Tripulação Mensagem n.º 8  Home Up Mensagem n.º 9

DIVULGAÇÃO

 

 

 

 

 

Vida (2)

No campo da VIDA

b) Não pedi para nascer, vivo porque sou obrigado e acho que a vida é para ser vivida;

c) Vivo o dia de hoje, o futuro não me interessa.

 A intenção destas alíneas é identificar os jovens que se sentem deslocados na vida, com falta de horizontes.

Estes não deixam de ser casos, que embora em baixa percentagem nesta amostra de inquiridos, suscitem uma grande preocupação do grupo, pelo facto de potenciais cometimentos, quer pela positiva, quer pela negativa. Entendemos, que são casos que se forem deixados ao abandono facilmente se deixarão “engolir” pela obscuridade (tendências suicidas, vícios fáceis, etc.). Enquanto que se forem alertados e ajudados, poderão desenvolver grandes cometimentos no bom sentido, uma vez que a causa do seu estado é uma falta de resposta aos seus gritos (apelos). Esta conclusão é evidenciada pelos factos que nos atestam os resultados.

     Dos 6 inquiridos que responderam às alíneas acima referidas, obtivemos:

 Os seguintes aspectos negativos:

ð 2 dos inquiridos já tentaram o suicídio e ainda alimentam essa ideia, assim como um acredita que a morte é o fim de tudo e aceita a pena de morte.

ð 4 deles acreditam que Deus não é uma realidade e dentro da definição de Deus todos acham que Deus é um dogma.

ð 2 das mensagens, reflectem um vazio de algo que cada um pode dar e estes, não aproveitam a oportunidade de o fazer. 

Mensagens: 

2

Viver a vida é uma incógnita, sem sabermos porquê viver, se não se sabe o que está para lá dela. Mas, eu, mesmo assim, não acredito que esta vida seja "bela", pois não encontro felicidade nesta vida…Talvez na outra…quem sabe!!!

5

 

 Nos aspectos positivos analisamos:

ð 4 dos inquiridos responderam no campo do Espírito à alínea a) Nós somos constituídos por corpo e espírito, sendo o espírito eterno, mantendo a sua personalidade dos seus actos, após a morte do corpo. E nenhum respondeu à alínea b) Quando o corpo morre, acaba tudo, ficando o espírito “adormecido” à espera da ressurreição.

ð 4 jovens reflectem preocupações de aprendizado e que a informação chegue a outros jovens, de tal forma que  só constatando, compreenderão esta afirmação,  para tal as mensagens estão abaixo transcritas.  

Mensagens:

9

Todos os projectos têm de ser levados em frente, principalmente quando o tema vai de encontro com o auxílio às pessoas. A união faz a força e por isso todos em conjunto conseguirão atingir os objectivos.

 

 

27

Espero que as pessoas ajam de maneira inteligente, e antes de agir, pensem muito bem. Também espero que as pessoas vejam que algumas das vezes são ignorantes e que mudem a sua maneira de ser em relação a outras seitas ou religiões.

 

 

31

Gosto do trabalho que vocês estão a fazer. É bom saber que existem pessoas que querem ajudar outros e que existem estes grupos para a melhor convivência entre jovens. Desejo-vos boa sorte no vosso trabalho e continuação.

 

 

43

A minha mensagem vai ser o que eu tento seguir na vida. Pediram-me para ser sincera e é o que vou fazer.

Se acredito em Deus, não sei, mas acredito em algo que nos é superior. Ainda não percebi é porque existe tanta injustiça com inocentes se “Deus é tão justo e poderoso”. Se dizem que pagamos pelos erros de outras vidas, então um aborto é justo? Um dia queria Ter noção das respostas destas perguntas.

     Por agora só espero que parássemos um pouco para pensar nos outros, porque penso que todos nós merecíamos de um pouco de atenção daqueles que nos rodeiam.

No campo da VIDA

 d) Acho que o futuro constrói-se hoje e que o estudo, o trabalho e a educação são importantes para a nossa vida e evolução.

A escolha desta alínea por 70% dos inquiridos demonstra a sua aproximação à ideia geral e reinante do conceito humano, que é em si, predominantemente materialista.

