, em forma de lições persistentes e progressivas.

Um diploma universitário é, no fundo, o pergaminho confirmativo do tempo de recapitulações indispensáveis ao domínio do aprendiz em certo campo de conhecimento para efeito de serviço nas linhas da colectividade.

Segundo o mesmo princípio, a morte nos confere a certidão das experiências repetidas a que nos adaptamos, de vez que cada espírito, mais ou menos, se transforma naquilo que imagina. É deste modo que ela, a morte, extrai a soma de nosso conteúdo mental, compelindo-nos a viver, transitoriamente, dentro dele. Se esse conteúdo é o bem, teremos a nossa parcela de céu, correspondente ao melhor da construção que efectuamos em nós, e se esse conteúdo é o mal estaremos necessariamente detidos na parcela de inferno que corresponda aos males de nossa autoria, até que se extinga o inferno de purgação merecida, criado por nós mesmos na intimidade da consciência.

Tudo o que foge à lei do amor e do progresso, sem a renovação e a sublimação por bases, gera o enquistamento mental, que nada mais é que a produção de nossos reflexos pessoais acumulados e sem valor na circulação do bem comum, consubstanciando as ideias fixas em que passamos a respirar depois do túmulo, à feição de loucos autênticos, por nos situarmos distantes da realidade fundamental.

É por esta razão que morrer significa penetrar mais profundamente no mundo de nós mesmos, consumindo longo tempo em despir a túnica de nossos reflexos menos felizes, metamorfoseados em região alucinatória decorrente do nosso monoideismo na sombra, ou transferindo-nos simplesmente de plano, melhorando o clima de nossos reflexos ajustados ao bem, avançando em degraus consequentes para novos horizontes de ascensão e de luz.”[1]

Deus

 Quadro – 8

 

Sim

Não

Talvez

1. Acreditas em Deus?

42 – 70%

4 – 6,67%

12 – 20%

 

Eis que atingimos um dos pontos fulcrais do nosso inquérito, Deus e a nossa “religação” consciente a Ele. Como podemos observar, os nossos inquiridos repartem-se pelas várias hipóteses que lhes colocamos, embora a maior percentagem recaia sobre a primeira alínea.

Embora não seja muito significativa, é importante salientar que 4 dos nossos inquiridos dizem não acreditar em Deus.

 

Quadro – 9

 

2. Qual das afirmações se aproxima mais da tua noção de Deus?

a) Deus é nosso Pai, Criador de tudo e de todos, perfeito e infinitamente bom e justo.

22 – 36,7%

b) Deus é um juiz que nos castiga se pecarmos.

0 – 0%

c) Deus é um dogma, que não compreendo muito bem mas que sinto que existe.

33 – 55%

 Se compararmos as respostas obtidas na primeira questão com a segunda, nomeadamente aqueles que responderam “talvez”, podemos observar que optaram pela hipótese que nos diz que Deus é um dogma, que não compreendo muito bem mas que sinto que existe. Aproximam-se, deste modo, do Sim.

                       Quadro – 10

 

Sim

Não

3. Segues alguma religião?

41 – 68,3%

13 – 21,7%

 Na terceira questão, 41 jovens transmitem-nos que seguem uma religião e na sua maioria por fé e convicção.

 Quadro – 11

 

4. Se respondeste Sim, reflecte:

a) Tornou-se um hábito desde pequeno

20 – 33,3%

b) Por imposição da família

4 – 6,67%

c) Por fé e convicção

27 – 45%

 

É sem dúvida importante acreditar em Deus, só nos resta analisar em profundidade se é suficiente.

Sendo Deus nosso Pai, Criador de tudo e de todos, perfeito, infinitamente bom e justo, para nós não deixa de ser óbvio que Ele é a fonte de onde emana a Lei que nos rege. Daí a necessidade de nos religarmos a Ele, procurando o aprendizado à Luz dos Seus ensinamentos, vivenciando as práticas recomendadas, para merecidamente atingirmos a plenitude da nossa evolução, tendo Jesus como exemplo. E assim agindo, o mais importante que “acreditar” em Deus, é saber da Sua realidade quanto aos atributos acima referidos. [2]

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“COMUNHÃO COM DEUS 

As elucidações do Mestre, relativamente à oração, sempre encontravam nos discípulos certa perplexidade, quase que invariavelmente em virtude das ideias novas que continham, acerca da concepção de Deus como Pai carinhoso e amigo. Aquela necessidade de comunhão com o seu amor, que Jesus não se cansava de salientar, lhes aparecia como problema obscuro, que o homem do mundo não conseguiria realizar.

A esse tempo, os essênios constituíam um agrupamento de estudiosos das ciências da alma, caracterizando as suas actividades de modo diferente, porque sem públicas manifestações de seus princípios. Desejoso de satisfazer à curiosidade própria, João procurou conhecer-lhes, de perto, os pontos de vista, em matéria das relações da comunidade com Deus e, certo dia, procurou o Senhor, de modo a ouvi-lo mais amplamente sobre as dúvidas que lhe atormentavam o coração:

— Mestre — disse ele, solícito —, tenho desejado sinceramente compreender os meus deveres atinentes à oração, mas sinto que minhalma está tomada de certas hesitações. Anseio por esta comunhão perene com o Pai; todavia, as ideias mais antagónicas se opõem aos meus desejos. Ainda agora, manifestando meu pensamento, acerca de minhas necessidades espirituais, a um amigo que se instrui com os essênios, asseverou-me ele que necessito compreender que toda edificação espiritual se deve processar num plano oculto. Mas, suas observações me confundiram ainda mais. Como poderei entender isso? Devo, então, ocultar o que haja de mais santo em meu coração?

O Messias, arrancado de suas meditações, respondeu com brandura:

— João, todas as dúvidas que te assaltam se verificam pelo motivo de não haveres compreendido, até agora, que cada criatura tem um santuário no próprio espírito, onde a sabedoria e o amor de Deus se manifestam, através das vozes da consciência. Os essênios levam muito longe a teoria do labor oculto, pois, antes de tudo, precisamos considerar que a verdade e o bem devem ser património de toda a Humanidade em comum. No entanto, o que é indispensável é saber dar a cada criatura, de acordo com as suas necessidades próprias. Nesse ponto, estão muito certos quanto ao zelo que os caracteriza, porque os unguentos reservados a um ferido não se ofertam ao faminto que precisa de pão. Também eu tenho afirmado que não poderei ensinar tudo o que desejara aos meus discípulos, sendo compelido a reservar outras lições do Evangelho do Reino para o futuro, quando a magnanimidade divina permitir que a voz do Consolador se faça ouvir entre os homens sequiosos de conhecimento.”

                    (continua)

 Grupo RAIO DE LUZ

[1] Xavier, Francisco Cândido – “Pensamento e Vida” pelo Espírito Emmanuel

[2] Aconselhamos-te a reler a mensagem Nº4 - DEUS.

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