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Caixa de texto: MENSAGEM
Nº 13

 DEUS

 (continuação)

 

 “Não tens observado o número de vezes em que necessito recorrer a parábolas para que a revelação não ofusque o entendimento geral? No que se refere à comunhão de nossas almas com Deus, não me esqueci de recomendar que cada espírito ore no segredo do seu intimo, no silêncio de suas esperanças e aspirações mais sagradas.

É que cada criatura deve estabelecer o seu próprio caminho para mais alto, erguendo em si mesma o santuário divino da fé e da confiança, onde interprete sempre a vontade de Deus, com respeito ao seu destino. A comunhão da criatura com o Criador é, portanto, um imperativo da existência e a prece é o luminoso caminho entre o coração humano e o Pai de infinita bondade.

 

O apóstolo escutou as observações do Mestre, parecendo meditar austeramente. Entretanto, obtemperou:

— Mas, a oração deve ser louvor ou suplica? Ao que Jesus respondeu com bondade:

— Por prece devemos interpretar todo acto de relação entre o homem e Deus. Devido a isso mesmo, como expressão de agradecimento ou de rogativa, a oração é sempre um esforço da criatura em face da Providência Divina.

Os que apenas suplicam podem ser ignorantes, os que louvam podem ser somente preguiçosos. Todo aquele, porém, que trabalha pelo bem, com as suas mãos e com o seu pensamento, esse é o filho que aprendeu a orar, na exaltação ou na rogativa, porque em todas as circunstancias será fiel a Deus, consciente de que a vontade do Pai é mais justa e sábia do que a sua própria.

— E como ser leal a Deus, na oração? — interrogou o apóstolo, evidenciando as suas dificuldades intelectuais. — A prece já não representa em si mesma um sinal de confiança?

Jesus contemplou-o com a sua serenidade imperturbável e retrucou:

— Será que também tu não entendes? Não obstante a confiança expressa na oração e a fé tributada à providência superior, é preciso colocar acima delas a certeza de que os desígnios celestiais são mais sábios e misericordiosos do que o capricho próprio; é necessário que cada um se una ao Pai, comungando com a sua vontade generosa e justa, ainda que seja contrariado em determinadas ocasiões. Em suma, é imprescindível que sejamos de Deus. Quanto às lições dessa fidelidade, observemos a própria natureza, em suas manifestações mais simples.

Dentro dela, agem as leis de Deus e devemos reconhecer que todas essas leis correspondem à sua amorosa sabedoria, constituindo-se suas servas fiéis, no trabalho universal. Já ouviste falar, alguma vez, que o Sol se afastou do céu, cansado da paisagem escura da Terra, alegando a necessidade de repousar? A pretexto de indispensável repouso, teriam as águas privado o globo de seus benefícios, em certos anos? Por desagradável que seja em suas características, a tempestade jamais deixou de limpar as atmosferas. Apesar das lamentações dos que não suportam a humidade, a chuva não deixa de fecundar a terra! João, é preciso aprender com as leis da natureza a fidelidade a Deus! Quem as acompanha, no mundo, planta e colhe com abundância. Observar a lealdade para com o Pai é semear e atingir as mais formosas searas da alma no infinito. Vê, pois, que todo o problema da oração está em edificarmos o reino do céu entre os sentimentos de nosso íntimo, compreendendo que os atributos divinos se encontram também em nós.

O apóstolo guardou aqueles esclarecimentos, cheio de boa-vontade no sentido de alcançar a sua perfeita compreensão.

— Mestre — confessou, respeitoso —, vossas elucidações abrem uma estrada nova para minhalma; contudo, eu vos peço, com a sinceridade da minha afeição, me ensineis, na primeira oportunidade, como deverei entender que Deus está igualmente em nós.

O Messias fixou nele o olhar translúcido e, deixando perceber que não poderia ser mais explícito com o recurso das palavras, disse apenas:

— Eu to prometo.

 

A conversação que vimos de narrar verificara-se nas cercanias de Jerusalém, numa das ausências eventuais do Mestre do circulo bem-amado de sua família espiritual em Cafarnaum.

No dia seguinte, Jesus e João demandaram Jericó, a fim de atender ao programa de viagem organizado pelo primeiro.

Na excursão a pé, ambos se entretinham em admirar as poucas belezas do caminho, escassamente favorecido pela Natureza. A paisagem era árida e as árvores existentes apresentavam as frondes recurvadas, entremostrando a pobreza da região, que não lhes incentivava o desenvolvimento.