Embora possamos considerar, bastante importante, este estado de consciência reflectido na alínea em causa, pois revela uma responsabilidade por parte dos mesmos, pensamos que não corresponderá a uma acção suficiente para contornar os problemas da vida. Uma das razões que nos leva a esta análise, é que a projecção dessa responsabilidade baseia-se no cumprimento da existência terrena, ou seja, a construção de um futuro pelo estudo e pelo trabalho, e não para atingir um estado de evolução mais vasto, mas pela simples necessidade de uma estabilidade a nível financeiro ou status social. Não têm a perspectiva da pluralidade das vidas, o que lhes pode tirar segurança e o entendimento da necessidade de ultrapassar as situações adversas e de seguir em frente.

São raros os casos que se conheçam de pessoas nessa situação, que após uma desgraça, mantenham o ânimo e a continuidade do trabalho a que se tinham proposto anteriormente.

Estes casos, já com mais frequência, se encontram nas pessoas "convictas que a vida continua".

A razão pela qual consideramos a alínea d) importante, é pelo facto do estado de consciência que estes inquiridos demonstram, poder ser a ponte de ligação ou de transferência para um estado de consciência da alínea a). Podemos mesmo atestar esta afirmação pela análise aos dados recolhidos na amostra efectuada.

 - Aspectos negativos que se aproximam do estado de consciência da alínea b) e c)

- Aspectos positivos que se aproximam do estado de consciência da alínea a)

 

Quadro-2

Concordas com a pena de morte?

E com o aborto?

Não

Não

33

19

Sim

Sim

9

19

Achas que a prostituição é um meio correcto de resolver problemas económicos?

Não

41

Sim

1

Em alguma situação recorrerias a esta hipótese?

Não

39

Sim

2

O que é para ti a morte?

a) Uma passagem para outra vida (espiritual)

b) O fim de tudo                                              

c) Não sei o que é por isso receio  

 

 

 

21

 

 

 

 

 

8

12

Já pensaste alguma vez em te suicidares?

Não

29

Sim

13

Chegaste a tentar?

Não

15

Sim

3

Acreditas em Deus?

 

Sim

31

Não Talvez

4

6

a) Deus é nosso Pai, Criador de tudo e de todos, perfeito e infinitamente bom e justo.

b) Deus é um juiz que nos castiga se pecarmos.  

c) Deus é um dogma, que não compreendo muito bem mas que sinto que existe.

 

15

 

 

 

0

22

1- Acreditas na existência da alma ou espírito?

Sim

28

Não

Talvez

2

11

2- Qual das afirmações se aproxima mais da tua noção da alma:

a) Nós somos constituídos por corpo e espírito, sendo o espírito eterno, mantendo a sua personalidade dos seus actos, após a morte do corpo.                  

          

b)Quando o corpo morre, acaba tudo, ficando o espírito "adormecido" à espera da ressurreição.                

c) Sinto que deve existir alguma coisa para além da morte e que faça com que a vida tenha uma finalidade, mas não sei o quê, nem como.

 

 

 

20

 

 

 

 

 

 

3

 

20

Mensagens que se aproximam do  estado de consciência da alínea a) 

40

    Gostava que tudo fosse diferente; houvesse menos ódio, não houvesse guerra, nem fome, nem doenças; mas que em contrapartida houvesse muito amor, carinho, paz.

    Viver é algo de maravilhoso, é uma experiência única, não que viver tem os seus riscos; á nossa volta há muita violência que se deve em grande parte é droga, fome, miséria, crianças com fome, idosos desalojados, etc...

Viver é bom, mas será ainda melhor se pensarmos no que podemos fazer pelos outros, nessa “pequena” “ajuda”, que se todos déssemos ao próximo, não seriamos somente nós a viver esta experiência única, mas estaríamos a dividir com os “outros”, o que de bom sentimos.

 

 

55

    São poucas as pessoas que acreditam na existência do espírito, outros por medos e receios recusam-se a admitir a sua existência. Só o esclarecimento pode levar as pessoas a enfrentar fantasmas do passado, e era positivo e a existência em maior número de reuniões em que fosse debatidas as questões do espírito.

    “O corpo degrada-se mas o espírito permanece.”