Não longe de uma pequena herdade, o Mestre e o apóstolo encontraram um rude lavrador, cavando grande poço à beira do caminho. Bagas de suor lhe desciam da fronte; mas, seus braços fortes iam e vinham à terra, na ânsia de procurar o liquido precioso.

Ante aquele quadro, Jesus estacionou com o discípulo, a pretexto de breve descanso, e, revelando o interesse que aquele esforço lhe despertava, perguntou ao trabalhador:

— Amigo, que fazes?

— Busco a água que nos falta — redarguiu com um sorriso o interpelado.

— A chuva é assim tão escassa nestas paragens? — tornou Jesus, evidenciando afectuoso cuidado.

 — Sim, nas proximidades de Jericó, ultimamente, a chuva se vem tornando uma verdadeira graça de Deus.

O homem do campo prosseguiu no seu trabalho exaustivo; mas, apontando para ele, o Messias disse a João, em tom amigo:

— Este quadro da Natureza é bastante singelo; porém, é na simplicidade que encontramos os símbolos mais puros. Observa, João, que este homem compreende que sem a chuva não haveria mananciais na Terra; mas, não pára em seu esforço, procurando o reservatório que a Providência Divina armazenou no subsolo. A imagem é pálida; todavia, chega para compreenderes como Deus reside também em nós. Dentro do símbolo, temos de entender a chuva como o favor de sua misericórdia, sem o qual nada possuiríamos. Esta paisagem deserta de Jericó pode representar a alma humana, vazia de sentimentos santificadores.

Este trabalhador simboliza o cristão activo, cavando junto dos caminhos áridos, muitas vezes com sacrifício, suor e lágrimas, para encontrar a luz divina em seu coração.

E a água é o símbolo mais perfeito da essência de Deus, que tanto está nos céus como na Terra.

O discípulo guardou aquelas palavras, sabendo que realizara uma aquisição de claridades imorredouras. Contemplou o grande poço, onde a água clara começava a surgir, depois de imenso esforço do humilde trabalhador que a procurava desde muitos dias, e teve nítida compreensão do que constituía a necessária comunhão com Deus.

Experimentando indefinível júbilo no coração, tomou das mãos do Messias e as osculou, com a alegria do seu espírito alvoroçado. Confortado, como alguém que vencera grande combate intimo, João sentiu que finalmente compreendera.”[1]

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Espírito

 

    Quadro – 12 

 

Sim

Não

Talvez

1. Acreditas na existência da alma ou espírito?

40 – 66.7%

2 –3,33%

16 –26,7%

 

 Erradamente se interpreta que nós somos feitos à imagem de Deus. Ao atribuir-lhe essa imagem, há a característica física do nosso corpo material, de tal forma que muitas vezes, materializamos Deus com a imagem desse corpo físico, imaginando-o mais velho do que nós, vendo-o como um velho de barba e cabelos brancos.

Só mesmo nós, humanos imperfeitos, atendendo a que não conseguimos compreender a Sua grandeza em todos os sentidos, para não nos sentirmos pequeninos, O tentamos moldar à nossa imagem.

Mas sem dúvida que somos feitos à Sua imagem, no que nos caracteriza como seres inteligentes, características essas que se transmitem pelo corpo espiritual e não pelo corpo físico.

Era fundamental questionar se os inquiridos acreditavam ou não na existência da alma ou espírito, obtendo os resultados acima referidos.

 

 Quadro – 13 

2. Qual das afirmações se aproxima mais da tua noção da alma:

a) Nós somos constituídos por corpo e espírito, sendo o espírito eterno, mantendo a sua personalidade dos seus actos, após a morte do corpo.

29 - 48,3%

b) Quando o corpo morre, acaba tudo, ficando o espírito "adormecido" à espera da ressurreição.   

6 - 10%

c) Sinto que deve existir alguma coisa para além da morte e que faça com que a vida tenha uma finalidade, mas não sei o quê, nem como.  

25 - 41,7%

       Embora tendo noções diferentes é notória a consciência da existência do espírito/alma.

Procurando comprometer os jovens com uma questão que seria à partida uma realidade, quisemos saber qual o seu comportamento sabendo que a vida continua para além da morte, colocando-lhes três questões:

 

 Quadro – 14 

 

3. Se tivesses a certeza que a vida continuava para além da morte:

 

Sim

Não

a) Modificar-te-ias para melhor? 

21 – 35%

17 – 28,3%

b) Prestarias maior atenção na condução da tua vida? 

34 – 56,7%

10 – 16,7%

c) Continuarias indiferente?  

20 – 33,3%

27 – 45%

 A Vida continua, assim como o nosso desenvolvimento enquanto seres a caminho da perfeição.

Como são evidentes as nossas imperfeições logicamente que uma vivência só, na escola Terra, não chegaria para atingir o estado de perfeição. Não desperdices a oportunidade que nos é dada para nos redimir e evoluir. Não te assustes com o viver a espiritualidade e a religiosidade porque viver é alegria; amar é partilhar sem exigir.

 

“INTERACÇÃO ESPÍRITO-MATÉRIA

 O ser humano é um conjunto harmónico de energias, constituído de espírito e matéria, mente e perispírito, emoção e corpo físico, que interagem em fluxo contínuo uns sobre os outros.

Qualquer ocorrência em um deles reflecte no seu correspondente, gerando, quando for uma acção perturbadora, distúrbios, que se transformam em doenças, e que, para serem rectificados, exigem renovação e reequilibro do fulcro onde se originaram.

Desse modo, são muitos os efeitos perniciosos no corpo, causados pelos pensamentos em desalinho, pelas emoções desgovernadas, pela mente pessimista e inquieta na aparelhagem celular.

Determinadas emoções fortes — medo, cólera, agressividade, ciúme — provocam uma alta descarga de adrenalina na corrente sanguínea, graças às glândulas supra-renais. Por sua vez, essa acção emocional reagindo no físico, nele produz aumento da taxa de açúcar, mais forte contracção muscular, face à volumosa irrigação do sangue e sua capacidade de coagulação mais rápida.

A repetição do fenómeno provoca várias doenças como a diabetes, a artrite, a hipertensão... Assim, cada enfermidade física traz um componente psíquico, emocional ou espiritual correspondente. Em razão da desarmonia entre o espírito e a matéria, a mente e o perispírito, a emoção (os sentimentos) e o corpo, desajustam-se os núcleos da energia, facultando os processos orgânicos degenerativos provocados por vírus e bactérias, que neles se instalam.

Conscientizar-se dessa realidade é despertar para valores ocultos que, não interpretados, continuam produzindo desequilíbrios e somatizando doenças, como mecanismos degenerativos na organização somática.

Por outro lado, os impulsos primitivos do corpo, não disciplinados, provocam estados ansiosos ou depressivos, sensação de inutilidade, receios ou inquietações que se expressam ciclicamente, e que a longo prazo se transformam em neuroses, psicoses, perturbações mentais.

A harmonia entre o espírito e a matéria deve viger a favor do equilíbrio do ser que desperta para as atribuições e finalidades elevadas da vida, dando rumo correcto e edificante à sua reencarnação.

As enfermidades, sob outro aspecto, podem ser consideradas como processos de purificação, especialmente aquelas de grande porte, as que se alongam quase que indefinidamente, tornando-se mecanismos de sublimação das energias grosseiras que constituem o ser nas suas fases iniciais da evolução.

É imprescindível um constante renascer do indivíduo, pelo renovar da sua consciência, aprofundando-se no autodescobrimento, a fim de mais seguramente identificar-se com a realidade e absorvê-la. Esse autodescobrimento faculta uma tranquila avaliação do que ele é, e de como está, oferecendo os meios para tomá-lo melhor, alcançando assim o destino que o aguarda.

De imediato, apresenta-se a necessidade de levar em conta a escala de valores existenciais, a fim de discernir quais aqueles que merecem primazia e os que são secundários, de modo a aplicar o tempo com sabedoria e conseguir resultados favoráveis na construção do futuro.

Essa selecção de objectivos dilui a ilusão — miragem perturbadora elaborada pelo ego — e estimula o emergir do Si, que rompe as camadas do inconsciente (ignorância da sua existência) para assumir o comando das suas aspirações.

Podemos dizer que o ser, a partir desse momento, passa a criar-se a si mesmo de forma lúcida, desde que, por automatismo, ele o faz através de mecanismos atávicos da Lei de evolução.

A acção do pensamento sobre o corpo é poderosa, ademais considerando-se que este último é o resultado daquele, através das tecelagens intrincadas e delicadas do perispírito (seu modelador biológico), que o elabora mediante a acção do ser espiritual, na reencarnação.”

                                         (continua)


 Grupo RAIO DE LUZ

[1] Xavier, Francisco Cândido – “Boa Nova” pelo Espírito Humberto de Campos

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