 Mensagem exemplo, de outras, que evidenciam o estado de contradição / confusão dos  jovens. 

47

    - A vida para mim é mais uma etapa que nós deveremos enfrentar com frontalidade e coragemC, mas acho que a vida em “si” não faz sentido porque torna-se monótona, uma pessoa nasce, cresce, faz pela vida, uns mais que os outros, e no fim morremos todos de uma maneira ou de outra, sem qualquer tipo de diferençaD. Não entendo o porquê das pessoas batalharem tanto e no fim morremos. E

 FProcura e acharás 

O ADOLESCENTE E O SEU PROJETO DE VIDA 

A partir de Freud o conceito de sexo sofreu uma quase radical transformação. O eminente Pai da Psicanálise procurou demonstrar que a sexualidade é algo maior do que se lhe atribuía até então, quando reduzida somente à função sexual. Ficou estabelecido que a mesma tem muito mais a ver com o indivíduo no seu conjunto, do que específica e unicamente com o órgão genital, exercendo uma forte influência na personalidade do ser.

Naturalmente, houve excesso na proposta em pauta, nos seus primórdios, chegando-se mesmo ao radicalismo, que pretendia ser a vida uma função totalmente sexual, portanto, perturbadora e conflitiva.

Sempre se teve como fundamental que a vida sexual tinha origem na puberdade, no entanto, sempre também se constataram casos de manifestações prematuras do sexo, em razão do amadurecimento precoce das glândulas genésicas.

A Freud coube a tarefa desafiadora de demonstrar a diferença existente entre a glândula genital, responsável pela função procriadora, e a de natureza sexual, que se encontra ínsita na criança desde o seu nascimento, experimentando as naturais transformações que culminariam na sexualidade do ser adulto. Ainda, para Freud, a função de natureza sexual é resultado da aglutinação de diversos instintos - heranças naturais do trânsito do ser pelas fases primárias da vida, nas quais houve predominância da natureza animal, portanto, instintiva - que se vão transformando, organizando e completando-se até alcançarem o momento da reprodução, igualmente ligada àquele período inicial da evolução dos seres na Terra.

No transcurso desse desenvolvimento dos denominados instintos parciais, muitos factores ocorrem naturalmente, sendo asfixiados, transferidos psicologicamente, alterados, dando nascimento a inúmeros conflitos da personalidade. A personalidade, desse modo, é o resultado de todas essas alterações que sucedem nas faixas primeiras da vida e que são modificadas, transformadas e orientadas de forma a construir o ser equilibrado.

Trata-se, portanto, de uma força interior que se desenvolve no ser humano e quase o domina por inteiro, estabelecendo normas de conduta e de actividade, que o fazem feliz ou desventurado, saudável ou enfermo.

Para entender esse mecanismo é indispensável remontar às reencarnações anteriores por onde deambulou o Espírito, que se torna herdeiro do património das suas acções, ora actuantes, como desejos, tendências, manifestações sexuais impulsivas ou controladas.

Houvesse, o eminente vienense, recuado à ancestralidade do ser imortal, superando o preconceito que lhe hipertrofiava a visão científica, reduzindo-a, apenas, à matéria, e teria conseguido equacionar de forma mais segura os problemas do sexo e da sexualidade.

Não obstante, essa força poderosa é que, de certa forma, influencia a vida, no campo das sensações, levando a resultados emocionais que se estabelecem no psiquismo e comandam a existência humana que, mal orientada, pouco difere da animal.

É nesse período, na adolescência, que se determinam os programas, os projectos de vida que se tornarão realidade, ou não, de acordo com o estado emocional do jovem.

 Convencionou-se que esses programas existenciais devem ser estruturados na visão ainda imediatista, isto é, no amealhar de uma fortuna, no desfrutar do conforto material, no adquirir bens, no ter segurança no trabalho, na liberalidade afectiva, no prazer... Muitos programas têm sido estabelecidos dentro desses limites, que pareceram dar certo no passado, mas frustraram pessoas que se estiolaram na amargura, no desconforto moral, na ansiedade mal contida.

O ser humano destina-se a patamares mais elevados do que aqueles que norteiam o pensamento materialista, quais sejam, o equilíbrio interior, o domínio de si mesmo, o idealismo, a harmonia pessoal, a boa estruturação psicológica, e, naturalmente, os recursos materiais para tornar esses propósitos realizáveis.

Para tanto, o propósito de vida do jovem deve centrar-se na busca do conhecimento, na vivência das disciplinas morais, a fim de preparar-se para as lutas nem sempre fáceis do processo evolutivo, na reflexão, também na alegria de viver, nos prazeres éticos, na recreação, nos quais encontra resistência e renovação para os deveres que são parte integrante do seu processo de crescimento pessoal.

Somente quem se dispõe a administrar os desafios, consegue planar acima das vicissitudes, que passam a ter o significado que lhes seja atribuído. Quando se dá a inversão de metas, ou seja, a necessidade de gozo e de desfrutar de todas as comodidades juvenis, antes de equipar-se de valores morais e de segurança psicológica pelo amadurecimento das experiências e vivências, inevitavelmente o sofrimento, a insatisfação, a angústia substituem os júbilos momentâneos e vãos.

O adolescente actual é Espírito envelhecido, acostumado a realizações, nem sempre meritórias, o que lhe produz anseios e desgostos aparentemente inexplicáveis, insegurança e medo sem justificativa, que são remanescentes de sua consciência de culpa, em razão dos actos praticados, que ora veio reparar, superando os limites e avançando com outro direccionamento pela caminho da iluminação interior, que é o essencial objectivo da vida.

O projecto de uma vida familiar, de prestígio na sociedade, de realizações no campo de actividades artísticas ou profissionais, religiosas ou filosóficas, é credor de carinho e de esforço, porque deve ser fixado nos painéis da mente como desafio a vencer e não como divertimento a fruir. Todo o esforço, em contínuo exercício de fazer e refazer tarefas; a decisão de não abandonar o propósito em tela, quando as circunstâncias não forem favoráveis; o controlo dos impulsos que passarão a ser orientados pela razão, ao invés de encontrarem campo na agressividade, na violência, no abuso juvenil, constituem os melhores instrumentos para que se concretize a aspiração e se torne realidade o programa da existência terrena.

O adolescente está em formação e, naturalmente, possuindo forças que devem ser canalizadas com equilíbrio para que não o transtornem, necessita de apoio e de discernimento, de orientação familiar, porque lhe falta a experiência que melhor ensina os rumos a seguir em qualquer tentame de vida.

Nesse período, muitos conflitos perturbam o adolescente, quando tem em mira o seu projecto de vida ainda não definido. Surgem-lhe dúvidas atrozes na área profissional, em relação ao que sente e ao que dá lucro, ao que aspira e ao que se encontra em moda, àquilo que gostaria de realizar e ao aspecto social, financeiro da escolha... Indispensável ter em mente que os valores imediatos sempre são ultrapassados pelas inevitáveis ocorrências mediatas, que chegarão, surpreendendo o ser com o que ele é, e não apenas em relação ao que ele tem.

Caracteriza-se aqui a necessidade da auto-realização em detrimento do imediato possuir, que nem sempre satisfaz interiormente.

Há muitas pessoas que têm tudo quanto a vida oferece aos triunfadores materiais, e, no entanto, não se encontram de bem com elas mesmas. Outros sim, possuem tesouros que trocariam pela saúde; dispõem de haveres que doariam para fruírem de paz; desfilam nos carros de ouro dos aplausos e prefeririam as caminhadas afectivas entre carinho e segurança emocional...

Desse modo, o projecto existencial do adolescente não pode prescindir da visão espiritual da vida; da realidade transpessoal dele mesmo; das aspirações do nobre, do bom e do belo, que serão as realizações permanentes no seu interior, direccionando-lhe os passos para a felicidade.

Os haveres chegam e partem, são adquiridos ou perdidos, porém, o que se é, permanece como directriz de segurança e mecanismo de paz, que nada consegue perturbar ou modificar.

Para esse cometimento, a boa orientação sexual faz-se indispensável na fase de afirmação da personalidade do adolescente, como ocorre nos mais diferentes períodos da vida física.”[1]

 Grupo RAIO DE LUZ

[1] Franco, Divaldo Pereira – “Adolescência e Vida” pelo Espírito Joanna de Angelis

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